<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631</id><updated>2011-07-31T04:22:55.692-03:00</updated><title type='text'>Guerras Secretas</title><subtitle type='html'>As batalhas que travamos todos os dias em nossas mentes e corações.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>89</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-625296896117124812</id><published>2010-03-29T22:03:00.010-03:00</published><updated>2010-04-09T17:18:45.750-03:00</updated><title type='text'>O Inferno de Gordon, parte X: O Tirano da Lua.</title><content type='html'>O foguete viajava numa velocidade incrível, rasgando o espaço como uma agulha. O Golem, quase uma nave viva acoplado ao sulco no casco do projétil gigante, parecia concentrado em leva-los na direção correta. Lá dentro, Gordon e o Troll estavam sentados desfrutando da turbulência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chacoalha um bocado. - Disse Troll com ar nauseado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pense nisso como um brinquedo de parque de diversões Troll. É divertido! - Gordon queria a todo custo evitar que o gigante viesse a vomitar, seria desastroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troll ficou em silêncio, provavelmente tentando imaginar que havia alguma diversão em ficar balançando numa precária nave no meio do espaço. Gordon se perdeu em seus próprios pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey! Onde estão as fadas azuis? - O rapaz se deu conta pela primeira vez de que elas sumiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não as vejo desde que saímos do meu ginásio. - Disse o Troll.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon coçou o queixo pensativo, mas desistiu, estavam longe demais pra voltar e procura-las, a jornada teria que seguir sem inspiração nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lua crescia numa das janelas laterais, se aproximando mais e mais, até que a nave pareceu diminuir sua velocidade, estavam pousando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foguete desceu verticalmente sobre a superfície desértica da Lua, pousou e ficou ali em pé como estava no laboratório antes de partir. A porta se abriu e desceram os passageiros vestindo trajes espaciais brancos, enquanto Golem se desconectava da nave pra também pousar levemente no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon caminhou levemente naquela gravidade afetada e percebeu que na frente deles, esperando-os, estava um homem. Era alto e forte, muito musculoso, mas com uma aparência amarelada e doente. Sobre os ombros escorria uma capa negra de vinil e na cabeça, uma estranha coroa, que parecia ser feita de carne mumificada. Tinha nove pontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tire essa roupa idiota. - Disse o homem com grosseria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon não entendeu bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gravidade e a falta de oxigênio são ilusões que você criou com essa roupa. Remova-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfiado Gordon abriu um dos grampos de seu capacete e ficou surpreso ao perceber que o ar não tentou fugir para o vácuo do espaço. Removeu o capacete e logo toda a roupa de astronauta. Troll fez o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora Moon Tyrant? - Gordon perguntou ao homem com a coroa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora você me segue, vamos conversar. Seus amigos ficam aqui. - Ele disse com olhares de desprezo ao Troll e ao Golem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiram pra longe do foguete e dos dois gigantes. Caminhavam pela paisagem nula da Lua, o imenso deserto cinza e rochoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E começou novamente...tudo de novo. Qual o seu problema moleque? - Moon Tyrant disse mal-humorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não entendi a pergunta. - Gordon disse visivelmente confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você se deixou abalar novamente! O Vortex está em perigo novamente por causa de 47 quilos de carne e um par de olhos castanhos! Porra Gordon! Qual é o seu maldito problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu gostava dela, achei que fosse certo. Ela pareceu gostar quando eu disse... - Ele foi interrompido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você disse que gostava dela? Você disse que GOSTAVA dela? Seu cretino! Você não pode dizer esse tipo de coisa! As pessoas não querem que você goste delas Gordon! As pessoas querem ser odiadas, desprezadas, elas querem sofrimento, dor, dúvida! As faz sentirem vivas! Querem ser os vilões de suas pequenas fantasias, pois assim não se sentem vítimas de suas próprias vidas miseráveis! HAHAHA! Vejam só, "gostava dela", é um idiota mesmo! HAHA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon ficou em silêncio, constrangido ele pensava na verdade contida naquelas palavras duras e debochadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela era o fio dourado que não podia ser cortado na teia de Ananasi. - Gordon disse timidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei. Essa jornada toda, por causa de uma mulher. Chegar à beira da loucura por isso. Terminou o ciclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ciclo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nove Rainhas, nove anos de sofrimento. O ciclo das Nove Rainhas terminou. Conte e vai ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentalmente Gordon se lembrou de nove nomes e nove anos de sofrimento ligados àqueles nomes. Moon Tyrant tinha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora? A jornada terminou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ha! Você bem queria que fosse tão fácil assim não é? - Moon Tyrant riu com amargura. - Não, não terminou. Você está livre das Nove Rainhas, mas não da loucura que elas plantaram em nossa mente. Ainda temos que dar um jeito de não enlouquecer, ou tudo estará perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou com você a partir de agora. Nossos amigões ali também. - Apontando pra frente, o tirano mostrava o Golem e o Troll à frente deles, tinham dado uma volta inteira sobre a Lua enquanto conversavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é o próximo? - Gordon perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só falta um, você sabe quem é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espantando o pensamento sobre o próximo personagem a ser visitado, o rapaz parou de andar o que chamou a atenção de Moon Tyrant.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi? - Indagou o Tirano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não era ela. Não era nenhuma delas. Era?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sempre a mesma pergunta Gordon... - Tyrant pareceu impaciente. - Não, não era nenhuma delas. As Rainhas só tinham a função de te dar experiência. Do jeito mais difícil, através da dor. Mas agora que o ciclo terminou, estamos livres. Não era nenhuma delas e provavelmente não será a próxima, nem a próxima. Nunca é ela entende? Ambição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon não respondeu e caminhou na direção do foguete novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Troll, Golem, vamos indo! Tyrant vai com a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós não vamos mais usar esse foguete, existem meios mais eficientes de viajar. - Moon Tyrant pegou uma lapiseira azul e começou a desenhar um imenso retângulo no chão, depois deu mais detalhes ao desenho e todos viram que era uma porta. Quando ele terminou, a porta brilhou e se ergueu do chão, materializando madeira e metal aos adornos do desenho. Ele girou a maçaneta e a porta se abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da porta, pouco se via além de uma luz forte. Moon Tyrant entrou e foi seguido por Gordon, depois Golem e finalmente o Troll, o mais alto de todos eles, que precisou se abaixar muito pra passar. A porta bateu e se fechou, aos poucos, ela se desfez e deixou apenas a superfície lunar na paisagem. Ao fundo, um foguete prateado e o universo, borbulhando de estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte XI: A Voz da Razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Pra quem não aguenta mais, ta terminando, huahauhauhauha, programei pra terminar no Capítulo XIII, então, logo vcs não tem que aturar mais as minhas brisas incompreensíveis nem minhas lamentações intermináveis XP]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-625296896117124812?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/625296896117124812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=625296896117124812' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/625296896117124812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/625296896117124812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/03/o-inferno-de-gordon-parte-x-o-tirano-da.html' title='O Inferno de Gordon, parte X: O Tirano da Lua.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-5156473422641068675</id><published>2010-03-13T23:53:00.014-03:00</published><updated>2010-03-29T22:03:12.037-03:00</updated><title type='text'>O Inferno de Gordon, parte IX: Heavy Metal.</title><content type='html'>Chovia bastante, mas debaixo das telhas da plataforma na estação de trem, Gordon e Desepero, estavam relativamente protegidos. Já o Troll, estava sentado nos trilhos olhando pros lados distraidamente, ja completamente molhado, mas incapaz de entrar debaixo da cobertura devido o seu tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviram de longe a corneta anunciando que o trem se aproximava da estação, Troll se levantou e se afastou dos trilhos indo pro outro lado da estação. Gordon e o urso se aproximaram da faixa amarela, uma voz nos megafones da estação disse claramente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não ultrapasse essa porra dessa faixa amarela cacete! Quer morrer por acaso idiota? Quer ficar maneta? É isso? Quer cair na porcaria do trilho e o ser atropelado e virar um maneta de merda? Você é algum tipo de idiota que não gosta dos seus membros? Aí fica de macaquice na plataforma tentando ser multilado por trens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz continuou reclamando e xingando enquanto o trem chegava e diminuia a velocidade aos poucos ao lado da plataforma, isolando o gigante do outro lado. As portas se abriram e Gordon entrou, o vagão estava vazio. Desespero entrou em seguida e se alojou no chão do lado oposto do vagão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Venha Troll! - Gordon gritou pela janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou correr ao lado do trem, não se preocupe! - Sorriu. - Preciso de exercício!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz ficou preocupado, afinal o tempo se passava de forma diferente no vortex como ele sempre percebia. Mas lembrou-se também da primeira vez em que encontrou o Troll e ele já passava dos novecentos milhões de flexões. Talvez o gigante realmente fosse apreciar o exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sinal sonoro avisou que as portas iam se fechar. O trem lentamente começou a se movimentar sobre os trilhos. Estavam num vagão comum de passageiros, o trem era urbano e as únicas janelas estavam dos lados dos vagões onde se via a paisagem, mas não se via pra onde estava indo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem seguia chacoalhando de leve deixando Gordon calmo e sonolento. Do outro lado, Desespero cochilava respirando alto, as garras arranhando o assoalho emborrachado. A velocidade gradualmente aumentou e logo o trem ia bem rápido com o Troll correndo ao lado, cada passo seu retumbando poderosos como trovões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon começou a cochilar e tinha lampejos de sonhos. Via garotas, lugares, todos muito familiares. Viu uma linha de metrô. Quando despertou se deu conta de que estava na mesma linha de metrô do sonho, mas aquilo não era agradável, o metrô corria muito e os lugares pra onde estavam indo lhe traziam más lembranças. As luzes do vagão piscavam e Desespero dormia tranquilamente enquanto o vagão ganhava mais e mais velocidade, o gigante já não corria ao lado do trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes de repente se apagaram e Gordon teve a certeza de que algo estava errado, o destino que ele queria evitar se aproximava e do outro lado do vagão o urso se levantou com seus olhos negros cheios de maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chegou a hora Banks. Só você e eu. Vou devora-lo seu homenzinho patético! - O urso disparou na direção do jovem e atacou com as patas potentes de garras de navalha. Gordon se abaixou e os bancos foram atingidos e destroçados pelo monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desespero, pare! - Gordon ordenou, mas o urso riu e ignorou a ordem, novamente atacou e fez o jovem dar um pulo desajeitado pro lado. A pata imensa atingiu o fundo do vagão e estraçalhou a madeira fina deixando um buraco na frente do trem. Gordon olhou de relance e percebeu que aquele único vagão estava sobre os trilhos naquela velocidade sem nenhum maquinista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon correu pelo lado de urso, que golpeou as janelas e fez chover vidro. Conseguiu chegar do outro lado do vagão o rapaz e olhou pela janela, nem sinal do Troll. Desespero engordou 100kg e atacou novamente, quase nem cabendo mais dentro do vagão apertado de teto baixo. Sua garra destruiu o fundo do vagão e Banks desviou bem a tempo de passar correndo pelo lado da besta novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem pareceu diminuir de velocidade, o destino cruel se aproximava, Gordon não queria chegar lá, onde quer que fosse, tanto quanto não queria ser devorado pelo urso imenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desespero, pare! Te ordeno que pare!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velocidade diminuiu ainda mais, estavam parando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fique onde está!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem finalmente parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O urso olhou para Banks com crueldade e avançou, mas jamais alcançou seu alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um braço imenso, roliço e metálico estourou a lateral do vagão e agarrou o urso pela garganta. A besta foi puxada pra fora pelo buraco, se cortando e se machucando no processo. Gordon olhou pra fora por uma das janelas destruídas pra saber o que acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um imenso construto de metal, com mais de 5 metros de altura e aparentando ser uma armadura medieval lutava contra Desespero. Gordon deixou um sorriso invadir seu rosto e disse aliviado enquanto assistia ao combate:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Golem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Golem socava Desespero com punhos duros e impiedosos, o urso grunhia de dor a cada golpe do adversário, que era ainda maior que ele mesmo. Tufos de pelo marrom voavam no ar misturados com sangue. O urso tentou reagir e cravou as presas no ombro da armadura, mas foi ignorado, o Golem não sentia dor. Agarrou Desespero e o atirou no ar, durantes segundos pode-se ver aquele urso imenso rodopiando sem gravidade, quando voltou na direção do chão, foi atingido com mais um poderoso soco que o atirou contra uma coluna de concreto daquela paisagem estranha. O urso desmaiou com o impacto. O Golem virou seu elmo para Gordon, a pequena fresta para os olhos estava vazia, era apenas uma armadura. O titã de metal então agarrou a cabeça do adversário derrotado e antes que o jovem Banks pudesse fazer qualquer protesto, arrancou  a cabeça do urso sem esforço, espalhando sangue e pelos pelo chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon saiu do trem e caminhou até o Golem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estava imaginando quando você ia aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obteve resposta, o Golem não falava. Gordon olhou então em volta, queria saber onde estava. Era uma velha estação de metrô, mas estava abandonada, concreto e mato por toda parte, as escadas rolantes congeladas no tempo, lotações estacionadas para sempre. Viu uma placa que indicava uma estação da linha vermelha do metrô, mas a placa estava gasta demais pra saber exatamente que lugar era aquele. O rapaz estremeu por dentro, sabia onde estava, só que não queria dizer em voz alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos embora daqui Golem. - Saiu andando na direção pela qual tinha vindo e foi seguido de perto pelo colosso de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longe ouviram som de trovões. Foram ficando mais próximos, até que finalmente surgiu o Troll correndo como um louco, suado e com ar preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu? O trem disparou, não consegui correr tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desespero tentou me devorar, mas o Golem me ajudou a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah Golem, que prazer! - Troll estendeu a mão que ficou no ar sozinha por 4 longos segundos, o Golem apenas olhava pra ele sem reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele é a inocência do Vortex Troll, não fala, não pensa, apenas age. Não fique ofendido, ele nunca comprimenta ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Troll recolheu a mão magoado e os três se colocaram a andar novamente na direção de onde tinham vindo, deixando a macabra estação de metrô para trás. Seguindo os trilhos, acharam uma bifurcação que levava na direção que deveria ter ido desde o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora esperamos o trem. - Gordon disse sentando-se no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos minutos viram novamente um trem se aproximar, lhe faltava um vagão. Parou e abriu as portas, Gordon examinou com cuidado e subiu, deixando os gigantes do lado de fora. O trem chacoalhou e se colou na caminho correto da bifurcação. A paisagem foi mudando conforme a viagem prosseguia, cada vez mais prédios e torres de metal, shoppings e hoteis, fábricas, muitas fábricas, logo era claustrofóbico a quantidade de ferro ao redor, era uma cidade imensa, uma metrópole que pulsava como o coração de uma entidade gigante e mecânica, Gordon soube que estava onde precisava estar, sua cidade natal, Santo André.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem foi parando finalmente na estação de Santo André e as portas se abriram. O rapaz desceu e olhou o trem partir, viu de longe que um trem de carga se aproximava e viu num dos vagões abertos o Golem e o Troll sentados. Saltaram na estação junto com o jovem e saíram pras ruas caóticas da cidade onde tudo era metálico e brilhava com neons chamativos e, às vezes, sem nexo algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra onde estamos indo afinal? - Perguntou o Troll, absolutamente deslocado na cidade, vestindo apenas seu short de treino e com os músculos inchados à mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei bem, mas imagino que tenha algo a ver com o Golem. - Respondeu Gordon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Golem não disse nada e continuou caminhando um pequeno passo a frente dos dois, o que deu a Gordon a segurança de que realmente deviam segui-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminharam por toda a cidade, pararam pra comer em todos os restaurantes, viram espetáculos no teatro municipal, visitaram bordéis, dormiram em hotéis, beberam nos bares e se divertiram como nunca. O tempo, que era favorável no Vortex, não passou e gastaram apenas uma noite pra fazer tudo que levariam meses pra fazer no mundo real. Gordon não pode deixar de sentir que aquela era a última refeição de um condenado à morte. Ainda tinha uma missão e uma jornada a cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram o Golem então até uma torre negra de metal que sempre viam distante, mas nunca se aproximava não importando em qual lugar da cidade estivessem. Pelas ruas e meios certos, ela passou a ficar mais e mais próxima deles, até que estavam aos pés daquele monumento ridiculamente grande, um prédio. Subiram vários andares e lá dentro o Golem e o Troll não tinham problemas pra passar pelas portas e escadas, tudo era proporcional ao tamanho descomunal dos dois, que faziam Gordon se sentir uma criança o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram ao último andar e o jovem teve uma sensação de De Javu, aquele laboratório eta familiar, computadores pra todos os lados e no fundo algo enorme coberto com um lençol ainda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é aquilo? - Perguntou o Troll.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, mas vamos descobrir. - Gordon foi na direção da coisa e puxou o lençou que saiu dramaticamente de cima daqueli que escondia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma nave. Parecia um foguete antigo, mas no meio existia um sulco num formato peculiar...no formato do Golem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós vamos voar nisso Golem? - Gordon perguntou e foi devidamente ignorado pela armadura como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Golem começou a escalar a nave e se colou em seu lugar, encaixado no sulco. A nave pareceu ligar e os motores fizeram barulho e soltaram um pouco de fumaça. Na lateral, uma porta grande o bastante para o Troll se abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Vamos. - Gordon entrou na nave acompanhado pelo irmão gigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nave se fechou. Uma sirene soou alto no laboratório e o teto começou a abrir. Os motores rugiram quando o Golem acelerou e fez a nave decolar finalmente. Subiram verticalmente deixando um rastro de fogo e fumaça no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra onde nós estamos indo Gordon? - Troll perguntou parecendo um pouco enjoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra lua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte X: O Tirano da Lua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-5156473422641068675?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/5156473422641068675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=5156473422641068675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5156473422641068675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5156473422641068675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/03/o-inferno-de-gordon-parte-ix-heavy.html' title='O Inferno de Gordon, parte IX: Heavy Metal.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-3647717293550132444</id><published>2010-03-03T20:56:00.004-03:00</published><updated>2010-03-03T22:25:41.236-03:00</updated><title type='text'>O Inferno de Gordon, parte VIII: O Terceiro Irmão Banks.</title><content type='html'>Ha quanto tempo caminhavam sem jamais parar pra descansar Gordon já nem se dava mais conta, a jornada presseguia no Vortex, onde o tempo passava de forma diferente. Os dias às vezes podiam durar 30 horas e as noites 16 anos, não se tinha jamais certeza sobre o clima, chuvas de pedra ou de pétalas de flores, assim era aquela terra caótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam andando numa região montanhosa, Gordon e Desespero, lado a lado. Eram seguidos de perto pelas fadas azuis que gritavam incoerências em sua linguagem de formiga apenas para ouvirem o eco de suas vozes, que às vezes respondia coisas absolutamente diferentes do que elas haviam dito. Morriam de rir quando isso acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Criaturas obtusas. - Resmungou o urso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parece divertido, vamos tentar rabugento. - Gordon foi até a beira do precipício rindo e gritou. - Olá! Tem alguém aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eco respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O gosto de sangue na boca lhe agrada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desespero estremeceu e fitou Gordon com seriedade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse lugar é sinistro, vamos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuaram caminhando por mais horas sem conta e num planalto acima das montanhas avistaram uma construção. Era grande e espaçosa, cercada de vidro por todos os lados. Gordon achou estranho a princípio, mas finalmente reconheceu o lugar como sendo uma academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De perto, o ginásio era ainda mais impressionante, muito alto, e os aparelhos lá dentro pareciam ter um tamanho descomunal. Todas as luzes estavam apagadas e um labirinto de barras de ferro se estendia lá dentro. Não se via nada muito além de dois metros dos vidros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos entrar. - Banks sentenciou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta de frente era automática e se abriu quando eles se aproximaram, fechou-se então quando eles passaram por ela. A escuridão opressiva lá dentro só era quebrada pela luz azulada das fadinhas que esvoaçavam ao redor de Gordon deixando tudo com um ar fantasmagórico. Desespero ia logo atrás com dificuldade pra se mover nos corredores estreitos de aparelhos de ginástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tleng! - Ouviram um som ao longe, foram na direção dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O labirinto os levou pra dentro do ginásio, mais e mais, de fora o lugar não parecia tão grande assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Novecentos milhões oitocentos e quarenta mil e dois... - Ouviram um sussurro audível. - Novecentos milhões oitocentos e quarenta mil e três... - Tleng! - Novecentos milhões oitocentos e quarenta mil e quatro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma curva fechada Gordon se viu numa clareira no labirinto. Tudo convergia para aquele único lugar onde no centro um homem imenso levantava pesos descomunais que marcavam 100t. cada. No escuro ele prosseguia em seu exercício sem se dar conta dos visitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Novecentos milhões oitocentos e quarenta mil e cinco... Novecentos milhões oitocentos e quarenta mil e seis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahn, com licensa? - Gordon falou sem tentar surpreender o atleta épico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum? - Viram a cabeça do homem se voltar pra eles no escuro. - Minha nossa já é tarde! Já chegaram! Mil perdões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem largou sua barra sobre o suporte que rangeu ameaçadoramente, depois se levantou com agilidade e para Gordon, pareceu que ele nunca terminaria de se levantar, era um gigante de seis, talvez oito metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sabia que estavam vindo, mas perdi a noção do tempo, sabem como é, não vemos o tempo passar quando estamos nos divertindo! - Ele sorria no escuro e tinha uma voz grave e simpática. - Deixem-me acender as luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele bateu palmas e as luzes se acenderam finalmente revelando a real aparência do gigante. Era enorme e musculoso, cada parte do corpo inchada e tensa, vestia apenas um short simples  e o corpo marombado era coberto de tatuagens aqui e ali, foi quando avistou o rosto do homem que Gordon finalmente o reconheceu. Seus rostos eram idênticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Troll eu presumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, sim! Finalmente irmãozinho! Estava ansioso pra lhe conhecer! - Troll se aproximou e deu em Gordon um abraço de quebrar costelas. - Everton me avisou que você viria, ele me explicou tudo que esta acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E qual a sua história? Quem é você? - Desespero perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem sou? Eu sou o Troll! O nome correto é Obstinação, mas eu prefiro Lealdade na verdade. Represento nossa capacidade de superar desafios, de jamais desistir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E como você pode me ajudar Troll? O que tem pra me ensinar? - Indagou Gordon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não muito eu temo. Acho que basicamente eu devo dizer isso, jamais desista Gordon! Quando as chances forem pequenas, quando tudo parecer perdido, quando você estiver desanimado, quando o mundo todo estiver contra você, nunca desista! Esqueça o significado dessa palavra imunda! Desistir nunca é uma opção! Nem que você precise atingir seu objetivo de um milhão de maneiras diferentes, não se renda nunca! - Ele gritava muito alto e empolgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saquei. Vamos indo, tenho um Vortex pra salvar. - Gordon disse desinteressado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já vão? Posso ir também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, porque não? - Gordon continuou andando pra fora do labirinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, caminhando por alguma planície, Desespero se colocou ao lado do jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que apatia toda é essa Gordon? Sentindo-se desesperado por acaso? - Riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só estou cansado, muito cansado de tudo isso. Tudo recai sobre mim e eu tenho dúvidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que a principal é, eu devo mesmo tentar salvar o Vortex?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desespero se calou com um olhar espantado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não me olhe assim. Vamos andando, o Troll disse que nossa próxima parada é Santo André, vamos ver um velho amigo. Um cara bem durão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte IX: Heavy Metal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-3647717293550132444?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/3647717293550132444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=3647717293550132444' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3647717293550132444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3647717293550132444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/03/o-inferno-de-gordon-parte-viii-o.html' title='O Inferno de Gordon, parte VIII: O Terceiro Irmão Banks.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-3556096168896971340</id><published>2010-03-02T22:05:00.014-03:00</published><updated>2010-03-02T23:49:13.711-03:00</updated><title type='text'>O Inferno de Gordon, parte VII: O Sermão da Solidão e da Sabedoria.</title><content type='html'>Diante dos portões fechados do templo da flor de lótus, Gordon respirou fundo e deu um passo a frente. Os portões se abriram como que por mágica exibindo um imenso pátio de pedras quadradas. Num canto, deitado confortável sobre suas quase 3 toneladas, estava Desespero. A besta olhava o rapaz com seus olhos completamente negros e tinha um ar de riso. Parecia ainda maior do que há pouco quando quase o atacara. O Desespero crescia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não tenho pressa. - Caçoou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon ignorou e continou andando até a porta de acesso. Entrou no templo pra descobrir uma construção de uma simplicidade incrível. O teto era muito alto, mas quase não haviam adornos em parte alguma, com excessão das vidraças coloridas que representavam grandes mandalas redondas. Bancos de madeira estavam dispostos ao longo das paredes e um altar pequeno estava no fundo do salão, repleto de fumaça azulada de incensos acesos. No centro, ambos sentados em posição de meditação, estavam o Cavaleiro e Beggar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Junte-se a nós Convicto. Por favor. - Disse o Cavaleiro em tom sereno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convicção se aproximou e não pode deixar de reparar que Solidão estava agora despido de sua camisa, a ferida enorme em seu peito pulsava infecciosa e uma grande quantidade de sangue escorria do ferimento o tempo todo, o colo do Cavaleiro estava encharcado de sangue escuro e fétido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes de tudo. - Disse Beggar. - Saiba que minha parte nessa jornada termina aqui Convicto. Eu vou permanecer no templo quando você se for. Sabedoria te guiou até aqui da melhor maneira que pode, mas depois do que você aprender aqui, só vai poder enfrentar a insanidade apoiado em outras coisas. As Princesas da Inspiração ainda se afeiçoam de você eu percebo, e o crescente Desespero que está do lado de fora também vai, de certo, querer acompanha-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo. - Disse Gordon apático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sente-se. - Solidão fez um gesto com a mão que apontava um lugar no chão a frente deles. Sentado ali, Gordon e os dois monges formariam um triângulo perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem se sentou sem discutir. Olhou para Beggar e depois para o Cavaleiro, seu olhar era de desanimo e frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabedoria. - Iniciou o Cavaleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Solidão. - Continuou o monge-mendigo. - Tão distantes e ainda assim, tão próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O altar soltou um chiado e a fumaça dos incensos subiu no ar com intensidade. Todo o ambiente se encheu com aquele cheiro doce e esotérico. Gordon sentiu suas pálpebras ficarem pesadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que um dia foi Amor e hoje é Solidão... - Disse Beggar. - ...temos lições valiosas a aprender. De comedimento, auto-controle, desapego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso é claro Gordon... - Disse o Cavaleiro. - ...se você estiver disposto a aprende-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fumaça do altar mais uma vez se lançou magicamente no ar, os olhos de Gordon ficaram mais pesados e no seu torpor semi-hipnótico, ele deixou um pequeno sorriso lhe dominar a face quando disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, me ensinem o que puderem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Feche os olhos e medite Gordon. - Disseram os monges em uníssono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando Gordon fechou seus olhos e respirou mais uma vez aquela fumaça densa, o mundo a sua volta se transformou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele caiu no espaço por longos segundos, desorientado e espantado. Então viu a seu lado Beggar e o Cavaleiro, que também caíam, mas estavam de pé e tranquilos. O Convicto tentou se ajeitar, mas foi tarde, bateu em algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A príncípio ele não entendeu o que era, sentia-se envolvido dos pés a cabeça, era difícil respirar. Mas então seu tato aos poucos reconheceu onde se encontrava. Estava de alguma forma envolvido numa cascata de cabelos longos e grossos. A sensação, embora alienígena, era muito agradável e Gordon se pegou tentando tragar aquele perfume delicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Da vontade de ficar aqui pra sempre não é? - Perguntou o Cavaleiro acima da "margem" do rio de cabelos perfumados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é isso? - Gordon flutuava em meio as madeixas, somente com a cabeça de fora. - Onde estou? De quem são esses cabelos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se acostume com esse toque Convicção. - Disse Beggar, que surgiu ao lado do Cavaleiro. - Embora confortável, a vida é impermanente, inconstante. Você tem que sair daí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu não quero, é realmente muito bom! Vocês deviam entrar aqui! - Gordon se segurou aos cabelos sem nem mesmo perceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temo que não Gordon. Você deve deixa-los soltos. Vamos, saia daí. - Disse o Cavaleiro estendendo a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Não vou sair daqui! É tão... confortável e aconchegante. - Os cabelos que Convicção apertava estavam agora enrolando-se em seus braços e pernas, uma mexa se enrolou perigosamente em seu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O conforto que eles oferecem é vão Gordon. - Disse Beggar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o preço que cobram, alto. - Terminou Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Livre-se dessa ilusão! - Disseram juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não...não quero...não...me deixem em paz. - Gordon estava sonolento, os cabelos agora o apertavam com força deixando marcas roxas em seu corpo. Ele finalmente começou a sentir dor. - Hey, que está acontecendo? Me solte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se livre da ilusão Gordon. - Insistiu Beggar com firmeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentrando-se na maciez daqueles cabelos e naquele perfume enebriante, o Convicto colocou-se a pensar em como aquilo o prendia a sentimentos ruins. Afinal, era confortável estar ali, mas o sentimento da perda era insuportável. Grilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cabelos se transformaram em correntes imediatamente, enferrujadas e fedorentas. Gordon escalou sua saída até os dois mentores que o aguardavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem. - Disse Solidão. - Acabou de aprender talvez a lição mais valiosa que nós poderíamos te ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Livre-se da ilusão Convicto. Não existe controle. Não existe controle sobre nada. - Disse Beggar. - Você deve se concentrar nos acontecimentos que a vida lhe entrega, não nas coisas que você agarra com unhas e dentes, não nas ilusões que você estrangula com seu desejo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon entristeceu-se, abaixou a cabeça. - Eu entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se acordasse, as luzes se acenderam, estavam os três de volta no templo sentados no chão, o ar cheio de fumaça azulada e doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão tinha no rosto a mesma expressão triste de Gordon, seus olhos estavam inflamados e parecia que o Cavaleiro ia chorar a qualquer instante. Beggar tinha o semblante sereno de sempre, austero e estóico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fadinha azul pousou no ombro de Gordon, ele pareceu voltar à realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era só isso o que tinham pra me mostrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão ficou em silêncio, Beggar se levantou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tínhamos muito mais pra mostrar Convicto, mas eu acredito que você entendeu tudo com a primeira demonstração. A lição mais importante é o desapego. Não se entregue a sentimentos que você nem mesmo tem certeza de que estão lá, isso vai feri-lo mais do que qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Livrar-me da ilusão do controle. Vou meditar a respeito. Quem é o próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon saiu do templo seguidos pela costumeira revoada de fadinhas azuis, Desespero estava preparado para partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já posso te devorar agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cala a boca seu gordo idiota...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boca grande pra alguém que está pra ficar louquinho da silva. Pra onde vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ver meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós já vimos Everton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu OUTRO irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte VIII: O Terceiro Irmão Banks.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-3556096168896971340?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/3556096168896971340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=3556096168896971340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3556096168896971340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3556096168896971340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/03/o-inferno-de-gordon-parte-vii-o-sermao.html' title='O Inferno de Gordon, parte VII: O Sermão da Solidão e da Sabedoria.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-5388889154731832614</id><published>2010-02-26T23:58:00.009-03:00</published><updated>2010-02-28T13:32:55.550-03:00</updated><title type='text'>O Inferno de Gordon, parte VI: O Templo da Flor de Lótus.