sexta-feira, 14 de agosto de 2009

De volta ao Vórtex, parte II

De volta ao Vórtex, parte I

Gordon acordou no chão, vomitando. De sua boca saíam os pedaços do homenzinho que ele havia engolido, agora morto e despedaçado no chão.

- Não se preocupe, ele regenera. Você vai descobrir que tem muita coisa difícil de morrer aqui dentro da nossa cabeça. - Disse Beggar, o velho mulanbento e magro que observava o jovem se levantar.

- Isso foi uma alucinação? - Gordon perguntou pressuroso.

- Não, não foi. Era uma lembrança. A Batalha do Templo de Ouro. Tinha sido até então o maior acontecimento do Vórtex. Nossa mente nunca tinha sido tão abalada. Até agora.

Gordon olhava para Beggar com compreensão no olhar. A idéia de que algo horrível estava acontecendo.

- Exatamente. - Beggar confirmou.

- Terrível. Terrível. O que aconteceu? Outra batalha? - Gordon parecia tentar juntar pedaços de sua mente, pensava com uma expressão de terror no rosto.

- Pior. - Beggar concluiu sinistro. - Muito pior eu diria. Não existe mais Amor no Vórtex desde a batalha, Solidão foi banido e vaga por terras longuínquas, meio vivo e meio morto depois de receber o Omega Slash. Lá fora, tudo se desenrola no sentido de abalar nossa mente, você entende que estamos caminhando rumo a perdição? Você é o único capaz de fazer algo Convicto.

- O que eu devo fazer? - Gordon fitava Beggar.

- Você tem que se convencer de que não vai ficar louco...

As palavras do monge-mendigo flutuaram no ar por alguns instantes, enigmáticas e agourentas. Gordon olhava para o velho sem saber o que dizer, o velho retribuía um olhar preocupado e sincero.

- COMO eu vou fazer isso? - O jovem perguntou com uma nota de terror na voz.

- Vamos caminhar um pouco. - Beggar disse levantando-se.

Gordon ainda não tinha reparado, mas a floresta negra havia desaparecido, estavam agora num campo de grama azulada, e já não era mais noite, brilhava um sol intenso, era um lindo dia. Os dois caminharam por uma pequena trilha entre as colinas azuis por alguns minutos. O tempo no Vórtex era volátil e efêmero, assim como o clima. Logo se aproximaram de uma construção familiar, Gordon reconheceu o Templo de Ouro no centro de uma colina.

- Eles estão lá? Os outros? - Banks perguntou.

- Não, estão em seus domínios evitando que tudo desabe. Só um deles vive aqui no templo.

- Quem? Razão?

- Não. Nossa grande e cabeluda amiga Ananasi.


A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte I: Ananasi, a Acromântula do Destino.

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