segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Confesso que... (My Identity Crisis)

Confesso que eu amo todo mundo, mesmo quem não merece e mesmo quem eu não conheço, e mesmo quem acha que eu não amo...sim é pra vc mesmo, eu te amo tb, fica assim não. Eu amo que me gostem tanto, amo que me desprezem e que sintam pena de mim, amo que me ignorem e me rejeitem, amo que me mandem sms de vez em quando, amo que me vejam como um herói, amo que me vejam como um vilão, amo que me mander se foder quando eu falo merda, amo que me irritem com um bom dia, amo que me considerem um irmão, amo que bebam comigo, amo que fumem comigo, amo que me perguntem o que foi mesmo quando eu digo que não é nada. Amo demais, tudo isso, a vida, a merda toda na vida, a merda toda na qual nós estamos todos juntos...

Amor demais né? Chega a ser estranho que eu me sinta mal se eu tenho tanto amor assim pra dar, mas acho que o lance é esse. Vida confusa.

Eu acabei de ressurgir das cinzas como uma maldita ave Fênix, mais forte, mais inteligente, mais feroz, mais capaz, mais belo, mais rancoroso. O mundo ainda me parece imenso e inóspito, mas de alguma forma eu me sinto maior que o mundo, como se ele é que lamentasse me ter por perto.

Não me deram escolha nenhuma...eu disse: "Se for assim, eu vou ser mau.", mas ninguém ligou...me permitiram virar essa coisa feliz e vingativa e sem escrúpulos. Eu acredito em karma, o problema é quando eu deixo de pensar que eu estou recebendo o que o universo me deve e começo a achar que eu estou tomando as coisas dos outros. Nesse caso, meu karma me espera ali na esquina.

Acabou a pena que eu sentia de mim, mas surgiram tantas coisas novas no lugar. Levei minha amoralidade aos limites do cinismo. Me tornei a serpente que uns diziam que eu era desde o começo, e me peguei admirado com o brilho das minhas escamas, com a minha velocidade. E como se já não fosse terrível o suficiente me transformar na epítome de tudo que eu sempre odiei, Deus me deu um maravilhoso par de asas com plumas vermelhas, como se dissesse "Vai lá garoto, toca o puteiro!"

Agora eu não tenho mais pena, nem sou inseguro e nem vou implorar nunca mais pelo amor de alguém que tão obviamente não me merece, mas tem sido difícil aguentar o gosto de sangue na boca, das pessoas que eu tenho machucado sem nem perceberem. Eu não me vejo mais como um coitado, mas me vejo como um demônio, um devorador de gente, mas puxa vida, minhas escamas são tão brilhantes que eu não sei se eu quero mesmo ser alguma coisa além disso. Talvez no futuro. Talvez na próxima jogada, quando refizerem minha ficha.

Gordon Banks


[Muito tempo sem postar, a verdade é que eu não tenho a mínima idéia de como continuar a história, mas não se desesperem, eu pretendo continuar e concluir "O Inferno de Gordon"]

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Inferno de Gordon, parte II: Tornado, Rei-Coragem.

Beggar, que conhecia melhor o caminho, caminhava na frente seguido de perto por Gordon. A toca de Ananasi já estava longe e a floresta se extendia na frente deles sem sinal de ter fim.

- Ainda falta muito? - Gordon perguntou entediado.

- Distância, tempo, nada disso realmente significa alguma coisa no Vórtex. Falta o que nos será necessário pra alcançar o castelo. - Beggar respondeu.

- Mas isso é muito?

Beggar respondeu com um grunhido mal-humorado e continuou andando, Gordon sorriu maroto.

Os dois caminharam por mais algum tempo, a tarde ensolarada os revigorava e o ar na floresta era fresco e puro. Pássaros cantavam as mais absurdas combinações de notas naquela floresta e Gordon se pegou prestando atenção nas canções caóticas de um pássaro que parecia gorjear Fear of the Dark. Foi quando, pelo canto dos olhos, o jovem viu uma sombra se esgueirando.

- Beggar, tem algo ali. - Disse aprontando para um amontoado de arbustos.

O monge se virou com punhos cerrados encarando a moita.

- Saia daí. - Ordenou.

Dos arbustos saiu um urso imenso com olhos muito negros. Ele não olhava para Beggar, tinha o olhar fixo em Gordon. Começou a falar e sua voz era muito grave e terrível.

- Eu sou Desespero. Recebi ordens de acompanha-lo Convicto, pois de agora em diante a sua jornada vai ser cada vez mais desesperadora. - Ele forçou um rosnado que lembrou uma risada. - Se no final do caminho você não tiver superado tudo e se convencido de que a loucura não vai tomar controle do Vórtex, eu vou devora-lo.

Gordon fitava o urso com uma nota de surpresa, mas fechou os olhos e respirou fundo. Quando se dirigiu ao monstro, sua voz era calma e confiante:

- Pode vir conosco, desde que essa sua bunda gorda não atrase a gente.