</title><content type='html'>Do alto da última montanha de gelo, avistaram no vale abaixo um templo imenso. Observaram estóicos o monge, o rapaz e o urso, cercados por uma nuvem azulada de fadinhas animadas com o tempo um pouco mais ameno fora da geleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe quem vive ali? - Gordon perguntou ao mendigo casualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E quem seria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceram pela encosta da montanha e finalmente pisaram numa grama azul e macia, poucas árvores magras estavam entre eles e o templo. Caminharam por alguns minutos, até chegarem na entrada principal do templo, onde eram aguardados por uma figura alta de pele queimada e olhos de águia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Solidão! - Gordon disse com ar surpreso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro Solitário vestia vestes simples de monge, como as de Beggar. Era ainda magro e musculoso, mas seus longos cabelos haviam sido raspados e pela abertura da camisa, podia-se ver no peito dele uma ferida horrível que ainda estava aberta e infeccionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem vindo Convicto, e vocês também Sabedoria, Desespero, Princesas da Inspiração. - Sua fala já não tinha traço algum de sua antiga arrogância, ele parecia sereno e calmo, quase sereno demais, anestesiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você disse que essa era sua casa Beggar, que significa isso? - Gordon voltou-se sério para o monge-mendigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Razão ordenou que Sabedoria guiasse sempre o Amor. - Gordon estremeceu à mera lembrança de que um dia o Cavaleiro tivesse sido o Amor do Vortex, e que hoje fosse apenas Solidão. - Eu acolhi o pobre bastardo em minha morada para que ele aprendesse de mim, que se recompusesse e quem sabe um dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Basta! Não quero ouvir! - Gordon interrompeu furioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastado da discussão, Desespero engordou quase 100kg, aumentaram suas presas e garras, a besta rosnou satisfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acalme-se Convicto. - Beggar tentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Não há nada que eu possa aprender da Solidão! Ainda acorrentado naquele templo, ainda chamado Amor, talvez você pudesse me ensinar algo que nos ajudasse nessa hora, mas sendo quem você é agora seria uma perda de tempo parar aqui e conversar com você! - Gordon estava aos berros, o rosto vermelho, os olhos inflamados e negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gordon, por favor. - Disse o Cavaleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não!! Já disse que não quero ouvir!! - Gordon se precipitou e enfiou um soco no rosto de Solidão, ele cambaleou para trás e caiu sentado no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desespero, com uma agilidade desproporcional ao seu corpo imenso, levantou-se e se colocou ao lado de Gordon rosnando para ele, no processo, engordou 300kg, estava enorme agora, mesmo sobre as quatro patas tinha quase dois metros e meio de altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tão cedo Convicção? Achei que você fosse durar mais fedelho! - Disse a besta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gordon, acalme-se! Controle-se! Acredite que algo de bom pode sair dessa situação! - Beggar implorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon fitou o urso com ódio, depois seu ódio foi ainda maior quando encarou Solidão, então finalmente viu Beggar e ao redor dele as fadinhas azuis que riam e brincavam alheias à situação tensa que se desenrolava. Rendeu-se e sorriu ao ve-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preciso de tempo pra me acalmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O tempo que precisar Convicto. - Disse Beggar. - Afaste-se Desespero! Vamos para dentro do templo. Você também Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz caminhou pra longe da entrada do templo, os portões de madeira foram ficando menores a medida que ele subia uma colina onde soprava uma brisa gelada e inquietante. Olhou ao redor, colinas e mais colinas daquela grama azulada e fofa, um oceano de colinas azuis. Sentou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu um puxão no cabelo e percebeu que tinha sido seguido pelo batalhão de fadas azuis, elas estavam se estapeando pelos melhores lugares em seus ombros. Finalmente sentaram-se todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beggar está pedindo demais de mim dessa vez. Dar ouvidos àquele traidor, àquela coisa maldita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma voz tranquila veio de algum lugar atrás de Gordon:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O destino do Vortex depende de seu aprendizado nessa jornada, você sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que Solidão poderia me ensinar?! É absurdo achar que ele tem qualquer informação que seja. - Gordon retrucou sem olhar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você reage assim porque Solidão é a criatura que você mais teme Convicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não o temo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Teme sim. E não poderia ter ficado mais claro pela maneira como você se comportou lá embaixo. Desespero está se fortalecendo da sua fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon não disse nada por um tempo, ficou brincando de cabo de guerra com as fadinhas e um pedaço de grama alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisamos que você aprenda a tirar força das dificuldades que enfrentar Convicto. De você depende o Vortex e a existência de todos nós. Lembre-se de Ananasi e Slayer, lembre-se de Tornado e Everton, aprenda a usar as armas que eles lhe deram, selecione o que você quer fazer, analise como usar isso e então entre em ação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É tão difícil...e eu estou sozinho, tudo recai sobre mim...como posso saber que estou no caminho certo? Às vezes eu penso em só me sentar aqui e não fazer nada, deixar a maldita loucura tomar conta de tudo. Seria tão mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você realmente acredita nisso Convicção? Porque se acreditar, estamos todos condenados. Se você realmente acredita que não fazer nada é a melhor solução, nem se dê o trabalho de levantar, porque antes que você perceba, a Serpente Emplumada vai dominar tudo o que existe de importante aqui para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é essa Serpente afinal? Slayer falou dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acredite que você pode fazer a coisa certa Convicto, salve o Vortex e a todos nós e aí talvez, você jamais precise saber o que é a Serpente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só gostaria de ter todos os detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você já foi embora não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon se virou para ver a colina vazia como estivera o tempo todo, suspirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos meninas. - Disse levantando-se. - Nós temos que ter uma conversa com aquele cara lá embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte VII: O Sermão da Solidão e da Sabedoria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-5388889154731832614?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/5388889154731832614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=5388889154731832614' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5388889154731832614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5388889154731832614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/02/o-inferno-de-gordon-parte-vi-o-templo.html' title='O Inferno de Gordon, parte VI: O Templo da Flor de Lótus.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-5767088676034432206</id><published>2010-02-21T23:54:00.003-03:00</published><updated>2010-02-22T00:22:34.141-03:00</updated><title type='text'>O Dilema de Ezerhorden</title><content type='html'>Ezerhorden escutava com atenção tudo que a criaturinha a seu lado dizia, o pequeno Goblin o cativava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me mate. É o único jeito de não deixar as pessoas más descobrirem onde fica o reino secreto do Rei-Dragão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está louco? Não vou mata-lo a troco de nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é o único jeito, o Rei-Dragão tem que ser avisado! O reino dos mortos é o meio mais rápido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Reino dos mortos? Espere aí...o Rei-Dragão é, Samma? Como em Samma, o Deus da Morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por essa eu não esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ezerhorden parou pra pensar. Admirou o pequeno Goblin por ser tão leal a seu senhor, afinal, para um servo do deus da morte, nada mais nobre do que morrer e finalmente se unir a seu mestre no outro mundo. Aquela missão não era sua. Resolver finalmente dar um passo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Feche os olhos pequenino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goblin fechou seus grandes olhos amarelos pela última vez. As mãos enormes de Ezerhorden torceram seu pescoço matando-o imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gigante cavou uma sepultura para a criaturinha. Plantou mudas de hibiscos brancos e azaléas sobre o pequeno túmulo, voltaria ali ainda um dia para visitar o pequeno e valente servo de Samma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois de enterrar Goblin, fez uma prece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Grande Samma, deus do omega, do fim, da morte. Hoje eu espero não te-lo ofendido ao lhe enviar seu servo antes do tempo. Mas terá mesmo sido antes do tempo? Enfim, o pequeno Goblin foi leal e corajoso e eu espero que Vossa Divindade tenha aí em seu reino um lugar reservado a um servo como ele. Ele leva consigo uma mensagem que parece ser importante que chegue até você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração foi interrompida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, longe de todos no acampamento, Ezerhorden foi até uma clareira na mata, lá ele se entregou aos espíritos e sua forma mudou. Seu corpo foi coberto de pelos negros, suas pernas se curvaram e cascos brotaram de suas botas, um par de chifres negros enfeitou uma cabeça de bode no alto do pescoço agora muito mais musculoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espíritos me ouçam! Preciso de um favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareceu na clareira a forma conhecida de Ascor, o shifter que fora um dia o mestre de seu mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diga jovem Ezerhorden, o que os espíritos podem fazer por você esta noite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mestre, mandei para as profundezas da morte hoje um ser chamado Goblin, gostaria que vocês o guiassem em segurança até o mundo dos mortos. Peço proteção pelo pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso saber o porque?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Culpa. Me sinto mal por te-lo matado, mas senti que era o certo a se fazer na hora. Ele leva uma mensagem importante ao rei dos mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele será protegido então, fique seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gigante voltou para dormir ao lado de seus companheiros de aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Trechos de uma aventura de RPG jogada por mim com meu personagem Ezerhorden.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-5767088676034432206?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/5767088676034432206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=5767088676034432206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5767088676034432206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5767088676034432206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/02/o-dilema-de-ezerhorden.html' title='O Dilema de Ezerhorden'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2900908962474041332</id><published>2010-02-13T00:37:00.010-02:00</published><updated>2010-02-18T22:00:43.942-02:00</updated><title type='text'>O Inferno de Gordon, parte V: Nanook, the Dark Hunter of Lust.</title><content type='html'>Caminhavam os heróis numa tundra gelada e desértica, Gordon na frente, Beggar à direita e Desespero à esquerda. As fadinhas estavam todas pousadas nos pelos grossos do urso pardo, enroladas e confortáveis, a salvo do frio, rindo e cantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deserto gelado se extendia por quilômetros, plano, hostil, estéril. Nada se via além de um branco puríssimo e cegante. Os viajantes cobriam os olhos semi-cerrados e andavam contra o vento cortante, a sensação era de um frio extremo, mesmo assim, Beggar não vestia nada além de seus trapos de costume. Gordon estava agasalhado com roupas pesadas que comprou no vilarejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminharam no que eles achavam, quase com certeza, que era uma linha reta durante horas. Não viram nada além do céu azul claro se chocando com o chão branco e congelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem certeza de que você sabe pra onde está indo? - Beggar perguntou alteando a voz pra ser ouvido acima do barulho do vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho que acreditar que sei! - Gordon gargalhou aquela risada grave e curta. - Toda a existência aqui no Vortex se sustenta sobre esse tipo de coisa, não? Você sendo sábio, Razão sendo lógico, o Golem sendo inocente e eu...acreditando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar apenas sorriu e balançou a cabeça, continuou seguindo Convicção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles finalmente avistaram, depois do que pareceram mais de 18 horas de caminhada, um vulto negro muito pequeno no horizonte, parecia um homem. Seguiram naquela direção. Ao se aproximarem, constataram que era realmente um homem, estava vestido com um traje de esquimó, feito de um couro azulado e grosso. Estava com a cabeça coberta por seu capuz e no rosto usava uma máscara de madeira em forma de óculos, a pele do rosto era muito branca. O homem era alto, quase anormalmente e segurava uma lança longa e de aparência poderosa. Ele estava guardando um buraco de um metro no gelo, a um metro de profundidade a água escura e gelada estava calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá. - Gordon começou, mas foi bruscamente interrompido pela voz seca e rouca do esquimó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Silêncio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um silêncio desconfortável se estendeu por alguns segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou Nanook. - O caçador sussurrou. - Nã - Nuk. O  Caçador Sombrio da Luxúria. Silêncio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vulto escuro se mexeu na água, Nanook precipitou sua lança que atingiu carne gorda e macia, o sangue esguichou e ele puxou sua presa pra fora d'água. Dando gritos orgasmáticos, uma criatura se debatia na ponta da lança, era grande e lembrava uma foca, mas tinha uma cabeleira espessa e ruiva na cabeça, seios imensos e flácidos, tinha cor de pele humana clara, não era um animal comum. O caçador sorriu com perversão enquanto sacava uma faca de caça do cinto, dirigiu a lâmina até a garganta da presa e sem hesitar cortou-lhe o pescoço que jorrou sangue. Gordon e os outros apenas assistiam ao espetáculo bizarro sentindo-se confusos e impotentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais uma. - Riu rouco o esquimó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que era isso? - Gordon perguntou com genuína curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que era? Uma mulher oras! Estou caçando essa aqui há dias, finalmente a fodi! - gargalhou alto e sua voz rasgada incomodou os tímpanos de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon fitou Beggar em busca de conselho, mas o monge-mendigo parecia tão confuso quanto ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, você sabe o que está acontecendo? A espiral de loucura na qual o vortex está se transformando e como eu devo impedir que isso ocorra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nanook agora estava abaixado perto da carcaça, ele fazia pequenos cortes descomprometidos na carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ouvi boatos, todos ouvimos. Honestamente? Não me importo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se importa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Vivo aqui sozinho desde muito tempo atrás, nesse deserto branco. Nunca me deixaram sair, não de maneira apropriada pelo menos. Sou um prisioneiro aqui Convicto. - Ele se levantou e olho pro horizonte. - Ah, as coisas que eu poderia fazer se me deixassem sair daqui. Você ia viver a vida Gordon, finalmente ia viver a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A julgar pelo que acabei de ver, não sei se quero o que você oferece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nanook olhou para a carcaça, de súbito correu pra sua lança, se voltou pro buraco e investiu contra a água. Uma criatura semelhante à primeira, mas dessa vez de cabelos loiros e seios pequeninos se debateu na ponta da arma. O esquimó riu alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui está mais uma Gordon! Você a quer? Quer fode-la? Eu posso fazer acontecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon dirigiu um olhar de nojo ao caçador e permaneceu em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bah! - Nanook sacou sua faca novamente e enfiou-a nas tripas do animal que se debateu de dor, deu-lhe uma facada no peito e outra então no pescoço, logo a criatura parou de se mexer. - O poder que eu poderia lhe dar Gordon, as mulheres que conquistaríamos juntos! Se ao menos você reconhecesse o seu potencial, mas não, insiste em se rebaixar, se fazer inferior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imperceptívelmente, Desespero engordou 40 quilos, suas presas ficaram ligeiramente maiores e ele rosnou baixinho satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é isso que eu quero Nanook. Caçar mulheres como se caça comida, é nojento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você interpreta muito bem esse papel, mas acredita mesmo nisso Convicto? Nunca lhe passou pela cabeça como seria? Só se entregar à Luxuria sem pensar em mais nada? Sem culpa, sem existencialismo, sem pensamentos profundos? - Aos pés do esquimó, em pleno gelo, brotou um pequeno ramo verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon ficou em silêncio ouvindo seus próprios pensamentos. Beggar o observava com preocupação. Desespero estava deitado no gelo com ar satisfeito e as fadinhas ainda estavam enroladas nos pelos grossos do urso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quis isso. - Gordon cedeu. - Eu quis isso por muito tempo Nanook. Ser como todos os outros. Ser fútil, vaidoso, vão. - O ramo verde deu um broto roxo. - Queria não temer meus sentimentos, nem mesmo senti-los! Queria ser só mais uma casca sem conteúdo algum, viver pra beber, fumar e foder! - O broto se abriu numa linda flor. - Mas eu não quero mais isso. Eu pude perceber o quão infelizes são essas pessoas. Com medo de tudo, sem saber pra onde ir, sem saber o que fazer além de beber, fumar e foder. Hoje não existe mais esse desejo em mim Nanook, de ter mil mulheres. Eu quero algo real caçador, algo no que acreditar e não somente mais uma presa. Você não tem nada pra me oferecer, vai continuar preso nesse deserto branco, estéril e PURO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A flor roxa aos pés do esquimó enegreceu e murchou, caiu no solo gelado destruída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo. - Disse Nanook. - Mas eu não cessarei de existir, vão existir outras oportunidades pra me libertar. Se a loucura não se instalar no Vortex, alguma outra coisa eventualmente vai. E então eu vou caminhar livremente Convicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como saio daqui? Quem é o próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Siga naquela direção. - Nanook apontou o Leste. - Vão saber quem é o próximo quando deixarem as geleiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon não se despediu, apenas começou a andar na direção sugerida. Beggar fez uma ligeira reverância e se retirou e atrás deles foi Desespero, um pouco mais gordo, um pouco mais forte e um pouco mais faminto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nanook os observou se afastar durante vários minutos, até virarem pontos negros no horizonte. Voltou-se pro buraco de água escura, algo se mexeu lá embaixo. Ele largou a lança no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foda-se. Broxei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte VI: O Templo da Flor de Lótus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2900908962474041332?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2900908962474041332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2900908962474041332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2900908962474041332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2900908962474041332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/02/o-inferno-de-gordon-parte-v-nanook-dark.html' title='O Inferno de Gordon, parte V: Nanook, the Dark Hunter of Lust.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-6811979241768055131</id><published>2010-02-07T22:02:00.003-02:00</published><updated>2010-02-07T23:13:40.578-02:00</updated><title type='text'>O Inferno de Gordon, parte IV: Everton, pois seu pior inimigo é sempre você.</title><content type='html'>O mar urrava furioso e jogava o pequeno barquinho de um lado pra outro sem piedade em ondas de 15 metros de altura. Lá dentro da pequena cabine da embarcação, Gordon, Beggar e Desespero se seguravam como podiam nos móveis e paredes. Uma poltrona solta ia e vinha atingindo os joelhos deles várias vezes, as fadinhas riam cada vez que isso acontecia, empoleiradas numa prateleira vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Odeio o mar! - Gordon gritou por sobre o barulho da tempestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também posso pensar em alguns lugares melhores pra estar agora. - Desespero admitiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar apenas guardou silêncio e deu um sorrisinho com o canto da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tempestade começara assim que a terra sumiu de vista no horizonte e durava cerca de dez ou onze horas. Estavam todos exaustos, mas não parecia que aquilo ia durar muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Slayer disse que ele nos encontraria! - Beggar repetia a cada meia hora, o barulho das ondas encobrindo partes da sua frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo escureceu e a tempestade, mesmo sem aumentar de intensidade, parecia ainda mais sinistra. Os raios iluminavam a superfície do mar e mais de uma vez Gordon jurou ver sombras imensas debaixo da água, leviatãs marinhos prontos pra atacar. Mas nunca atacaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na alta madrugada o mar pareceu finalmente se cansar, embora ainda chovesse forte, mas o vento diminuiu e o barco estava mais estável. Gordon saiu da cabine pra tentar ver alguma coisa, no horizonte ele avistou uma luz que reconheceu como sendo uma outra embarcação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo barco era um pouco maior do que o barco onde estavam, tinha uma aparência mais segura e "experiente". Conforme se aproximou dava pra ver uma pintura azul pálida e as letras grandes na lateral que indicavam o nome da nau, "The Merrow". Na proa estava o homem que Gordon menos queria ver ali, seu gêmeo identico, Everton. Ele jogou uma corda grossa sobre o convés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Subam! - Ordenou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a difícil tarefa de transferir um urso do tamanho de Desespero de um barco ao outro, estavam todos bem, o anfitrião guiou-os pro interior, uma cabine escura e solitária onde na porta lia-se "Captain Troll".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Everton, embora identico a Gordon, tinha alguns traços bem interessantes pra distingui-los. O capitão do Merrow não tinha a perna direita, que era substituída por uma perna tosca de madeira escura. Seu rosto era deformado por uma cicatriz larga que cruzava por cima do seu olho direito, branco e cego. E finalmente a mão direita só tinha três dedos, faltando o anelar e o mindinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa jornada é inútil! - Ele bradou enquanto pegava copos e garrafas num armário. - Você é fraco demais pra conseguir. - Concluiu o capitão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agradeço o voto de confiança cara. - Gordon disse cínico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calado. - Ele serviu bebidas a todos e mancou até uma poltrona na qual se jogou desajeitado. - Eu falo, você escuta, pega tudo que eu disse e faz o que quiser com isso. É assim que tem funcionado não? Você ouve um sermão de cada um de nós e no final vai ter que se virar pra evitar o fim. Evitar o inevitável. - Ele fungou pelo nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon ficou em silêncio, visivelmente contrariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês me chama de Egoísmo. - Everton começou. - Justo. Vamos falar do quanto somos egoístas então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele deu um gole em sua bebida e todos repetiram o gesto, pra surpresa de todos, era apenas suco de guaraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é o unico que pode se salvar Gordon. E você também é o único que pode se condenar. Salve-se e vai salvar a todos, desista e estamos todos fodidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou precisar de mais que isso. Como eu posso superar minhas limitações e fazer o que é preciso pra alcançar nossos objetivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caiu um silêncio sobre o cômodo, quebrado apenas pelas fadinhas voando pra todos os lados e brincando entre si, falando naquela língua estranha e ininteligível delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei  o que responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar se levantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então estamos perdendo tempo aqui. Vamos em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sente-se velho! Eu tenho uma coisa ou outra pra dizer...só não sei responder essa pergunta, não da maneira como ele perguntou. Acho que superar suas limitações e fazer o que é preciso não é uma fórmula mágica. Você terá que tratar cada caso como único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo. - Gordon disse enquanto Beggar se sentava ofendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você basicamente já conseguiu as suas duas maiores armas nessa jornada, medo e coragem vão te levar longe. Agora, acho que egoísmo vai ser uma coisa útil na hora de balancear quando usar o medo e quando usar a coragem, entende? Eu sei muito bem dos nossos defeitos, falar demais, sem pensar, apaixonadamente demais. Nessas horas, você terá de aprender a se refrear e usar o medo pra fazer uma barricada sentimental na sua verborragia. E quando você estiver inseguro, em dúvida, sem esperanças, terá de usar a coragem como combustível pra seguir em frente. Como eu disse, o único que pode te impedir de conquistar o que quer que seja, é você mesmo. Seja por ser audacioso ou por ser medroso demais. Ser egoísta na medida certa vai te ajudar a medir as consequências dos seus atos, e principalmente, das suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós falamos demais, saquei. - Gordon dissem em tom entediado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim falamos. - Everton repetiu severo. - Você principalmente Convicto! Meu conselho extra-oficial é, aprenda a manter a maldita boca fechada seu imbecil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desespero riu baixo e Beggar fez um olhar reprovador, Gordon gargalhou alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse foi o melhor conselho que me deram até agora sabe? Mas a merda está feita, palavras são como flechas meu bom irmão, temos que nos focar em resolver o problema atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuaram a conversa de maneira mais informal a partir dali, Beggar ficou impressionado, jamais vira os gêmeos conversando de maneira tão civilizada antes. Atacaram-se muito pouco até que começaram a ouvir aves marinhas, estavam perto da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceram do barco num porto gelado de uma cidadezinha costeira, as montanhas ao redor estavam cobertas de gelo, eles rumaram diretamente pra elas pra encontrarem o próximo personagem da jornada. Gordon estava tendo um sentimento estranho no estômago, a partir dali, daquela conversa com o homem que mais odiava em todo mundo, ele mesmo, pegou-se pensando que tudo estava agora sobre uma balança e que cada ação ia empurra-la numa direção ou em outra. Sanidade e insanidade eram uma questão de saber controlar-se da maneira apropriada agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte V: Nanook, the Dark Hunter of Lust.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-6811979241768055131?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/6811979241768055131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=6811979241768055131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6811979241768055131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6811979241768055131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/02/o-inferno-de-gordon-parte-iv-everton.html' title='O Inferno de Gordon, parte IV: Everton, pois seu pior inimigo é sempre você.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-7578099476062029990</id><published>2010-02-04T22:30:00.004-02:00</published><updated>2010-02-04T23:34:48.777-02:00</updated><title type='text'>O Inferno de Gordon, parte III: Slayer, Plebeu-Medo.</title><content type='html'>Londres era só neblina e garoa fina naquela manhã. Na entrada da cidade estavam estacadas 3 figuras imponentes. Um jovem alto e gordo de olhar feroz, Gordon. Um velho careca de ar cansado e sábio, Beggar. Um imenso urso pardo de olhos muito negros e vazios, Desespero. Ao redor deles um enxame de luzes azuis circulava alegremente, fadinhas de 2cm de altura e asinhas de formiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então? - Gordon perguntou pra ninguém em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A cidade parece deserta. - Beggar disse sombrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obra do tal assassino que vive aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Slayer não é um mero assassino. - Desespero cortou o diálogo com sua voz grave e cruel. - Ele representa o próprio medo e mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A besta tem razão Gordon. O mal que habita esse esqueleto de metal e concreto é absolutamente vil. - O monge-mendigo fez uma pausa dramática. - É uma pena, mas acho que você deve enfrentar esse desafio sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sozinho? - Era Desespero quem parecia mais surpreso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabedoria não chega a ser útil contra o puro medo e eu temo que sua influência vá aumentar o poder de Slayer urso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sagaz. - Riu Gordon. - Levo as fadinhas comigo, inspiração pode ser útil. Deem a volta e me encontrem na saída da cidade, eu vou o mais rápido que puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separaram-se, o urso e o monge por um lado e Gordon, rodeado pela mística nuvem azul de fadinhas alegres, entrou pela rua Londres adentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento corria por entre os prédios rápido e deixava tudo gelado e duro. Gordon juntou os braços contra o peito e soprou uma baforada quente contra as mãos. O enxame pareceu ficar ligeiramente mais lento, mas as fadinhas ainda riam alto e davam gritinhos animados a cada esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem andou pelas ruas da cidade que jamais conhecera realmente, todos os pontos turísticos pareciam suspeitamente próximos uns dos outros, o Big Ben, o Palácio de Buckingham e aquela roda-gigante imensa que ele nunca realmente se importou de saber o nome. Logo ele encontrou algo que chamou sua atenção, a placa na rua indicava que ele estava na Rua Mothway. Seguiu por essa nova via até a esquina com a 6ª rua, viu um Pub classicamente bretão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Achei que esse bar ficasse na América. - Disse pras fadinhas. Elas riram alto e dardejaram ao redor da porta semi-aberta. Gordon entrou com cautela e viu alguém sentado ao balcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um homem pequeno, mirrado, sua aparência era fraca e débil, tinha a cabeça calva, mas de cabelos ainda castanhos, seus olhos eram negros e ordinários, mas cheios de um ódio e revolta como Gordon jamais vira em quaisquer par de olhos que não os seus próprios. Ele estava debruçado sobre o balcão e segurava uma longa faca de aço na mão direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá Convicto.  - Disse com uma vozinha fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Slayer. - Gordon cumprimentou de volta. - Imagino que saiba de tudo. O fim, a loucura e tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ouvi dizer, mas não quis verificar. Tive medo que fosse verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É verdade. - As fadinhas explodiram em gargalhadas agudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slayer estremeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A serpente emplumada surge no horizonte, sou apenas um servo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você disse? Que serpente? Do que está falando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que você tem medo Convicto? Do que você tem medo Gordon? Ou seria Everton?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon fechou a cara imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slayer riu baixinho, mas logo parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei do que você tem medo jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vá direto ao ponto! - Gordon ergueu a voz, Slayer se encolheu contra o balcão, depois virou pra encarar o rapaz pela primeira vez, a faca em sua mão gotejava sangue fresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sua jornada rumo ao encontro iminente consigo mesmo não é motivada pelo medo de enlouquecer Gordon. - Slayer pela primeira vez tinha uma voz firme e parecia não tremer ou sentir medo de nada. Estava consciente, sóbrio. - O que você mais teme é que tudo o que você está enfrantando seja por nada. Seu medo é que a culpa de tudo isso seja sua, só uma carência boba que você precisa suprir, não importando bem como. Custe o que custar, doa em quem doer. Seu medo é se dar conta de que você vai pisar em qualquer um em seu caminho pra conseguir o que você pensa que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem ficou em silêncio e sentindo sua seriedade as fadinhas pousaram em seus ombros e coçaram os queixinhos carrancudas. Gordon pesou aquelas palavras e sentiu o gosto amargo daquela sabedoria profana. Respirou fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu medo tem algum fundamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O medo sempre tem fundamento, mas nem sempre ele é real. As pessoas temem animais que não podem feri-las pela mera lembrança das doenças que eles podem transmitir. Você teme a solidão, mas acima de tudo, você teme o que está disposto a fazer pra não se sentir só. O Cavaleiro lhe deixou uma herança cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que eu faço pra não sentir medo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slayer gargalhou alto assustando Gordon e as fadinhas, elas gritaram e saíram voando pelas janelas deixando-os a sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se pode simplesmente "não sentir medo". O medo faz parte de você, ele te impõe limites. O melhor que você pode fazer é aprender com o seu medo e tentar doma-lo. Resista aos seus impulsos infantis, lute contra aquela vontade de dizer tudo o que pensa! Coragem te dá asas pra ser um herói, o Medo te dá a disciplina pra isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um silêncio pesado tomou conta do Pub, os dois apenas se encaravam, então Slayer desviou os olhos e seu transe terminou, virou-se e voltou a gaguejar e tremer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora vá Convicto, você ainda tem um longo caminho. - Disse com a voz fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é o próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vá até o porto, lá um barco os espera. As fadas já foram buscar Beggar e Desespero. Navegue pro Norte, ele vai achar você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu pior inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte IV: Everton, pois seu pior inimigo é sempre você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-7578099476062029990?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/7578099476062029990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=7578099476062029990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7578099476062029990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7578099476062029990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/02/o-inferno-de-gordon-parte-iii-slayer.html' title='O Inferno de Gordon, parte III: Slayer, Plebeu-Medo.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-656368300911871181</id><published>2010-02-02T22:13:00.003-02:00</published><updated>2010-02-02T22:33:31.910-02:00</updated><title type='text'>Satanás montado numa Gaita de Foles</title><content type='html'>Ele caminhou confuso pelo corredor escuro, seguia aquele barulho macabro, metade música, metade animal no matadouro. Não tinha a menor idéia do que fosse. Os corredores eram estreitos e tinham farpas afiadas de metal nas paredes, parecia um labirinto cruel e infinito. Até que ele achou a fonte da barulheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num salão oval, iluminado por archotes, estava um homem gordo vestindo um colant vermelho ridiculamente agarrado às suas carnes moles.Na cabeça usava uma tiara com dois pequenos chifres vermelhos, de sua fantasia saia uma cauda flácida de tecido. Estava sentado sobre uma massa disforme de panos grossos e hastes de madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é você? - Perguntou o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas ora, quem? Eu sou Satanás cavalgando uma gaita de foles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde eu estou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nos labirintos tortuosos de sua própria desesperança. Também chamam de Loucura esse lugar. Fácil de entrar, difícil de sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer dizer que enlouqueci?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim e não. - O diabo gordo riu. - Se você veio até aqui, Loucura é um lugar que você conhece, ou seja, você pode estar se mudando pra cá sem volta, mas duvido que você já tenha enlouquecido. Afinal, estamos conversando civilizadamente não estamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Satanás acendeu um cachimbo e dele começou a sair fumaça azul-celeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não é o demônio de verdade. - Disse o jovem desconfiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez não, mas sou algo pior, sou o demônio que mora na sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longe ouviram um grito de homem, terrível e desesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está pra começar. - Disse o gordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde eu assino? - Perguntou o jovem com olhar divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois gargalharam e pelo labirinto centenas de criaturas rastejaram ao mesmo tempo, sombrias, cruéis e misteriosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-656368300911871181?