terça-feira, 23 de junho de 2009

Confesso que... (My Greek Heroine)

Vou falar das duas coisas com que eu mais tenho contato na vida. Ódio e Solidão. Se você não é fã de ouvir gente reclamando da vida, eu já recomendaria parar de ler por aqui, obrigado pela visita de qualquer jeito, tenho uns textos muito bons aqui no blog de temática menos adolescente se rolar interesse.

Ah você ficou? Ótimo, então agora aguenta.

Vou começar com Solidão, por ser mais íntimo e passivo dela. Eu sempre imaginei que a Solidão fosse uma mulher, provavelmente porque é uma palavra do gênero feminino, mas eu prefiro pensar que é porque eu sou homem mesmo. Essa Senhorita muda de aparência com os anos, acho que varia de caso pra caso, mas eu tive uma fase em que ela era loira de olhos escuros, depois ela ficou morena de olhos claros, e então ruiva de farmácia, depois ruiva real, é complexo, como se ela não tivesse rosto, justamente pra poder te atrair de qualquer jeito.
E aí com o tempo você começa a pegar o jeito, foge dela aqui e ali no final de semana, na cervejada da faculdade, no anivesário daquele seu amigo. Mas ela te acha, a puta sempre te acha.

Srta Solidão não mede esforços pra te ver na merda, ela te faz pensar em tudo que você está perdendo, em tudo que você já poderia ter realizado. A vagaba vive sussurrando na minha orelha: 23 anos, solteiro, desempregado. E aí, sei lá, eu meio que dou razão pra ela, começo a entrar na dela.
Até chega um ou outro pra inflar meu ego; "você é inteligente" (obrigado), "você é engraçado" (obrigado), "você é sensível" (obrigado), "você é bonito" (muito obrigado). E quando eu me afasto pra dar uma olhada mais geral no quadro, é uma porra de tela branca comigo no meio.

E assim como tem os amigos, tem também aqueles que não tem mais o que fazer e chegam pra criticar; "você é lerdo" (sou?), "você é frio" (mentira), "você é gordo" (tá, isso é verdade, mas tem gente que gosta), "você é carente demais" (porra, mas eu não era frio?). E eu fico meio perdido nessa, sem saber exatamente o que fazer. E ela, a tal da Solidão, senta aqui do meu ladinho no sofá pra ver seriado comigo enquanto isso.
Eu não sou fútil a ponto de ser considerado só um cara que não come ninguém, não é nada disso, nunca foi a respeito de sexo, aí é que tá, sexo é a parte fácil de conseguir, a parte barata, a parte suja. A parte importante é encontrar alguém pra ficar no lugar da maldita Solidão.

Alguém pra compartilhar os altos e baixos da vida. Alguém pra espantar a Solidão. Não qualquer uma, óbvio, tem que ser alguém especial, com as qualidades de uma heroína grega. Linda, inteligente, carismática, engraçada, madura. As heroínas gregas eram engraçadas? Não importa, a minha heroína será. Ela é na verdade. Acho que essa é a parte em que entra o Ódio.

Ódio, palavrinha curta e grossa, passa exatamente a mensagem. Acho que por isso imagino o Ódio como um cara baixinho, na casa dos 50 anos, pq o ódio é antigo afinal de contas. Ele tem cara de poucos amigos, traço óbvio, talvez um bigodão rabo-de-andorinha e imagino que seja resmungão.

Mas qual o papel do Ódio nisso tudo? Você pode estar meio confuso a essa altura, mas eu explico.

Ódio me faz pegar todas as qualidades que os amigos me falaram e guarda-las num cofre. Aí ele me faz pegar todos aqueles defeitos que os "não tão amigos" apontaram e me faz coloca-los num pedestal, numa estante de troféus. E aí é só nisso que eu consigo pensar. No quanto eu sou defeituoso, falho, desajeitado, inepto. E com o tempo, isso enche sua cabeça de idéias malucas. Te devora pro dentro como uma doença. E aí quando você percebe (se é que percebe), você está podre por dentro.

Você tem que lutar contra o Ódio, aí eventualmente você percebe que ele não ta te jogando contra as pessoas que você gosta, ele só te coloca na frente de um espelho que você pode agarrar pelo pescoço, ele te coloca contra você mesmo.

E eu não consigo deixar de me odiar por não conseguir fazer o que quero. Conseguir fazer dar certo. Claro que eu disfarço bem, Ódio não é um sentimento que atraia as pessoas, então você acaba virando um especialista em rir na hora certa, em contar a piada certa, em acenar com a cabeça na direção certa, quando na verdade tudo que você quer é um abraço e poder desabar no choro sem ninguém pra te julgar. Ajudam os ombros amigos, e eu não posso reclamar, tenho amigo pra caralho, mas no final da noite, e no ombro dela que você chora, no ombro da Solidão.