O urso urrou de fúria e se levantou sobre as patas traseiras, ergueu a imensa pata esquerda e preparou as garras para um golpe que seria letal.

- Pare Desespero. - Veio uma voz calma de cima da copa de uma árvore. Sentado num galho estava Tornado, o elfo azul. - Não foi isso que lhe mandaram fazer.

O urso voltou seus olhos vazios para o elfo, sem resposta. Depois olhou para Gordon e novamente se colocou sobre as quatro patas resignado.

- Estávamos te procurando Tornado. - Disse Beggar.

- Sim eu sei. Nada que acontece nessa floresta me passa desapercebido. Vou guia-los até meu castelo. - Saltou para o chão. - Mas você não vai poder entrar. - Disse encarando o Urso.

Foram os quatro por uma pequena trilha que não seria notada por alguém inexperiente. Subiram uma colina onde a floresta ficava calva de árvores e ao longe Gordon pode ver uma árvore colossal. Observando melhor, ele reparou que na árvore haviam minúsculas janelas e sacadas em vários pontos. Olhou impressionado para o elfo:

- Aquilo é o seu castelo?

Tornado apenas sorriu e continuou caminhando na direção da árvore.

O "castelo" ficava cada vez mais impressionante a medida que se aproximavam. A copa da árvore gigante fazia sombra a 400 metros do tronco, esse que devia ter mais de 100 metros de diâmetro. Nas janelas e portas, escadarias e sacadas, Gordon via pequenos trabalhadores a serviço do castelo, eram coelhos, esquilos, castores, marmotas e alguns ratinhos do campo, que limpavam as paredes com esmero e roíam as farpas da madeira.

Chegaram então na entrada principal, uma porta de 3 metros de altura, escavada no tronco. Desespero recuou e foi deitar-se no gramado debaixo de uma janela próxima às raízes, enquanto os outros 3 entraram.

- Muito cuidado com ele Gordon. - Disse Tornado. - Ele vai devora-lo se tiver a chance. Você não pode se render à dúvida, seja convicção assim como sempre foi. Não deixe de ter esperança. E acima de tudo, seja corajoso.

Gordon não soube bem como responder, apenas acenou com a cabeça positivamente e continuou seguindo o rei daquele castelo bizarro.

Ao longo das paredes ficavam lampiões de vidro fosco, Gordon teve a impressão de ver o fogo se movendo lá dentro, como uma coisa viva, aproximou o rosto e pode ver os homenzinhos vermelhos todos presos nos lampiões. A luz de seus corpos iluminava o castelo. Continuaram seguindo em frente e aqui e ali Gordon via os servos do castelo, roedores simpáticos que acenavam e sorriam com cumprimentos cordiais.

Chegaram então numa porta ainda maior que a porta da entrada, onde duas raposas estavam de guarda e fizeram reverência ao rei quando ele passou por elas. O salão por trás da porta era imenso e bem decorado, no fundo havia um trono muito tosco de madeira, mais parecia uma árvore morta, mas Tornado se sentou nele com a altivez de um monarca e o trono pareceu ganhar sua altivez.

- Coragem. - O elfo começou. - Muitos pensam que saber esconder o medo é sinal de coragem, estão errados. Outros pensam que coragem é ser temerário e se atirar contra adversários que não se pode vencer, mas também estão errados. A coragem na verdade... - Tornado fitou Gordon com um olhar curioso. - O que é coragem?

- Coragem é a capacidade de enfrentar obstáculos. - Gordon respondeu.

- Sim, acho que também se encaixa. - O rei coçou o queixo imberbe. - Coragem é a ausência do medo. - Ele disse organizando o raciocínio. - Não me olhe assim, eu sei que parece óbvio demais, mas pense a respeito. Coragem é não ter medo de mostrar quem você realmente é. Coragem é não ter medo de expor suas idéias e ideais. Coragem é acreditar em si mesmo. Acreditar. Em muitos aspectos, coragem se parece com convicção.

Beggar apenas observava o diálogo com um pequeno sorriso no rosto.

- Entendo. - Disse Gordon. - Devo ter a coragem de enfrentar essa jornada, seguir em frente sem medo. Não me entregar ao desespero, confiar no meu instinto.

Sem aviso, uma fadinha azul saiu do meio dos cabelos revoltos de Tornado e foi sentar-se no ombro de Gordon.

- Elas voltaram, as fadas azuis. - O rapaz disse com um sorriso.

- Minhas crias. - Disse Tornado. - Elas são a Inspiração. Se você pensar bem, inspiração também é uma espécie de coragem.

Conversaram por mais algumas horas na sala do trono e então escureceu novamente. Tornado convidou os visitantes para um banquete e deixou que Desespero entrasse no castelo para comer. No meio da noite, já descansados e cientes de que a noite podia durar anos, resolveram partir sem esperar o amanhecer.

- Sigam para o Norte Beggar, Londres é a próxima cidade. - O elfo azul disse com certo desprezo.

- Entendo. - Beggar respondeu.