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/656368300911871181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=656368300911871181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/656368300911871181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/656368300911871181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/02/satanas-montado-numa-gaita-de-foles.html' title='Satanás montado numa Gaita de Foles'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-124817354825127923</id><published>2010-01-28T23:17:00.003-02:00</published><updated>2010-01-28T23:34:16.680-02:00</updated><title type='text'>Criação</title><content type='html'>[ Esse "episódio" foi tirado de um sonho que eu tive umas semanas atrás]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acordou com uma dor intensa no topo da cabeça, pior do que qualquer ressaca que tivera na vida. A boca tinha um gosto estranho e logo ele se deu conta de que não fazia a menor idéia de onde estava. Olhou ao redor, era um lugar escuro, não parecia ter nada ali, era como estar no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamou por alguém, não houve resposta. Chamou de novo, silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí ele viu uma luz distante, estava se aproximando e ficando maior, era na verdade algo que emanava uma forte luz branca. Quando ele focou a visão e entendeu o que era, não acreditou no que seus olhos viam. Uma gigantesca baleia branca que brilhava muito, tinha marcas por todo o corpo, como tatuagens verdes e azuis e vermelhas e no alto das costas tinha duas imensas asas emplumadas e multicoloridas com todas as cores imagináveis. A baleia o fitou e pareceu sorrir, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá, eu sou Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahm?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou Deus, prazer em conhece-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não disse nada, ficou fitando a baleia. Deu-se conta de que ela estava muito longe dele ainda e que mesmo assim era imensa, enorme mesmo, devia ser muito maior do que trilhares de sóis, sua voz era grave e calma, confortante. Ele duvidou dos seus sentidos, mas sabia no fundo que a entidade dizia a verdade. Chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que chora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De sua grandeza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem sou tão grande assim, se fosse tão grande nem teria forma. Mas sou baleia, limitado a ser branco e ter asas, sou uma coisa, uma coisa colossal, mas apenas uma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu morri?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se lembra não é? Você enfiou uma arma na boca e puxou o gatilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem identificou finalmente o gosto estranho na boca como sendo pólvora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou pro inferno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não existe inferno, fique tranquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que acontece agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O próximo passo oras. - A baleia novamente pareceu sorrir. - Vou te ensinar tudo que precisa saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sobre o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sobre ser Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A vida é só um treino, uma preparação pra algo maior. Aí depois vem esse passo e depois o próximo e assim toda a caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Existe algo além de ser Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está curioso, eu entendo. Vou te explicar tudo com o tempo, fique tranquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz ficou mudo fitando a criatura, estava aterrorizado, não entendia nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual o sentido da vida Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem chorou novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-124817354825127923?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/124817354825127923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=124817354825127923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/124817354825127923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/124817354825127923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/01/criacao.html' title='Criação'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-434917474282992801</id><published>2010-01-27T21:11:00.004-02:00</published><updated>2010-01-27T21:51:45.925-02:00</updated><title type='text'>Lepidópteras Gástricas</title><content type='html'>Fato desconhecido e que eu sempre tentei manter em sigilo é que eu gosto muito de...borboletas. É, borboletas, ha ha ha, muito engraçadas todas essas brincadeiras originais que vocês estão fazendo sobre minha sexualidade. Seguindo em frente, estava eu outro dia pensando nas lepidopteras, quando me ocorreu que elas tem muito em comum com as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu explico, vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando pelo básico, ambas são lindas e existem numa maravilhosa variedade quase infinita, o que te mantém sempre interessado, ocupado e surpreso no quesito aparência. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cada borboleta tem beleza rara e única assim como cada representante do sexo feminino em nosso mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Item dois, delicadeza. Você já conseguiu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;conquistar&lt;/span&gt; uma borboleta? Digo, você só estendeu a mão e ela pousou em você sem rodeios? Se você já fez isso, seja bem vindo a um grupo seleto (somos poucos) de pessoas que sabem encantar borboletas. Elas são ariscas e é realmente difícil conseguir atrair a atenção de uma borboleta, caso você seja bruto e tente captura-la na marra, você terá um montinho de pernas e asas destroçadas nas mãos,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; as lepidópteras são muito&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;delicadas&lt;/span&gt;. O mesmo vale pras mulheres! Um bom começo pode ser manter-se clássico, tanto mulheres quanto borboletas adoram flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mistério e Confusão ficam sendo o item três. Voando loucamente em todas as direções, sem padrão de voo perceptível nenhum, indo pra algum lugar que apenas elas sabem qual é. Assim são as borboletas e assim, diria eu infelizmente, são também as mulheres. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não tente jamais adivinhar em qual direção ela vai desviar, não tente jamais descobrir seu destino, você só vai se frustrar amigo.&lt;/span&gt; "A Dança Louca das Borboletas" como disse Zé Ramalho, é só pra elas mesmas dançarem e nós espectadores observarmos de uma distância segura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As comparações mais pertinentes ficam sendo essas. Ambas, mulheres e borboletas, exercem um fascínio sobrenatural sobre esse que vos fala. Embora eu seja ligeiramente inclinado a gostar mais das borboletas, dói menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essas mulheres, com sua beleza misteriosa, seus pensamentos confusos, seus trejeitos delicados, elas ainda são as campeãs em minha mente e meu coração, afinal, existe um limite para o que você pode compartilhar com uma borboleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-434917474282992801?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/434917474282992801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=434917474282992801' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/434917474282992801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/434917474282992801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/01/lepidopteras-gastricas.html' title='Lepidópteras Gástricas'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-4235219674110641080</id><published>2010-01-24T01:08:00.005-02:00</published><updated>2010-01-24T03:15:29.091-02:00</updated><title type='text'>Sobre Baleias, Papagaios e Lagostas.</title><content type='html'>O homem é cheio de medos. Alguns bobos, outros sérios. Alguns leves, outros profundos. Mas acho que o maior de todos os medos do homem é a Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="palavraComPontos"&gt;so.li.dão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="descricao"&gt;&lt;i&gt; sf&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;lat solitudine&lt;/i&gt;)&lt;b&gt; 1&lt;/b&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; Condição, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;estado de quem está&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; desacompanhado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;ou&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; só&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;2&lt;/b&gt; Lugar ermo, retiro.&lt;b&gt; 3&lt;/b&gt; Apartamento, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;isolamento&lt;/span&gt;.&lt;b&gt; 4&lt;/b&gt; Caráter dos lugares ermos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;solitário&lt;/span&gt;s.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem é um animal social e nós precisamos de contato social por isso. Claro que existem as excessões, psicopatas, sociopatas e gente que simplesmente não precisa de TANTO contato social assim, os famosos anti-sociais. Mas no geral, todo mundo precisa de um mínimo de companhia pra se sentir bem. Falando assim parece simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é, não basta apenas se cercar de pessoas aleatórias e sem importância, você precisa de companhias siginificantes, pessoas que te façam sentir bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua um pouco simples, concordo, afinal todo mundo tem um número mínimo de amigos. E mesmo quem não tem amigo nenhum, tem que conviver com o pessoal do trabalho, aquela vizinha velha que te pede pra matar barata e o dono do buteco onde você enche a cara por ser solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ta, qual o raio do problema com a solidão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o pior tipo de solidão, o que atinge um maior número de pessoas pelo menos, é a solidão sentimental, amorosa. Bons macacos que somos, somos sociais, mas acima disso, somos animais e queremos perpetuar nossa espécie. Podia ser simples assim, eu ia gostar, mas não é simples, existe todo uma complexa rede de sentimentos e vontades inerentes aos humanos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As baleias escolhem um único parceiro e com ele passam toda a vida, os papagaios também. Caso o parceiro morra, o animal permanece solitário e fiel ao seu falecido conjuge até a própria morte. Bonito isso né? E se os humanos fossem assim? Eu sei bem que eu já estraguei tantas chances de ter alguém especial na minha vida, que eu estaria fadado a viver umas dez vidas sozinho se fosse uma baleia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão tem essa coisa de te fazer pensar que vai morrer. E quando você não acha que vai morrer, a solidão faz você desejar que estivesse morto. Bruxa maldita essa solidão, jogando com nossas vidas desse jeito, como se não tivesse importância nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acorda e pensa na vida, que tem que se vestir, que tem que escovar os dentes, que tem que pegar o ônibus, que vai fazer isso pelo resto da vida sozinho, aí rola aquela sensação de facada nas costelas, uma faca gelada e dura e triste. Seu estômago dói, seu coração reclama, você fecha os olhos e respira fundo e finge que se controlou, finge que passou tudo, mas não passou, nunca passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, voltando, acho que o problema da solidão é esse. Você tem várias chances, mas na verdade só tem uma chance, porque se você estraga uma chance, aquela pessoa não vai passar o resto da vida com você e até achar a pessoa que vai ser sua lagosta (as lagostas também só tem um parceiro a vida toda), você vai sempre estar nesse constante estado de "estarnamerdismo". Afinal de contas, não é qualquer velha com medo de barata, qualquer dono de buteco que vai ser seu parceiro pro resto da vida, tem que ser uma pessoa especial, porque mesmo tendo vários amigos, só temos um parceiro, então temos que escolher bem. Complexo, complexo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a escolha é todo um problema à parte da solidão, fulano gosta de fulana que gosta de ciclano que gosta de beltrana e por aí vai, já dizia o poeta. Talvez eu trate disso num próximo post, material pra usar eu tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, a solidão é uma merda. Ela te fode, te faz sentir um merda, te faz vulnerável, te faz confuso, insensível, sensível demais e muitas outras coisas, os efeitos podem variar e geralmente variam mesmo. Solução pra solidão: Pede pra nascer baleia, papagaio ou lagosta na próxima vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Whale" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-4235219674110641080?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/4235219674110641080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=4235219674110641080' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4235219674110641080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4235219674110641080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/01/sobre-baleias-papagaios-e-lagostas.html' title='Sobre Baleias, Papagaios e Lagostas.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-280710089412629636</id><published>2010-01-10T17:54:00.002-02:00</published><updated>2010-01-10T18:08:08.340-02:00</updated><title type='text'>Semi-Vida (O Show tem que continuar)</title><content type='html'>Acordei as 2:50 da manhã. Outro pesadelo. Levantei e fui pra cozinha, abri a geladeira, tinha leite e cerveja. Bebi uma cerveja. Fui até o banheiro, ainda de cuecas, dei uma boa olhada no cara do espelho. Estava acabado, vazio, miserável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei pra cozinha, ainda no escuro, abri a gaveta de talheres. Peguei uma faca de carne imensa. Fiquei observando o brilho tímido do metal no escuro. As facas devia ser forjadas uma a uma antigamente, eram obras de arte, hoje em dia são feitas às centenas em fábricas, pedaços de merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a faca e senti o fio com meu dedo. Estava afiada e o aço era gelado. Encostei-a no meu pulso. Fiquei imaginando se teria coragem, mas não tinha. Se fizesse desse jeito provavelmente eu ia pedir ajuda em algum momento antes do fim, ia ficar com medo. Tinha que ser mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encostei a ponta da faca no pescoço, abaixo da orelha, forcei um pouco e a pele cedeu de leve, mas não machucou. Fiquei pensando em qual seria a sensação de ter aquele pedaço de ferro gelado atravessando minha cabeça e fiquei tentado com a paz que viria depois. Aí forcei a faca um pouco mais, até começar a machucar. Comecei a pensar na vida, no porque daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei na minha família, nos meus amigos, na minha mãe limpando o sangue no chão da cozinha. E o cachorro? Quem ia cuidar do cachorro? Só eu cuido do cachorro, ele ia ficar na mão sem mim. Aí pensei no meu velório e no meu enterro e pensei em quem ia aparecer. Eu sei quem ia, eu sei quem não ia, mas nem faria diferença na verdade. Comecei a chorar, guardei a faca de volta na gaveta. O pescoço ficou vermelho, mas não sangrou. Nem sei se eu sangro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitei na cama pra voltar a dormir, tinha que acordar às 5 pra ir trabalhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-280710089412629636?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/280710089412629636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=280710089412629636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/280710089412629636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/280710089412629636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/01/semi-vida-o-show-tem-que-continuar.html' title='Semi-Vida (O Show tem que continuar)'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-1356438150076263555</id><published>2010-01-02T00:52:00.004-02:00</published><updated>2010-01-02T01:28:01.519-02:00</updated><title type='text'>2009, o ano do Martírio.</title><content type='html'>E eu lá no começo do ano pensando que esse ano seria mais fácil que o anterior. Ingênuo. Se pelo menos eu estivesse preparado pro que estaria por vir. 2009 foi um ano sofrido, pelo que eu me lembro, foi o ano mais sofrido de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, basicamente foi um ano todo da minha vida no qual eu não fiz absolutamente nada. Não que eu reclame especificamente disso, de maneira alguma, mas é um fato que eu não cresci nenhum pouco no sentido profissional e nem no sentido de ser independente. Fiquei estagnado exatamente no ponto onde estava em Dezembro de 2008 e nele fiquei até dezembro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socialmente foi um ano ótimo, fortaleci laços e criei outros laços novos que prometem se fortalecer nos dias que virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emocionalmente foi um pouco mais complicado. No começo do ano eu tinha certas crenças, fui levado a acreditar que tudo daria certo, aí depois a porra toda desmoronou e eu por ser tão crente nas pessoas acabei bem machucado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um ano de reflexão acima de tudo, porque o que não me faltou esse ano foi TEMPO pra pensar na vida, pensar nas coisas, pensar nas pessoas. Muitos acham que isso foi minha perdição. "Cabeça vazia é a oficina do Diabo", diziam. Eu já acho que foi exatamente ao contrário, poder pensar o tempo todo foi o que me salvou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estava preparado pro que aconteceu esse ano, pra nada do que aconteceu em sentido algum. A covardia, o rancor, a fofoca, a pena, a surpresa. Mas é tudo passado agora. Eu me reergui ainda mais poderoso que antes dos escombros das minhas ilusões despedaçadas de como as pessoas são e de como a vida segue seu curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2010 promete ser um bom ano, tudo aponta nessa direção e eu tenho aquele pressentimento engraçado no estômago. Mas acho que não é hora de fazer previsões, eu vou continuar seguindo, sóbrio e bêbado, pelos becos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda afirmo que as pessoas que só percebem o lado ruim da situação estão perdendo o fio da meada, afinal o sofrimento é o que nos fortalece, e se o ano que passou foi o pior que eu já tive, o próximo tem tudo pra ser o melhor. Cada ação tem uma reação, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me sinto pronto pra perder o medo, pra tomar grandes decisões, pra mudar minha vida, melhor ainda, pra mudar as vidas das pessoas à minha volta. E no ano que vem, quando eu for escrever um post sobre 2010, eu não tenho bem certeza do que vou escrever, mas sei que seja o que for, eu não vou estar arrependido e choramingando, acabou o Martírio, acabou o flagelo. Tem um Troll aqui pronto pra botar pra foder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Ano Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-1356438150076263555?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/1356438150076263555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=1356438150076263555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1356438150076263555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1356438150076263555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2010/01/2009-o-ano-do-martirio.html' title='2009, o ano do Martírio.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-7189212654937560352</id><published>2009-12-26T01:20:00.005-02:00</published><updated>2009-12-26T16:54:13.964-02:00</updated><title type='text'>Café antes do Apocalipse</title><content type='html'>Ele estava entrando na casa dos trinta, vestia uma calça jeans simples e uma camiseta branca, tinha cabelos castanhos e ordinários, olhos azuis muito alegres e um sorriso radiante no rosto. Seu nome era MORTE. Caminhava empolgado rua abaixo naquele dia maravilhoso de sol quente. Ele foi até um pequeno restaurante aconchegante e se enfiou num box pra seis pessoas. Pediu uma fatia de torta de banana com calda quente à garçonete. Ficou sentado no box cantarolando alegremente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, na mesma rua, surgiu um segundo homem. Ele aparentava ter uns quarenta anos, os cabelos nas laterais da cabeça começando a ficar grisalhos. Sua postura era perfeita, tão reta quanto a de qualquer pessoa viva poderia ser. Trajava um terno preto com gravata preta e não olhava para os lados enquanto marchava até o pequeno restaurante. Seu nome era GUERRA. Entrou no estabelecimento e sentou-se no mesmo banco ocupado pelo rapaz que comia torta preguiçosamente. Pediu café e acendeu um cigarro, ignorando o cartaz que dizia que era proibido fumar ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora subindo a rua, vindo da parte pobre da cidade, vinha um rapaz de no máximo dezessete anos. Vestia uma calça jeans escandalosamente agarrada às coxas magras e uma jaqueta de couro sobre uma camiseta deprimente de um palhaço se enforcando. Tinha muitos piercings nas orelhas e no rosto, seu cabelo era encebado e rebelde, indo pra todas as direções. Ele tinha passos vacilantes, parecia entorpecido. Seu nome era PESTE. Ele entrou no restaurante trocando pernas e se sentou no mesmo banco dos outros dois homens. Pediu à garçonete um pastel de frango e roubou muitas folhas de seda de cima da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora do restaurante, o dia quente e alegre começou a se transformar. O sol se escondeu atrás de grossas nuvens cor de chumbo e começou a ventar muito forte. Grossas e gordurosas gotas de chuva suja começaram a cair do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subindo a rua na direção do restaurante vinha um quarto homem. Era imenso, muito gordo e quase da altura de um homem e meio. Se arrastava rua acima vestindo uma calça marrom muito feia, manchada de vômito, uma jaqueta poída e uma camisa encardida e gasta. Na cabeça tinha um chapéu marrom igualmente miserável. Seu nome era FOME. Entrou no restaurante e finalmente ficou claro porque os outros três homens estavam sentados todos do mesmo lado do box. Fome precisou de um lado inteiro do box somente para si e seu corpo descomunal. Sentou-se de frente pros outros e tirou o chapéu com humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte olhou pra todos e sorriu efusivo, deu mais uma garfada na torta, depois falou de boca cheia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom ver todos você companheiros, fazia tanto tempo! - Ao contrário do que se poderia esperar, Morte, o mais temido Cavaleiro do Apocalipse, era muito amistoso e gentil. Falava o tempo todo num tom agradável e parecia sempre muito feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fizeram falta, vocês não vão acreditar no que eu andei fazendo nos últimos milhares de anos! - Peste tinha um olhar distante e vidrado, estava claramente drogado ha algum tempo e seu corpo já não tinha mais capacidade de parecer o de uma pessoa saudável, sua pele era amarela e manchada e seus dentes eram escuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos aos negócios Senhores. - Disse Guerra muito rude. Sua voz era firme e não desafinava uma única nota. Além de severo e autoritátio, arrogância também era uma de suas marcas principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fome não deu sinais de que diria nada, Guerra prosseguiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O fim está próximo Senhores! - Ele deu um tapinha firme no tampo da mesa e começou a falar num tom de discurso ensaiado. - É nossa missão dar cabo de tudo que nos foi encumbido! Como vocês devem bem saber, graças a esse avanço dos mortais chamado tecnologia, a guerra e a discórdia estão por toda parte! Homens estão se atacando e matando uns aos outros ao redor de todo o mundo meus amigos! Que alegria! Eu vou repousar sempre com a sensação de que minha parte da missão está sendo cumprida! Vivas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte bateu palmas e soltou um gritinho animado, sorria . Guerra sorriu pressuroso e sentiu-se admirado pelos companheiros. Morte tomou a palavra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem companheiro Guerra, muito bem! - Ele deu um gole num refrigerante cáustico em seu copo. - Bom, pra dizer a verdade, eu não posso reclamar de muita coisa da minha parte. O trabalho de todos vocês é excelente e sempre me rendem muitos espólios. Os mortais estão morrendo aos milhares o tempo todo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra deu mais um sorrisinho vitorioso, mas Peste interrompeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais velhos, mais sábios e mais experientes que eu vocês podem ser meus compadres Cavaleiros, mas eu me recuso a ser rebaixado aqui. Se você não perceberam, meu trabalho vai indo muitíssimo bem! O homem espalha por aí substâncias viciantes, eles se destroem aos poucos e essa epidemia de morte lenta ainda ajuda a distruibuir muitas das minhas obras-primas pelo mundo. Câncer, Hepatite, AIDS, o mundo não sabe como se livrar da minha arte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra ficou claramente se sentindo contrariado, mas Morte gargalhou gostosamente e aplaudia o jovem companheiro com entusiasmo. Morte falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você meu bom amigo Fome, que nos conta de suas façanhas? O Fim vem chegando e temos que ter certeza de que tudo está correndo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fome levantou a cabeçorra e encarou os amigos ali sentados, seus olhos eram tristes e ele suspirou alto, torcendo seu chapéu nas mãos antes de falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vejam bem. - Começou. E sua voz era tão grave e triste que os outros três Cavaleiros quase que imediatamente começaram a chorar, soluçavam em silêncio, constrangidos. - O mundo é um lugar imenso e o glorioso trabalho dos Cavaleiros do Apocalipse está sendo notado por toda a parte. Concordo com o irmão Guerra e o irmão Peste, que estão mostrando admirável trabalho, e admito que o irmão Morte, mesmo colhendo os frutos do trabalho alheio também tem seu valor. - Morte deu um sorrisinho amarelo e sem jeito. - Mas eu vim aqui hoje pra clamar meu lugar de direito como o líder dos Cavaleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três Cavaleiros se entreolharam incrédulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você pode até fazer um bom trabalho na África companheiro Fome, mas eu não consigo ver muito mais do seu trabalho em qualquer outra parte do mundo. - Disse Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fome não sorriu, na verdade seu rosto ficou com uma expressão ainda mais triste e os três Cavaleiros se puseram a chorar novamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito se engana, irmão Guerra, se você pensa que tudo o que eu posso fazer é retirar a comida da boca dos homens. A fome é uma metáfora que você deve ter falhado perceber. Chamam-me Fome por causa do vazio que causo e esse talvez fosse um nome muito mais apropriado a mim, Vazio. Minha influência vai tão além do alimento físico que você talvez não faça idéia, mas eu posso tentar explicar. A miséria, a falta de esperança, o medo, o ódio, a falta de amor, a solidão, a depressão, o desespero, a apatia, são todas minhas ações. São todos resultados do poder do Vazio na mente e no espírito dos homens. Hoje as pessoas se afastam umas das outras cada vez mais através da tecnologia, se acomodam em vidas que não são felizes, mas não são tampouco infelizes, e isso as satisfaz. As pessoas se envolvem em relacionamentos vazios e sem significados, com medo da dor de perder um amor, e isso só fortalece a falta de esperança, a solidão e tristeza no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra estava lívido, Peste parecia confuso e Morte sorria com lágrimas nos olhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prossiga irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fome suspirou e falou mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enquanto houver no mundo a dúvida, a falta de coragem, a falta de insistência, o medo de tentar. Eu, o Vazio, vou me alimentar dessas coisas e meu poder só vai crescer. O espírito dos homens está quase morto. A vida miserável que levam é o bastante pra eles. Sem sucesso real, sem alegria real, sem amor real. Morre a poesia e o romantismo e florescem o cinismo e o medo. Medo da morte, medo da guerra, medo da peste, medo da dor, medo do amor, medo da solidão, medo de tudo, medo do VAZIO. Os homens temem a vida hoje mais que qualquer coisa meus irmãos, eles temem o que querem e o que poderiam alcançar se realmente tivessem coragem pra tanto, isso é a minha força!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte não resistiu e se levantou aplaudindo, lágrimas escorrendo pelo seu rosto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A coroa é sua irmão, você me convenceu! - Do indicador da mão direita, Morte puxou um anel pálido e o entregou para Fome. Assim que o anel foi colocado em seu dedo, Fome se levantou e saiu do restaurante. O dia aos poucos clareou e parou de chover, o sol se arriscou iluminar novamente a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra se levantou irritado na sequência e saiu empurrando Peste pra fora do estabelecimento, Morte ficou pra trás e pediu uma outra fatia de torta de banana com calda quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cavaleiro do Vazio...soa estranho...Cavaleiro do Medo? - Conversava sozinho. - De qualquer forma, ninguém vai reescrever o livro, vão sempre conhece-lo como Fome, sem saber o que realmente aquela palavra significa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-7189212654937560352?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/7189212654937560352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=7189212654937560352' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7189212654937560352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7189212654937560352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/12/cafe-antes-do-apocalipse.html' title='Café antes do Apocalipse'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-7273431187699315604</id><published>2009-12-22T19:47:00.004-02:00</published><updated>2009-12-22T23:09:48.385-02:00</updated><title type='text'>A Mulher da Minha Vida</title><content type='html'>[Atendendo a milhares de pedidos, mentira, mas atendendo a um único pedido muito especial, eu vou fazer um novo post com o tema "A Mulher da Minha Vida". O post anterior deu uma boa idéia do que eu penso sobre o assunto, mas aqui eu pretendo me focar mais na mítica forma de uma única mulher que seria essa ninfa prometida a esse pobre Troll que vos escreve...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher da minha vida vai surgir na hora certa, nem um segundo antes e nem um segundo depois. Ela vai ter bagagem e isso fará dela uma pessoa mais madura e competente em se relacionar, me deixando ainda mais encantado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela será inteligente e independente. Vai ser engraçada também e conversar com ela vai me fazer sentir bem como eu nunca me senti antes. Quando ela chegar meu estômago ficará frio e quando ela se for, meu coração ficará pesado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher da minha vida nunca vai me julgar levianamente ou ter preconceitos bobos contra mim, mas ela vai sempre me criticar com carinho pra me tornar uma pessoa melhor no que eu puder. Antes de ser minha mulher, ela será minha amiga, minha conselheira, minha companheira, minha mentora em alguns assuntos e minha aprendiz em outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vai ser uma verdadeira tigresa, sensual, provocante. Com pouco mais que um carinho bem colocado no pescoço ela vai me fazer acreditar eu vi o paraíso, e quando estiver realmente empenhada, não faço idéia do estrago que ela vai ser capaz de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher da minha vida será absolutamente linda e maravilhosa, não me importando o que digam, aos meus olhos eu sempre verei uma ninfa de esplendor sobrenatural. O cheiro dela vai me fazer uivar de prazer e seu olhar vai me paralisar e me acalmar, como se eu pudesse passar dias somente olhando pra ela e aquela luz que ela emanará, aquela beleza dela poderá me alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vai estar pronta pra mim quando nos encontrarmos, e ela vai me odiar e me temer a princípio, ela não vai querer ser domada. Ou pelo menos não logo de cara. Mas ela vai eventualmente entender as circunstâncias especiais do nosso encontro e se render. E a partir dali é que a aventura realmente vai começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando aqui, eu realmente já tenho tudo organizado, talvez porque eu ache que eu e a mulher da minha vida já nos conhecemos...quem sabe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-7273431187699315604?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/7273431187699315604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=7273431187699315604' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7273431187699315604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7273431187699315604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/12/mulher-da-minha-vida.html' title='A Mulher da Minha Vida'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2255208592014010006</id><published>2009-12-20T19:21:00.005-02:00</published><updated>2009-12-20T22:58:08.938-02:00</updated><title type='text'>Sobre velhas senhoras...</title><content type='html'>Escrever sobre o amor é complicado, tanto porque existem milhares de pontos de vista quanto porque é um dos assuntos mais batidos que existem, quer dizer, todo mundo que já se pegou com uma caneta na mão escrevendo algo já rabiscou sobre o amor. O que fazer então? Bom, eu não quero escrever sobre o amor, até porque eu ainda nem tenho certeza se acredito  nisso (mentira, eu acredito sim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, existe algo próximo, embora ligeiramente diferente. Quantos de vocês já ouviram a expressão "Funalo de tal é o homem da minha vida" ou então "Fulana é a mulher da minha vida"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, esse raciocínio parte do princípio de que só existe uma única pessoa no universo inteiro que serve pra você. E claro, essa pessoa nunca mora na Índia, no Sudão ou na Argentina. Ela sempre vai morar na mesma cidade ou, em casos extremos, no mesmo país que você. Afinal o destino não seria assim tão cuzão não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho dificuldade pra pensar na "Mulher da Minha Vida"...essa coisa de uma única pessoa é pressão demais...quero dizer, e se não der certo com essa pessoa? Você morre sozinho? Eu prefiro pensar que as coisas dão certo com um sem número de pessoas compatíveis e dão errado com todo o resto. Alguns milhares pode até nem ser nada perto de 6,5 bilhões de pessoas, mas com certeza é bem melhor que só 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, aumentando nossa área de efeito pra alguns milhares, bom, isso gera muitas possibilidades. Eu acabo conhecendo boas candidatas pra "mulher da minha vida" em toda parte. Nas ruas, nos ônibus, na internet. E aí, como lidar com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não existem regras pra agir, cada um joga do seu jeito, mas eu posso dar alguns conselhos que eu considero bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você encontrar aquela pessoa que te faz sentir as tais borboletas no estômago, fique por perto. Não a assuste sendo carente demais, nem a afaste sendo frio, diga coisas legais, mas é importante que tudo o que você diga seja sempre sincero. Vai ter aquele momento de tensão, aquela linha entre amizade e algo mais, seja firme e cruze a linha sem medo, se apresente como um pretendente e não só mais um cara. Seja você mesmo, por mais sem graça que seja, talvez a sua insipicidade seja exatamente o que a outra pessoa está procurando. Sempre olhe nos olhos, por mais constrangedor que seja o momento. E bom...acho que é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com alguma sorte, no decorrer da sua vida, você vai topar com algumas pessoas especiais, e já bem velhinho, quando vc se lembrar, você vai chegar a conclusão de que qualquer uma delas podia ter sido a mulher da sua vida, mas é claro que quando você pensar isso e caminhar pra sua cama a noite, ela vai estar lá, sua "véia", a única mulher da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2255208592014010006?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2255208592014010006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2255208592014010006' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2255208592014010006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2255208592014010006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/12/sobre-velhas-senhoras.html' title='Sobre velhas senhoras...'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-9198102013788386083</id><published>2009-12-15T17:50:00.002-02:00</published><updated>2009-12-15T18:11:15.142-02:00</updated><title type='text'>A Assembléia das Almas Condenadas</title><content type='html'>Preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas pra todos os lados, debilmente mexendo seus corpos sem ritmo tentando acompanhar a batida ancestral dos tambores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui e ali no meio da multidão, alguém se empolga e dança muito mais energicamente do que seria realmente necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casais se beijam lascivamente no escuro, sem se importar nas coisas banais que são seus nomes ou suas identidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo da noite, um espetáculo de cheiros doce e cítricos, misturados ao cheiro nulo da fumaça colorida que cai do teto. Ao final da noite, um festival de cheiros acres e azedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebida por toda parte, caras e baratas, e aos que ousam se arriscar, drogas de todos os tipos, pra ajudar no transe do ritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A assembléia de almas condenadas se contorce no salão cheio, porém vazio. Demônios coloridos das luzes que jorram dos canhões estratégicamente posicionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final de tudo, saem dali mais leves, alguns mais leves que antes. Voltam pra suas casas com a certeza de que valeu a pena sair do mundo por algumas horas. Eu? Me sinto drenado de responsabilidade por qualquer coisa no mundo, sublime e desesperador ao mesmo tempo. Quem sou? Aí vou me lembrando aos poucos e se abate o arrependimento, não por participar do ritual, mas por entende-lo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-9198102013788386083?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/9198102013788386083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=9198102013788386083' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/9198102013788386083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/9198102013788386083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/12/assembleia-das-almas-condenadas.html' title='A Assembléia das Almas Condenadas'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-6964113972459959250</id><published>2009-12-09T22:51:00.004-02:00</published><updated>2009-12-10T00:28:10.095-02:00</updated><title type='text'>A Dor é passageira, a Glória é eterna.