Por isso acaba sendo tão importante ter sua heroína grega lá pra você, mesmo que idealizada, não tem importância, você aprende a conviver com as falhas dela depois, mas é imprescindível que seja no ombro dela que você possa chorar, e que ela não te julgue. Porque mesmo que de repente ela não seja tão engraçada assim, ou tão bonita, carismática, e mesmo se ela não der conta de matar um minotauro com as mãos nuas, ela ainda está lá pra você e isso é o que mais importa, isso é tudo que importa.

E aí eu sou obrigado a voltar ao Ódio, essa entidade tão potente. Porque ele me faz perceber o quanto eu faço tudo errado, nas horas erradas, do jeito errado. Tímido demais, bêbado demais, distante demais, próximo demais. E aí pode parecer que ter esse insight todo me ajuda a lidar com isso, afinal eu sou o cara Zen da turma, de todas elas, só pra ficar claro.

Não ajuda. Acho que pra falar a verdade só piora, o fato de eu conseguir enxergar tudo isso tão claramente e não poder fazer nada a respeito. Fortalece o Ódio e ele me empurra pro sofá, pra ver algum seriado abraçadinho com a Solidão.

Confesso que meditar tem me ajudado muito a enxergar tudo com clareza...

Confesso que meditar tem me ajudado a lidar com o ódio que eu tenho de mim mesmo...

Confesso que meditar tem me ajudado a pensar no outro lado da moeda...

Confesso que não tem sido difícil pra mim, mas tem sido frustrante...

Confesso que acho que por isso eu achei tão bom alguém ver um pedaço de bondade em mim, por isso eu fiquei tão feliz com aquele comentário aleatório de um desconhecido...

Confesso que eu achava que não estava sendo egoísta, mas eu estou sim...e acabei de perceber isso, agora no final do texto...

Confesso que perceber que eu estou errado mais uma vez alimenta o Ódio, mas me dá uma sensação de libertação nesse caso...

Confesso que mesmo eu tendo a motivação errada pra escrever esse texto, ainda acho ele válido...

Confesso que não me ensinaram o que é desistir, não nesses casos...

Confesso que eu não pretendo desistir, não por teimosia, mas por ter a certeza que tudo o que eu disse daquela primeira vez não foi papo, teve significado e eu continuo acreditando em cada palavra...

Confesso que pra quebrar o gelo, faço uma piada agora no final...

Agradeço aos que tiveram saco pra ler, agora eu tenho que ir salvar o mundo...*Colocando uma sunga vermelha por cima da calça de moleton e amarrando uma capa branca no pescoço*

Gordon "Troll" Banks, mais iluminado do que esteve em semanas...

PS: Agradecimento ao Doug que foi procurar o feminino de Hero pra mim, hauahuahuahauah

sábado, 13 de junho de 2009

Gordonzilla

E aí do nada me bate aquela vontade de novo...

Aquela vontade sabe, aquela que todo mundo tem...de ser gigante e sair pisando em tudo, destruindo as coisas, matando as pessoas e obliterando a existência na Terra!

Espera aí, isso não é uma vontade que todo mundo tem? Tem certeza? Como isso seria diferente de "Um dia de Fúria" por exemplo, pegar uma escopeta e sair atirando nos restaurantes de Fast Food da vida. Eu admito que minha vontade talvez seja um pouco mais apocalíptica, mas isso é só porque minha percepção do mundo é mais apocalíptica.

As pessoas são doutrinadas a serem sensíveis, as "pessoas". Claro que se você é homem, ser sensível é bichisse, e se você é mulher ser sensível é ser submissa, no final das contas todo mundo joga a sensibilidade pro alto e foda-se. Aí as pessoas fingem que sofrem quando veem um atentado terrorista que aconteceu a quilômetros dali, ou quando veem um acidente de avião, ou um bezerro de três cabeças, quando na verdade o que eles estão pensando é "Ainda bem que não é comigo".

E como não podia deixar de ser, as pessoas que sentem as coisas, que sentem o mundo, que sentem os acontecimentos da vida, são consideradas dramáticas demais, estressadas demais, sensíveis demais. Eu estou no meu inferno particular no momento, e claro que vão dizer que eu to exagerando.

Mas se o Michael Douglas pode sair atirando por aí, pq eu não posso ficar gigante e destruir o mundo?

Por que não resolveria nada, você meu esperto leitor pode ter respondido. Tudo bem, admito, não ia mesmo resolver nada, mas eu só queria aliviar o meu estresse...no mundo. Em vocês. Acho que é por isso que a cada 2 meses eu chego numa crise que só consigo superar descarregando nesse mofado e esquecido blog minhas palavras amargas. Nem sempre amargas, mas geralmente.