Partiram, na entrada do castelo estava Tornado e todos os seus servos, acenando e gritando adeus e boa sorte. Aos poucos sumiram na mata o monge, o jovem, o urso e um enxame de pequenas fadinhas azuis.

Enquanto caminhavam, Gordon se voltou para Beggar:

- O que tem em Londres?

Mas antes que Beggar pudesse responder, a voz gutural de Desespero soou sinistramente:

- Um assassino.


A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte III: Slayer, Plebeu-Medo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Inferno de Gordon, parte I: Ananasi, a Acromântula do Destino.

Caminharam pra dentro do Templo de Ouro, o velho monge e o rapaz. Não havia ninguém no hall principal.

- Ninguém em casa. - Gordon disse. - Pelo jeito ela também tem afazeres.

- Ananasi não mora aqui. Ela mora nas profundezas do templo. - Disse o velho magro caminhando na direção de uma passagem escura que Gordon reconheceu como sendo o lugar do qual saíra o Cavaleiro Solitário no dia da batalha.

O rapaz não se animou de ter que entrar naquele corredor que ele nem mesmo sabia pra onde levava, mas acompanhou seu guia escuridão adentro. Os dois caminharam os primeiros metros com tranquilidade, mas logo a luz foi diminuindo drásticamente, até ficar quase impossível enxergar qualquer coisa. Gordon sentia finas teias de aranha se agarrando às suas temporas e afastou-as com as mãos, não conseguia ver se Beggar estava tendo o mesmo problema. Quanto mais seguiam, mais úmido e pesado parecia o ar, e estava ficando claro que o corredor descia, mesmo que levemente. Durante alguns minutos a luz desapareceu completamente, não se via nada no túnel, mas então começou novamente a clarear e o jovem pode ver no final do corredor a luz pálida do dia.

Saíram do túnel no fundo de um poço imenso com cerca de 40 metros de diâmetro. No chão estavam espalhados ossos de vários tamanhos, muitos deles de aparência humana, mas fragmentados demais para se ter certeza. O poço subia vertical e sua saída estava em algum lugar entre 100 e 200 metros de altura do fundo. Entre as paredes, pra quase todos os lugares que se olhava, grossas teias de aranha, grossas como cabos de aço cruzavam o diâmetro do poço em todas as direções. No lado oposto ao da saída do túnel havia uma escada que subia pela parede do poço em espiral.

- Ela nunca está aqui no fundo, vamos ter que subir e encontra-la. - Beggar disse experiente. - Tome cuidado pra não tocar em nada que nos faça ser mortos.

- Mortos?

- Essas teias não são meras teias de aranha comum. São as teias de Ananasi, a acromântula do destino. Essas teias são as ligações do nosso corpo físico com as energias místicas do universo que regem o destino e os acontecimentos.

Gordon fitava Beggar com um olhar confuso. O monge-mendigo continuou:

- Cada fio que você está vendo é relacionado diretamente e algum acontecimento da sua vida. Pegar um ônibus. Escovar os dentes. Conhecer alguém. Conversar com alguém. Se um fio se partir, você vai perder não só todas as lembranças daquilo, mas também todos os desdobramentos. Por exemplo, se você estourasse o fio que representa seu pai, você ia se esquecer completamente dele, mas todos os fios relacionados a ele também iam desaparecer e você ia começar a perder memórias aleatórias que resultariam das ações dele na sua vida.

- Cara isso é muito complexo. - Gordon disse finalmente. - Não sei bem se entendi tudo, mas vou tentar não tocar em nada.

Beggar abriu a boca pra dizer algo, mas desistiu, realmente era um assunto complexo. Começou a subir a escada em espiral e o rapaz foi logo atrás. A escada era estreita, tinha no máximo 1m de largura. No começo não incomodava, mas logo começou a ficar bem alto e Gordon olhava pra baixo inseguro. Quando estava a 10m do chão apareceram as primeiras teias no caminho, estavam grudadas na parede diretamente no lugar onde eles precisavam passar. Beggar parou e tentou pensar num jeito de passar sem perturbar os fios cósmicos.

Enquanto o velho pensava, Gordon olhava para os fios e viu um brilho azulado em um deles, o que estava mais baixo. Não era claro, mas de alguma forma o rapaz começou a entender do que se tratava aquele fio, o que ele era e representava.

- Quebre esse aqui Beggar.

- Não podemos, não sabemos o que vai acontecer.

- É uma lembrança sobre um corte de cabelo ruim quando eu tinha quatro anos, sem maiores consequências. Pode quebrar.

- E como você sabe disso?

Os olhos de Gordon ficaram amarelos.

- Os olhos da besta. Mas é claro! - O monge disse com entendimento. - Os olhos que Everton implantou em você eram os olhos que Ananasi perdeu durante a batalha do templo! Isso nos dá uma vantagem aqui, você deve ir na frente Convicto.