</title><content type='html'>Existe esse cara que mora na minha rua. Nós éramos grandes amigos quando crianças. Talvez em grande parte porque da turma toda da rua, nós dois fossemos os únicos gordinhos. Se bem me lembro o nome dele é Leonardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, nós éramos dois meninos diferentes um do outro, unidos na amizade por causa dos nossos traumas de gordinho. Mas existiam mais algumas coisas que nos diferenciavam. Pra começar o Leonardo tinha olhos azuis, e isso chamava muito a atenção na época, talvez porque ele fosse o único cara no quarteirão com olhos tão azuis. Já eu tinha os olhos mais pretos e ordinários que exitem por aí. Mas a grande diferença era, que o Leonardo sempre foi um pouco lerdo e eu, se é que a modéstia me permite, já tinha mais miolos na cabeça com oito anos do que a rua inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente foi crescendo e embora a amizade tenha fraquejado um pouco, mantivemos contato. Nos escontravamos sempre na rua e parávamos pra conversar. Aí acabou surgindo a brincadeira entre nós dois, lá pelos 14 anos, de que ele era o gordinho que tinha dado certo e eu o que tinha dado errado. Isso pq numa certa altura da adolecência ele começou a emagrecer e eu comecei a engordar ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio sair de casa, aí logo hoje, meu aniversário, minha mãe me fez dar uma passeio pra comprar algo, acabei dando uma volta pelo bairro e na hora que estava voltando pra casa encontrei o dito Leonardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava muito diferente do que eu me lembrava, a gente não devia conversar a uns 5 anos, talvez mais tempo. Magro, meio forte, o rosto agora ja tinha barba, o cabelo penteado cuidadosamente e seguro com gel. Ele estava de mão dada com uma mocinha muito simpática e linda, não vou me lembrar do nome dela agora, mas bastar saber que era uma moça encantadora. Os dois formavam um casal bonito. Conversando eu soube que eles se conheceram na faculdade, engenharia. Trabalhavam os dois em grandes empresas automotivas. Planejavam se casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei feliz pelo meu velho amigo, desejei felicidades e pro meu espanto, ele se lembrou que era meu aniversário, quando eu não tenho a mais vaga idéia de quando possa ser o dele. O que me incomodou no entanto foi a profecia realizada... o gordinho que deu certo, e o que não deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Leonardo atingiu tudo que se espera de uma pessoa com o mínimo de ambição. Estudo, trabalho, planos, uma companheira. Eu...bom. Eu não tenho nada, nem ninguém na vida, nem planejo nada disso pra um futuro próximo. O que eu atingi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, eu realmente não vejo mérito algum nas coisas que ele adquiriu, mas eu olhei bem pro espelho hoje e pensei "Podia ser você. Não é, e provavelmente nunca será, mas podia.". E aí de repente eu tive que questionar tudo em que eu acredito, TUDO. E no final eu não mudei uma vírgula das coisas que eu quero pra mim. Mas agora eu acho que aceito finalmente, que eu escolhi o caminho mais difícil e que eu vou ter que batalhar o dobro do que todo mundo batalha e aguentar o dobro das merdas que todo mundo aguenta pra chegar onde eu quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa é que no final da jornada, eu vou ter o dobro da glória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-6964113972459959250?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/6964113972459959250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=6964113972459959250' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6964113972459959250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6964113972459959250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/12/dor-e-passageira-gloria-e-eterna.html' title='A Dor é passageira, a Glória é eterna.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-1801242712748072791</id><published>2009-11-30T03:07:00.005-02:00</published><updated>2009-11-30T20:02:51.467-02:00</updated><title type='text'>O Casal Preferido de Jack</title><content type='html'>Sexta-feira era um bom dia pra mendigar, as pessoas bebiam e se sentiam generosas. Claro que pedir dinheiro era uma estratégia fraca e sem elegância. Jack preferia o bom e velho "violão e chapéu". Ele estava de volta à cidade depois de alguns anos fora, um pouco mais velho, um pouco mais magro e muito mais sábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava pelas ruas usando um jeans frouxo e uma camisa sem botões que ficava aberta o tempo todo, expondo imensas tatuagens negras no peito e no abdomem de Jack, fumava cigarros sem marca, dados de boa ou má vontade pelos transeuntes e usava um chapéu surradíssimo na cabeça. Ainda estava descalço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele subiu a rua com o violão nas costas, parou num bar sujo e pediu duas doses, bebeu a primeira sem fazer careta e jogou a segunda no chão. Sentou-se numa mesa e bebeu algumas cervejas sozinho. Aí, tão rápido quanto se sentou, levantou-se pagou e saiu cambaleando rua acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No alto da rua estavam os bares mais caros, limpos e bem frequentados. Na calçada deles, numa mesinha frágil de madeira, dois casais confraternizavam com variados graus de empolgação. Um dos homens estava bem bêbado e falava molemente sobre baseball profissional. O outro tinha um olhar severo, mas inflamado de álcool, discutia firmemente com o colega. As mulheres conversavam discretamente, uma moça rechonchuda com uma imensa peruca ruiva e uma mocinha mirrada, quase invisível atrás de uma jarra de cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack subia a rua e suava, isso o deixava com um cheiro desagradável de gente bêbada e suja, mas tirava a neblina alcoólica de seus olhos. Ele parou bem em tempo de ver os dois casais na mesa do barzinho, tentou atravessar a rua, mas um fluxo contínuo de carros o impediu. Ele continou andando de cabeça baixa, talvez a barba e as tatuagens, o violão, o chapéu e os pés descalços o escondessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gorda ruiva soltou uma exclamação de espanto que sobressaltou a mocinha, as duas olharam ao mesmo tempo pro mendigo algo e magro que subia a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jack? - A mocinha soltou num sussuro inaudível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- JACK? - O bêbado urrou. - Onde? Ora, mas vejam só! - Ele se levantou cambaleando o corpo deformado e agarrou Jack pelos ombros. - É você mesmo cara? Não acredito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva soltou um gritinho e olhou urgente pra mocinha, ela estava pálida e tremia um pouco, depois olhando para o rapaz de olhos severos, ela percebeu que o rosto dele estava roxo e seus lábios virados pra dentro da boca em fúria, os olhos injetados de algo entre indignação e puro medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey. - Jack saudou todos na mesa visivelmente incomodado. - Muito tempo. - Seus olhos se demoraram uma fração de segundo a mais na mocinha magra. Olhos severos percebeu, se levantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De saída? Que pena, nós nos vemos na próxima então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De saída? - Repetiu o bêbado. - Bobagem! Ele obviamente não está indo pra lugar nenhum, sente aqui conosco Jack! - O homem nem esperou resposta, puxou Jack pela camisa e o sentou numa cadeira colocada com habilidade na cabeceira da mesa. - Vamos tomar umas! Pelos velhos tempos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ruiva olhava tudo com ar de espanto, a Moça magra tinha terror puro no rosto, Olhos Severos era só ódio e o Bêbado tinha talvez a expressão mais sincera da mesa, uma cara meio nublada pelo álcool, mas feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garçom trouxe renovadas jarras de cerveja para todos, mesmo sob os protestos de Jack que clamava não ter dinheiro (Tudo bem, eu te cubro, dizia o Bêbado.), eles ergueram as 5 jarras no ar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- À amizade! - Urrou o Bêbado, um pouco mais alto do que o necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aos velhos tempos. - Disse a Ruiva sem jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aos leões do mundo, com fome o bastante para abocanharem o que querem! - Disse Olhos Severos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao amor. - Disse a Moça num tom que ela pretendia ser de desafio, mas soou como arrependimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- À iluminação. - Disse Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beberam goladas homéricas depois do brinde. A Moça ficou imediatamente com as bochechas vermelhas e seus olhos ficaram um pouco nublados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bêbado logo começou a bombardear Jack com perguntas sobre os últimos anos, onde ele tinha estado, o que tinha feito, o que fazia agora, o que pretendia fazer, o que significavam suas tatuagens, onde aprendera a tocar violão. O monge-mendigo respondia tudo no melho dos humores, falava alegremente sobre seus anos de monastério e todos os lugares que visitara ao redor do mundo. A Ruiva e a Moça tinham olhares visivelmente admirados e mais de uma vez o Bêbado fez graça da Ruiva olhando pra dentro da camisa de Jack para ver melhor as imensas tatuagens. Olhos Severos no entanto não parecia nem um pouco contente com o reencontro e encarava Jack o tempo todo, fazia cara de desagrado quando ouvia sobre os lugares exóticos que ele visitou e fazia comentários maldosos sobre os anos dele no monastério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A uma certa altura o Bêbado cochilou com a cabeça sobre os braços e um silêncio mortal se abateu sobre a mesa, os quatro eram pura tensão. A Ruiva educadamente fez algumas perguntas pra Jack que as respondeu como pode. Mas, mais uma vez, silêncio. Eles se encaravam e bebericavam suas jarras de cerveja como se alguém fosse puxar uma arma a qualquer minuto e começar a atirar. Olhos Severos fez as honras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então Jack. Ouvi dizer que você se mandou quando seu namorado morreu. Aquele gordo, Bernie ou Chuck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Charlie. - Disse a Moça com sua voz mínima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que seja. É verdade? - Olhos Severos abraçou os ombros magros da Moça com suas mãos duras, até mesmo seus dedos pareciam ser recheados de ódio e coisas ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade. - Jack sorriu. - A morte de Charlie foi só uma parte da equação. A Bia aqui ter me dado o fora e ter me trocado por um lutador babaca como você foi o que completou o cálculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ruiva soltou um gritinho e sua peruca entortou na cabeça, o Bêbado continuava cochilando, Bia, a Moça magrinha e quase invisível, ficou pálida e seus imensos olhos castanhos se encheram de lágrimas. Olhos Severos parecia que ia matar Jack só com o olhar, seu rosto estava completamente vermelho e ele se levantou de súbito, derrubando sua jarra de cerveja sobre a própria calça. Bia pateticamente começou a limpar a calça com guardanapos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que você se atreve? - Ele silvou e perdigotos saltavam como flechas envenenadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Relaxa aí cara, como é que é seu nome mesmo? Ah, não importa. - Jack se levantou sorrindo e virou sua jarra de cerveja até o final. - Pode parecer que não, mas você e a Bia são meu casal preferido no mundo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ruiva olhava agora pra Jack aterrorizada, ela tremia e tentava acordar o Bêbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bia fitou Jack e por um momento ele se lembrou de tudo que um dia ele já havia dito pra ela, tudo que tinha feito por ela, sua devoção cega por ela, das tardes frias sobre um cobertor vendo um filme qualquer, aqueles lindos olhos castanhos, tão cheios de mentiras, tão cheios de coisas fúteis e vazias, tão cheios de coisas que Jack nunca ia aceitar que estavam lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falo sério. - Jack continuou. - São meu casal preferido no mundo todo pela simples razão que de uma tacada só eu consegui remover duas pessoas horríveis da minha vida. Vocês me livraram de dor e sofrimento pelos quais eu nunca mereci passar. E o melhor de tudo, vendo vocês dois aqui, bebendo cerveja com o casal maravilha aqui ao lado. - Ele fez um gesto com o dedão apontando a Ruiva e o Bêbado. - Só me mostra o quanto vocês são vazios e...felizes. Eu sou muito grato por isso, por saber que onde quer que eu esteja, mesmo pobre e sem sapatos, eu ainda sou uma pessoa melhor do que qualquer um de vocês dois jamais serão. A única pessoa levemente digna nessa mesa é o Bêbado, porque ao menos ele é sincero e engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um silêncio sólido caiu sobre os quatro, o Bêbado roncou sonoramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack sorriu mais uma vez, aquele sorriso simples e cheio de significados complexos que ele aprendera no monastério. Pegou seu violão e dedilhou uma canção conhecida, da época em que eles todos estavam no colégio, a canção de Jack e Bia. Quando terminou ele lançou o violão de volta pro ombro e tirou seu chapéu, quase em camera lenta ele o estendeu até Olhos Severos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um trocado? Pra comprar uma dose sabe? Noites frias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos Severos poderia ter explodido em chamas ali naquele exato instante e teria sido compreensível. Ele enfiou com raiva a mão no bolso e sacou a carteira, jogou uma nota de 50 no chapéu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito agradecido. - Jack disse simples e deixou a mesa caminhando novamente pra calçada e então rua acima, cambaleava um pouco, seus pés descalços não faziam barulho na calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesa, ainda silêncio, então Bia saiu correndo atrás de Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jack espera! - Ela o alcançou e o segurou pelo pescoço puxando sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey! Hey! Pare com isso Bia, você é uma moça casada. - Jack disse mau-humorado. - Você ainda tem aquilo que te dei na noite da formatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim! Ainda tenho, está guardado em meu quarto, nunca consegui me desfazer daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E é por isso que nós não vamos ficar juntos. Você esteve em dúvida quanto a ele esses anos todos, guardando meu presente numa caixa como se eu fosse alguma espécia de saída de emergência. - Jack a fitou com profundidade. - Espero que você não jogue fora, aquilo é tudo que vai ter de mim pro resto da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bia chorou em silêncio, seus olhos inflamados de álcool e angústia. Olhos Severos os alcançou e a abraçou pelos ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saia daqui Jack, você já fez estrago o bastante por uma noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack se virou e caminhou rua acima, com o violão jogado nos ombros, a camisa aberta, o chapéu surrado e os pés descalços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-1801242712748072791?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/1801242712748072791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=1801242712748072791' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1801242712748072791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1801242712748072791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/11/o-casal-preferido-de-jack.html' title='O Casal Preferido de Jack'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-8782034489137140893</id><published>2009-11-28T19:37:00.004-02:00</published><updated>2009-11-30T20:04:30.091-02:00</updated><title type='text'>Jack e a Grande Fuga</title><content type='html'>Ele abriu os olhos e não reconheceu aquele teto cinzento, o lustre também lhe era estranho. Levantou a cabeça e olhou em volta, mas então sentiu uma dor aguda atrás dos olhos, a ressaca veio lhe dar bom dia antes de todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boca estava seca por dentro, com um gosto abissal. Os lábios rachados e duros. Os olhos ardiam incomodados com a primeira luz do dia que entrava pela janela. Na cama, cinco corpos que não eram o dele. Um cara magro e ruivo, ruivo natural, e mais quatro garotas, todos nus, dormindo como anjos decadentes. Deitada sobre as pernas dele estava uma garota, e olhando pra bunda dela ele reconheceu a marquinha em forma de cavalo marinho. Era Heather, Jack lembrou-se com um pouco de amargura, ela tinha sido a garota mais gostosa do colégio a tantos anos atrás, agora participava de orgias em troca de drogas. "Destino" ele riu amargurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack se arrastou pra fora da cama e ficou em pé, nu, olhando pela janela. Sentiu-se engraçado. Caçou um par de calças qualquer no chão e vestiu um jeans rasgado e imenso. Foi pra cozinha e encontrou jogado no chão um cara gordo, provavelmente o dono do jeans. Tinha um cachimbo caído perto da boca, Jack o apanhou e cheirou, algo entre o insanamente ilegal e o adoravelmente new age. Acendeu o cachimbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vagou pelos comodos da casa fumando o cachimbo, sem camisa, tinha mais gente na casa, mas todos dormiam, ou os únicos sobreviventes da noite estavam altos demais pra conseguir fazer qualquer coisa que não fosse encarar as paredes sonolentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um frigobar se aquilibrava perigosamente no canto da grade negra da varanda sobre a piscina, Jack o abriu e encontrou uma cerveja gelada, abriu a garrafa e sentou-se num cadeirão de praia. Ao longe, por detrás dos pinheiros, vinha nascendo o sol. Era magnífico, um espetáculo em camera lenta, quanto centímetro a centímetro o gigante Astro-Rei escalava mais e mais o céu. O cachimbo estralou na boca de Jack, "restos de crack" ele pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da porta atrás dele surgiu um rapaz baixinho de cara amarrotada, cabelo preto e uma camiseta branca do Led Zeppelin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 'Dia. - Ele disse pra Jack.&lt;br /&gt;- 'Dia.&lt;br /&gt;- Bela festa hein?&lt;br /&gt;- Tinha ouvido dizer que era isso que você andava fazendo depois que eu fui embora. Tive que conferir.&lt;br /&gt;- Charlie teria curtido.&lt;br /&gt;- Não, ele não teria.&lt;br /&gt;- ...você ta zangado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack se levantou e deu um último trago no cachimbo, depois arremessou-o na piscina. Deu um gole na cerveja e empurrou a garrafa contra o rapaz que a segurou com cara de desconfiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe Kevin, eu queria mais que isso pra gente. Mas aparentemente o legado que o Charlie deixou pra mim, ele não deixou pra você. E se deixou, você não entendeu bem o que queria dizer. É como jogar pérolas aos porcos...&lt;br /&gt;- Isso é um insulto?&lt;br /&gt;- Nah, os porcos não são tão sensíveis assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack empurrou o frigobar que caiu com um barulho enorme na piscina acordando alguns habitantes da casa. Ele seguiu pro quarto e pegou uma camiseta e uma jaqueta, vestiu-as e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já longe dali, caminhando descalço pela rua, já que tinha esquecido de pegar sapatos, Jack pensava no rumo que a vida dele estava tomando. Todas as drogas, as festas, as pessoas vazias. E todos aqueles anos no monastério, o que haviam lhe ensinado? As pessoas interessantes que ele conheceu e as situações insólitas. Tudo aquilo pra quê se Charlie ainda estava morto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Talvez", ele pensou, "não tenha nada a ver com as festas, nem com as drogas, nem com a viagem pelo mundo e com as pessoas interessantes. Talvez tudo isso só tenha a ver com a fuga. A fuga que nós procuramos do mundo. As maneiras maravilhosas como nós tentamos nos isolar, nos afastar um dos outros, mesmo que em bando." Jack parou perto de uma torre, ali, alguns anos atrás, seu melhor amigo Charlie tinha se atirado e morrido. "Da ilusão da vida, sobram só nossas fugas." ele concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack caminhou mais leve em direção ao norte, ia sumir por uns tempos, haviam muitas fugas a serem experimentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-8782034489137140893?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/8782034489137140893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=8782034489137140893' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8782034489137140893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8782034489137140893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/11/jack-e-grande-fuga.html' title='Jack e a Grande Fuga'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-5092372140087464997</id><published>2009-11-22T23:46:00.003-02:00</published><updated>2009-11-23T00:29:27.603-02:00</updated><title type='text'>Sobre uma vida plena pra você e uma outra pra mim...</title><content type='html'>Às vezes eu fico irritado, às vezes eu fico triste, mas no geral, esse papo de vida plena me deixa mesmo é meio confuso. Vamos lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei uns dedos no peito nesses últimos meses, muita gente querendo gerenciar minha vida da nisso sabe? Eu entendo a boa intenção e agradeço, mas vou pedir aqui gentilmente pra PARAREM DE ENCHER MEU SACO. Não é pra ninguém em especial que to dizendo isso, é mais um desabafo pra mim mesmo do que qualquer coisa. Eu sei que tem gente que vai se ofender, mas eu preciso fazer pé firme nessa hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que raios quer dizer uma vida plena? Tava lendo um e-mail de um suposto "jornalista" metendo o pau nessa geração (leia-se a MINHA geração, galera de 84 pra cá), falando que somos todos cabeças-ocas que punhetam o dia inteiro no orkut e no twitter e todo aquele bla, bla, bla de gente velha que acha que tem o pau maior que o nosso só pq eles tiveram a merda da ditadura pra derrubar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tá, eu me ofendi com essa história de cabeça-oca punheteiro. Fato é, eu fico na internet 90% do meu tempo, eu não trabalho, não estudo, fico na internet oras... e aí o que me deixou com a pulga atrás da orelha é: Será então que eu devo ficar escrevendo e-mails metendo o pau na próxima geração pra ter uma vida plena? Ou ir pra um cubículo escrever lixo sensacionalista todo dia, matérias sobre a sexta-feira 13 e a mulher no interior de "sei lá onde" que está grávida de 9 "filhotes"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter uma vida plena é essencialmente viver como todo mundo quer que você viva a SUA vida? Como seus pais esperam que você viva a vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, mas vc não pode negar que você tem que trabalhar pra pagar suas contas, uma hora você vai ter que abrir as pernas." Talvez eu tenha, talvez não, a questão não é essa, pelo menos não pra mim. A questão é a validade desse sistema todo de coisas. Essa sequência absurda de eventos que se repetem praticamente iguais pra todos os 6 bilhões (já quase 6,5 pelo que ouvi) de pessoas nessa porra de planeta. E aí, a vida é só isso? A gente não tem como pegar a vida e fazer dela algo diferente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então vai a luta, vai ganhar seu dinheiro pra fazer alguma coisa!" Espera aí um pouquinho meu querido, e quem te disse que eu preciso ir pra qualquer lugar pra fazer da minha vida o que eu quero?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas se prendem, ou talvez só se deixem prender, em todos esses conceitos de certo e errado, realidade e sonho e aí qualquer um disposto a explorar algo fora do habitual é logo taxado de maluco, de vagabundo, de cuca-fresca. Eu já vasculhei galáxias inteiras sentado na frente do meu computador. Um ponto sensível esse, muita gente vai dizer "Você não pode simplesmente trocar a vida de verdade pela sua própria imaginação." Bom, eu vou ser um pouco ousado e dizer: E porque caralhos voadores não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal o que é a tal realidade? Quem é que escreveu o livro onde tá escrito que tal coisa é real, tal coisa não é real e que só se pode viver no mundo "de verdadinha"? Não se assustem, eu não to pensando em me trancar no quarto e imaginar uma vida pra mim, não é isso, mas incomoda as pessoas à minha volta que eu goste tanto de passar mais tempo do lado de lá do que do lado de cá. Se eu puder ser bem egocêntrico e amalucado nesse ponto, eu diria que é inveja, porque vocês não conseguem chegar nos lugares aos quais eu vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao começo da conversa, e a tal da vida plena? É você quem vai meter o dedo no meu peito e me dizer que eu estou desperdiçando meu tempo? Você vai ser arrogante a ponto de tentar escrutinar a minha função na existência? Sem pensar em tudo que está lá fora, ainda desconhecido e escondido nas dobras do tempo e do espaço? Será que nunca te passou pela cabeça nem por um segundo que eu posso saber o que eu estou fazendo? Que talvez eu tenha alguma carta na manga, uma tão maluca e improvável que eu prefiro deixar em segredo até a hora do Royal Flush cósmico final?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mais louco impossível" eu quase posso te ouvir dizer, meu caro leitor, enquanto lê esse texto, mas olha, se pra você está bom a vida do seu jeito, só me faça esse favor e respeite a vida que eu levo do MEU jeito. O final do jogo está perto demais pra querer mudar de estratégia agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, falando muito sério, o primeiro que me mandar procurar ajuda psiquiátrica vai ser mandado pra pqp sumariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-5092372140087464997?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/5092372140087464997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=5092372140087464997' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5092372140087464997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5092372140087464997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/11/sobre-uma-vida-plena-pra-voce-e-uma.html' title='Sobre uma vida plena pra você e uma outra pra mim...'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-1354627421278520894</id><published>2009-10-19T03:05:00.002-02:00</published><updated>2009-10-19T03:35:55.128-02:00</updated><title type='text'>Confesso que... (My Identity Crisis)</title><content type='html'>Confesso que eu amo todo mundo, mesmo quem não merece e mesmo quem eu não conheço, e mesmo quem acha que eu não amo...sim é pra vc mesmo, eu te amo tb, fica assim não. Eu amo que me gostem tanto, amo que me desprezem e que sintam pena de mim, amo que me ignorem e me rejeitem, amo que me mandem sms de vez em quando, amo que me vejam como um herói, amo que me vejam como um vilão, amo que me mander se foder quando eu falo merda, amo que me irritem com um bom dia, amo que me considerem um irmão, amo que bebam comigo, amo que fumem comigo, amo que me perguntem o que foi mesmo quando eu digo que não é nada. Amo demais, tudo isso, a vida, a merda toda na vida, a merda toda na qual nós estamos todos juntos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor demais né? Chega a ser estranho que eu me sinta mal se eu tenho tanto amor assim pra dar, mas acho que o lance é esse. Vida confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acabei de ressurgir das cinzas como uma maldita ave Fênix, mais forte, mais inteligente, mais feroz, mais capaz, mais belo, mais rancoroso. O mundo ainda me parece imenso e inóspito, mas de alguma forma eu me sinto maior que o mundo, como se ele é que lamentasse me ter por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me deram escolha nenhuma...eu disse: "Se for assim, eu vou ser mau.", mas ninguém ligou...me permitiram virar essa coisa feliz e vingativa e sem escrúpulos. Eu acredito em karma, o problema é quando eu deixo de pensar que eu estou recebendo o que o universo me deve e começo a achar que eu estou tomando as coisas dos outros. Nesse caso, meu karma me espera ali na esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou a pena que eu sentia de mim, mas surgiram tantas coisas novas no lugar. Levei minha amoralidade aos limites do cinismo. Me tornei a serpente que uns diziam que eu era desde o começo, e me peguei admirado com o brilho das minhas escamas, com a minha velocidade. E como se já não fosse terrível o suficiente me transformar na epítome de tudo que eu sempre odiei, Deus me deu um maravilhoso par de asas com plumas vermelhas, como se dissesse "Vai lá garoto, toca o puteiro!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu não tenho mais pena, nem sou inseguro e nem vou implorar nunca mais pelo amor de alguém que tão obviamente não me merece, mas tem sido difícil aguentar o gosto de sangue na boca, das pessoas que eu tenho machucado sem nem perceberem. Eu não me vejo mais como um coitado, mas me vejo como um demônio, um devorador de gente, mas puxa vida, minhas escamas são tão brilhantes que eu não sei se eu quero mesmo ser alguma coisa além disso. Talvez no futuro. Talvez na próxima jogada, quando refizerem minha ficha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon Banks&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Muito tempo sem postar, a verdade é que eu não tenho a mínima idéia de como continuar a história, mas não se desesperem, eu pretendo continuar e concluir "O Inferno de Gordon"]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-1354627421278520894?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/1354627421278520894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=1354627421278520894' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1354627421278520894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1354627421278520894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/10/confesso-que-my-identity-crisis.html' title='Confesso que... (My Identity Crisis)'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-3136160621335023657</id><published>2009-09-10T14:11:00.014-03:00</published><updated>2009-09-10T16:01:59.605-03:00</updated><title type='text'>O Inferno de Gordon, parte II: Tornado, Rei-Coragem.</title><content type='html'>Beggar, que conhecia melhor o caminho, caminhava na frente seguido de perto por Gordon. A toca de Ananasi já estava longe e a floresta se extendia na frente deles sem sinal de ter fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda falta muito? - Gordon perguntou entediado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Distância, tempo, nada disso realmente significa alguma coisa no Vórtex. Falta o que nos será necessário pra alcançar o castelo. - Beggar respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas isso é muito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar respondeu com um grunhido mal-humorado e continuou andando, Gordon sorriu maroto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois caminharam por mais algum tempo, a tarde ensolarada os revigorava e o ar na floresta era fresco e puro. Pássaros cantavam as mais absurdas combinações de notas naquela floresta e Gordon se pegou prestando atenção nas canções caóticas de um pássaro que parecia gorjear Fear of the Dark. Foi quando, pelo canto dos olhos, o jovem viu uma sombra se esgueirando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beggar, tem algo ali. - Disse aprontando para um amontoado de arbustos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monge se virou com punhos cerrados encarando a moita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saia daí. - Ordenou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos arbustos saiu um urso imenso com olhos muito negros. Ele não olhava para Beggar, tinha o olhar fixo em Gordon. Começou a falar e sua voz era muito grave e terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou Desespero. Recebi ordens de acompanha-lo Convicto, pois de agora em diante a sua jornada vai ser cada vez mais desesperadora. - Ele forçou um rosnado que lembrou uma risada. - Se no final do caminho você não tiver superado tudo e se convencido de que a loucura não vai tomar controle do Vórtex, eu vou devora-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon fitava o urso com uma nota de surpresa, mas fechou os olhos e respirou fundo. Quando se dirigiu ao monstro, sua voz era calma e confiante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode vir conosco, desde que essa sua bunda gorda não atrase a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O urso urrou de fúria e se levantou sobre as patas traseiras, ergueu a imensa pata esquerda e preparou as garras para um golpe que seria letal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare Desespero. - Veio uma voz calma de cima da copa de uma árvore. Sentado num galho estava Tornado, o elfo azul. - Não foi isso que lhe mandaram fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O urso voltou seus olhos vazios para o elfo, sem resposta. Depois olhou para Gordon e novamente se colocou sobre as quatro patas resignado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estávamos te procurando Tornado. - Disse Beggar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim eu sei. Nada que acontece nessa floresta me passa desapercebido. Vou guia-los até meu castelo. - Saltou para o chão. - Mas você não vai poder entrar. - Disse encarando o Urso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram os quatro por uma pequena trilha que não seria notada por alguém inexperiente. Subiram uma colina onde a floresta ficava calva de árvores e ao longe Gordon pode ver uma árvore colossal. Observando melhor, ele reparou que na árvore haviam minúsculas janelas e sacadas em vários pontos. Olhou impressionado para o elfo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquilo é o seu castelo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornado apenas sorriu e continuou caminhando na direção da árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "castelo" ficava cada vez mais impressionante a medida que se aproximavam. A copa da árvore gigante fazia sombra a 400 metros do tronco, esse que devia ter mais de 100 metros de diâmetro. Nas janelas e portas, escadarias e sacadas, Gordon via pequenos trabalhadores a serviço do castelo, eram coelhos, esquilos, castores, marmotas e alguns ratinhos do campo, que limpavam as paredes com esmero e roíam as farpas da madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram então na entrada principal, uma porta de 3 metros de altura, escavada no tronco. Desespero recuou e foi deitar-se no gramado debaixo de uma janela próxima às raízes, enquanto os outros 3 entraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito cuidado com ele Gordon. - Disse Tornado. - Ele vai devora-lo se tiver a chance. Você não pode se render à dúvida, seja convicção assim como sempre foi. Não deixe de ter esperança. E acima de tudo, seja corajoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon não soube bem como responder, apenas acenou com a cabeça positivamente e continuou seguindo o rei daquele castelo bizarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo das paredes ficavam lampiões de vidro fosco, Gordon teve a impressão de ver o fogo se movendo lá dentro, como uma coisa viva, aproximou o rosto e pode ver os homenzinhos vermelhos todos presos nos lampiões. A luz de seus corpos iluminava o castelo. Continuaram seguindo em frente e aqui e ali Gordon via os servos do castelo, roedores simpáticos que acenavam e sorriam com cumprimentos cordiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram então numa porta ainda maior que a porta da entrada, onde duas raposas estavam de guarda e fizeram reverência ao rei quando ele passou por elas. O salão por trás da porta era imenso e bem decorado, no fundo havia um trono muito tosco de madeira, mais parecia uma árvore morta, mas Tornado se sentou nele com a altivez de um monarca e o trono pareceu ganhar sua altivez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coragem. - O elfo começou. - Muitos pensam que saber esconder o medo é sinal de coragem, estão errados. Outros pensam que coragem é ser temerário e se atirar contra adversários que não se pode vencer, mas também estão errados. A coragem na verdade... - Tornado fitou Gordon com um olhar curioso. - O que é coragem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coragem é a capacidade de enfrentar obstáculos. - Gordon respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, acho que também se encaixa. - O rei coçou o queixo imberbe. - Coragem é a ausência do medo. - Ele disse organizando o raciocínio. - Não me olhe assim, eu sei que parece óbvio demais, mas pense a respeito. Coragem é não ter medo de mostrar quem você realmente é. Coragem é não ter medo de expor suas idéias e ideais. Coragem é acreditar em si mesmo. Acreditar. Em muitos aspectos, coragem se parece com convicção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar apenas observava o diálogo com um pequeno sorriso no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo. - Disse Gordon. - Devo ter a coragem de enfrentar essa jornada, seguir em frente sem medo. Não me entregar ao desespero, confiar no meu instinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem aviso, uma fadinha azul saiu do meio dos cabelos revoltos de Tornado e foi sentar-se no ombro de Gordon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Elas voltaram, as fadas azuis. - O rapaz disse com um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minhas crias. - Disse Tornado. - Elas são a Inspiração. Se você pensar bem, inspiração também é uma espécie de coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversaram por mais algumas horas na sala do trono e então escureceu novamente. Tornado convidou os visitantes para um banquete e deixou que Desespero entrasse no castelo para comer. No meio da noite, já descansados e cientes de que a noite podia durar anos, resolveram partir sem esperar o amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sigam para o Norte Beggar, Londres é a próxima cidade. - O elfo azul disse com certo desprezo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo. - Beggar respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiram, na entrada do castelo estava Tornado e todos os seus servos, acenando e gritando adeus e boa sorte. Aos poucos sumiram na mata o monge, o jovem, o urso e um enxame de pequenas fadinhas azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminhavam, Gordon se voltou para Beggar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que tem em Londres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes que Beggar pudesse responder, a voz gutural de Desespero soou sinistramente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte III: Slayer, Plebeu-Medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-3136160621335023657?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/3136160621335023657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=3136160621335023657' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3136160621335023657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3136160621335023657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/09/o-inferno-de-gordon-parte-ii-tornado.html' title='O Inferno de Gordon, parte II: Tornado, Rei-Coragem.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-4471449853750739709</id><published>2009-08-31T20:21:00.035-03:00</published><updated>2009-09-01T17:31:32.086-03:00</updated><title type='text'>O Inferno de Gordon, parte I: Ananasi, a Acromântula do Destino.