quinta-feira, 9 de abril de 2009

A palavra é: SIM.

E lá fui eu deixar o intervalo entre os posts aumentar novamente. Mancada e eu peço desculpas.

Aconteceu uma coisa ontem, e por isso estou escrevendo hoje, eu vi um daqueles filmes que muda sua vida pra sempre. Pra quem não viu, eu recomendo "Yes Man" do Jim Carrey, que acabou ficando "Sim Senhor" aqui no Brasil.

O enredo é simples, um cara vai ver uma palestra meio maluca no melhor estilo de "O Segredo" e acaba fazendo uma promessa pro palestrante, dizer sim pra tudo e todos. No final das contas a mensagem do filme é "Não recuse as oportunidades da vida" e mesmo que daqui duas semans eu esteja tão sedentário e cínico como eu sempre fui, pelo menos vou ter tido essas duas semanas divertidas de pensar positivo.

O que eu fiz pra mudar? Pra abraçar a vida? Pra começar eu to atualizando o blog, o que já é lá uma grande coisa, sendo que nada me inspirava pra escrever há meses.

Como essa semana eu não tenho aula e nem trabalho, resolvi também me arriscar e pegar o violão do meu irmão pra arranhar alguma coisa. O santo conhecido como You Tube não me falhou e eu descolei umas video-aulas legais pra começar, pra quem possa interessar www.justinguitar.com o cara explica bem, mas as aulas são em inglês embora algumas partes do site tenham trechos em português.

De todo modo, escrevendo de novo e aprendendo violão é um puta passo gigantesco pra mim, que andava sem fazer nada além de ver seriados e ficar no 4chan de madrugada.

Acho que a mensagem que eu gostaria de passar com esse post é a mesma do filme, levanta e vai viver a vida meu filho! E não to falando de estudar e trabalhar, mas de aproveitar mesmo, do melhor jeito que lhe for possível.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Manowar - Courage


Some Want To Think Hope Is Lost See Me Stand Alone

I can't Do What Others May Want Then I'll Have No Home



So For Now Wave Good-bye And Leave Your Hands Held High

Hear This Song Of Courage Long Into The Night

So For Now Wave Good-bye Leave Your Hands Held High

Hear This Song Of Courage Long Into The Night



And The Wind Will Bear My Cry To All Who Hope To Fly

Hear This Song Of Courage Ride Into The Night



Battles Are Fought By Those With The Courage To Believe

They Are Won By Those Who Find The Heart

Find A Heart To Share

This Heart That Fills The Soul Will Point The Way To Victory

If There's A Fight Then I'll Be There I'll Be There



So For Now Wave Good-bye And Leave Your Hands Held High

Hear This Song Of Courage Long Into The Night

And The Wind Will Bear My Cry To All Who Hope To Fly

Lift Your Wings Up High My Friend Fearless To The End

So For Now Wave Good-bye, Leave Your Hands Held High

Hear This Song Of Courage Long Into The Night


Artista: Manowar
Música: Courage
Ano: 1996
Álbum: Single - Courage

domingo, 4 de janeiro de 2009

2008, o ano do despertar

Muita gente reclamou de 2008 no final das contas. Pra mim? Até que foi um bom ano.

Em 2008 eu escrevi mais do que em qualquer outro ano, e se não em quantidade, pelo menos em qualidade.

Eu descobri ser capaz de fazer coisas que eu nunca me achei capaz de fazer. Tipo falar com uma completa estranha na rua, ou dizer pra amigos coisas que eu nunca tinha dito antes, ou ter coragem de pedir demissão.

Eu finalmente me descobri, me achei no meio do caos urbano. Quem sou eu? O que eu faço?

Eu sou um vagabundo iluminado, um bodhisattva!

Em 2008 eu descalcei meus chinelos e passei a caminhar descalço, sentindo mais o mundo à minha volta

Descobri filosofia, descobri religião, descobri paz de espírito.

Conheci muita gente nova, me reencontrei na última hora com algumas pessoas que andavam distantes.