Gordon passou a ir na frente quebrando aqui e ali algum fio de uma memória ou acontecimento desimportante e sem consequências. Conforme subiam, a quantidade de teias aumentava e com os olhos amarelos o rapaz enxergava os brilhos azuis de fios finos e desimportantes, os verdes que eram as consequências de certos acontecimentos e os grossos fios vermelhos que ele logo entendeu, eram os fios que jamais poderia ser cortados sem consequências terríveis. Continuaram subindo, mais e mais, já devia estar a 80 ou 90 metros do chão, uma queda seria fatal agora. Nada ainda da acromântula. Gordon percebeu que a quantidade de fios vermelho aumentava cada vez mais, prosseguir estava se tornando cada vez mais difícil.

Num certo momento não havia como prosseguir, estava cercados por todos os lados por fios vermelhos. Eles formavam uma teia densa no meio do poço.

- Acho que podemos prosseguir por aqui. - Disse Gordon pulando no meio da teia que balançou perigosamente, mas não se partiu.

Beggar o seguiu sem muita certeza e os dois começaram a escalar as teias, o emaranhado balançando e rangendo, mas nenhum único fio se partiu. Subiam no meio dos fios brancos e macios e não viam nada em direção alguma.

- E quando a encontrarmos? O que faremos? - Gordon perguntou.

- Ainda não sei.

Finalmente escalaram até um lugar em que os fios formavam um chão. Dessa teia apenas alguns fios partiam pra cima, cerca de 40 deles, todos com o brilho avermelhado. No fundo um fio chamou a atenção de Gordon. Era muito mais grosso que todos os outros e tinha um brilho dourado. O jovem caminhou até ele, Beggar ia ao seu lado muito atento olhando pra cima e para as paredes altas, ainda faltavam uns 30 metros pra chegarem no topo do poço. A mão do rapaz estava quase tocando o fio quando eles ouviram um rugido familiar, só podia ser Ananasi.

A aranha imensa, do tamanho de um ônibus, veio descendo por um fio que ela produzia de seu abdômen. Seus nove olhos de tigre estavam injetados e suas presas soltavam gotas grossas de um líquido verde, o veneno corrosivo da besta.

- Não toque! - Ela urrou enquanto suas oito pernas atingiam finalmente o chão de teias onde estavam.

- Nós estamos aqui pra evitar uma catástrofe. - Beggar tomou a frente.

- Eu saber. - O monstro sussurrou. - Eu estar protegida aqui. Loucura não alcançar tão fundo. Instinto permanece.

- Ananasi representa nosso instinto Gordon. É ela quem lhe fornece a empatia que você tem, é por causa dela que você tem uma boa percepção e julga bem o caráter das pessoas.

- O que é aquele fio dourado? - Gordon deu pouca atenção às palavras do monge.

- Você saber. - A aranha caminhou e a teia balançava a cada passo. - Destino dourado. Destino que Ananasi não pode mudar.

- Ela pode mudar qualquer coisa aqui, menos esse fio dourado. - Gordon disse pra si mesmo. - Você sabe qual fio eu procuro Ananasi, o fio de quem eu procuro, se eu parti-lo, se nós nunca a tivermos conhecido, tudo vai ficar bem.

Os olhos de tigre encaravam Gordon, agora um pouco menos vidrados, como se a aranha adquirisse uma consciência por um momento.

- O fio que você procura é o fio dourado.

Beggar apenas assistia. Ananasi recuou. Gordon caiu de joelhos, seu rosto era pura angústia. Ele não podia mudar nada. Podia apagar sua vida toda se quizesse, podia tacar fogo naquele poço e a única coisa que ia sobrar seria aquela única lembrança indestrutível.

- Vamos embora Beggar, estamos perdendo tempo aqui. O único fio que poderia nos salvar da loucura é o único que não pode ser destruído, é o causador da loucura.

Beggar nada disse, caminhou até Ananasi e montou na aranha. Ela foi até Gordon e deu a entender que ele devia repetir o gesto. Com os dois montados em seu lombo a aranha escalou com agilidade os últimos 30 metros do poço. Foram deixado do lado de fora do poço, numa pequena floresta de aparência alegre.

- Onde estamos? - Gordon perguntou.

- Em terras amigas. O palácio de Tornado fica nessa floresta. Acho que deve ser nossa próxima parada ou Ananasi não teria nos deixado aqui.

Enquanto falavam a acromântula se enfiou de volta em seu buraco silenciosamente.

- Vamos andando por aqui. - Beggar convidou.


A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte II: Tornado, Rei-Coragem.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

De volta ao Vórtex, parte II

De volta ao Vórtex, parte I

Gordon acordou no chão, vomitando. De sua boca saíam os pedaços do homenzinho que ele havia engolido, agora morto e despedaçado no chão.

- Não se preocupe, ele regenera. Você vai descobrir que tem muita coisa difícil de morrer aqui dentro da nossa cabeça. - Disse Beggar, o velho mulanbento e magro que observava o jovem se levantar.

- Isso foi uma alucinação? - Gordon perguntou pressuroso.