</title><content type='html'>Caminharam pra dentro do Templo de Ouro, o velho monge e o rapaz. Não havia ninguém no hall principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ninguém em casa. - Gordon disse. - Pelo jeito ela também tem afazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ananasi não mora aqui. Ela mora nas profundezas do templo. - Disse o velho magro caminhando na direção de uma passagem escura que Gordon reconheceu como sendo o lugar do qual saíra o Cavaleiro Solitário no dia da batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz não se animou de ter que entrar naquele corredor que ele nem mesmo sabia pra onde levava, mas acompanhou seu guia escuridão adentro. Os dois caminharam os primeiros metros com tranquilidade, mas logo a luz foi diminuindo drásticamente, até ficar quase impossível enxergar qualquer coisa. Gordon sentia finas teias de aranha se agarrando às suas temporas e afastou-as com as mãos, não conseguia ver se Beggar estava tendo o mesmo problema. Quanto mais seguiam, mais úmido e pesado parecia o ar, e estava ficando claro que o corredor descia, mesmo que levemente. Durante alguns minutos a luz desapareceu completamente, não se via nada no túnel, mas então começou novamente a clarear e o jovem pode ver no final do corredor a luz pálida do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíram do túnel no fundo de um poço imenso com cerca de 40 metros de diâmetro. No chão estavam espalhados ossos de vários tamanhos, muitos deles de aparência humana, mas fragmentados demais para se ter certeza. O poço subia vertical e sua saída estava em algum lugar entre 100 e 200 metros de altura do fundo. Entre as paredes, pra quase todos os lugares que se olhava, grossas teias de aranha, grossas como cabos de aço cruzavam o diâmetro do poço em todas as direções. No lado oposto ao da saída do túnel havia uma escada que subia pela parede do poço em espiral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela nunca está aqui no fundo, vamos ter que subir e encontra-la. - Beggar disse experiente. - Tome cuidado pra não tocar em nada que nos faça ser mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mortos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essas teias não são meras teias de aranha comum. São as teias de Ananasi, a acromântula do destino. Essas teias são as ligações do nosso corpo físico com as energias místicas do universo que regem o destino e os acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon fitava Beggar com um olhar confuso. O monge-mendigo continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cada fio que você está vendo é relacionado diretamente e algum acontecimento da sua vida. Pegar um ônibus. Escovar os dentes. Conhecer alguém. Conversar com alguém. Se um fio se partir, você vai perder não só todas as lembranças daquilo, mas também todos os desdobramentos. Por exemplo, se você estourasse o fio que representa seu pai, você ia se esquecer completamente dele, mas todos os fios relacionados a ele também iam desaparecer e você ia começar a perder memórias aleatórias que resultariam das ações dele na sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara isso é muito complexo. - Gordon disse finalmente. - Não sei bem se entendi tudo, mas vou tentar não tocar em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar abriu a boca pra dizer algo, mas desistiu, realmente era um assunto complexo. Começou a subir a escada em espiral e o rapaz foi logo atrás. A escada era estreita, tinha no máximo 1m de largura. No começo não incomodava, mas logo começou a ficar bem alto e Gordon olhava pra baixo inseguro. Quando estava a 10m do chão apareceram as primeiras teias no caminho, estavam grudadas na parede diretamente no lugar onde eles precisavam passar. Beggar parou e tentou pensar num jeito de passar sem perturbar os fios cósmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o velho pensava, Gordon olhava para os fios e viu um brilho azulado em um deles, o que estava mais baixo. Não era claro, mas de alguma forma o rapaz começou a entender do que se tratava aquele fio, o que ele era e representava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quebre esse aqui Beggar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não podemos, não sabemos o que vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É uma lembrança sobre um corte de cabelo ruim quando eu tinha quatro anos, sem maiores consequências. Pode quebrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E como você sabe disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de Gordon ficaram amarelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os olhos da besta. Mas é claro! - O monge disse com entendimento. - Os olhos que Everton implantou em você eram os olhos que Ananasi perdeu durante a batalha do templo! Isso nos dá uma vantagem aqui, você deve ir na frente Convicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon passou a ir na frente quebrando aqui e ali algum fio de uma memória ou acontecimento desimportante e sem consequências. Conforme subiam, a quantidade de teias aumentava e com os olhos amarelos o rapaz enxergava os brilhos azuis de fios finos e desimportantes, os verdes que eram as consequências de certos acontecimentos e os grossos fios vermelhos que ele logo entendeu, eram os fios que jamais poderia ser cortados sem consequências terríveis. Continuaram subindo, mais e mais, já devia estar a 80 ou 90 metros do chão, uma queda seria fatal agora. Nada ainda da acromântula. Gordon percebeu que a quantidade de fios vermelho aumentava cada vez mais, prosseguir estava se tornando cada vez mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num certo momento não havia como prosseguir, estava cercados por todos os lados por fios vermelhos. Eles formavam uma teia densa no meio do poço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que podemos prosseguir por aqui. - Disse Gordon pulando no meio da teia que balançou perigosamente, mas não se partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar o seguiu sem muita certeza e os dois começaram a escalar as teias, o emaranhado balançando e rangendo, mas nenhum único fio se partiu. Subiam no meio dos fios brancos e macios e não viam nada em direção alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E quando a encontrarmos? O que faremos? - Gordon perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente escalaram até um lugar em que os fios formavam um chão. Dessa teia apenas alguns fios partiam pra cima, cerca de 40 deles, todos com o brilho avermelhado. No fundo um fio chamou a atenção de Gordon. Era muito mais grosso que todos os outros e tinha um brilho dourado. O jovem caminhou até ele, Beggar ia ao seu lado muito atento olhando pra cima e para as paredes altas, ainda faltavam uns 30 metros pra chegarem no topo do poço. A mão do rapaz estava quase tocando o fio quando eles ouviram um rugido familiar, só podia ser Ananasi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aranha imensa, do tamanho de um ônibus, veio descendo por um fio que ela produzia de seu abdômen. Seus nove olhos de tigre estavam injetados e suas presas soltavam gotas grossas de um líquido verde, o veneno corrosivo da besta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não toque! - Ela urrou enquanto suas oito pernas atingiam finalmente o chão de teias onde estavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós estamos aqui pra evitar uma catástrofe. - Beggar tomou a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu saber. - O monstro sussurrou. - Eu estar protegida aqui. Loucura não alcançar tão fundo. Instinto permanece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ananasi representa nosso instinto Gordon. É ela quem lhe fornece a empatia que você tem, é por causa dela que você tem uma boa percepção e julga bem o caráter das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é aquele fio dourado? - Gordon deu pouca atenção às palavras do monge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você saber. - A aranha caminhou e a teia balançava a cada passo. - Destino dourado. Destino que Ananasi não pode mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela pode mudar qualquer coisa aqui, menos esse fio dourado. - Gordon disse pra si mesmo. - Você sabe qual fio eu procuro Ananasi, o fio de quem eu procuro, se eu parti-lo, se nós nunca a tivermos conhecido, tudo vai ficar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de tigre encaravam Gordon, agora um pouco menos vidrados, como se a aranha adquirisse uma consciência por um momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O fio que você procura é o fio dourado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar apenas assistia. Ananasi recuou. Gordon caiu de joelhos, seu rosto era pura angústia. Ele não podia mudar nada. Podia apagar sua vida toda se quizesse, podia tacar fogo naquele poço e a única coisa que ia sobrar seria aquela única lembrança indestrutível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos embora Beggar, estamos perdendo tempo aqui. O único fio que poderia nos salvar da loucura é o único que não pode ser destruído, é o causador da loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar nada disse, caminhou até Ananasi e montou na aranha. Ela foi até Gordon e deu a entender que ele devia repetir o gesto. Com os dois montados em seu lombo a aranha escalou com agilidade os últimos 30 metros do poço. Foram deixado do lado de fora do poço, numa pequena floresta de aparência alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde estamos? - Gordon perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em terras amigas. O palácio de Tornado fica nessa floresta. Acho que deve ser nossa próxima parada ou Ananasi não teria nos deixado aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto falavam a acromântula se enfiou de volta em seu buraco silenciosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos andando por aqui. - Beggar convidou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte II: Tornado, Rei-Coragem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-4471449853750739709?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/4471449853750739709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=4471449853750739709' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4471449853750739709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4471449853750739709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/o-inferno-de-gordon-parte-i-ananasi.html' title='O Inferno de Gordon, parte I: Ananasi, a Acromântula do Destino.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2683686059500187695</id><published>2009-08-14T02:20:00.009-03:00</published><updated>2009-08-14T03:22:30.216-03:00</updated><title type='text'>De volta ao Vórtex, parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/de-volta-ao-vortex.html"&gt;De volta ao Vórtex, parte I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon acordou no chão, vomitando. De sua boca saíam os pedaços do homenzinho que ele havia engolido, agora morto e despedaçado no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupe, ele regenera. Você vai descobrir que tem muita coisa difícil de morrer aqui dentro da nossa cabeça. - Disse Beggar, o velho mulanbento e magro que observava o jovem se levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso foi uma alucinação? - Gordon perguntou pressuroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não foi. Era uma lembrança. A Batalha do Templo de Ouro. Tinha sido até então o maior acontecimento do Vórtex. Nossa mente nunca tinha sido tão abalada. Até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon olhava para Beggar com compreensão no olhar. A idéia de que algo horrível estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Exatamente. - Beggar confirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Terrível. Terrível. O que aconteceu? Outra batalha? - Gordon parecia tentar juntar pedaços de sua mente, pensava com uma expressão de terror no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pior. - Beggar concluiu sinistro. - Muito pior eu diria. Não existe mais Amor no Vórtex desde a batalha, Solidão foi banido e vaga por terras longuínquas, meio vivo e meio morto depois de receber o Omega Slash. Lá fora, tudo se desenrola no sentido de abalar nossa mente, você entende que estamos caminhando rumo a perdição? Você é o único capaz de fazer algo Convicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que eu devo fazer? - Gordon fitava Beggar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem que se convencer de que não vai ficar louco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras do monge-mendigo flutuaram no ar por alguns instantes, enigmáticas e agourentas. Gordon olhava para o velho sem saber o que dizer, o velho retribuía um olhar preocupado e sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- COMO eu vou fazer isso? - O jovem perguntou com uma nota de terror na voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos caminhar um pouco. - Beggar disse levantando-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon ainda não tinha reparado, mas a floresta negra havia desaparecido, estavam agora num campo de grama azulada, e já não era mais noite, brilhava um sol intenso, era um lindo dia. Os dois caminharam por uma pequena trilha entre as colinas azuis por alguns minutos. O tempo no Vórtex era volátil e efêmero, assim como o clima. Logo se aproximaram de uma construção familiar, Gordon reconheceu o Templo de Ouro no centro de uma colina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles estão lá? Os outros? - Banks perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, estão em seus domínios evitando que tudo desabe. Só um deles vive aqui no templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem? Razão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Nossa grande e cabeluda amiga Ananasi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: O Inferno de Gordon, parte I: Ananasi, a Acromântula do Destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2683686059500187695?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2683686059500187695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2683686059500187695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2683686059500187695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2683686059500187695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/de-volta-ao-vortex-parte-ii.html' title='De volta ao Vórtex, parte II'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2347263926411698943</id><published>2009-08-11T23:35:00.001-03:00</published><updated>2009-08-12T00:17:45.942-03:00</updated><title type='text'>As Crônicas do Vórtex, parte final: 10 pessoas no templo de ouro.</title><content type='html'>[Bom, finalmente termina essa parte das Crônicas do Vórtex, agradeço a todos que leram e só pra lembrar, a verdadeira batalha do Templo de Ouro aconteceu há 3 anos atrás que foi quando eu escrevi esse texto e postei em 8 partes no meu antigo fotolog. Quem quiser conhecer o texto original e ver um pequeno extra que conta o destino do Cavaleiro Solitário, por favor clique &lt;a href="http://www.fotolog.com.br/tornado_op/11641768"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Foi bem legal reler e reescrever algumas partes da coisa toda e por uma grande coincidência eu passei pela mesma situação de 3 anos atrás justamente enquanto postava novamente esse texto, timing perfeito. Após o final dessa saga eu começo a escrever uma outra apresentando alguns personagens que não aparecem na saga original. Novamente agradeço a quem teve saco de ler, se gostaram, façam propaganda ;)]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-i-o_03.html"&gt;Parte I: O Prisioneiro.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-ii-medo.html"&gt;Parte II: Medo.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-iii-batalha.html"&gt;Parte III: Batalha em nome do Amor.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-iv-dedos.html"&gt;Parte IV: Dedos quebrados e lábios partidos.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-v-first.html"&gt;Parte V: First Blood.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-vi-colisao.html"&gt;Parte VI: Colisão.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-vii-todos.html"&gt;Parte VII: Todos contra o Amor.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07/12/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro Solitário e Gordon se encontraram no meio do templo, os punhos erguidos, um soco de cada lado. Banks foi arremessado contra a parede, bateu com um baque surdo e caiu no chão, aparentemente inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sinceramente achei que você ia aguentar mais do que um soco. - O Cavaleiro disse com ar decepcionado, se virou de costas e foi andando para o túnel de onde viera, a batalha estava vencida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu aguento bem mais que um soco. – O jovem abriu os olhos, tentava se sentar no chão, o Cavaleiro se virou para ele com ar surpreso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, parece que eu tenho mais alguns minutos pra me divertir então. - Caminhou na direção do jovem que antes caído, agora estava sentado no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se seguiu foi uma sessão de espancamento, Gordon era arremessado contra todas as paredes, contra o teto, contra o chão, levava socos e chutes, cabeçadas. O Cavaleiro jogou o adversário contra o corpo gigante de Ananasi, o jovem caiu e ficou ali, de rosto pro chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, acho que isso dá um fim nas suas convicções. - O Cavaleiro zombou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade... - Gordon se levantou com extrema dificuldade - Ainda não. Se você ainda não percebeu, eu NUNCA vou cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você se superestima Gordon, você sabe do que eu sou capaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não tenho ambição de derrota-lo Cavaleiro, mas é só que... esse é meu “poder”... eu nunca vou ser derrotado enquanto acreditar que posso vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quê? - O Cavaleiro tinha um olhar incrédulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É isso... enquanto eu acreditar, eu vou continuar me levantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bobagem! - O Cavaleiro começou uma nova sessão de espancamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro soco os óculos de Gordon voaram longe, estilhaçados, no segundo soco, o nariz já quebrado e deformado foi atingido, o piecing saiu voando e caiu no chão coberto de sangue. Banks continuava sendo jogado e socado de todos os modos possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Levante-se agora! - O Cavaleiro ordenou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon não conseguiu, as pernas estavam quebradas, um dos braços também, o rosto estava desfigurado, coberto de sangue. Mas ele continuava consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é um derrotado, eu tinha razão. - O Cavaleiro riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon se prendeu pensativo às palavras do cavaleiro..."Razão"..."Razão"..."Razão"...Como ele não havia pensado naquilo antes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Razão. - Cuspiu a palavra da boca ensanguentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quê? - O Cavaleiro se aproximou pra ouvir melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fale alto moleque!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- RAZÃO!!! - Banks urrou e caiu inconsciente finalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro não entendeu a princípio, mas logo seu rosto foi tomado de terror. Ouviu um som às suas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era como um clangor de trombetas e tambores. Uma música magnífica e apocalíptica, alguns, dependendo do que estavam dispostos a ouvir, podiam escutar rugidos de animais, coros de vozes, explosões, sons da natureza, tudo misturado àquele canção celestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma luz intensa rasgou o céu e o teto do templo. No meio da luz um vulto permanecia parado observando os limites do templo semidestruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era alto, o corpo atlético, de suas costas emergiam três pares de asas espetaculares, brancas e brilhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar olhar para seu rosto era como olhar para o sol, só que imensamente mais incômodo, os cabelos refulgiam como serpentes douradas à volta da cabeça, raios de sol vivos e cintilantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas que confusão. - A voz do "anjo" era suprema, parecia vir de toda parte, retumbava nos ouvidos do Cavaleiro como pancadas dolorosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Razão, há quanto tempo. - O Cavaleiro fez uma leve reverência, estava visivelmente incomodado com aquela presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ouço algo, vejo alguém, essa insignificância só pode ser uma coisa. Amor, é você, que sempre causa tantos problemas? - Razão disse rispidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você me julga mal Razão. – O Cavaleiro deu um sorrisinho amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu te julgo racionalmente, e não deve haver nenhum julgamento mais justo que o meu! - O anjo elevou levemente a voz, e o templo pareceu tremer desde as fundações até o telhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razão olhou em volta, vários mortos, o Cavaleiro era o único que se mantinha de pé. - Preciso perguntar o que aconteceu?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe de tudo Razão, será que “isto” escapou a sua atenção? - O Cavaleiro perguntou incisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De fato...- Razão apontou para Golem, as peças metálicas de reuniram - ... eu sei o que aconteceu aqui... - Mais um gesto e o corpo de Ananasi se regenerou - ... mas eu prefiro - Apontando para Beggar e fazendo-o recuperar a vida - ... que você me conte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro observava atônito aos mortos que voltavam, Razão fez mais alguns gestos parecidos com os primeiros e devolveu, Moon Tyrant, Slayer e Everton à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"..." - Cavaleiro ficou em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tentou usurpar o Templo para si, e para isso destruiu todos os outros que, você sabia, eram sua prisão. - Razão concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro não disse nada, nenhum dos outros se pronunciou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou bani-lo Amor, é o que você merece. - Razão sentenciou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ninguém merece isso Lorde! - Beggar disse suplicante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou a razão Sabedoria, não a benevolência... castigo a quem merecer, doa em quem doer, mesmo que às vezes o castigo vá acabar se revertendo em mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio permaneceu, Beggar não deu sinais de que faria novos protestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razão esticou a mão para frente na altura do peito, uma espada magnífica se materializou e o anjo fechou sua mão sobre a empunhadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha espada! - O Cavaleiro disse num sobressalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora, ela me acompanha Amor, você não tem mais nenhum direito sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos observavam em silêncio enquanto Razão esticava o braço com a espada para um lado, espalmou a mão e a espada não caiu, ela permaneceu flutuando há alguns centímetros da mão do anjo, de súbito ela começou a girar descrevendo um grande círculo paralelo a Razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto girava o espada produzia uma música sublime, como um coro de mil sereias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Omega Slash. - Ananasi sussurrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Omega Slash! - Razão pronunciou em voz alta, a espada parou de girar imediatamente, estava na posição correta para ser empunhada por Razão, que o fez e golpeou com a espada o peito do Cavaleiro que foi atingido sem mostrar nenhuma reação, a não ser um leve contrair de olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razão torceu a espada que devia ter penetrado cerca de seis ou sete centímetros da carne do Cavaleiro e a puxou para fora, deixando um ferimento fundo e aberto que começou a sangrar imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu nome de agora em diante será Solidão, e você vai vagar pelas terras ermas, além do Vortex. - O anjo disse sério e sem emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro nada disse, só se colocou a caminhar para fora do templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Inocência, guardião do amor, Sabedoria, companheiro da inocência, vocês devem vigiar o Cavaleiro. - Razão disse autoritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golem e Beggar se entreolharam sem nada dizer, se colocaram lado a lado e começaram a seguir o Cavaleiro que acabara de deixar o templo. O rastro de sangue ainda visível no chão dourado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Medo, Instinto, velhos companheiros, vocês voltarão para o subterrâneo, nas entranhas mais profundas do Templo de Ouro. - Razão delegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ananasi e Slayer caminharam pelo túnel no qual o Cavaleiro havia surgido a primeira vez e desapareceram na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ambição, alcance o céu, e além. - Razão se voltou para Moon Tyrant.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moon Tyrant sorriu, levitou acima do chão e foi até a entrada do templo, voou rápido para fora do templo e no céu, mirava a Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Egoísmo, volte para a superfície, para o mundo dos homens, onde você se sente tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Everton saiu caminhando serenamente sobre sua perna de pau. Próximo a entrada do templo, se abaixou e no chão pegou algo. Os dois olhos de Ananasi que haviam sido arrancados pelo Golem na batalha. Guardou-os no bolso e partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma leve brisa invadiu o Templo de Ouro, ao lado de Razão, Tornado se materializou com um brilho azulado. - Batalha dura. – Disse solene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De fato. Se o garoto não tivesse se lembrado de mim, vocês estariam todos mortos. – O anjo disse sinistro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não ia interferir? – Tornado parecia descrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A razão está sempre lá, mas ela só pode ser útil se alguém a acionar, entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. – O elfo olhou ao redor com a cabeça baixa refletindo por alguns instantes, viu Gordon caído no chão. - E o garoto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisa descansar. Eu sei que ele é forte e aguenta muita coisa, mas não tenho idéia da extensão dos traumas dessa batalha. Fique aqui com ele e o leve pra superfície assim que ele despertar, Everton não é de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornado se sentou num canto qualquer do templo, assoviando uma canção feérica. Razão desapareceu no ar, deixando apenas a lembrança da música sublime que se manifestava enquanto ele estava presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks (Ou terá sido alguém mais?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2347263926411698943?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2347263926411698943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2347263926411698943' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2347263926411698943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2347263926411698943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-final-10.html' title='As Crônicas do Vórtex, parte final: 10 pessoas no templo de ouro.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-6417295301639120035</id><published>2009-08-09T22:07:00.001-03:00</published><updated>2009-08-09T22:13:02.015-03:00</updated><title type='text'>As Crônicas do Vórtex, parte VII: Todos contra o Amor.</title><content type='html'>Colocaram-se em posição, todos os cinco combatentes. Golem, Beggar, Banks e Tornado formavam um meio-círculo na frente do Cavaleiro, que aguardava pacientemente o primeiro ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golem foi o primeiro a se movimentar, exatamente como era esperado. Correu com o imenso punho direito cerrado na altura do ombro, desferiu um soco que poderia ter matado um homem comum, na verdade que poderia matar ALGUNS homens extraordinários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro esticou o braço esquerdo, o indicador estendido além dos outros dedos segurou o poderoso golpe do golem sem esforço algum. - Patético. - Com a mão livre o Cavaleiro esmurrou o abdômen de aço do gigante metálico, que pareceu explodir de dentro pra fora numa chuva de peças de metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O próximo, por favor. - o Cavaleiro zombou sem emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon e Beggar observavam paralisados, Golem havia sido completamente destruído com um único golpe, que chance eles tinham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornado já havia avançado contra o oponente antes mesmo das últimas peças do golem caírem no chão, voava rápido, o punho retraído até a cintura já preparava seu primeiro golpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpe foi extremamente rápido, como uma rajada de vento cortante, o Cavaleiro cambaleou levemente, depois passou a se defender dos golpes seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisa ser melhor que isso pra me derrotar elfo. - Ele disse aborrecido enquanto defendia os golpes incessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou melhor que isso! - Tornado aumentou a cadência dos golpes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisa ser melhor ainda. - O Cavaleiro zombou e chutou o estômago de Tornado sem chance de defesa ou reação, foi inesperado demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elfo azul caiu no chão, as mãos protegendo o estômago, estava sem fôlego. O Cavaleiro o chutou no rosto, ele rodou no ar, o cavaleiro implacável lhe deu um soco no peito, o elfo explodiu numa tempestade de luz azul que logo se desfez, deixando somente uma leve brisa pairando no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Próximo. - O Cavaleiro riu malignamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar se adiantou com uma postura digna como sempre, os punhos magros cerrados, a postura de combate que costumava assumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você vai mesmo tentar, velho? - O cavaleiro avançou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois trocaram golpes por alguns momentos, golpes quase invisíveis de tão rápidos. Mas logo cessaram, o punho do Cavaleiro afundado entre as costelas de Beggar que permanecia imóvel, até que um fino fio de sangue escorreu pelo canto de sua boca. Ele tombou imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro se virou para Gordon. - Você também faz questão de tentar? - Perguntou cínico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você provavelmente se esqueceu quem EU sou. - Banks disse confiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não existem convicções que vençam o amor. - O Cavaleiro chiou entre dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois partiram um pra cima do outro, o Cavaleiro com a clara vantagem de ser um guerreiro mais poderoso e experiente, Gordon confiando apenas no seu tamanho e em suas convicções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: 10 pessoas num templo de ouro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-6417295301639120035?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/6417295301639120035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=6417295301639120035' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6417295301639120035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6417295301639120035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-vii-todos.html' title='As Crônicas do Vórtex, parte VII: Todos contra o Amor.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-3600527523386036989</id><published>2009-08-08T23:09:00.001-03:00</published><updated>2009-08-09T00:20:23.664-03:00</updated><title type='text'>As Crônicas do Vórtex, parte VI: Colisão.</title><content type='html'>A colisão das energias de Tornado e Moon Tyrant arremessou todos os sobreviventes contra as paredes, o Cavaleiro se ajoelhou para não ser arremessado, e continuou assistindo com dificuldade a batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornado e Moon Tyrant trocavam golpes furiosamente, enquanto pairavam há 2 metros do chão, socos, chutes, cabeçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tirano era visivelmente maior que o elfo azul, mas ambos estavam munidos de uma ferocidade fora do normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Chuta, soca, gira, chuta, recua, bloqueia, soca, soca, chuta, gira, bloqueia, chuta, soca, soca, bloqueia, soca, chuta, soca***.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ventava muito e além das rajadas de vento, uma energia densa estava presente, deixando todos em leve desconforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon se levantou com dificuldade ao lado de Beggar, Golem caminhou até os dois e parou na frente deles, barrando grande parte do vento que insistia em derruba-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se eles continuarem assim, o Templo vai ao chão! - Banks berrou pra ser ouvido acima do som da ventania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um deles está prestes a vacilar, a batalha não vai durar tempo o bastante pra derrubar o templo. - Beggar disse sinistro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Soca, chuta, gira, bloqueia, chuta, chuta, chuta, soca, recua, soca, bloqueia, soca, bloqueia, chuta, chuta***.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritmo da batalha era apocalíptico, os dois lutavam como se fossem inimigos jurados, embora eles jamais mostrassem nenhuma inimizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Bloqueia, chuta, gira, soca, soca, recua, chuta, bloqueia, soca***.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiro assistia, ainda de joelhos, se protegendo da ventania. Enquanto Tornado socava sem parar, o tirano parecia estar ficando pálido e seus olhos ficaram fundos, os músculos ficaram flácidos e o cabelo negro ficou grisalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estão diminuindo o ritmo. - Gordon percebeu incrédulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moon Tyrant está pagando o preço de seu poder. - Beggar parecia saber de algo além da percepção comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me explica o que está acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A coroa está drenando as forças do Moon Tyrant. - Beggar observou - É óbvio que essa aparência doente que ele tem é por causa da coroa, ela cobra um tributo alto por seus poderes, a saúde do tirano. - Concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Chuta, bloqueia, soca, recua, soca, hesita...***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornado acertou um murro no rosto de Moon Tyrant, que foi arremessado contra a superfície fria de ouro das paredes do templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elfo azul, ainda fora de si, voou rápido pra cima do adversário impotente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já chega Tornado! Ele está acabado! - Gordon gritou e foi devidamente ignorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornado começou a socar o Tirano ainda caído a seus pés, já inconsciente. Segurou-o então pelo pescoço e se preparou para executar o derrotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mão gigantesca e dura se fechou por cima do pulso de Tornado, impedindo-o de desferir o golpe de misericórdia, Golem mirava o elfo, o elmo que era sua cabeça não representando emoção alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última vez pode-se ouvir o barulho de correntes, o Cavaleiro se livrara da última, ele sorria maléficamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A batalha está pra começar de verdade agora. - Beggar disse solenemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golem se virou para o Cavaleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornado voltou a si, seus olhos azuis voltando ao normal, automaticamente ele se voltou para o cavaleiro com um olhar furioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon cerrou os punhos com força, o rosto ainda machucado da batalha anterior mantinha uma expressão dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro pareceu finalmente se dar conta de que os quatro companheiros estavam ali. Sorriu forçadamente e com a mão fez um gesto que convocava todos para a luta. - A hora que vocês quiserem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: Todos contra o Amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-3600527523386036989?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/3600527523386036989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=3600527523386036989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3600527523386036989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3600527523386036989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-vi-colisao.html' title='As Crônicas do Vórtex, parte VI: Colisão.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-4647620590266902045</id><published>2009-08-08T00:36:00.003-03:00</published><updated>2009-08-08T01:41:36.024-03:00</updated><title type='text'>As Crônicas do Vórtex, parte V: First Blood.</title><content type='html'>Slayer ainda investia com vontade contra Beggar, o enorme punhal riscando o ar. - "Morra de uma vez velho!" - Ele gemia entre-golpes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar já esgotara sua paciência, estava decidido a retrucar os golpes à altura. Inclinou-se para trás de maneira teatral, a aparência de um monge-mendigo lhe dando um ar digno e ao mesmo tempo agressivo. Retesou o calejado punho direito até a cintura e manteve o esquerdo estendido com a palma aberta. Ele socou o ar a sua frente com o punho direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Slayer era incompreensível, ele só podia sentir a dor se espalhar por todo o seu corpo. Era como ser esmagado por uma força incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar socava o ar a sua frente e Slayer continuava gritando. Os golpes do monge eram como uma tempestade de punhos furiosos, cada soco no ar representando algumas centenas de golpes no adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slayer foi arremessado cinco metros para trás, aparentemente morto, o punhal a seu lado, imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu-se o barulho de correntes, o Cavaleiro fitava o grilhão que o prendia pela perna direita. Sorria maliciosamente enquanto uma força invisível destruía a corrente e ele estava agora mais próximo da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ananasi tentava ganhar alguma vantagem sobre Golem, mas era visível naquele momento a superioridade do gigante metálico, mesmo frente a um monstro tão poderoso quanto a acromântula. Ela rugia de dor e fúria mescladas, jorrava ácido pelas presas desesperadamente, tentava atingir seu oponente com as poderosas e grossas patas cabeludas, mas nada parecia dar resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golem continuava socando, num ritmo cada vez mais intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num vacilo de Ananasi, Golem a segurou pelas presas, as mãos invocando uma força titânica. Ananasi urrou de dor, o desespero de ver a morte de tão perto estava estampado nos nove olhos de tigre do monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O construto forçou tudo que pode, o que era MUITA coisa. A cabeça da adversária foi partida ao meio, dois de seus noves olhos voaram pelo salão e atingiram as paredes douradas do templo.Não contente com a morte de sua adversária, ou talvez inocente demais pra perceber que havi vencido a batalha, o golem ainda socava o corpo sem vida da criatura e lhe arrancava as pernas, que tremiam e chutavam em reflexo pós-mortem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segundo ruído de correntes. O Cavaleiro se libertara do grilhão que lhe prendia a mão esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rivalidade entre Everton e Gordon era lendária. Os dois se odiavam com todas as forças. Era hora de resolver isso. Estudavam-se, caminhando de frente um pro outro, descrevendo um círculo. A fúria era presente no rosto dos rapazes, a pele avermelhada devido ao fluxo de sangue aumentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Everton investiu com impudência, o punho direito erguido no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon se esquivou do soco desajeitado do adversário e se viu numa posição privilegiada, por trás do gêmeo, agarrou-o pelo pescoço numa chave de pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite cara. - Banks disse confiante. O mata-leão era seu golpe invencível, e por mais que Everton o golpeasse com os cotovelos e lhe chutasse as canelas, Gordon não soltou até que o oponente caísse no chão desmaiado. Quem sabe até, sem vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som de correntes pela terceira vez. O Cavaleiro chutava para longe as correntes da perna esquerda, agora, preso somente pelo pulso direito, ele aguardava ansioso o resultado da última batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornado se afastou lentamente do chão, lufadas de vento o acompanhavam. Os olhos brancos fixos em Moon Tyrant.