Foi um ano do caralho pra falar a verdade...

Sofri? Talvez, provavelmente...sofremos por querer demais, isso eu aprendi...e sem o sofrimento não existe crescimento. Por isso fico triste quando vejo alguém dizendo "Esse ano foi uma merda, só me fodi.", as pessoas nem mesmo se dão ao trabalho de tentar perceber as coisas. As cores, os cheiros, as brisas mornas da vida...

2008 foi um ano sofrido, foi um ano feliz, foi um ano de crescimento, e eu estou pronto pra 2009 pq o ano anterior me preparou...

Feliz Ano Novo.

Gordon Banks (Um pouco atrsado, mas ainda em tempo!)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Deixar rolar ou não deixar? Eis a questão.

Todo aniversário era a mesma coisa. Todo ano.

Eu dava um jeito de sumir, me enfiava em algum bar ou puteiro e só saia de lá quando tinha certeza que ninguém mais estava pensando em mim.

Não que eu não gostasse dos parabéns. Tive sempre muitos amigos, o bastante pra ter que ficar sozinho às vezes, e no final das contas eu nunca nem fui muito ligado nessa coisa toda de aniversário, não me importava. Mas tinha algo que me incomodava. Aquele certo parabéns que eu nunca recebia.

Muitas vezes nem havia ninguém, em alguns anos tinha uma paixão platônica ou outra. Não importava como fosse, sempre fazia falta. E por isso eu me escondia.

O álcool, as putas, o jogo, era tudo um disfarce pra minha solidão. Na verdade era assim o ano todo, mas cada aniversário era uma celebração do quão inepto eu era, do quão desajustado eu me colocava, do quão estranho eu estava me tornando. Como um desses caras excêntricos que falam sozinhos com seus quadros de R$40 reais numa mansão de US$950 mil dólares.

Todo ano eu acordava e me olhava no espelho e desejava que tudo fosse diferente, que eu fosse uma pessoa diferente. Ou então fazia mil promessas, de perder peso, de ficar rico, de fazer caridade. Aí chegava o dia seguinte e eu me sentia patético. Implorando ao universo alguém pra compartilhar minha loucura.

A maior parte do tempo eu estava confuso...o que é o certo? Eu devo mudar? Eu não devo mudar?

Você se pega pensando em coisas muito mais sinistras que a morte quando tem a chance e os miolos pra tanto.

No final das contas, quando acabava a ceveja e o uísque e a vodka, ou quando terminava o jogo ou a vontade de jogar ou o capital pra continuar apostando, ou ainda quando as putas dormiam tranquilas com a cabeça apoiada no meu peito, eu olhava pro céu e dizia:

"Foda-se."

E continuava levando a vida do mesmo jeito de sempre. E continuava solitário do mesmo jeito de sempre. E continuava pensando em coisas sinistras do mesmo jeito de sempre.

Eu demorei pra me dar conta de que a cada ano eu estava diferente, quizesse ou não. De que a cada decepção, a cada erro que eu cometia, cada pessoa que eu afastava e cada pessoa que eu atraía, eu me erguia gigante acima de todos os problemas e ficava cada vez mais forte.

A solidão ainda assusta, querer ter alguém ao seu lado com tanta força que tudo que você sonha ou pensa é aquela pessoa, e tudo que você faz é pra tentar impressiona-la. O medo de falhar, o medo de crescer. Ainda assim eu vou seguindo, sempre do mesmo jeito, sempre com a mesma cara, sempre com o mesmo pensamento. E quando me perguntam: "Como você faz?" eu respondo "Eu deixo rolar."

Gordon Banks

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Conceived Sorrow (Adeus!)

Logo pela manhã, no portão da capela eu vi um Beitivi. Me lembrei que quando amanhecia, eu olhava lá fora pela janela do nono andar e via muitos beitivis pousados aqui e ali, cantando alto pra alvorada.

Lá dentro, todos ainda perambulavam ocupados, eu ainda era invisível.