- Não, não foi. Era uma lembrança. A Batalha do Templo de Ouro. Tinha sido até então o maior acontecimento do Vórtex. Nossa mente nunca tinha sido tão abalada. Até agora.

Gordon olhava para Beggar com compreensão no olhar. A idéia de que algo horrível estava acontecendo.

- Exatamente. - Beggar confirmou.

- Terrível. Terrível. O que aconteceu? Outra batalha? - Gordon parecia tentar juntar pedaços de sua mente, pensava com uma expressão de terror no rosto.

- Pior. - Beggar concluiu sinistro. - Muito pior eu diria. Não existe mais Amor no Vórtex desde a batalha, Solidão foi banido e vaga por terras longuínquas, meio vivo e meio morto depois de receber o Omega Slash. Lá fora, tudo se desenrola no sentido de abalar nossa mente, você entende que estamos caminhando rumo a perdição? Você é o único capaz de fazer algo Convicto.

- O que eu devo fazer? - Gordon fitava Beggar.

- Você tem que se convencer de que não vai ficar louco...

As palavras do monge-mendigo flutuaram no ar por alguns instantes, enigmáticas e agourentas. Gordon olhava para o velho sem saber o que dizer, o velho retribuía um olhar preocupado e sincero.

- COMO eu vou fazer isso? - O jovem perguntou com uma nota de terror na voz.

- Vamos caminhar um pouco. - Beggar disse levantando-se.

Gordon ainda não tinha reparado, mas a floresta negra havia desaparecido, estavam agora num campo de grama azulada, e já não era mais noite, brilhava um sol intenso, era um lindo dia. Os dois caminharam por uma pequena trilha entre as colinas azuis por alguns minutos. O tempo no Vórtex era volátil e efêmero, assim como o clima. Logo se aproximaram de uma construção familiar, Gordon reconheceu o Templo de Ouro no centro de uma colina.

- Eles estão lá? Os outros? - Banks perguntou.

- Não, estão em seus domínios evitando que tudo desabe. Só um deles vive aqui no templo.

- Quem? Razão?

- Não. Nossa grande e cabeluda amiga Ananasi.


A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte I: Ananasi, a Acromântula do Destino.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

As Crônicas do Vórtex, parte final: 10 pessoas no templo de ouro.

[Bom, finalmente termina essa parte das Crônicas do Vórtex, agradeço a todos que leram e só pra lembrar, a verdadeira batalha do Templo de Ouro aconteceu há 3 anos atrás que foi quando eu escrevi esse texto e postei em 8 partes no meu antigo fotolog. Quem quiser conhecer o texto original e ver um pequeno extra que conta o destino do Cavaleiro Solitário, por favor clique aqui. Foi bem legal reler e reescrever algumas partes da coisa toda e por uma grande coincidência eu passei pela mesma situação de 3 anos atrás justamente enquanto postava novamente esse texto, timing perfeito. Após o final dessa saga eu começo a escrever uma outra apresentando alguns personagens que não aparecem na saga original. Novamente agradeço a quem teve saco de ler, se gostaram, façam propaganda ;)]

Parte I: O Prisioneiro.
Parte II: Medo.
Parte III: Batalha em nome do Amor.
Parte IV: Dedos quebrados e lábios partidos.
Parte V: First Blood.
Parte VI: Colisão.
Parte VII: Todos contra o Amor.


07/12/05


O Cavaleiro Solitário e Gordon se encontraram no meio do templo, os punhos erguidos, um soco de cada lado. Banks foi arremessado contra a parede, bateu com um baque surdo e caiu no chão, aparentemente inconsciente.

- Eu sinceramente achei que você ia aguentar mais do que um soco. - O Cavaleiro disse com ar decepcionado, se virou de costas e foi andando para o túnel de onde viera, a batalha estava vencida.

- Eu aguento bem mais que um soco. – O jovem abriu os olhos, tentava se sentar no chão, o Cavaleiro se virou para ele com ar surpreso.

- Bom, parece que eu tenho mais alguns minutos pra me divertir então. - Caminhou na direção do jovem que antes caído, agora estava sentado no chão.

O que se seguiu foi uma sessão de espancamento, Gordon era arremessado contra todas as paredes, contra o teto, contra o chão, levava socos e chutes, cabeçadas. O Cavaleiro jogou o adversário contra o corpo gigante de Ananasi, o jovem caiu e ficou ali, de rosto pro chão.

- Bom, acho que isso dá um fim nas suas convicções. - O Cavaleiro zombou.

- Na verdade... - Gordon se levantou com extrema dificuldade - Ainda não. Se você ainda não percebeu, eu NUNCA vou cair.

- Você se superestima Gordon, você sabe do que eu sou capaz.

- Eu não tenho ambição de derrota-lo Cavaleiro, mas é só que... esse é meu “poder”... eu nunca vou ser derrotado enquanto acreditar que posso vencer.

- O quê? - O Cavaleiro tinha um olhar incrédulo.

- É isso... enquanto eu acreditar, eu vou continuar me levantando.