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moon Tyrant não deixava por menos, imitava cada passo do adversário. Afastou-se do chão, atingindo uma certa altura, uma energia dourada lhe envolvia o corpo agora, os olhos bicolores fixos em Tornado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você ainda pode desistir Moon Tyrant. - Tornado disse, sua voz agora era poderosa e parecia vinda de longe, trazida pelo vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu nunca desisto Tornado, se a lua é minha, sua carcaça também será. - Ele respondeu desafiador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem assim seja. - Tornado finalizou o diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moon Tyrant sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois se arremessaram um contra o outro ao mesmo tempo, os punhos preparados. O poder era quase visível dentro do templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro ria alto agora, triunfante. - "Hahahahahahahahahahaha!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: Colisão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-4647620590266902045?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/4647620590266902045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=4647620590266902045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4647620590266902045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4647620590266902045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-v-first.html' title='As Crônicas do Vórtex, parte V: First Blood.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-1785142355750158709</id><published>2009-08-06T21:37:00.001-03:00</published><updated>2009-08-06T21:41:18.643-03:00</updated><title type='text'>As Crônicas do Vórtex, parte IV: Dedos quebrados e lábios partidos.</title><content type='html'>O Cavaleiro Solitário assistia a tudo ali parado de pé no meio das pelejas, se esquivava vez ou outra de algum golpe mais intenso que sobrava das lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-    Pare com isso Slayer! - Beggar se protegia das estocadas.&lt;br /&gt;-    Você acha mesmo que temos alguma chance? Nossa única opção é lutar e acabar logo com isso! - Slayer continuava atacando, insistente.&lt;br /&gt;-    Sempre existem duas opções! Não precisamos lutar Slayer! - Beggar argumentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slayer ignorou, estocou com o punhal golpe depois de golpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar se defendia sem muita dificuldade, era um lutador excelente. Para a sorte de Slayer  por enquanto o sábio apenas se defendia. Slayer estaria acabado assim que Beggar decidisse disparar a primeira rajada de golpes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ananasi saiu lentamente da cratera onde estava, o Golem tinha uma força titânica e a arremessava de um lado pro outro do templo sem a menor piedade. Ela estava desorientada e abatida, mas ainda furiosa e sedenta de destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golem já se arremessava contra a aranha monstruosa novamente. Seus passos pesados retumbavam enquanto corria e podiam ser ouvidos por todos no templo. Aquela era de longe a batalha mais barulhenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois se encontraram no campo de batalha, Ananasi cuspindo seu veneno corrosivo furiosamente. O Golem ignorava o ácido-veneno, seu gigante corpo metálico era imune à dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gigante de ferro começou a esmurrar Ananasi com seus punhos maciços e a aranha recuava diante dos golpes poderosos, perdendo terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Everton, o gêmeo caolho, conseguiu derrubar Gordon no chão e sentou-se em seu peito, socava o rosto do gêmeo impiedosamente.&lt;br /&gt;-    Segura essa! – Desceu-lhe um soco no nariz, que quebrou e jorrou sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banks pensava numa maneira de reagir, Everton era tão pesado quanto ele mesmo, seria difícil sair daquela posição. Começou a socar os flancos do adversário, mas sabia o quanto aquilo era inútil, ele vivia se gabando do quanto aguentava golpes do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-    Agente aguenta mais que isso! – O Caolho ria ainda socando o nariz quebrado com vigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O riso do irmão irritava Gordon profundamente. Algo dentro dele se acendeu com uma força descomunal e ele conseguiu jogar o gêmeo ao chão. Levantaram rapidamente os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-    'Cê 'tá fodido! - Banks bradou furioso, o rosto coberto de sangue e hematomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornado ainda flutuava há alguns centímetros do chão, seus olhos ameaçadoramente brancos e rajadas de vento a lhe circundar o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moon Tyrant permanecia quase da mesma maneira, um olho totalmente branco o outro totalmente dourado, a coroa emitindo um brilho fantasmagórico de luz amarelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam acumulando forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: First Blood.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-1785142355750158709?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/1785142355750158709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=1785142355750158709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1785142355750158709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1785142355750158709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-iv-dedos.html' title='As Crônicas do Vórtex, parte IV: Dedos quebrados e lábios partidos.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-7759927002043712167</id><published>2009-08-05T22:07:00.001-03:00</published><updated>2009-08-05T22:07:55.192-03:00</updated><title type='text'>As Crônicas do Vórtex, parte III: Batalha em nome do Amor.</title><content type='html'>Ninguém ainda acreditava no que estava acontecendo, o homenzinho calvo correndo na direção do monge-mendigo com uma lâmina na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slayer atacou Beggar com seu punhal. O homenzinho visava um lugar seguro ao lado do Cavaleiro Solitário, pra ele não havia dúvida alguma de que a "nova Era" da qual o Cavaleiro tinha falado estava próxima. E se havia alguma chance dele vencer uma luta contra alguém, na sua mente distorcida, seria contra o velho Beggar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar era um artista marcial experiente, passara anos treinando nos ermos do vórtex, dificilmente Slayer o teria atingido. O monge apenas desviou o punhal de seu caminho e devolveu alguns socos sem vontade real de acertar Slayer, o homenzinho sacudiu o punhal no ar desesperado com o contra-ataque e num leve descuido Beggar levou um arranhão no braço, um fino fio de sangue escorreu da ferida. Isso foi o bastante pra instigar Ananasi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-    Sangue! - Ela urrou e soltou-se do teto, o corpo imenso bateu no chão com estrondo e ela mirou o primeiro alvo que viu. Seus nove olhos de tigre ficaram enloquecidos e injetados quando ela partiu pra cima de Gordon que ficou paralisado diante do ataque feroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos pesados do Golem de metal correndo pelo salão ecoaram enquanto ele se colocava entre o garoto e a monstruosa aranha. Ananasi não pareceu se importar de mudar de alvo, ela atacaria qualquer um e seu caminho. Mais uma batalha havia começado... Inocência contra Instinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-    Ninguém pra te proteger agora fracassado. – Gordon Banks ouviu uma voz idêntica à dele e se virou para olhar, era Everton com um soco preparado no punho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um soco e Convicção lutava contra Egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moon Tyrant olhou ao redor e encontrou Tornado encarando-o.&lt;br /&gt;-    Parece que nós dois sobramos. – Estralou os dedos e sorriu caminhando na direção do elfo azul.&lt;br /&gt;-    O azar é todo seu. - Tornado disse enquanto o vento começava a soprar dentro do Templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coragem e Ambição lutariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro Solitário assistia com prazer aos duelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beggar e Slayer trocavam golpes, mas as estocadas do homenzinho eram visivelmente inferiores á técnica marcial do mendigo. Enquanto Slayer já dava sinais de cansaço, a testa molhada de suor e ofegava pesadamente a cada arco que a lêmina descrevia, Beggar permanecia calmo e concentrado, seu corpo velho e duro parecendo agora muito mais intimidador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ananasi foi arremessada pelo Golem e bateu pesadamente contra a parede de ouro maciço do templo com um baque surdo. Ela se levantou devagar com fúria nos nove olhos estúpidos de tigre e partiu novamente pra cima da armadura mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gêmeos se enfrentavam de frente, com a guarda alta imitando lutadores de boxe. Se encaravam tensos, Gordon já com um primeiro corte na sobrancelha, Everton encarando com seu único olho cheio de fúria. Trocaram alguns socos. Everton se adiantou e encaixou uma chave de pescoço em Banks e começou a socar seu rosto violentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornado, com os olhos cheios de fúria, flutuava há alguns centímetros do chão. Moon Tyrant fez o mesmo, seus olhos brilhavam um totalmente branco e o outro dourado de energia de sua misteriosa coroa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-    Lutem meus amigos... Lutem e dêem tudo de si... No final, independente de qual seja o resultado, eu serei o vencedor. Por que nada, NADA pode vencer o Amor. - O Cavaleiro sussurrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: Dedos quebrados e lábios partidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-7759927002043712167?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/7759927002043712167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=7759927002043712167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7759927002043712167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7759927002043712167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-iii-batalha.html' title='As Crônicas do Vórtex, parte III: Batalha em nome do Amor.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-5543199445499130773</id><published>2009-08-05T01:24:00.000-03:00</published><updated>2009-08-05T01:25:20.094-03:00</updated><title type='text'>As Crônicas do Vórtex, parte II: Medo</title><content type='html'>Todos olharam surpresos para o homem que havia acabado de entrar no grande salão do Templo de Ouro. Na verdade, não era bem surpresa, não para todos eles. O Golem reagiu com sua costumeira curiosidade, Ananasi rugiu excitada e Slayer se escondeu atrás de Moon Tyrant com medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro assistiu com certo prazer enquanto todos se agitavam com sua mera presença.&lt;br /&gt;      - Vocês demoraram. – Ele fitou a todos.&lt;br /&gt;      - Do que você está falando? – Gordon se adiantou. Era lendário o conhecimento do garoto sobre o Cavaleiro, talvez isso fizesse alguma diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro sorriu um sorriso torto e muito branco de caninos salientes.&lt;br /&gt;      - Há semanas vocês estão sentindo... Um desejo imenso de vir até aqui, de se reunir... Estão ficando mais agressivos, suas habilidades mais aguçadas... Tudo faz parte.&lt;br /&gt;      - Parte de quê? - O elfo azul, Tornado, perguntou impaciente.&lt;br /&gt;      - Ora Coragem. - Todos estremeceram quando o Cavaleiro se dirigiu ao elfo dessa forma - Parte da nova Era. Eu vou ser libertado, é inevitável.&lt;br /&gt;      - Como assim inevitável? Você acha mesmo que consegue sair do Templo sem nossa ajuda? - Gordon tentava arrancar tudo do Cavaleiro.&lt;br /&gt;      - Ah Convicção, sempre tão... Convicto. - Riu - É claro que eu não posso sair daqui sozinho, mas vocês vão me ajudar.&lt;br /&gt;      - Pare de usar esses termos Cavaleiro! - Beggar advertiu.&lt;br /&gt;      - Termos? Seus nomes você quer dizer, Sabedoria? E qual o grande problema afinal? Não são essas nossas verdadeiras identidades? Gordon é Convicção, Tornado é Coragem, você Beggar é Sabedoria, o Golem é Inocência, Moon Tyrant é Ambição, Slayer é Medo, Ananasi é Instinto e Everton é Egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos ficaram em silêncio, seus nomes não eram pronunciados em voz alta há anos. Beggar fixou o olhar reprovador no Cavaleiro, já outros como Moon Tyrant e Everton abaixaram a cabeça, envergonhados de suas verdadeiras naturezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      - Vocês vão me ajudar. - O Cavaleiro continuou - Vão lutar entre si e me libertar de uma forma ou outra. Quando eu estiver livre, os vencedores serão meus protegidos.&lt;br /&gt;      - Lutar entre nós? Pra te libertar? Pelo cosmo! Do que raios você está falando? - Moon Tyrant falava alto, com seu jeito autoritário e severo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slayer tremia em seu canto escuro, alisava o cabo de seu punhal tentando ignorar o que era dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      - Um de vocês vai desencadear toda a batalha e depois disso, quatro de vocês vão ser mortos e vão eliminar meus grilhões. - Ao citar os grilhões, o Cavaleiro fez questão de mostrar os pulsos, e as grandes correntes que o prendiam às profundezas do Templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos permaneciam em silêncio. Slayer deixou seu abrigo de sombras e começou a caminhar na direção de Beggar, que de longe tinha a aparência mais frágil dentre todos ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      - Quem vencer vai ser protegido então? Eu prefiro ficar no time vencedor. - Ele segurava o punhal com firmeza na direção de Beggar, deu mais alguns passos e vacilou por um segundo, então avançou com desespero para atacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      - Slayer, não! - Gordon e Tornado gritaram juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: Batalha em nome do Amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-5543199445499130773?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/5543199445499130773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=5543199445499130773' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5543199445499130773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5543199445499130773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-ii-medo.html' title='As Crônicas do Vórtex, parte II: Medo'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2181983157213953439</id><published>2009-08-03T01:48:00.001-03:00</published><updated>2009-08-03T01:55:36.019-03:00</updated><title type='text'>As Crônicas do Vórtex, parte I: O Prisioneiro.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;No meio de um imenso campo de grama verde-azulada, havia um imenso Templo de Ouro. Era uma construção magnífica de arquitetura insondável, tinha mais 20 andares de altura e se estendia em todas as direções, suas imensas muralhas douradas rasgando o cenário. No centro do templo, um grande salão redondo com teto abobadado.&lt;br /&gt;Dentro do salão no Templo de Ouro, se espalharam oito viajantes, figuras distintas e sombrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro do salão estavam parados três homens, dois jovens idênticos, altos e gordos, vestindo calça jeans e camiseta preta, um deles com um piercing em forma de ferradura no nariz e o outro com uma faixa de tecido escuro por cima do olho direto no lugar de um tapa-olho. O terceiro homem era um velho que aparentava ser um mendigo, magro e barbudo, estava parado próximo aos jovens. Num canto estava parada uma imensa armadura de metal que olhava para os lados com curiosidade e a alguns metros dela, sentado no chão encostado numa parede dourada, um belo elfo de pele azulada, com longos cabelos azuis muito bagunçados e com algumas folhas presas entre os nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homenzinho calvo de olhar assustado estava escondido nas sombras num canto escuro  perto de uma passagem. Próximo da entrada externa estava um homenzarrão enorme, musculoso e de olhar intenso com uma estranha coroa na cabeça, olhava pro céu púrpura do lado de fora do templo. No teto do salão, grudada ao teto, observava e sussurrava uma monstruosa aranha gigante do tamanho de um ônibus "Eu sou o destino, eu sou o destino...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mendigo se aproximou de um dos jovens altos, aquele que tinha o piercing no nariz e que parecia ser o mais dócil.&lt;br /&gt;     - Ela está agitada Gordon, o pior pode estar por vir...&lt;br /&gt;     - Nós todos reunidos aqui Beggar, já é o pior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo jovem, idêntico ao primeiro, porém de olhar mais severo e cruel se aproximou dos dois mancando sobre uma perna tosca de madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - Esse fracassado tem razão, ou o templo está ruindo, ou o cavaleiro está tentando se soltar, e ambos seriam péssimos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho estremeceu de apreensão, das costas dele, próximo à escura passagem que levava para as profundezas do templo o homenzinha calvo disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - Pra vocês talvez seja algo terrível, mas eu adoraria ver este templo no chão.&lt;br /&gt;     - Já eu, adoraria que o cavaleiro se soltasse. – Disse o grandalhão que usava a coroa de aspecto misterioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gigantesca armadura de ferro apenas observava o diálogo, inexpressiva. Seu elmo era fechado com uma estreita fenda para os olhos, mas sem observar muito percebia-se que a armadura estava vazia. Mesmo assim o elmo se movia de um lado pro outro acompanhando o diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - É tudo sobre equilíbrio... Se o templo ruir, teremos de lutar pela liderança, se o cavaleiro escapar, teremos de lutar por abrigos seguros. - Disse o elfo azul, Tornado Overpower levantando-se do chão e caminhando para o centro do Templo.&lt;br /&gt;     - Eu sou o líder óbvio! Ninguém vai tirar isso de mim! - O jovem caolho exclamou exaltado.&lt;br /&gt;     - Sou um líder tão óbvio quanto você, já vivi quase tanto tempo quanto você lá fora. – Gordon Banks retrucou.&lt;br /&gt;     - O líder óbvio é aquele com maior capacidade de liderança. Eu comando exércitos, sou um general da morte e se o templo ruir, eu serei o líder! - Disse Moon Tyrant, o homem com a coroa.&lt;br /&gt;     - Vocês são cães brigando por um osso que ainda está na perna da vaca. – Beggar, o mendigo barbudo concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A armadura observa, sua face metálica e maciça ainda assim apresentava um ar curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - Eu sou o destino, eu sou o destino... - Ananasi sussurrava colada ao teto, suas compridas e cabeludas pernas tremendo levemente de excitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - Ela me dá arrepios. - Slayer, o homenzinho no canto escuro disse para ninguém em particular.&lt;br /&gt;     - Tudo lhe dá arrepios seu covarde! - Moon Tyrant urrou e Slayer se encolheu um pouco mais nas sombras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da passagem escura próxima de Slayer vieram barulhos de correntes, todos se voltaram para observar quem vinha. Um homem saiu pela passagem, magro, alto, com longos cabelos brancos e olhos amarelos, a pele era escura do sol. Vestia couro preto e desconfortável pelo corpo todo, mas toda a veste tinha aberturas por onde se viam tiras de sua pele. Nos pulsos e tornozelos, correntes com grilhões o prendiam há algum lugar na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     - Vocês demoraram muito mais do que eu tinha calculado, mas acho que tudo bem já que estão todos finalmente aqui. Vamos começar a brincar. - Disse o Cavaleiro Solitário com um sorriso malicioso no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR: Medo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2181983157213953439?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2181983157213953439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2181983157213953439' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2181983157213953439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2181983157213953439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/08/as-cronicas-do-vortex-parte-i-o_03.html' title='As Crônicas do Vórtex, parte I: O Prisioneiro.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-3000587541879144947</id><published>2009-07-31T01:05:00.010-03:00</published><updated>2009-08-01T18:11:00.278-03:00</updated><title type='text'>De volta ao Vórtex</title><content type='html'>Ele vinha caminhando bem alegre pelas ruas molhadas do centro, pisava nas poças e chutava a água pra cima. Ao redor dele, elas voavam felizes, uma revoada de fadinhas azuis. Ele se dirigiu até um bar num beco escuro, entrou barulhento, sobressaltando os frequentadores soturnos do boteco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fadinhas voaram em todas as direções, derrubando canecas de cerveja e banquinhos, um grupo delas se juntou e puxou a barba de um velho roto, muito magro que estava bebendo pinga no balcão, elas riam e dançavam à volta da cabeça do velho, e puxavam seus cabelos, até que ele levantou a mão e a abanou insistente até que elas o deixassem em paz. O jovem que acabara de entrar no bar sabia que era incomum que as pessoas vissem ou sentissem as fadas azuis, isso significava que aquele velho era alguém especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Te pago uma bebida. - Disse o jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu aceito. - Respondeu o velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tarde da noite e o bar não devia ter mais do que 10 ou 15 clientes sentados em mesas espalhadas. No balcão os únicos eram o velho e o jovem recém chegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sou Gordon. - O jovem estendeu a mão, mas o velho a ignorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei. Mestre das fadas azuis, o Convicto, Portador dos Olhos de Besta. - Disse o velho com mistério na voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de Gordon brilharam, amarelos como os de um tigre, mas logo voltaram ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se atreva a olhar pra mim com essas coisas! - Ralhou o velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você pode ver as fadas? Como sabe dos meus olhos? Quem é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho cofiou a barba e com um gole terminou o copo de pinga. Levantou-se e começou a andar pra fora do bar. - Vamos dar uma volta garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois saíram do bar, o beco úmido e gelado não intimidou o velho que usava roupas leves e mulambentas. Assim que o rapaz saiu do bar as fadinhas azuis voaram para fora da porta como uma lufada de vento carregando poeira brilhante e azul, elas seguiam os dois pela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe onde está? - Perguntou o velho monge-mendigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem certeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que tenho certeza, que porra de pergunta é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois continuavam andando no caminho pelo qual Gordon viera, mas de repente, as ruas foram desaparecendo e uma floresta escura e sombria os cercava. Caminhavam por uma trilha mal marcada, corvos estavam pousados nos galhos secos das árvores retorcidas e grasnavam ve ou outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda sabe onde está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon olhou ao redor, finalmente se dando conta do cenário surreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde eu estou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho sorriu com pena. Caminhou até a beira da trilha e se sentou numa pedra. As fadinhas já não mais voavam ao redor do jovem, pareciam ter todas sumido, mas ao longe, de todos os lados da floresta, pequenos pontos vermelhos merchavam na escuridão de encontro aos dois personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa floresta é só um dos muitos lugares sem nome que você vai encontrar por aí. Nós estamos num lugar chamado "O Vórtex". Você já esteve aqui, passou a maior parte da sua vida aqui, mas por alguma razão, você se esqueceu. Agora é hora de relembrar tudo o que passou e finalmente descobrir quem você é. As lições que você tirar disso é que vão te ajudar no mundo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon olhava pro velho assombrado, sabia no fundo que tudo aquilo era verdade, mas não tinha ainda idéia do que aquelas palavras representavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No chão da floresta os pontos vermelhos foram se aproximando, eram homenzinhos vermelhos com no máximo 2cm de altura e caudas afiadas. Eles cercavam Banks com os bracinhos estendidos, começaram a escalar o corpo do rapaz que assistia paralisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles são a Angústia, eles vão te mostrar o que aconteceu. Vão te mostrar o que você esqueceu, mas precisa se lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pequenos demônios escalou até a boca de Banks, ela se abriu sem que o rapaz percebesse e o pequenino escorreu-lhe goela abaixo. O que aconteceu depois, já não estava muito claro para Gordon...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SEGUIR, Guerras Secretas orgulhosamente REapresentam: As Crônicas do Vortex (Versão 2.0)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-3000587541879144947?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/3000587541879144947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=3000587541879144947' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3000587541879144947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3000587541879144947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/de-volta-ao-vortex.html' title='De volta ao Vórtex'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-5581955767494578519</id><published>2009-07-27T22:41:00.007-03:00</published><updated>2009-07-28T01:48:53.487-03:00</updated><title type='text'>Morre um poeta, nasce um rufião...</title><content type='html'>No meio do pântano havia uma mansão, tinha a aparência antiga e podre, porém imponente. O interior estava quase completamente vazio, poucos móveis, muitos deles cobertos por pesados lençóis brancos. Camadas seculares de poeira cobriam tudo no interior. Na imensa sala de estar, uma lareira apagada e uma poltrona de camurça vermelha. Sentado na poltrona, observando a noite clara lá fora pela janela embaçada de sujeira, um jovem de cabelos negros e olhos furiosos. Parecia impaciente sentado, balançava a perna direita, parou. Levantou-se e caminhou vagamente pela sala, indo até um ponto ou outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecoaram passos desiguais no hall de entrada, alguém vinha se aproximando. De repente a lareira se acendeu e um ferro de revirar brasas caiu com a ponta no fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada da sala de estar apareceu um outro jovem, a mesma constituição, alto e gordo. Eram idênticos na verdade, como gêmeos, mas o recém-chegado tinha sobre o olho direito uma faixa de pano escuro, um tapa-olho improvisado ainda manchado de sangue. A perna direita era amputada logo abaixo do joelho e no lugar da perna uma prótese mal feita de madeira escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois se encararam longamente, o ar da sala ficando cada vez mais pesado. O caolho tinha uma aparência ainda mais cruel que seu gêmeo, mas o outro mantinha firme nele um olhar de sagacidade, como se ele soubesse de algo que ninguém mais sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na poltrona vermelha, uma enorme aranha caminhava por cima da camurça poída, as pernas cabeludas vagarosamente ganhando espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem certeza? - O caolho perguntou com seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro jovem olhou pela janela, o luar iluminando os charcos, ao longe os grilos cricrilando e alguns sapos coaxando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho certeza. - Respondeu convicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caolho mancou até o outro, esse por sua vez se deitou no chão, fitando o teto com determinação. O coxo se ajoelhou com extrema dificuldade, seu corpo enorme apoiado todo no joelho manco. Ele revirou um bolso do casaco pesado que vestia e sacou uma navalha de prata de aparência magnífica, muito brilhante e afiada. Colocou-a no chão empoeirado e voltou a revirar os bolsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde raios eu os meti? - resmungou. - Aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou do bolso um par de esferas amarelas e gosmentas, com uma olhada melhor, percebia-se que eram dois olhos de animal. Colocou-os no chão e apanhou a navalha novamente. De maneira dramática, abriu a navalha e a pontou para o céu, a luz da luz refletiu na lâmina afiadíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem certeza? - O caolho perguntou uma segunda vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho certeza! - O jovem respondeu ainda olhando fixamente para o teto parecendo muito determinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro encarava o rapaz deitado no chão com um olhar que misturava apreensão e pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faça! - Ordenou o paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caolho desceu a navalha sobre o olho direito do jovem, cortou fundo a carne e o sangue escorreu livremente enquanto o rapaz gritava de dor, mas ainda perfeitamente parado deitado no chão. Com a parte chata da lâmina o Caolho puxou pra fora o olho que saiu ainda inteiro da órbita, preso apenas por um cordão carnoso no fundo, a lâmina da navalha cortou o cordão e o primeiro olho foi removido. Com desleixo o cirurgião largou o olho no chão empoeirado, ia começar a repetir a operação no lado esquerdo. Sem hesitar, enfiou fundo a navalha na carne do rapaz novamente e em pouco tempo, apesar dos gritos, o segundo olho foi removido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coxo se levantou vagarosamente e foi até a lareira, pegou o ferro de revirar brasas, a ponta que tinha caído no fogo estava agora vermelha e incandescente. Ele voltou até o jovem deitado que gemia de dor. Pegou o primeiro dos olhos amarelos de besta e ligou os dois cordões carnosos com a ponta quentíssima da ferramente de metal, o rapaz nesse momento se debateu e urrou. Com calma o Caolho enfiou o olho na órbita e recosturou as pálpebras. Depois ele repetiu o processo doloso de fundir a carne com o ferro quente e novamente costurou as pálpebras, mas dessa vez do olho esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabara a "cirurgia", ou pelo menos o ritual, e o macabro aleijado se afastou do paciente. O jovem se sentou com os olhos fechados, depois com algum esforço ficou de pé e então pela primeira vez ele abriu os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi surpreendente. A mansão, antes velha e decrépita, era agora um luxuoso palácio, enfeitado de ouros e pratas e pedras preciosas por todos os lados. Os móveis, agora muitos, eram feitos de madeira de lei e estavam limpos e brilhantes. As paredes e o chão, antes vazios e poeirentos, estavam agora enfeitados com tapetes e tapeçarias esplêndidos. Ao olhar pela janela, os vidros estavam claros como cristais, e a paisagem lá fora não era nada inferior a maravilhosa, um prado imenso e verdejante, onde brisas mornas sopravam de todas as direções, as flores mais coloridas que o rapaz jamais vira estavam coroadas de joaninhas e borboletas e abelhas. Um agradável ruído de cigarras vinha de longe, como nas tardes de verão da infância do jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele procurou com seus olhos de besta o seu gêmeo de aparência cruel, mas encontrou o rapaz com cabelo e barba aparados, o olho direito estava coberto por um tapa-olho negro de veludo costurado com fios de ouro e a perna amputada dava lugar a uma prótese de platina incrivelmente brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deu certo. - O jovem recém-operado comentou ainda impressionado com tudo que via.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, deu certo. Você abriu mão dos seus olhos sensíveis de poeta, seus olhos sinceros e honestos de amante, seus olhos leais de amigo. Por um par de olhos de besta, cínicos, mesquinhos e fúteis! Você agora vê o mundo do mesmo jeito que todas as outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vejo o mundo como um ignorante. - O jovem disse sombrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caolho se abaixou no chão e recolheu os olhos de poeta, guardou-os no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vou mais precisar deles, pode jogar fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou guardar. Algo me diz que você vai querer de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cirurgião saiu da mansão e meteu o pé numa poça de lama, os sapos coaxaram no pântano da realidade, mas lá dentro, no palácio da ignorância, tudo estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-5581955767494578519?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/5581955767494578519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=5581955767494578519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5581955767494578519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5581955767494578519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/morre-um-poeta-nasce-um-rufiao.html' title='Morre um poeta, nasce um rufião...'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-8664910083549681479</id><published>2009-07-27T06:00:00.006-03:00</published><updated>2009-07-27T06:40:45.909-03:00</updated><title type='text'>Quando se deixa de acreditar nas fadas, elas morrem?</title><content type='html'>&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/11/se-voc-acredita-bata-palmas.html"&gt;Parte 1: Se você acredita, bata palmas.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sentei no chão no escuro como costumo fazer sempre. Deixei os meus pequenos demônios correrem livres pela minha pele, escalarem minha coluna até meu cérebro e sussurrarem blasfêmias nos meus ouvidos. Antes eram fadinhas azuis, agora são homenzinhos vermelhos, com caudas afiadas. Ele riem e debocham de mim no escuro, peidam e gargalham. São uns sujeitinhos engraçados e malignos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me peguei pensando mais uma vez naquela relação íntima entre dor e inspiração. Bukowski disse "Não é a dor que cria a obra. É o artista." Eu respeitosamente duvido do meu mestre. Exato, eu não discordo, não totalmente, acho que deve sim existir o mérito do artista na criação da obra, mas será que a dor não tem mesmo nada a ver com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí você vai ficar puto comigo e dizer algo do tipo "Puta merda, achei que tinha acabado a choradeira!" e olha, você entendeu tudo errado, a choradeira acabou, o problema é justamente esse. E agora? E agora que eu não tenho sobre o que escrever? E agora que eu já não escrevo mais nada com a intenção de que um certo alguém leia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer, se eu não sofro por nada, basicamente eu não tenho sobre o que desabafar e sendo assim, não tenho sobre o que escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pequenos demônios dançam e cantam em cima das minhas mãos, um pequeno ritual maluco deles. Me pego pensando, será que querem dizer algo? Será isso algum tipo de sinal? Eu devo tentar de alguma forma mudar a minha motivação, tentar escrever por outros meios que não a dor? É um bocado pra se transmitir apenas dançando pelado em cima da mão de um gigante, mas acho que seria um bom palpite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual o oposto da dor? Não penso nisso a tanto tempo que nem bem me lembro mais. Aí um dos danadinhos se pendura no meu alargador na orelha esquerda e grita "Prazer!" em alto e bom português. Escrever sobre o prazer, sobre as coisas que me deixam feliz. Ousado, muito ousado. Esses carinhas não estão de brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta legal, e o que viria a ser uma dessas coisas que me deixam feliz? Dinheiro, mulheres, amigos, bebês foca? Tudo isso me deixa moderadamente feliz acho. Não é muito, mas é um começo, vou pensar no assunto, deixar as idéias cozinharem um pouco mais na minha cabeça. Rascunhar uns textos sobre dinheiro, mulheres e amigos, talvez até sobre bebês foca. Com certeza rascunhar algo sobre drogas. Meditação. Ei, parece que tudo está vindo com facilidade pra mim agora. Acho que os diabinhos estavam mesmo certos no final das contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em comemoração eles parecem estar dançando mais do que nunca, alguns se jogam dos meus ombros e caem no meu colo, uma baita distância pra quem tem 2cm de altura, as fadinhas pelo menos tinham asinhas de formiga. Gritam e riem e peidam e gargalham e xingam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não preciso sofrer por ninguém pra ser tudo que eu posso ser. Ainda mais sofrer por alguém que não quer meu sofrimento. Deixo meu sangue, meu suor e minhas lágrimas pra pessoas mais dispostas. Ou pra um momento mais oportuno. No momento o que vai aumentar o fogo na fornalha, são coisas boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu olhos pras minhas mãos e ao meu redor e eles se foram, os homenzinhos vermelhos. Acho que voltaram para seu pequeno castelo de fogo. Foram dormir até que eu precise deles. E quando olho pra cima, tenho a impressão de ver pequenos borrões azuis, acho que minhas fadinhas estão voltando pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que isso tudo de fadas e diabinhos é bobagem, mas vocês entenderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-8664910083549681479?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/8664910083549681479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=8664910083549681479' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8664910083549681479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8664910083549681479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/quando-se-deixa-de-acreditar-nas-fadas.html' title='Quando se deixa de acreditar nas fadas, elas morrem?'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-873679357784662174</id><published>2009-07-25T16:00:00.004-03:00</published><updated>2009-07-25T19:45:02.560-03:00</updated><title type='text'>Aquele bar na esquina da Mothway...</title><content type='html'>Parte 1: &lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/01/jack-charlie-e-o-grande-baile.html"&gt;Jack, Charlie, e o grande baile&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um ano no Japão, era de se esperar que Jack tivesse virado um cara mais Zen. Ele até tentava, mas não era bem o estilo dele, por mais que ele quizesse honrar a memória do amigo Charlie. Assim que saiu do retiro começou a beber pesadamente, andava nos lugares mais escuros e sujos das cidades pelas quais passava. Botecos baratos, fumando cigarros baratos. Foi num desses lugares que ele conheceu o Troll.