Então, acho que concluindo, meu jeito de ficar gigante e esmagar o mundo é escrever aqui. Se eu parar por aqui, acho que o texto vai ficar imcompleto, mas se eu continuar vou acabar dizendo bobagens, então acho que vocês terão que se contentar com isso, reflitam sobre como vocês atiram em fast foods e esmagam o mundo, e se concentrem nisso, valvulas de escape são necessárias pra se manter a civilidade que prezamos tanto (pfff).

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A palavra é: SIM.

E lá fui eu deixar o intervalo entre os posts aumentar novamente. Mancada e eu peço desculpas.

Aconteceu uma coisa ontem, e por isso estou escrevendo hoje, eu vi um daqueles filmes que muda sua vida pra sempre. Pra quem não viu, eu recomendo "Yes Man" do Jim Carrey, que acabou ficando "Sim Senhor" aqui no Brasil.

O enredo é simples, um cara vai ver uma palestra meio maluca no melhor estilo de "O Segredo" e acaba fazendo uma promessa pro palestrante, dizer sim pra tudo e todos. No final das contas a mensagem do filme é "Não recuse as oportunidades da vida" e mesmo que daqui duas semans eu esteja tão sedentário e cínico como eu sempre fui, pelo menos vou ter tido essas duas semanas divertidas de pensar positivo.

O que eu fiz pra mudar? Pra abraçar a vida? Pra começar eu to atualizando o blog, o que já é lá uma grande coisa, sendo que nada me inspirava pra escrever há meses.

Como essa semana eu não tenho aula e nem trabalho, resolvi também me arriscar e pegar o violão do meu irmão pra arranhar alguma coisa. O santo conhecido como You Tube não me falhou e eu descolei umas video-aulas legais pra começar, pra quem possa interessar www.justinguitar.com o cara explica bem, mas as aulas são em inglês embora algumas partes do site tenham trechos em português.

De todo modo, escrevendo de novo e aprendendo violão é um puta passo gigantesco pra mim, que andava sem fazer nada além de ver seriados e ficar no 4chan de madrugada.

Acho que a mensagem que eu gostaria de passar com esse post é a mesma do filme, levanta e vai viver a vida meu filho! E não to falando de estudar e trabalhar, mas de aproveitar mesmo, do melhor jeito que lhe for possível.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Manowar - Courage


Some Want To Think Hope Is Lost See Me Stand Alone

I can't Do What Others May Want Then I'll Have No Home



So For Now Wave Good-bye And Leave Your Hands Held High

Hear This Song Of Courage Long Into The Night

So For Now Wave Good-bye Leave Your Hands Held High

Hear This Song Of Courage Long Into The Night



And The Wind Will Bear My Cry To All Who Hope To Fly

Hear This Song Of Courage Ride Into The Night



Battles Are Fought By Those With The Courage To Believe

They Are Won By Those Who Find The Heart

Find A Heart To Share

This Heart That Fills The Soul Will Point The Way To Victory

If There's A Fight Then I'll Be There I'll Be There



So For Now Wave Good-bye And Leave Your Hands Held High

Hear This Song Of Courage Long Into The Night

And The Wind Will Bear My Cry To All Who Hope To Fly

Lift Your Wings Up High My Friend Fearless To The End

So For Now Wave Good-bye, Leave Your Hands Held High

Hear This Song Of Courage Long Into The Night


Artista: Manowar
Música: Courage
Ano: 1996
Álbum: Single - Courage

domingo, 4 de janeiro de 2009

2008, o ano do despertar

Muita gente reclamou de 2008 no final das contas. Pra mim? Até que foi um bom ano.

Em 2008 eu escrevi mais do que em qualquer outro ano, e se não em quantidade, pelo menos em qualidade.

Eu descobri ser capaz de fazer coisas que eu nunca me achei capaz de fazer. Tipo falar com uma completa estranha na rua, ou dizer pra amigos coisas que eu nunca tinha dito antes, ou ter coragem de pedir demissão.

Eu finalmente me descobri, me achei no meio do caos urbano. Quem sou eu? O que eu faço?

Eu sou um vagabundo iluminado, um bodhisattva!

Em 2008 eu descalcei meus chinelos e passei a caminhar descalço, sentindo mais o mundo à minha volta

Descobri filosofia, descobri religião, descobri paz de espírito.

Conheci muita gente nova, me reencontrei na última hora com algumas pessoas que andavam distantes.

Foi um ano do caralho pra falar a verdade...

Sofri? Talvez, provavelmente...sofremos por querer demais, isso eu aprendi...e sem o sofrimento não existe crescimento. Por isso fico triste quando vejo alguém dizendo "Esse ano foi uma merda, só me fodi.", as pessoas nem mesmo se dão ao trabalho de tentar perceber as coisas. As cores, os cheiros, as brisas mornas da vida...