- Bobagem! - O Cavaleiro começou uma nova sessão de espancamento.

No primeiro soco os óculos de Gordon voaram longe, estilhaçados, no segundo soco, o nariz já quebrado e deformado foi atingido, o piecing saiu voando e caiu no chão coberto de sangue. Banks continuava sendo jogado e socado de todos os modos possíveis.

- Levante-se agora! - O Cavaleiro ordenou.

Gordon não conseguiu, as pernas estavam quebradas, um dos braços também, o rosto estava desfigurado, coberto de sangue. Mas ele continuava consciente.

- Você é um derrotado, eu tinha razão. - O Cavaleiro riu.

Gordon se prendeu pensativo às palavras do cavaleiro..."Razão"..."Razão"..."Razão"...Como ele não havia pensado naquilo antes?

- Razão. - Cuspiu a palavra da boca ensanguentada.

- O quê? - O Cavaleiro se aproximou pra ouvir melhor.

- Razão.

- Fale alto moleque!

- RAZÃO!!! - Banks urrou e caiu inconsciente finalmente.

O Cavaleiro não entendeu a princípio, mas logo seu rosto foi tomado de terror. Ouviu um som às suas costas.


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Era como um clangor de trombetas e tambores. Uma música magnífica e apocalíptica, alguns, dependendo do que estavam dispostos a ouvir, podiam escutar rugidos de animais, coros de vozes, explosões, sons da natureza, tudo misturado àquele canção celestial.

Uma luz intensa rasgou o céu e o teto do templo. No meio da luz um vulto permanecia parado observando os limites do templo semidestruído.

Era alto, o corpo atlético, de suas costas emergiam três pares de asas espetaculares, brancas e brilhantes.

Tentar olhar para seu rosto era como olhar para o sol, só que imensamente mais incômodo, os cabelos refulgiam como serpentes douradas à volta da cabeça, raios de sol vivos e cintilantes.

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- Mas que confusão. - A voz do "anjo" era suprema, parecia vir de toda parte, retumbava nos ouvidos do Cavaleiro como pancadas dolorosas.

- Razão, há quanto tempo. - O Cavaleiro fez uma leve reverência, estava visivelmente incomodado com aquela presença.

- Ouço algo, vejo alguém, essa insignificância só pode ser uma coisa. Amor, é você, que sempre causa tantos problemas? - Razão disse rispidamente.

- Você me julga mal Razão. – O Cavaleiro deu um sorrisinho amarelo.

- Eu te julgo racionalmente, e não deve haver nenhum julgamento mais justo que o meu! - O anjo elevou levemente a voz, e o templo pareceu tremer desde as fundações até o telhado.

Razão olhou em volta, vários mortos, o Cavaleiro era o único que se mantinha de pé. - Preciso perguntar o que aconteceu?.

- Você sabe de tudo Razão, será que “isto” escapou a sua atenção? - O Cavaleiro perguntou incisivo.

- De fato...- Razão apontou para Golem, as peças metálicas de reuniram - ... eu sei o que aconteceu aqui... - Mais um gesto e o corpo de Ananasi se regenerou - ... mas eu prefiro - Apontando para Beggar e fazendo-o recuperar a vida - ... que você me conte.

O Cavaleiro observava atônito aos mortos que voltavam, Razão fez mais alguns gestos parecidos com os primeiros e devolveu, Moon Tyrant, Slayer e Everton à vida.

"..." - Cavaleiro ficou em silêncio.

- Você tentou usurpar o Templo para si, e para isso destruiu todos os outros que, você sabia, eram sua prisão. - Razão concluiu.

O Cavaleiro não disse nada, nenhum dos outros se pronunciou.

- Eu vou bani-lo Amor, é o que você merece. - Razão sentenciou.

- Ninguém merece isso Lorde! - Beggar disse suplicante.

- Eu sou a razão Sabedoria, não a benevolência... castigo a quem merecer, doa em quem doer, mesmo que às vezes o castigo vá acabar se revertendo em mim mesmo.

O silêncio permaneceu, Beggar não deu sinais de que faria novos protestos.

Razão esticou a mão para frente na altura do peito, uma espada magnífica se materializou e o anjo fechou sua mão sobre a empunhadura.

- Minha espada! - O Cavaleiro disse num sobressalto.

- Agora, ela me acompanha Amor, você não tem mais nenhum direito sobre ela.

Todos observavam em silêncio enquanto Razão esticava o braço com a espada para um lado, espalmou a mão e a espada não caiu, ela permaneceu flutuando há alguns centímetros da mão do anjo, de súbito ela começou a girar descrevendo um grande círculo paralelo a Razão.

Enquanto girava o espada produzia uma música sublime, como um coro de mil sereias.

- Omega Slash. - Ananasi sussurrou.

- Omega Slash! - Razão pronunciou em voz alta, a espada parou de girar imediatamente, estava na posição correta para ser empunhada por Razão, que o fez e golpeou com a espada o peito do Cavaleiro que foi atingido sem mostrar nenhuma reação, a não ser um leve contrair de olhos.