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Troll era um cara com a mesma idade de Jack, era do tipo grandalhão, um sujeiro engraçado, perturbadoramente parecido com Charlie. Jack conseguia sentir a fúria por trás dos olhos alegres do sujeito. Estava indo pro Norte procurar emprego nos navios pesqueiros, mas tinha dado uma estacionada por ali torrando a grana que tinha ganho trabalhando como capanga de algum figurão em El Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois vinham se encontrando com frequência num boteco sujo e escuro na esquina da 6ª com a Mothway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack chegou por volta das 8 da noite, era um dos primeiros clientes. Bebeu duas cervejas e um scotch, acendeu um cigarro e ficou vendo a Tv, passava um jogo de soccer inglês, o Meyerside Derby. Lá pelas 11 a porta abriu com força e o sino que ficava na entrada deu uma volta completa no eixo, o Troll chegou, visivelmente bêbado. Cambaleou pelo bar e se sentou junto com Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey Troll, pelo jeito já começou sem mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois riram e ficaram em silêncio, o Troll pediu cerveja pra dois, mas ficou com as duas canecas, Jack ja tinha se acostumado com isso, pediu uma caneca pra si. Beberam conversando, o jogo ainda na tv, o bar encheu um pouco mais, mas logo esvaziou lá pelas 2 da manhã, os dois ainda bebiam com vontade. Depois veio mais silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um amigo meu se matou. - Jack disse subitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esperto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acha graça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, acho esperto. Se achasse graça teria dito "Engraçado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi no último ano do colegial, na noite do baile de formatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O universo não gosta de trapaceiros. Me disseram isso uma vez. Suicídio é como usar código pra vencer num jogo, cartas marcadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele era bem parecido com você. Eu nunca entendi porque ele se matou. Me senti culpado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não vou me matar, ainda não. Se é isso que te preocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ir pro mar pescar carangueijos é um jeito bem complexo de tentar se matar, mas não deixa de ser uma tentativa de suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troll terminou mais uma caneca de cerveja, pediu a próxima. Jack acendeu mais um cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estamos todos nos matando aos poucos Jack. Cigarros, bebida, carne vermelha, automóveis. Acho o cúmulo todo mundo me julgar só porque eu quero algo mais teatral. A vida termina em morte de qualquer jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vida é superestimada. Comer, beber, foder, tudo superestimado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack não tinha argumentos pra rebater, se pegou pensando nas palavras amargas do Troll. Se pegou pensando em como o Troll era parecido com o falecido Charlie, mas por alguma razão ainda estava ali, lutando, comendo , bebendo, fodendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você está esperando então? Porque não se mata logo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Troll deu um longo gole na cerveja e fechou os olhos trazendo à lembrança algo que só ele podia ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou curioso Jack. Acho que é por isso. O que tem me segurado por aqui é o "E se...?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barman se aproximou e anunciou que o bar ia fechar, já eram 4:30 da manhã. Jack alcançou a carteira, mas o Troll foi mais rápido e jogou um bolinho de notas amassadas no balcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dinheiro sujo. Mas serve pra pagar cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora do bar os dois se despediram como sempre faziam, mas no dia seguinte o Troll não apareceu, nem nunca mais, levaria anos até que Jack o visse de novo, ele tinha ido pro Norte atrás dos seus carangueijos e barcos de pesca, atrás de sua teatral morte branca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-873679357784662174?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/873679357784662174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=873679357784662174' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/873679357784662174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/873679357784662174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/aquele-bar-na-esquina-da-mothway.html' title='Aquele bar na esquina da Mothway...'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-9096295547344300330</id><published>2009-07-23T23:35:00.005-03:00</published><updated>2009-07-24T01:01:46.417-03:00</updated><title type='text'>Menos amor, mais Fúria...(Assombrado)</title><content type='html'>Um bom amigo me disse que ela não vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom amigo me disse que é melhor eu desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom amigo me disse que eu estou fazendo papel de bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e aí, o que eu penso disso tudo? Tenho feito um puta drama, é verdade, admito, mas a galera não tem me ajudado tanto quanto eu gostaria, sei lá...eu que faço tanto pelos outros esperava um pouco mais de apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente me criticou, porque até então eu era uma fortaleza indestrutível e uma única rachadura deu brecha pra todo um colapso emocional das minhas estruturas. Disseram que eu esperei tempo demais, disseram que eu fui afoito demais, carente demais, chato demais, me disseram que eu era GORDO demais (se fuder né meu?), disseram que eu fiz demais, disseram que eu fiz de menos. Todo mundo deu pitaco. Beleza que eu fui atrás de opinião e estava sujeito a ouvir coisas que não queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A unanimidade pareceu querer me dizer "Cara, pelo menos vc tentou, parte pra outra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho dificuldade de engolir isso. Segundo e último lugar não se diferenciam pra mim, só vence quem chega em primeiro. Eu falhei. Mais do que um coração partido, orgulho ferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu acho engraçado é que as pessoas esperam que eu sofra, mesmo que por anos. Se algum dia no futuro eu chegar a sentir algo por alguém novamente, vão todos logo dizer "Viu? Era só drama!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei mal e sofri bastante, cabeça vazia é a oficina do diabo, esse ditado nunca me pareceu tão certo. Mas sei lá, acho que chega...quero dizer, deixa rolar, se for pra ser, quem sabe um dia...talvez eu deva mesmo partir pra outra. Não que por um segundo eu acredite que não vale a pena, mas por realmente achar que eu já to fazendo papel de palhaço. To sofrendo demais, preciso curar essas feridas, batalhas demais num espaço de tempo curto demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se estou pronto, mas eu preciso me mexer. Mesmo ainda assombrado pela lembrança dela. Menos amor, mais fúria na minha vida, eu tenho que me colocar em forma, ninguém devia ser capaz de fazer isso comigo...eu sinto que estou voltando, bem aos poucos, mas estou voltando, vocês que me aguardem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-9096295547344300330?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/9096295547344300330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=9096295547344300330' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/9096295547344300330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/9096295547344300330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/menos-amor-mais-furiaassombrado.html' title='Menos amor, mais Fúria...(Assombrado)'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-3694810449009116159</id><published>2009-07-22T22:57:00.002-03:00</published><updated>2009-07-22T23:56:24.648-03:00</updated><title type='text'>Aborto Romântico</title><content type='html'>Aqueles gosto doce, amargou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento bom, se abalou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ira solitária, inflamou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que era pra nascer, acabou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-3694810449009116159?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/3694810449009116159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=3694810449009116159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3694810449009116159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3694810449009116159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/aborto-romantico.html' title='Aborto Romântico'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-954095612215888754</id><published>2009-07-16T19:50:00.003-03:00</published><updated>2009-07-16T20:00:03.504-03:00</updated><title type='text'>Sou eu</title><content type='html'>Sou eu quem te faz sorrir;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu quem te consola ao chorar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu quem está sempre lá, mesmo quando não posso ajudar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu quem te aceita do jeito que você é, com seus pequenos defeitos maravilhosos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu quem vai te buscar de madrugada, mesmo sem ter carro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu quem te leva flores nos dias de semana, só pra te fazer uma surpresa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu quem te diz tudo o que pensa te olhando nos olhos, sem sentir vergonha;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu quem canta todas as músicas pensando em você;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu quem acorda todos os dias pensado nos seus olhos cor de avelã, e por último, mas não menos importante;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu o cara que você não acha bom o bastante pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-954095612215888754?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/954095612215888754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=954095612215888754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/954095612215888754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/954095612215888754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/sou-eu.html' title='Sou eu'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-1554002782548915015</id><published>2009-07-10T19:28:00.004-03:00</published><updated>2009-07-10T22:21:17.706-03:00</updated><title type='text'>O Merrow</title><content type='html'>Cheguei essa manhã em Porto Holandês, Alaska. Meu tio tinha dito que ia estar me esperando lá, mas eu não encontrei ninguém. Fiquei lá por horas até que finalmente decidi procurar um hotel onde ficar, é inverno aqui no Alaska e embora já não faça tanto frio quanto fazia uns 30 anos atrás, ainda é desagradável ficar tomando friagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde naquela noite bateram na porta do meu quarto, era um cara baixinho com toca de lã, na casa dos 40, rosto marcado. Tive certeza que era um marinheiro. Disse que estava lá a mando do meu tio, pra me levar pro barco assim que eu pudesse. Parecia urgente, achei melhor me vestir e ir com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai nunca me falou muito do meu tio, os dois eram distantes, não que fossem brigados, só não se falavam muito. Eu nunca nem tinha visto o cara, ele morava no Alaska havia muito tempo e era daqueles tipos que não se deixam fotografar. Até então meu tio era um mistério pra mim, mas não exitou nem por um momento ao me arrumar emprego no barco dele quando meu pai pediu. Palavras do meu pai "Seu tio vai fazer você virar homem". Estou certo de que meu pai tinha a melhor das intenções me mandando pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando no barco, longo e envelhecido, de um azul pálido, corri os olhos pela traseira onde estava o nome da embarcação, "The Merrow".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O baixinho me levou até a cabine do capitão, onde na porta eu li "Captain Troll", estranhei, mas imaginei que fosse um apelido do meu tio, já tinha ouvido falar que ele era um daqueles caras enormes que começaram a nascer nas décadas de 80 e 90, antes das pragas começarem a fazer os humanos nascerem cada vez mais frágeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta abriu e o cômodo atrás dela estava escuro, nada convidativo, uma voz rouca me chamou em alto e claro português paulista "Pode entrar Jr. eu estou aqui esperando". Entrei e olhei em todas as direções tentando captar como era aquela sala. Era um cômodo de tamanho médio, uma cama num canto, uma mesa com um computador no outro, no fundo um frigobar e uma poltrona, sentada nela, estava meu tio, que eu ainda não consegui ver por causa da iluminação precária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu gosto de ficar sentado no escuro. Mania antiga. Pode acender a luz, o interruptor está do seu lado." Eu achei o interruptor e acendi a luz, foi estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era imenso como tinham dito, mesmo sentado. Estava com uma jarra de 1l. na mão, cheia até quase a boca de um líquido que parecia muito ser uísque. Levantou-se com dificuldade e se aproximou mancando. Reparei que a perna direita não passava de um toco de madeira escura. No rosto uma cicatriz enorme passava por cima do olho direito, que era branco e cego. O cabelo muito preto dava os primeiros sinais de grisalhice. Usava costeletas gigantes e mal aparadas, muito negras. Tinha um sorriso torto, meio malicioso, mas ainda assim confortante. Estendeu a mão pra mim. Quando segurei sua mão, o aperto de quase quebrar meus ossos nem foi o mais estranho, mas reparar que na mão direita faltavam os dois últimos dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foi o mar. Ele me tirou muita coisa, menos o que eu queria que ele tirasse."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversamos então um pouco, em português mesmo. Quando alguém entrava ele tinha a cortesia de falar em inglês, mas assim que saíam ele voltava a falar em português, gostava muito de falar, era articulado, vocabulário extenso, percebi sem muito esforço que era um homem inteligente, a despeito de sua aparência quase fantasiosa de Capitão Pirata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me contou como tinha chegado ao Alaska 20 anos atrás em busca de emprego nos barcos de carangueijo, a dificuldade que teve em arrumar emprego, mas tudo foi compensado na primeira temporada no mar, ganhou muito dinheiro, resolveu ficar mais algum tempo e a cada temporada ganhava mais e mais, enquanto economizava pra comprar seu próprio barco. Estava no Alaska há 6 anos quando sofreu o acidente, um guindaste despencou em cima dele. Perdeu o olho, dois dedos e a perna, quase morreu na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mulher e filhos no Brasil e desfigurado pelo acidente, ele desistiu do amor, resolveu ficar no mar pro resto da vida, nunca mais foi ver a família ou sua terra natal. Vez ou outra recebia uma foto do mais novo bebê ou a notícia do morto mais recente, mas pouco se importava, jamais voltava, jamais mandava notícias. Logo pararam de incomoda-lo, mas sabiam que ele estava lá em algum lugar, naquele deserto gelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Do que você fugiu Jr.? Por que veio pra cá?" Eu não soube bem o que responder, sabia no meu íntimo a resposta, além de trabalhar, ganhar dinheiro e agradar meu pai, eu estava fugindo de algo. De alguém. Dela. Achei que seria honesto contar ao meu velho tio tudo sobre Julia. Emocionado eu dei detalhes dos nossos desencontros e de como eu gostava dela, mas o destino nos impedia de estarmos juntos. Assim que terminei, meu tio sorriu. O sorriso virou uma gargalhada rouca e grave. Ele terminou sua jarra de uísque depois disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu também fugi de uma garota quando vim pra cá Jr. Por isso eu ri, tudo é tão repetitivo, elas sempre são perfeitas, nós nunca podemos suportar a idéia de viver sem elas e mesmo assim, aqui estamos nós, no meio do nada. Fugir não resolveu pra mim garoto e não vai resolver pra você. Trabalhe aqui comigo esse inverno, mas volte pra casa assim que puder e lute por ela! Não se pode fugir de si mesmo, eu não te culpo por tentar, mas aproveite o conselho de quem já tentou e falhou. Ficar aqui sozinho só vai fazer piorar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu trabalhei no Merrow o inverno todo, voltei totalmente mudado pra casa, meu pai estava certo. Meu tio, o Capitão Troll, fez de mim um homem. Quando eu voltei, Julia tinha secretamente esperado por mim, namoramos e dois anos depois íamos nos casar. Fiz questão de enviar um convite de casamento ao meu tio, mas ele nunca veio como eu imaginei que não viria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais triste foi receber a notícia de que no dia do meu casamento, sozinho dentro do Merrow, com a barba feita e o cabelo cortado, sóbrio como não estivera em anos, meu tio usou uma corda para se enforcar. Os médicos disseram que ele quebrou o pescoço na queda. Ser tão grande deve ter valido a pena pra ele no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos relatos de A. G. Silva Jr. dezembro de 2034&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-1554002782548915015?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/1554002782548915015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=1554002782548915015' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1554002782548915015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1554002782548915015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/o-merrow.html' title='O Merrow'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-3669433579693902433</id><published>2009-07-09T23:13:00.000-03:00</published><updated>2009-07-10T00:10:25.284-03:00</updated><title type='text'>A Marca da Proteção</title><content type='html'>Assim que ficou acertado que nós iríamos nos ver, tive a idéia de levar-lhe uma flor. Já tinham me dito que era uma coisa muito bonita e eu honestamente nunca havia dado uma flor pra ninguém antes. A garota certa merecia o gesto certo. Uma garota especial merecia um gesto especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para ir ve-la, la fui eu, alargador na orelha, ferradura no nariz, camiseta do Karate Kid, entrei na floricultura sem cerimônia e tirei de lá a rosa mais bonita que encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento apropriado da conversa, saquei a rosa e a entreguei. Ela muito emocionada me deu um morno beijo na testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera aí... NA TESTA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que fui pra casa me sentindo profundamente humilhado, mas pensador incansável que sou, analista e estrategista do comportamento humano, resolvi entender melhor do que se tratava um beijo na testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O material para pesquisa é muito escasso e não existe fonte confiável da qual tirar uma conclusão. Loucamente percorri a internet buscando as origens daquele ato, culturas nas quais ele fosse comum, mas depois de pouco mais de três horas de pesquisa, eu consegui uma pilha quentinha de NADA. Não contente passei a procurar em fóruns e até mesmo questionar alguns amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinandos todas as respostas, a resposta final então surgiu no horizonte de minha mente e parecia unânime. Um beijo na testa é um sinal de respeito, uma mostra de profundo carinho e uma prova de ADMIRAÇÃO (palavrinha que tem me perseguido nos últimos meses). Eu até vi lá um maluco que falava que beijar a testa era o mesmo que beijar o terceiro olho místico de alguém, beijando assim a sua alma. Mas enfim, maluquices à parte, parece que eu estava errado me sentindo humilhado frente a uma atitude tão bela, isso senão mais bela, do que a flor que eu entreguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito, admiração, profundo carinho, sentimentos bons condensados num único gesto que ela realizou com tanta delicadeza e ternura que agora, que eu tive tempo pra pensar melhor sobre isso, é tudo no que eu consigo pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu fecho meus olhos, se eu me concentrar, ainda consigo me lembrar da sensação. Aqueles curtos dois segundos em que ela foi até mim e me deu aquela marca de proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria, talvez ela tenha mesmo beijado a minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-3669433579693902433?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/3669433579693902433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=3669433579693902433' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3669433579693902433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3669433579693902433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/marca-da-protecao.html' title='A Marca da Proteção'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-8592533213187056623</id><published>2009-07-09T02:30:00.001-03:00</published><updated>2009-07-09T02:35:28.029-03:00</updated><title type='text'>Homem, fome do mundo.</title><content type='html'>Fome, vida da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo, vida do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fome, morte do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem, morte do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks (em algum momento de 2003)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-8592533213187056623?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/8592533213187056623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=8592533213187056623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8592533213187056623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8592533213187056623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/homem-fome-do-mundo.html' title='Homem, fome do mundo.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-8688867268214190618</id><published>2009-07-07T23:25:00.002-03:00</published><updated>2009-07-07T23:45:27.912-03:00</updated><title type='text'>O urro obstinado do Troll</title><content type='html'>Um inimigo visível, centenas, milhares, bilhões invisíveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não dava a mínima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onda após onda os inimigos menores se jogavam contra ele, mas impotentes eram repelidos por mera presença bélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais resistentes usavam suas espadas, mas eram repelidos por uma couraça de sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns resistiam até um segundo golpe, com suas lanças envenenadas de mentiras e falsidade. Mas não eram páreo, a própria pele do guerreiro era imune a esse tipo de coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ria, na verdade gargalhava, enquanto seu machado e seu martelo viajavam no ar, retalhando as gargantas imundas, esmagando os crânios incultos. Aos milhares eles tombavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carne morna e flácida era jogada em todas as direções, enquanto um hino de guerra vinha das profundezas de suas garganta. E quando uma onda incrivelmente maior de inimigos incrivelmente superiores surgiu no horizonte, tapando o sol, ele olhou com desdém, porque nada ali era páreo pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A batalha durou toda uma vida, os inimigos não pararam jamais de chegar, mas ele não parou jamais de lutar. A cada idiota esperançoso que caia no chão derrotado, a cada homem malicioso que era decapitado, a cada maníaco estraçalhado por suas leais armas de aço, o troll urrava vigoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que venham! Que venham todos! Me encarem se puder! Porque suas lanças nã vão me perfurar, suas espadas não vão me cortar, seus machados não vão me partir! Meu escudo é minha fé no que é certo, meu escudo é o que eu acredito com tanta força que nenhuma arma de mortais ou de deuses pode abalar! Que venham seus covardes, pois meu nome é Obstinação e NINGUÉM pode me derrotar!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impotentes contra guerreiro tão formidável, aproveitando-se de sua invisibilidade, fugiram todos, coverdes, com medo de seu destino certo. Morrer nas mãos do troll. E então ele se deu conta da batalha que tinha travado apenas em sua mente, mas que continuaria a travar pra sempre. Ciúme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-8688867268214190618?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/8688867268214190618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=8688867268214190618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8688867268214190618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8688867268214190618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/o-urro-obstinado-do-troll.html' title='O urro obstinado do Troll'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-1312443386053644683</id><published>2009-07-07T01:11:00.009-03:00</published><updated>2009-07-07T01:40:50.274-03:00</updated><title type='text'>Nada a perder</title><content type='html'>Na escola, por mais esquisito que eu fosse, nunca me faltaram amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças ao sistema de ensino público, eu nunca precisei de nota pra passar de ano. Fui empurrado até me formar (não que eu me orgulhe disso, mas na época parecia um bom negócio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 19 anos, na minha primeira entrevista de emprego, sendo irônico e cínico, mesmo assim eu consegui o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo vinha sem esforço pra mim, os amigos, o diploma, o emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim o mundo me condicionava a acreditar que faltava algo, que não era possível ser feliz sozinho. O mundo me fazia acreditar que me faltava uma companheira.&lt;br /&gt;Por anos eu procurei, aqui e ali, mas nós nunca tinhamos muito em comum. Isso até eu encontrar "aquela garota", que eu insisto que é a única pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses se passaram, esses em complacente dormência, até que algo em mim finalmente despertasse e dissesse algo a ela. Mais alguns meses de conversa até faze-la perceber que era viável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, numa única noite, com pouco mais de 3 horas de conversa, eu perdi tudo. A peça que faltava, o que eu sempre acreditei ser tudo o que eu precisava, a coisa que eu mais queria em toda a minha vida que acontecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida ficou estranha depois disso. O tempo todo eu sinto essa insensibilidade, como se eu estivesse anestesiado. Os pensamentos vem até mim, mas nada mais tem graça. As engrenagens continuam trabalhando , o universo continua pulsando, mas mesmo assim é como se eu não tivesse mais razão nenhuma pra continuar, nada com o que me importar. Eu perdi tudo o que eu queria, quem eu mais queria ter perto de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho mais nada a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-1312443386053644683?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/1312443386053644683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=1312443386053644683' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1312443386053644683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1312443386053644683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/nada-perder.html' title='Nada a perder'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-7452095714945202549</id><published>2009-07-05T22:10:00.003-03:00</published><updated>2009-07-05T22:33:01.658-03:00</updated><title type='text'>Escrevidão</title><content type='html'>Venho escrevendo por compulsão ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que me incomode, afinal se eu quero ter a mínima chance de um dia ser considerado um escritor sério (ou mesmo um escritor que não mereça respeito, hauhauauahuah), eu tenho que escrever pra praticar, então no final das contas, mesmo a inspiração sendo um pouco dolorosa, eu to adorando esparramar minhas palavras por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes paro e penso, e sei lá, parece que minha alma expandiu essa semana. Como se  a vida toda eu tivesse visto o mundo com 10% da minha visão, mas de repente eu ganho essa capacidade de ver tudo com 20%, e não parece muito, mas tem feito uma diferença enorme pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cores de repente parecem todas mais intensas, até os cheiros, os sons, o universo à minha volta pulsando cosmicamente no ritmo do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando na fonte desses meus novos "superpoderes", as situações incômodas da vida, eu começo a indagar sobre as coincidências. Aqueles casos que não nos matam, e logo pela sabedoria popular, nos fortalecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tudo realmente tenha hora e lugar pra acontecer, não que eu acredite em deus, mas não ia me surpreender se toda a existência não passasse de uma complexa equação matemática em que todos nós fossemos números a ser resolvidos e nossas interações fossem as operações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matemáticas à parte (exatas não é minha área definitivamente), eu tenho mais é que tirar proveito do que me aconteceu e usar a iluminação que adiquiri pra escrever mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a Escrevidão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-7452095714945202549?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/7452095714945202549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=7452095714945202549' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7452095714945202549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7452095714945202549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/escrevidao.html' title='Escrevidão'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-4969409258385641972</id><published>2009-07-04T23:30:00.004-03:00</published><updated>2009-07-05T02:16:34.650-03:00</updated><title type='text'>Intensidade da Alma</title><content type='html'>Malditos aqueles com almas intensas.&lt;br /&gt;Que sentem tudo demais.&lt;br /&gt;Que riem demais.&lt;br /&gt;Que choram demais.&lt;br /&gt;Que se emocionam demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensibilidade, a nobre virtude que todos admiram, até perceberem que você talvez seja um pouco sensível demais e além da sua vida, consegue também sentir as vidas alheias, os dramas, problemas e até as alegrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensibilidade, o nobre defeito que todos aceitam com certa reserva, até perceberem que você talvez seja um pouco sensível demais e além dos seus problemas, consegue também sentir os das vidas alheias, suas trapaças, seus receios e até seus medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensibilidade, o maldito defeito que todos renegam com nojo, até perceberem que você talvez seja um pouco sensível demais e além dos seus temores, consegue também sentir os das vidas alheias, suas neuras, seus remorsos e seus amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malditos sejam aqueles com almas intensas. Porque sabem demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-4969409258385641972?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/4969409258385641972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=4969409258385641972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4969409258385641972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4969409258385641972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/intensidade-da-alma.html' title='Intensidade da Alma'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-7177166724242685378</id><published>2009-07-03T22:47:00.003-03:00</published><updated>2009-07-03T23:09:21.360-03:00</updated><title type='text'>Aquele beijo que nunca aconteceu...</title><content type='html'>Na fatídica noite de terça-feira eu contei "x" oportunidades de beija-la, mas não a beijei nenhuma única vez. Fiquei remoendo isso no caminho de volta pra casa, sentindo raiva de mim mesmo. Não era isso tudo o que você queria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí me dei conta, como quase sempre acontece, sentado no chão gelado no escuro, de que um beijo não era TUDO o que eu queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nada ia valer pra mim beija-la uma única vez se eu soubesse que nunca mais iria acontecer novamente. De fato a tortura seria imensamente maior, a de nos conectarmos uma única vez e não ter aquela chance outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ainda me incomoda o mistério. Seria o dela um beijo doce como o das fadas? Um beijo ardente como o das deusas? Ou um beijo suave de uma garota insegura que pela primeira vez é beijada por alguém que se importa tanto com ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado no escuro com meus demônios, percorrendo minha pele gelados e insensíveis, repassando pela milésima vez todos os meus erros, a pergunta continua surgindo. Como teria sido aquele beijo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que eu não quero descobrir se não puder experimenta-lo sempre que eu quiser, sempre que ela quiser, sempre que NÓS quisermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma noite sem dormir, mas pelo menos a produção literária continua a todo vapor. Dancem sobre e sob minha pele demônios! Dancem e me soprem as palavras profanas que devo cuspir no mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-7177166724242685378?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/7177166724242685378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=7177166724242685378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7177166724242685378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7177166724242685378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/aquele-beijo-que-nunca-aconteceu.html' title='Aquele beijo que nunca aconteceu...'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-562169448059361736</id><published>2009-07-02T23:08:00.000-03:00</published><updated>2009-07-03T00:59:28.983-03:00</updated><title type='text'>The quest for the King Crab</title><content type='html'>Passei meu dia todo pesquisando sobre a pesca do King Crab no Alaska. King Crab é um carangueijo gigante que só da em águas geladas, é muito raro e caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pescador consegue em média ganhar 50 mil dólares por 6 meses de trabalho, mas existem casos de temporadas tão fartas que um único pescador conseguiu ganhar 100 mil dólares em 5 DIAS de trabalho! Agora vem cá...e porque raios não está todo mundo trabalhando nessa coisa de pescar carangueijo no Alaska se isso da tanta grana assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que essa é a "pegadinha" do negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesca do King Crab é o trabalho mais perigoso dos Estados Unidos, a taxa de mortalidade é 90 vezes maior do que a segunda prefissão mais perigosa, que se não me falha a memória é piloto de caça. Os caras morrem às dezenas toda temporada de pesca, afogados ou então de hipotermia. E como se isso não fosse o bastante, a temporada de pesca tem algumas leis que obrigam os pescadores a irem pro mar e lançar suas armadilhas o mais rápido possível, o que resulta numa probabilidade de quase 100% de que você talvez sofra um acidente no qual vc vai perder um braço ou perna. Legal né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vem a parte mais legal. Eu to pensando de ir pra lá, hauhauhauahahahua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absurdo! Seu louco! Já ouvi de tudo em relação a isso, acredite, todo mundo que eu conheço me desaconselhou. Mas sei lá, se (e esse é um grande SE) eu sobreviver a essa merda toda, além de voltar pra casa com os bolsos cheios de grana, eu vou ter engrandecido meu espírito, endurecido meu corpo nos ventos de 50 nós do círculo polar ártico, temperado minha mente na imensidão gelada do mar do Norte. Sei lá, eu acho que seria uma empreitada válida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do que, se eu morrer por lá, o mundo não vai estar perdendo grande coisa, você vai ter que concordar. E eu não tenho nada que me prenda ao mundo no momento, nada que me dê uma boa razao pra voltar pra casa. Enfim, não é que eu esteja indo pra lá pra morrer. Não tem nada a ver com isso. Só acho que nas atuais condições da minha vida, é um risco que vale a pena correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sei lá, é meio que uma idéia, não chega a ser exatamente um objetivo ainda...AINDA. A temporada de pesca começa em Outubro e termina em Fevereiro, veremos o que rola até lá. Preciso tirar meu passaporte, conseguir visto, vai uma pequena jornada até concluir tudo. E se eu voltar vivo, vivas pra mim, porque serei rico e jovem o bastante pra aproveitar a grana, hauhauahuahuahua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo minhas idéias idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-562169448059361736?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/562169448059361736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=562169448059361736' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/562169448059361736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/562169448059361736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/quest-for-king-crab.html' title='The quest for the King Crab'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-4681240852010901723</id><published>2009-07-01T23:24:00.000-03:00</published><updated>2009-07-02T00:39:44.440-03:00</updated><title type='text'>Desencontro (Talvez o primeiro de muitos...)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img18.imageshack.us/img18/7028/stonegiant.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 1250px; height: 898px;" src="http://img18.imageshack.us/img18/7028/stonegiant.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os direitos da imagem e do wallpaper vão para &lt;a href="http://www.jasonchanart.com"&gt;www.jasonchanart.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um wallpaper que tenho há alguns meses e como quase tudo, eu tive muita facilidade em interpretar a cena toda e transporta-la pra minha vida. O traço é apaixonante e a arte em si muito bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí você chega pra mim e fala algo do tipo: Você teve facilidade de transportar pra sua vida um gigante de pedra numa cachoeira secreta com uma garota? Que absurdo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São meus superpoderes meu caro, eu consigo ver tudo. Agora vamos lá, interpretação da imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, vamos examinar o que mais chama a atenção na imagem, o Gigante. Não tem muito segredo, ele é um cara grandão, desajeitado, tímido. Provavelmente ele é o rei do pedaço aí nessa cachoeira esquecida pelos deuses, os sapos, peixes e insetos da região são seus únicos amigos, talvez uma lontra. Ele sabe das coisas, não física quântica e literatura, mas as coisas da vida. Ele é antigo e sábio, e nas noites claras de lua cheia, quando o céu fica abarrotado de estrelas, o Gigante se senta e fica olhando os astros brilhantes, imaginando o que é que está lá em cima, fora do seu alcance. Tem alguma coisa errada, ele pode sentir, mas não consegue compreender, mas a verdade é que o coração dele é de pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí uma bela manhã, sem que estivesse esperando por qualquer coisa, o Gigante é atingido por algo, uma sensação que percorre seu corpo rochoso como se fosse eletricidade. Uma voz vindo da queda d'água. Os dois então se encontram pela primeira vez, o Gigante do coração de pedra e a garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que pra ela era tudo curiosidade e excitação, aquela figura sombria e bizarra, tão diferente de tudo no mundo, de todas as pessoas. Pro Gigante a história já foi outra. Aquela pequena criatura, tão diferente de tudo que ele ja tinha visto nos seus séculos de existência, tão pequena, tão pura, com aqueles olhos e aquele sorriso maravilhosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles se aproximaram um do outro, sem medo por nenhuma das partes. Eles se conheceram, pelo menos superficialmente. Ela sabia que ele gostava de ver as estrelas só de encarar aquela cara pedregosa de perto, ela sentia certa profundidade nele. Já ele sabia que ela gostava de rir e contar história bobas, a garota tinha uma complexidade que ele jamais enfrentaria com um de seus amigos sapos por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí ele teve a idéia de faze-la ficar, mas ela tinha dúvidas. Foi quando tudo ficou um pouco frio e triste. E no último gesto desesperado de tentar convence-la de que ali era um bom lugar, o Gigante entrega à garota um flor, um sinal de tudo que naquele jardim havia pra ser descoberto ainda, nos dias que viriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela aceitou a flor, achou um gesto lindo vindo daquela coisa que imitava a vida humana, mas ela não entendeu que o presente na verdade não era a flor e sim o jardim. Ela partiu logo depois do almoço e o Gigante não entendeu que ela voltava pra sua família, seus amigos, um mundo do qual ele não fazia e talvez jamais fizesse parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, ja em casa, a garota se lembrou do Gigante e sorriu cheirando a flor que ele lhe deu. Enquanto que na selva gelada, o Gigante estava sentado no chão, olhando pras estrelas, imaginando se em algum lugar no universo eles teriam a chance de se encontrar em condições mais favoráveis. E se em algum lugar no universo, a garota teria escolhido ficar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-4681240852010901723?