2008 foi um ano sofrido, foi um ano feliz, foi um ano de crescimento, e eu estou pronto pra 2009 pq o ano anterior me preparou...

Feliz Ano Novo.

Gordon Banks (Um pouco atrsado, mas ainda em tempo!)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Deixar rolar ou não deixar? Eis a questão.

Todo aniversário era a mesma coisa. Todo ano.

Eu dava um jeito de sumir, me enfiava em algum bar ou puteiro e só saia de lá quando tinha certeza que ninguém mais estava pensando em mim.

Não que eu não gostasse dos parabéns. Tive sempre muitos amigos, o bastante pra ter que ficar sozinho às vezes, e no final das contas eu nunca nem fui muito ligado nessa coisa toda de aniversário, não me importava. Mas tinha algo que me incomodava. Aquele certo parabéns que eu nunca recebia.

Muitas vezes nem havia ninguém, em alguns anos tinha uma paixão platônica ou outra. Não importava como fosse, sempre fazia falta. E por isso eu me escondia.

O álcool, as putas, o jogo, era tudo um disfarce pra minha solidão. Na verdade era assim o ano todo, mas cada aniversário era uma celebração do quão inepto eu era, do quão desajustado eu me colocava, do quão estranho eu estava me tornando. Como um desses caras excêntricos que falam sozinhos com seus quadros de R$40 reais numa mansão de US$950 mil dólares.

Todo ano eu acordava e me olhava no espelho e desejava que tudo fosse diferente, que eu fosse uma pessoa diferente. Ou então fazia mil promessas, de perder peso, de ficar rico, de fazer caridade. Aí chegava o dia seguinte e eu me sentia patético. Implorando ao universo alguém pra compartilhar minha loucura.

A maior parte do tempo eu estava confuso...o que é o certo? Eu devo mudar? Eu não devo mudar?

Você se pega pensando em coisas muito mais sinistras que a morte quando tem a chance e os miolos pra tanto.

No final das contas, quando acabava a ceveja e o uísque e a vodka, ou quando terminava o jogo ou a vontade de jogar ou o capital pra continuar apostando, ou ainda quando as putas dormiam tranquilas com a cabeça apoiada no meu peito, eu olhava pro céu e dizia:

"Foda-se."

E continuava levando a vida do mesmo jeito de sempre. E continuava solitário do mesmo jeito de sempre. E continuava pensando em coisas sinistras do mesmo jeito de sempre.

Eu demorei pra me dar conta de que a cada ano eu estava diferente, quizesse ou não. De que a cada decepção, a cada erro que eu cometia, cada pessoa que eu afastava e cada pessoa que eu atraía, eu me erguia gigante acima de todos os problemas e ficava cada vez mais forte.

A solidão ainda assusta, querer ter alguém ao seu lado com tanta força que tudo que você sonha ou pensa é aquela pessoa, e tudo que você faz é pra tentar impressiona-la. O medo de falhar, o medo de crescer. Ainda assim eu vou seguindo, sempre do mesmo jeito, sempre com a mesma cara, sempre com o mesmo pensamento. E quando me perguntam: "Como você faz?" eu respondo "Eu deixo rolar."

Gordon Banks

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Conceived Sorrow (Adeus!)

Logo pela manhã, no portão da capela eu vi um Beitivi. Me lembrei que quando amanhecia, eu olhava lá fora pela janela do nono andar e via muitos beitivis pousados aqui e ali, cantando alto pra alvorada.

Lá dentro, todos ainda perambulavam ocupados, eu ainda era invisível.

Vi antigos amigos e amigos atuais e disse que estava indo embora. E ninguém chorou. Eles sorriram.

E eu percebi em cada um de seus sorrisos que eles estavam felizes por mim e sentiam-se orgulhosos, afinal de contas eu estava fazendo o que a maioria deles tinha vontade de fazer.

Cada passo que eu dava, pra cada direção que eu olhava, um sinal dizia "Vá em frente", "Vai dar tudo certo", "Você é capaz".

Sentei num corredor pelo qual eu nunca passava, ouvindo uma música triste nos fones e bebendo água mineral. Achei apropriada a despedida.

Passei ali três anos da minha vida, muitos momentos ali eu odiei profundamente, mas não posso mentir. Aquele era meu emprego, aqueles eram meus colegas. E eu amei aquele hospital.

Mas chega a hora de seguir em frente, pra coisas maiores e melhores.

Quando saí de lá, enquanto caminhava naquela calçada longa, com as árvores me protegendo do sol, uma borboleta me acompanhou até a entrada do metrô. E pra mim, não poderia ser um sinal melhor de que daqui pra frente, as coisas vão ser melhores.

Gordon Banks
 
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