Razão torceu a espada que devia ter penetrado cerca de seis ou sete centímetros da carne do Cavaleiro e a puxou para fora, deixando um ferimento fundo e aberto que começou a sangrar imediatamente.

- Seu nome de agora em diante será Solidão, e você vai vagar pelas terras ermas, além do Vortex. - O anjo disse sério e sem emoção.

O Cavaleiro nada disse, só se colocou a caminhar para fora do templo.

- Inocência, guardião do amor, Sabedoria, companheiro da inocência, vocês devem vigiar o Cavaleiro. - Razão disse autoritário.

Golem e Beggar se entreolharam sem nada dizer, se colocaram lado a lado e começaram a seguir o Cavaleiro que acabara de deixar o templo. O rastro de sangue ainda visível no chão dourado.

- Medo, Instinto, velhos companheiros, vocês voltarão para o subterrâneo, nas entranhas mais profundas do Templo de Ouro. - Razão delegou.

Ananasi e Slayer caminharam pelo túnel no qual o Cavaleiro havia surgido a primeira vez e desapareceram na escuridão.

- Ambição, alcance o céu, e além. - Razão se voltou para Moon Tyrant.

Moon Tyrant sorriu, levitou acima do chão e foi até a entrada do templo, voou rápido para fora do templo e no céu, mirava a Lua.

- Egoísmo, volte para a superfície, para o mundo dos homens, onde você se sente tão bem.

Everton saiu caminhando serenamente sobre sua perna de pau. Próximo a entrada do templo, se abaixou e no chão pegou algo. Os dois olhos de Ananasi que haviam sido arrancados pelo Golem na batalha. Guardou-os no bolso e partiu.

Uma leve brisa invadiu o Templo de Ouro, ao lado de Razão, Tornado se materializou com um brilho azulado. - Batalha dura. – Disse solene.

- De fato. Se o garoto não tivesse se lembrado de mim, vocês estariam todos mortos. – O anjo disse sinistro.

- Você não ia interferir? – Tornado parecia descrente.

- A razão está sempre lá, mas ela só pode ser útil se alguém a acionar, entende?

- Sim. – O elfo olhou ao redor com a cabeça baixa refletindo por alguns instantes, viu Gordon caído no chão. - E o garoto?

- Precisa descansar. Eu sei que ele é forte e aguenta muita coisa, mas não tenho idéia da extensão dos traumas dessa batalha. Fique aqui com ele e o leve pra superfície assim que ele despertar, Everton não é de confiança.

Tornado se sentou num canto qualquer do templo, assoviando uma canção feérica. Razão desapareceu no ar, deixando apenas a lembrança da música sublime que se manifestava enquanto ele estava presente.


Gordon "Troll" Banks (Ou terá sido alguém mais?)

domingo, 9 de agosto de 2009

As Crônicas do Vórtex, parte VII: Todos contra o Amor.

Colocaram-se em posição, todos os cinco combatentes. Golem, Beggar, Banks e Tornado formavam um meio-círculo na frente do Cavaleiro, que aguardava pacientemente o primeiro ataque.

Golem foi o primeiro a se movimentar, exatamente como era esperado. Correu com o imenso punho direito cerrado na altura do ombro, desferiu um soco que poderia ter matado um homem comum, na verdade que poderia matar ALGUNS homens extraordinários.

O Cavaleiro esticou o braço esquerdo, o indicador estendido além dos outros dedos segurou o poderoso golpe do golem sem esforço algum. - Patético. - Com a mão livre o Cavaleiro esmurrou o abdômen de aço do gigante metálico, que pareceu explodir de dentro pra fora numa chuva de peças de metal.

- O próximo, por favor. - o Cavaleiro zombou sem emoção.

Gordon e Beggar observavam paralisados, Golem havia sido completamente destruído com um único golpe, que chance eles tinham?

Tornado já havia avançado contra o oponente antes mesmo das últimas peças do golem caírem no chão, voava rápido, o punho retraído até a cintura já preparava seu primeiro golpe.

O golpe foi extremamente rápido, como uma rajada de vento cortante, o Cavaleiro cambaleou levemente, depois passou a se defender dos golpes seguintes.

- Precisa ser melhor que isso pra me derrotar elfo. - Ele disse aborrecido enquanto defendia os golpes incessantes.

- Eu sou melhor que isso! - Tornado aumentou a cadência dos golpes.

- Precisa ser melhor ainda. - O Cavaleiro zombou e chutou o estômago de Tornado sem chance de defesa ou reação, foi inesperado demais.

O elfo azul caiu no chão, as mãos protegendo o estômago, estava sem fôlego. O Cavaleiro o chutou no rosto, ele rodou no ar, o cavaleiro implacável lhe deu um soco no peito, o elfo explodiu numa tempestade de luz azul que logo se desfez, deixando somente uma leve brisa pairando no ar.