Vi antigos amigos e amigos atuais e disse que estava indo embora. E ninguém chorou. Eles sorriram.

E eu percebi em cada um de seus sorrisos que eles estavam felizes por mim e sentiam-se orgulhosos, afinal de contas eu estava fazendo o que a maioria deles tinha vontade de fazer.

Cada passo que eu dava, pra cada direção que eu olhava, um sinal dizia "Vá em frente", "Vai dar tudo certo", "Você é capaz".

Sentei num corredor pelo qual eu nunca passava, ouvindo uma música triste nos fones e bebendo água mineral. Achei apropriada a despedida.

Passei ali três anos da minha vida, muitos momentos ali eu odiei profundamente, mas não posso mentir. Aquele era meu emprego, aqueles eram meus colegas. E eu amei aquele hospital.

Mas chega a hora de seguir em frente, pra coisas maiores e melhores.

Quando saí de lá, enquanto caminhava naquela calçada longa, com as árvores me protegendo do sol, uma borboleta me acompanhou até a entrada do metrô. E pra mim, não poderia ser um sinal melhor de que daqui pra frente, as coisas vão ser melhores.

Gordon Banks

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Se você acredita, bata palmas.

Eu tenho visto coisas estranhas por aí.

Coisas BEM estranhas. Por onde começar?

Bom, vou começar pelas fadinhas. É, eu disse fadinhas, por toda parte, principalmente enquanto ainda está escuro. Na hora de dormir no quarto, elas fazem revoada, pequenas luzes azuis voando em círculos, dando rasantes na minha cabeça. Aí se aproximam e eu posso vê-las claramente, mulherzinhas de no máximo 2cm de altura, bonitinhas, com asinhas de formiga, cabelinhos azuis, pele azul, tudo azul. Ela riem e fazem graça, se escondem atrás dos móveis e voam de um lado pro outro, mas não entendo uma vírgula do que elas dizem.

De manhã, enquanto vou pro trabalho, elas me seguem pela rua com sua energia de sempre, dando gritinhos e rindo, elas se unem e partem pra cima dos gatos que correm desesperados pra longe, aí gargalham e se aglomeram nos meus ombros, empurrando e acotovelando umas as outras, todas sentadinhas e comportadas. O ônibus quase sempre é um cochilo de meia hora até o centro e eu raramente vejo o que elas fazem, mas na estação de trem, a história é outra. Elas voam alto e quase somem da minha visão, vão em todas as direções, 100, às vezes 200 fadinhas azuis voando pra todos os lados, chutando pombos, derrubando sacolas, arrepiando cabelos da nuca das pessoas que não podem vê-las.

Não dá pra ignorar, elas giram ao meu redor, rindo, todas lindinhas e felizes. Aí chega aquela hora do dia. AQUELA hora do dia.

Da primeira vez eu nem a teria visto se não fossem as fadas, elas me mostraram "Ela". Linda como só ela consegue ser, alta, cabelo escuro, olhos gentis...humana...é um bom adjetivo? Humana? As fadinhas azuis acham que sim.

De qualquer jeito, as fadas me mostraram ela da primeira vez, mas eu não tive dificuldade nenhuma de continuar olhando todos os dias desde então. Absolutamente a melhor parte do dia. Vinte e cinco minutos de trem com uma garota que é a imagem de toda a brancura e adoravibilidade do mundo. As fadinhas riram um bocado de "adoravibilidade", nem tenho certeza se é uma palavra, mas descreve o que sinto.

Aí elas voam na direção Dela e fazem aquela festa, claro que ela não vê, mas o vento nos seus cabelos, ou o ar quente de uma madrugada mormacenta, são as fadas fazendo bagunça. E elas brilham como em nenhuma outra hora do dia, brilham tão forte que a luz fica branco-azulada, lunar. Elas voam ao redor da garota lentamente, um holofote feérico, mágico, e como se fosse possível, Ela fica ainda mais bonita. Seus olhos brilham mais, sua pele fica mais suave, o cabelo ainda mais bonito...e aí, graças a coragem que as fadas me deram um dia pra ir até ela e perguntar-lhe o nome, ela às vezes sorri pra mim, um tímido "Oi".

Mas aquele sorriso...aquele sorriso...é como se a luz das fadas se refletisse nele, e a luz refletida fosse tão forte que me incinera a alma toda manhã com a potência de 1 bilhão de sóis explodindo ao mesmo tempo! E então eu não tenho mais nada a dizer, nem deveria. As fadas me incentivam, mas o certo agora é deixar o destino agir.

Desço do trem, ela já não está mais por perto. Amanhece e a fadinhas vão se esconder nos vãos dos telhados, nos boeiros e debaixo das pedras.

Eu passo o dia todo apegado à lembrança daquele sorriso poderoso, aí de dentro da minha blusa sai um velhinho de uns 20cm de altura, um duende, e enquanto eu ando pra lá e pra cá, ele me segue fumando seu pequeno cachimbo, ajeitando sua pequena cartola, cantando uma pequena canção de amor. A voz rouca e grave do duente me embala.

Voltando pra casa no meio da tarde, eu quase sempre vejo um arbusto enorme numa praça e lá no meio uma criaturinha parecida com uma batata deformada me dá um sinal de positivo com sua mão grotesca, como se tudo fosse melhorar no dia seguinte.

Eu finalmente chego em casa, começo a ouvir passos dentro da minha cabeça, sei quem é. Ele rosna, baba e resmunga. Quer sair, mas eu não deixo. Aí escurece e as fadinhas azuis reaparecem, e o rosnado emudece. E derepente eu me sinto bem, as fadinhas puxando meu cabelo e minhas orelhas, rindo, voando ao redor, sentadas nas juntas dos meus dedos enquanto eu digito alguma coisa no computador.

Deve ser assim gostar de alguém, mas em todo caso, eu não teria como saber, afinal, essa coisa de fadas não existe.


Gordon "Troll" Banks

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Confesso que... (My Dying Princess)

Eu tive um sonho hoje...começava meio macabro, rolavam uns lances sinistros, uma presença maligna...no final do sonho, uma princesa morria.

E aí, por algum motivo eu tinha que chegar perto da princesa morta, e ela abria os olhos.

Eu a segurei nos meus braços, e ela chorava muito, enquanto cantava uma canção pra mim, mas eu não ouvia som algum.

Me entristeceu enormemente ver aquela estrela se apagar nos meus braços, aquela música cessar, suas lágrimas de medo secarem. Acordei chorando.

E durante o dia todo, aquela cena me perseguiu, aquela linda princesa morrendo nos meus braços, sentindo tanto medo, tanta tristeza.

Eu não queria esquecer aquele sonho, pq de algum modo parecia que ela chorava por mim. E me fez sentir bem que ela me amasse, mesmo em sonho.

A tristeza me fez escrever, pra quem sabe daqui muitos anos eu ainda poder me lembrar dela, daquela linda princesa que me amava. Daquele sonho lindo e triste.

Confesso que muito na vida é como um sonho lindo e triste, e mesmo quando não acontece exatamente o que você esperava, uma tristeza inexplicável te invade quando você percebe que mais cedo ou mais tarde você vai ter que esquecer aquela linda princesa.

Eu não quero esquecer...

Confesso que não tenho sido eu mesmo...

Confesso que tenho deixado a tristeza levar a melhor...

Confesso que em alguns sentidos, evoluí nos últimos dias...

Confesso que em outros sentidos, continuo tão atrofiado quanto antes...

Confesso que nada do que eu queria aconteceu hoje...

Confesso que eu devo esquecer minha linda princesa...

Confesso que não sei se quero, por mais triste que me deixe...

Confesso que...isso não está acabado...

Confesso que...eu não estou acabado!


Gordon "Troll" Banks
 
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Permissions beyond the scope of this license may be available at 〈=pt_BR.