- Próximo. - O Cavaleiro riu malignamente.

Beggar se adiantou com uma postura digna como sempre, os punhos magros cerrados, a postura de combate que costumava assumir.

- Você vai mesmo tentar, velho? - O cavaleiro avançou.

Os dois trocaram golpes por alguns momentos, golpes quase invisíveis de tão rápidos. Mas logo cessaram, o punho do Cavaleiro afundado entre as costelas de Beggar que permanecia imóvel, até que um fino fio de sangue escorreu pelo canto de sua boca. Ele tombou imóvel.

O Cavaleiro se virou para Gordon. - Você também faz questão de tentar? - Perguntou cínico.

- Você provavelmente se esqueceu quem EU sou. - Banks disse confiante.

- Não existem convicções que vençam o amor. - O Cavaleiro chiou entre dentes.

Os dois partiram um pra cima do outro, o Cavaleiro com a clara vantagem de ser um guerreiro mais poderoso e experiente, Gordon confiando apenas no seu tamanho e em suas convicções.


A SEGUIR: 10 pessoas num templo de ouro.

sábado, 8 de agosto de 2009

As Crônicas do Vórtex, parte VI: Colisão.

A colisão das energias de Tornado e Moon Tyrant arremessou todos os sobreviventes contra as paredes, o Cavaleiro se ajoelhou para não ser arremessado, e continuou assistindo com dificuldade a batalha.

Tornado e Moon Tyrant trocavam golpes furiosamente, enquanto pairavam há 2 metros do chão, socos, chutes, cabeçadas.

O tirano era visivelmente maior que o elfo azul, mas ambos estavam munidos de uma ferocidade fora do normal.

***Chuta, soca, gira, chuta, recua, bloqueia, soca, soca, chuta, gira, bloqueia, chuta, soca, soca, bloqueia, soca, chuta, soca***.

Ventava muito e além das rajadas de vento, uma energia densa estava presente, deixando todos em leve desconforto.

Gordon se levantou com dificuldade ao lado de Beggar, Golem caminhou até os dois e parou na frente deles, barrando grande parte do vento que insistia em derruba-los.

- Se eles continuarem assim, o Templo vai ao chão! - Banks berrou pra ser ouvido acima do som da ventania.

- Um deles está prestes a vacilar, a batalha não vai durar tempo o bastante pra derrubar o templo. - Beggar disse sinistro.

***Soca, chuta, gira, bloqueia, chuta, chuta, chuta, soca, recua, soca, bloqueia, soca, bloqueia, chuta, chuta***.

O ritmo da batalha era apocalíptico, os dois lutavam como se fossem inimigos jurados, embora eles jamais mostrassem nenhuma inimizade.

***Bloqueia, chuta, gira, soca, soca, recua, chuta, bloqueia, soca***.

O cavaleiro assistia, ainda de joelhos, se protegendo da ventania. Enquanto Tornado socava sem parar, o tirano parecia estar ficando pálido e seus olhos ficaram fundos, os músculos ficaram flácidos e o cabelo negro ficou grisalho.

- Estão diminuindo o ritmo. - Gordon percebeu incrédulo.

- Moon Tyrant está pagando o preço de seu poder. - Beggar parecia saber de algo além da percepção comum.

- Me explica o que está acontecendo.

- A coroa está drenando as forças do Moon Tyrant. - Beggar observou - É óbvio que essa aparência doente que ele tem é por causa da coroa, ela cobra um tributo alto por seus poderes, a saúde do tirano. - Concluiu.

***Chuta, bloqueia, soca, recua, soca, hesita...***

Tornado acertou um murro no rosto de Moon Tyrant, que foi arremessado contra a superfície fria de ouro das paredes do templo.

O elfo azul, ainda fora de si, voou rápido pra cima do adversário impotente.

- Já chega Tornado! Ele está acabado! - Gordon gritou e foi devidamente ignorado.

Tornado começou a socar o Tirano ainda caído a seus pés, já inconsciente. Segurou-o então pelo pescoço e se preparou para executar o derrotado.

Uma mão gigantesca e dura se fechou por cima do pulso de Tornado, impedindo-o de desferir o golpe de misericórdia, Golem mirava o elfo, o elmo que era sua cabeça não representando emoção alguma.

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Uma última vez pode-se ouvir o barulho de correntes, o Cavaleiro se livrara da última, ele sorria maléficamente.

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- A batalha está pra começar de verdade agora. - Beggar disse solenemente.

Golem se virou para o Cavaleiro.

Tornado voltou a si, seus olhos azuis voltando ao normal, automaticamente ele se voltou para o cavaleiro com um olhar furioso.

Gordon cerrou os punhos com força, o rosto ainda machucado da batalha anterior mantinha uma expressão dura.


O Cavaleiro pareceu finalmente se dar conta de que os quatro companheiros estavam ali. Sorriu forçadamente e com a mão fez um gesto que convocava todos para a luta. - A hora que vocês quiserem.


A SEGUIR: Todos contra o Amor.
 
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