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/4681240852010901723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=4681240852010901723' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4681240852010901723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4681240852010901723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/07/desencontro-talvez-o-primeiro-de-muitos.html' title='Desencontro (Talvez o primeiro de muitos...)'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-4588106773998284185</id><published>2009-07-01T00:28:00.000-03:00</published><updated>2009-07-01T01:09:23.463-03:00</updated><title type='text'>Nem peixe eu como...</title><content type='html'>Eu só atualizo essa porra quando to mal, acabou de me ocorrer. Aí comecei a pensar no quanto o sofrimento influencia na inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Van Gogh, Niezstche, Kant, Newton, cambada de lerdo que não pegava ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu me coloco na categoria acima citada? Mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando numa fase boa pra mulher na verdade, sério mesmo, eu conto assim de cabeça umas 6 ou 7 das quais com um mero estalar de dedos estariam aqui todas açanhadas pra cima de mim (Ui, gostosão!). Qual é o grilo então? Eu não quero 6 ou 7 mulheres, eu quero UMA mulher e obviamente o motivo do drama todo é que ela não me quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What the fuck, por que? Por que é sempre assim? Cara eu fico tão frustrado com isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciclana gosta de mim, que gosto de Fulana que gosta de um outro cara aí...e nada, nem o universo, nem as vidas passadas, nem a chuva, nem a rosa fizeram ela perceber...espera. Acho isso injusto. Ela percebeu, ela só não pôde corresponder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria sido tudo tão perfeito se, sei lá, se a gente só esquecesse do mundo e fizesse o que a gente queria fazer, mas aí existem todas essas amarras, todas essas condições e a vida fica dependendo de um monte de decisões tomadas por estranhos. Não é justo. Puta que pariu, não é justo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu me pego aqui, escrevendo alucinadamente. Será que é isso? Será que eu vou ter que  me foder a vida toda pra conseguir atingir o nível de um Van Gogh? É sofrimento o combustível da arte? Porra, eu iria viver feliz pra sempre escrevendo cardápios de restaurante chinês se ela estivesse comigo. Sério mesmo, eu estou totalmente disposto a abrir mão do meu dom por ela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí ela meio que me disse que "existem muitos peixes no mar", eu não abriria mão do meu dom por um "peixe", claro que não é literal, vocês entenderam...eu disse que não quero mais ninguém. Ela riu, me chamou de exagerado, mas sei lá, até certo ponto talvez fosse mesmo exagero, mas na real, eu acho que não quero mais ninguém. Acho que encontrei com o destino hoje, tal qual Dom Quixote com sua Dulcinéia, eu vou ser um escritor louco, solitário e sombrio, sem ninguém na minha vida, pq pra mim não interessa ninguém que não seja ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então acho que a partir de hoje eu abraço, com todo o sofrimento inerente à minha arte, o meu dom da escrita. Por que se for pra ficar sem ela, que pelo menos eu fique rico e famoso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldito gordo dramático...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-4588106773998284185?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/4588106773998284185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=4588106773998284185' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4588106773998284185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4588106773998284185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/06/nem-peixe-eu-como.html' title='Nem peixe eu como...'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-6672561931071336766</id><published>2009-06-23T01:45:00.000-03:00</published><updated>2009-06-23T03:39:23.030-03:00</updated><title type='text'>Confesso que... (My Greek Heroine)</title><content type='html'>Vou falar das duas coisas com que eu mais tenho contato na vida. Ódio e Solidão. Se você não é fã de ouvir gente reclamando da vida, eu já recomendaria parar de ler por aqui, obrigado pela visita de qualquer jeito, tenho uns textos muito bons aqui no blog de temática menos adolescente se rolar interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah você ficou? Ótimo, então agora aguenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou começar com Solidão, por ser mais íntimo e passivo dela. Eu sempre imaginei que a Solidão fosse uma mulher, provavelmente porque é uma palavra do gênero feminino, mas eu prefiro pensar que é porque eu sou homem mesmo. Essa Senhorita muda de aparência com os anos, acho que varia de caso pra caso, mas eu tive uma fase em que ela era loira de olhos escuros, depois ela ficou morena de olhos claros, e então ruiva de farmácia, depois ruiva real, é complexo, como se ela não tivesse rosto, justamente pra poder te atrair de qualquer jeito.&lt;br /&gt;E aí com o tempo você começa a pegar o jeito, foge dela aqui e ali no final de semana, na cervejada da faculdade, no anivesário daquele seu amigo. Mas ela te acha, a puta sempre te acha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Srta Solidão não mede esforços pra te ver na merda, ela te faz pensar em tudo que você está perdendo, em tudo que você já poderia ter realizado. A vagaba vive sussurrando na minha orelha: 23 anos, solteiro, desempregado. E aí, sei lá, eu meio que dou razão pra ela, começo a entrar na dela.&lt;br /&gt;Até chega um ou outro pra inflar meu ego; "você é inteligente" (obrigado), "você é engraçado" (obrigado), "você é sensível" (obrigado), "você é bonito" (muito obrigado). E quando eu me afasto pra dar uma olhada mais geral no quadro, é uma porra de tela branca comigo no meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim como tem os amigos, tem também aqueles que não tem mais o que fazer e chegam pra criticar; "você é lerdo" (sou?), "você é frio" (mentira), "você é gordo" (tá, isso é verdade, mas tem gente que gosta), "você é carente demais" (porra, mas eu não era frio?). E eu fico meio perdido nessa, sem saber exatamente o que fazer. E ela, a tal da Solidão, senta aqui do meu ladinho no sofá pra ver seriado comigo enquanto isso.&lt;br /&gt;Eu não sou fútil a ponto de ser considerado só um cara que não come ninguém, não é nada disso, nunca foi a respeito de sexo, aí é que tá, sexo é a parte fácil de conseguir, a parte barata, a parte suja. A parte importante é encontrar alguém pra ficar no lugar da maldita Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém pra compartilhar os altos e baixos da vida. Alguém pra espantar a Solidão. Não qualquer uma, óbvio, tem que ser alguém especial, com as qualidades de uma heroína grega. Linda, inteligente, carismática, engraçada, madura. As heroínas gregas eram engraçadas? Não importa, a minha heroína será. Ela é na verdade. Acho que essa é a parte em que entra o Ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ódio, palavrinha curta e grossa, passa exatamente a mensagem. Acho que por isso imagino o Ódio como um cara baixinho, na casa dos 50 anos, pq o ódio é antigo afinal de contas. Ele tem cara de poucos amigos, traço óbvio, talvez um bigodão rabo-de-andorinha e imagino que seja resmungão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qual o papel do Ódio nisso tudo? Você pode estar meio confuso a essa altura, mas eu explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ódio me faz pegar todas as qualidades que os amigos me falaram e guarda-las num cofre. Aí ele me faz pegar todos aqueles defeitos que os "não tão amigos" apontaram e me faz coloca-los num pedestal, numa estante de troféus. E aí é só nisso que eu consigo pensar. No quanto eu sou defeituoso, falho, desajeitado, inepto. E com o tempo, isso enche sua cabeça de idéias malucas. Te devora pro dentro como uma doença. E aí quando você percebe (se é que percebe), você está podre por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem que lutar contra o Ódio, aí eventualmente você percebe que ele não ta te jogando contra as pessoas que você gosta, ele só te coloca na frente de um espelho que você pode agarrar pelo pescoço, ele te coloca contra você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu não consigo deixar de me odiar por não conseguir fazer o que quero. Conseguir fazer dar certo. Claro que eu disfarço bem, Ódio não é um sentimento que atraia as pessoas, então você acaba virando um especialista em rir na hora certa, em contar a piada certa, em acenar com a cabeça na direção certa, quando na verdade tudo que você quer é um abraço e poder desabar no choro sem ninguém pra te julgar. Ajudam os ombros amigos, e eu não posso reclamar, tenho amigo pra caralho, mas no final da noite, e no ombro dela que você chora, no ombro da Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso acaba sendo tão importante ter sua heroína grega lá pra você, mesmo que idealizada, não tem importância, você aprende a conviver com as falhas dela depois, mas é imprescindível que seja no ombro dela que você possa chorar, e que ela não te julgue. Porque mesmo que de repente ela não seja tão engraçada assim, ou tão bonita, carismática, e mesmo se ela não der conta de matar um minotauro com as mãos nuas, ela ainda está lá pra você e isso é o que mais importa, isso é tudo que importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu sou obrigado a voltar ao Ódio, essa entidade tão potente. Porque ele me faz perceber o quanto eu faço tudo errado, nas horas erradas, do jeito errado. Tímido demais, bêbado demais, distante demais, próximo demais. E aí pode parecer que ter esse insight todo me ajuda a lidar com isso, afinal eu sou o cara Zen da turma, de todas elas, só pra ficar claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ajuda. Acho que pra falar a verdade só piora, o fato de eu conseguir enxergar tudo isso tão claramente e não poder fazer nada a respeito. Fortalece o Ódio e ele me empurra pro sofá, pra ver algum seriado abraçadinho com a Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que meditar tem me ajudado muito a enxergar tudo com clareza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que meditar tem me ajudado a lidar com o ódio que eu tenho de mim mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que meditar tem me ajudado a pensar no outro lado da moeda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não tem sido difícil pra mim, mas tem sido frustrante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que acho que por isso eu achei tão bom alguém ver um pedaço de bondade em mim, por isso eu fiquei tão feliz com aquele comentário aleatório de um desconhecido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que eu achava que não estava sendo egoísta, mas eu estou sim...e acabei de perceber isso, agora no final do texto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que perceber que eu estou errado mais uma vez alimenta o Ódio, mas me dá uma sensação de libertação nesse caso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que mesmo eu tendo a motivação errada pra escrever esse texto, ainda acho ele válido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não me ensinaram o que é desistir, não nesses casos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que eu não pretendo desistir, não por teimosia, mas por ter a certeza que tudo o que eu disse daquela primeira vez não foi papo, teve significado e eu continuo acreditando em cada palavra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que pra quebrar o gelo, faço uma piada agora no final...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço aos que tiveram saco pra ler, agora eu tenho que ir salvar o mundo...*Colocando uma sunga vermelha por cima da calça de moleton e  amarrando uma capa branca no pescoço*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks, mais iluminado do que esteve em semanas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Agradecimento ao Doug que foi procurar o feminino de Hero pra mim, hauahuahuahauah&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-6672561931071336766?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/6672561931071336766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=6672561931071336766' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6672561931071336766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6672561931071336766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/06/confesso-que-my-greek-heroine.html' title='Confesso que... (My Greek Heroine)'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-4083894232953994817</id><published>2009-06-13T17:59:00.000-03:00</published><updated>2009-06-13T18:26:51.492-03:00</updated><title type='text'>Gordonzilla</title><content type='html'>E aí do nada me bate aquela vontade de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela vontade sabe, aquela que todo mundo tem...de ser gigante e sair pisando em tudo, destruindo as coisas, matando as pessoas e obliterando a existência na Terra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera aí, isso não é uma vontade que todo mundo tem? Tem certeza? Como isso seria diferente de "Um dia de Fúria" por exemplo, pegar uma escopeta e sair atirando nos restaurantes de Fast Food da vida. Eu admito que minha vontade talvez seja um pouco mais apocalíptica, mas isso é só porque minha percepção do mundo é mais apocalíptica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas são doutrinadas a serem sensíveis, as "pessoas". Claro que se você é homem, ser sensível é bichisse, e se você é mulher ser sensível é ser submissa, no final das contas todo mundo joga a sensibilidade pro alto e foda-se. Aí as pessoas fingem que sofrem quando veem um atentado terrorista que aconteceu a quilômetros dali, ou quando veem um acidente de avião, ou um bezerro de três cabeças, quando na verdade o que eles estão pensando é "Ainda bem que não é comigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como não podia deixar de ser, as pessoas que sentem as coisas, que sentem o mundo, que sentem os acontecimentos da vida, são consideradas dramáticas demais, estressadas demais, sensíveis demais. Eu estou no meu inferno particular no momento, e claro que vão dizer que eu to exagerando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se o Michael Douglas pode sair atirando por aí, pq eu não posso ficar gigante e destruir o mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não resolveria nada, você meu esperto leitor pode ter respondido. Tudo bem, admito, não ia mesmo resolver nada, mas eu só queria aliviar o meu estresse...no mundo. Em vocês. Acho que é por isso que a cada 2 meses eu chego numa crise que só consigo superar descarregando nesse mofado e esquecido blog minhas palavras amargas. Nem sempre amargas, mas geralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, acho que concluindo, meu jeito de ficar gigante e esmagar o mundo é escrever aqui. Se eu parar por aqui, acho que o texto vai ficar imcompleto, mas se eu continuar vou acabar dizendo bobagens, então acho que vocês terão que se contentar com isso, reflitam sobre como vocês atiram em fast foods e esmagam o mundo, e se concentrem nisso, valvulas de escape são necessárias pra se manter a civilidade que prezamos tanto (pfff).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-4083894232953994817?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/4083894232953994817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=4083894232953994817' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4083894232953994817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4083894232953994817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/06/gordonzilla.html' title='Gordonzilla'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-545661627061525464</id><published>2009-04-09T22:19:00.000-03:00</published><updated>2009-04-09T22:39:33.251-03:00</updated><title type='text'>A palavra é: SIM.</title><content type='html'>E lá fui eu deixar o intervalo entre os posts aumentar novamente. Mancada e eu peço desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu uma coisa ontem, e por isso estou escrevendo hoje, eu vi um daqueles filmes que muda sua vida pra sempre. Pra quem não viu, eu recomendo "Yes Man" do Jim Carrey, que acabou ficando "Sim Senhor" aqui no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo é simples, um cara vai ver uma palestra meio maluca no melhor estilo de "O Segredo" e acaba fazendo uma promessa pro palestrante, dizer sim pra tudo e todos. No final das contas a mensagem do filme é "Não recuse as oportunidades da vida" e mesmo que daqui duas semans eu esteja tão sedentário e cínico como eu sempre fui, pelo menos vou ter tido essas duas semanas divertidas de pensar positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu fiz pra mudar? Pra abraçar a vida? Pra começar eu to atualizando o blog, o que já é lá uma grande coisa, sendo que nada me inspirava pra escrever há meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como essa semana eu não tenho aula e nem trabalho, resolvi também me arriscar e pegar o violão do meu irmão pra arranhar alguma coisa. O santo conhecido como You Tube não me falhou e eu descolei umas video-aulas legais pra começar, pra quem possa interessar &lt;a href="http://www.justinguitar.com"&gt;www.justinguitar.com&lt;/a&gt; o cara explica bem, mas as aulas são em inglês embora algumas partes do site tenham trechos em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo modo, escrevendo de novo e aprendendo violão é um puta passo gigantesco pra mim, que andava sem fazer nada além de ver seriados e ficar no 4chan de madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a mensagem que eu gostaria de passar com esse post é a mesma do filme, levanta e vai viver a vida meu filho! E não to falando de estudar e trabalhar, mas de aproveitar mesmo, do melhor jeito que lhe for possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-545661627061525464?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/545661627061525464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=545661627061525464' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/545661627061525464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/545661627061525464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/04/palavra-e-sim.html' title='A palavra é: SIM.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-6093019613490064924</id><published>2009-02-28T17:48:00.000-03:00</published><updated>2009-02-28T18:34:42.688-03:00</updated><title type='text'>Manowar - Courage</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/SampUfXmjXI/AAAAAAAAACg/0L_f_AYXm6s/s1600-h/Courage+Wolf.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 308px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/SampUfXmjXI/AAAAAAAAACg/0L_f_AYXm6s/s320/Courage+Wolf.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307959805315812722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Some Want To Think Hope Is Lost See Me Stand Alone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can't Do What Others May Want Then I'll Have No Home&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So For Now Wave Good-bye And Leave Your Hands Held High&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hear This Song Of Courage Long Into The Night&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So For Now Wave Good-bye Leave Your Hands Held High&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hear This Song Of Courage Long Into The Night&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And The Wind Will Bear My Cry To All Who Hope To Fly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hear This Song Of Courage Ride Into The Night&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Battles Are Fought By Those With The Courage To Believe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They Are Won By Those Who Find The Heart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Find A Heart To Share&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This Heart That Fills The Soul Will Point The Way To Victory&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If There's A Fight Then I'll Be There I'll Be There&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So For Now Wave Good-bye And Leave Your Hands Held High&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hear This Song Of Courage Long Into The Night&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And The Wind Will Bear My Cry To All Who Hope To Fly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lift Your Wings Up High My Friend Fearless To The End&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So For Now Wave Good-bye, Leave Your Hands Held High&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hear This Song Of Courage Long Into The Night&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artista: Manowar&lt;br /&gt;Música: Courage&lt;br /&gt;Ano: 1996&lt;br /&gt;Álbum: Single - Courage&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-6093019613490064924?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/6093019613490064924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=6093019613490064924' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6093019613490064924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6093019613490064924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/02/manowar-courage.html' title='Manowar - Courage'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/SampUfXmjXI/AAAAAAAAACg/0L_f_AYXm6s/s72-c/Courage+Wolf.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-7810449470444605709</id><published>2009-01-04T12:27:00.000-02:00</published><updated>2009-01-04T12:43:31.964-02:00</updated><title type='text'>2008, o ano do despertar</title><content type='html'>Muita gente reclamou de 2008 no final das contas. Pra mim? Até que foi um bom ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008 eu escrevi mais do que em qualquer outro ano, e se não em quantidade, pelo menos em qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu descobri ser capaz de fazer coisas que eu nunca me achei capaz de fazer. Tipo falar com uma completa estranha na rua, ou dizer pra amigos coisas que eu nunca tinha dito antes, ou ter coragem de pedir demissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu finalmente me descobri, me achei no meio do caos urbano. Quem sou eu? O que eu faço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um vagabundo iluminado, um bodhisattva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008 eu descalcei meus chinelos e passei a caminhar descalço, sentindo mais o mundo à minha volta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri filosofia, descobri religião, descobri paz de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci muita gente nova, me reencontrei na última hora com algumas pessoas que andavam distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um ano do caralho pra falar a verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofri? Talvez, provavelmente...sofremos por querer demais, isso eu aprendi...e sem o sofrimento não existe crescimento. Por isso fico triste quando vejo alguém dizendo "Esse ano foi uma merda, só me fodi.", as pessoas nem mesmo se dão ao trabalho de tentar perceber as coisas. As cores, os cheiros, as brisas mornas da vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2008 foi um ano sofrido, foi um ano feliz, foi um ano de crescimento, e eu estou pronto pra 2009 pq o ano anterior me preparou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Ano Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon Banks (Um pouco atrsado, mas ainda em tempo!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-7810449470444605709?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/7810449470444605709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=7810449470444605709' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7810449470444605709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7810449470444605709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2009/01/2008-o-ano-do-despertar.html' title='2008, o ano do despertar'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-6877738551698813038</id><published>2008-12-09T20:19:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T01:12:18.957-02:00</updated><title type='text'>Deixar rolar ou não deixar? Eis a questão.</title><content type='html'>Todo aniversário era a mesma coisa. Todo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dava um jeito de sumir, me enfiava em algum bar ou puteiro e só saia de lá quando tinha certeza que ninguém mais estava pensando em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu não gostasse dos parabéns. Tive sempre muitos amigos, o bastante pra ter que ficar sozinho às vezes, e no final das contas eu nunca nem fui muito ligado nessa coisa toda de aniversário, não me importava. Mas tinha algo que me incomodava. Aquele certo parabéns que eu nunca recebia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes nem havia ninguém, em alguns anos tinha uma paixão platônica ou outra. Não importava como fosse, sempre fazia falta. E por isso eu me escondia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álcool, as putas, o jogo, era tudo um disfarce pra minha solidão. Na verdade era assim o ano todo, mas cada aniversário era uma celebração do quão inepto eu era, do quão desajustado eu me colocava, do quão estranho eu estava me tornando. Como um desses caras excêntricos que falam sozinhos com seus quadros de R$40 reais numa mansão de US$950 mil dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo ano eu acordava e me olhava no espelho e desejava que tudo fosse diferente, que eu fosse uma pessoa diferente. Ou então fazia mil promessas, de perder peso, de ficar rico, de fazer caridade. Aí chegava o dia seguinte e eu me sentia patético. Implorando ao universo alguém pra compartilhar minha loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte do tempo eu estava confuso...o que é o certo? Eu devo mudar? Eu não devo mudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se pega pensando em coisas muito mais sinistras que a morte quando tem a chance e os miolos pra tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, quando acabava a ceveja e o uísque e a vodka, ou quando terminava o jogo ou a vontade de jogar ou o capital pra continuar apostando, ou ainda quando as putas dormiam tranquilas com a cabeça apoiada no meu peito, eu olhava pro céu e dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foda-se."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continuava levando a vida do mesmo jeito de sempre. E continuava solitário do mesmo jeito de sempre. E continuava pensando em coisas sinistras do mesmo jeito de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu demorei pra me dar conta de que a cada ano eu estava diferente, quizesse ou não. De que a cada decepção, a cada erro que eu cometia, cada pessoa que eu afastava e cada pessoa que eu atraía, eu me erguia gigante acima de todos os problemas e ficava cada vez mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão ainda assusta, querer ter alguém ao seu lado com tanta força que tudo que você sonha ou pensa é aquela pessoa, e tudo que você faz é pra tentar impressiona-la. O medo de falhar, o medo de crescer. Ainda assim eu vou seguindo, sempre do mesmo jeito, sempre com a mesma cara, sempre com o mesmo pensamento. E quando me perguntam: "Como você faz?" eu respondo "Eu deixo rolar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-6877738551698813038?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/6877738551698813038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=6877738551698813038' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6877738551698813038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6877738551698813038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/12/deixar-rolar-ou-no-deixar-eis-questo.html' title='Deixar rolar ou não deixar? Eis a questão.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-982724093644886524</id><published>2008-12-01T19:54:00.000-02:00</published><updated>2008-12-01T21:11:38.326-02:00</updated><title type='text'>Conceived Sorrow (Adeus!)</title><content type='html'>Logo pela manhã, no portão da capela eu vi um Beitivi. Me lembrei que quando amanhecia, eu olhava lá fora pela janela do nono andar e via muitos beitivis pousados aqui e ali, cantando alto pra alvorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá dentro, todos ainda perambulavam ocupados, eu ainda era invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi antigos amigos e amigos atuais e disse que estava indo embora. E ninguém chorou. Eles sorriram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu percebi em cada um de seus sorrisos que eles estavam felizes por mim e sentiam-se orgulhosos, afinal de contas eu estava fazendo o que a maioria deles tinha vontade de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada passo que eu dava, pra cada direção que eu olhava, um sinal dizia "Vá em frente", "Vai dar tudo certo", "Você é capaz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei num corredor pelo qual eu nunca passava, ouvindo uma música triste nos fones e bebendo água mineral. Achei apropriada a despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei ali três anos da minha vida, muitos momentos ali eu odiei profundamente, mas não posso mentir. Aquele era meu emprego, aqueles eram meus colegas. E eu amei aquele hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chega a hora de seguir em frente, pra coisas maiores e melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saí de lá, enquanto caminhava naquela calçada longa, com as árvores me protegendo do sol, uma borboleta me acompanhou até a entrada do metrô. E pra mim, não poderia ser um sinal melhor de que daqui pra frente, as coisas vão ser melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-982724093644886524?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/982724093644886524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=982724093644886524' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/982724093644886524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/982724093644886524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/12/conceived-sorrow-adeus.html' title='Conceived Sorrow (Adeus!)'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-1145097067381611318</id><published>2008-11-18T19:54:00.000-02:00</published><updated>2008-11-18T21:13:08.158-02:00</updated><title type='text'>Se você acredita, bata palmas.</title><content type='html'>Eu tenho visto coisas estranhas por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas BEM estranhas. Por onde começar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou começar pelas fadinhas. É, eu disse fadinhas, por toda parte, principalmente enquanto ainda está escuro. Na hora de dormir no quarto, elas fazem revoada, pequenas luzes azuis voando em círculos, dando rasantes na minha cabeça. Aí se aproximam e eu posso vê-las claramente, mulherzinhas de no máximo 2cm de altura, bonitinhas, com asinhas de formiga, cabelinhos azuis, pele azul, tudo azul. Ela riem e fazem graça, se escondem atrás dos móveis e voam de um lado pro outro, mas não entendo uma vírgula do que elas dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã, enquanto vou pro trabalho, elas me seguem pela rua com sua energia de sempre, dando gritinhos e rindo, elas se unem e partem pra cima dos gatos que correm desesperados pra longe, aí gargalham e se aglomeram nos meus ombros, empurrando e acotovelando umas as outras, todas sentadinhas e comportadas. O ônibus quase sempre é um cochilo de meia hora até o centro e eu raramente vejo o que elas fazem, mas na estação de trem, a história é outra. Elas voam alto e quase somem da minha visão, vão em todas as direções, 100, às vezes 200 fadinhas azuis voando pra todos os lados, chutando pombos, derrubando sacolas, arrepiando cabelos da nuca das pessoas que não podem vê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra ignorar, elas giram ao meu redor, rindo, todas lindinhas e felizes. Aí chega aquela hora do dia. AQUELA hora do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da primeira vez eu nem a teria visto se não fossem as fadas, elas me mostraram "Ela". Linda como só ela consegue ser, alta, cabelo escuro, olhos gentis...humana...é um bom adjetivo? Humana? As fadinhas azuis acham que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, as fadas me mostraram ela da primeira vez, mas eu não tive dificuldade nenhuma de continuar olhando todos os dias desde então. Absolutamente a melhor parte do dia. Vinte e cinco minutos de trem com uma garota que é a imagem de toda a brancura e adoravibilidade do mundo. As fadinhas riram um bocado de "adoravibilidade", nem tenho certeza se é uma palavra, mas descreve o que sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí elas voam na direção Dela e fazem aquela festa, claro que ela não vê, mas o vento nos seus cabelos, ou o ar quente de uma madrugada mormacenta, são as fadas fazendo bagunça. E elas brilham como em nenhuma outra hora do dia, brilham tão forte que a luz fica branco-azulada, lunar. Elas voam ao redor da garota lentamente, um holofote feérico, mágico, e como se fosse possível, Ela fica ainda mais bonita. Seus olhos brilham mais, sua pele fica mais suave, o cabelo ainda mais bonito...e aí, graças a coragem que as fadas me deram um dia pra ir até ela e perguntar-lhe o nome, ela às vezes sorri pra mim, um tímido "Oi".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquele sorriso...aquele sorriso...é como se a luz das fadas se refletisse nele, e a luz refletida fosse tão forte que me incinera a alma toda manhã com a potência de 1 bilhão de sóis explodindo ao mesmo tempo! E então eu não tenho mais nada a dizer, nem deveria. As fadas me incentivam, mas o certo agora é deixar o destino agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desço do trem, ela já não está mais por perto. Amanhece e a fadinhas vão se esconder nos vãos dos telhados, nos boeiros e debaixo das pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passo o dia todo apegado à lembrança daquele sorriso poderoso, aí de dentro da minha blusa sai um velhinho de uns 20cm de altura, um duende, e enquanto eu ando pra lá e pra cá, ele me segue fumando seu pequeno cachimbo, ajeitando sua pequena cartola, cantando uma pequena canção de amor. A voz rouca e grave do duente me embala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando pra casa no meio da tarde, eu quase sempre vejo um arbusto enorme numa praça e lá no meio uma criaturinha parecida com uma batata deformada me dá um sinal de positivo com sua mão grotesca, como se tudo fosse melhorar no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu finalmente chego em casa, começo a ouvir passos dentro da minha cabeça, sei quem é. Ele rosna, baba e resmunga. Quer sair, mas eu não deixo. Aí escurece e as fadinhas azuis reaparecem, e o rosnado emudece. E derepente eu me sinto bem, as fadinhas puxando meu cabelo e minhas orelhas, rindo, voando ao redor, sentadas nas juntas dos meus dedos enquanto eu digito alguma coisa no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser assim gostar de alguém, mas em todo caso, eu não teria como saber, afinal, essa coisa de fadas não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-1145097067381611318?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/1145097067381611318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=1145097067381611318' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1145097067381611318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1145097067381611318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/11/se-voc-acredita-bata-palmas.html' title='Se você acredita, bata palmas.'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-6019715338963598529</id><published>2008-11-11T17:52:00.000-02:00</published><updated>2008-11-11T18:26:00.841-02:00</updated><title type='text'>Confesso que... (My Dying Princess)</title><content type='html'>Eu tive um sonho hoje...começava meio macabro, rolavam uns lances sinistros, uma presença maligna...no final do sonho, uma princesa morria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, por algum motivo eu tinha que chegar perto da princesa morta, e ela abria os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a segurei nos meus braços, e ela chorava muito, enquanto cantava uma canção pra mim, mas eu não ouvia som algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me entristeceu enormemente ver aquela estrela se apagar nos meus braços, aquela música cessar, suas lágrimas de medo secarem. Acordei chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E durante o dia todo, aquela cena me perseguiu, aquela linda princesa morrendo nos meus braços, sentindo tanto medo, tanta tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não queria esquecer aquele sonho, pq de algum modo parecia que ela chorava por mim. E me fez sentir bem que ela me amasse, mesmo em sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza me fez escrever, pra quem sabe daqui muitos anos eu ainda poder me lembrar dela, daquela linda princesa que me amava. Daquele sonho lindo e triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que muito na vida é como um sonho lindo e triste, e mesmo quando não acontece exatamente o que você esperava, uma tristeza inexplicável te invade quando você percebe que mais cedo ou mais tarde você vai ter que esquecer aquela linda princesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero esquecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não tenho sido eu mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que tenho deixado a tristeza levar a melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que em alguns sentidos, evoluí nos últimos dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que em outros sentidos, continuo tão atrofiado quanto antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que nada do que eu queria aconteceu hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que eu devo esquecer minha linda princesa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não sei se quero, por mais triste que me deixe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que...isso não está acabado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que...eu não estou acabado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordon "Troll" Banks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-6019715338963598529?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/6019715338963598529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=6019715338963598529' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6019715338963598529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6019715338963598529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/11/confesso-que-my-dying-princess.html' title='Confesso que... (My Dying Princess)'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-9123247905272496787</id><published>2008-10-10T22:03:00.000-03:00</published><updated>2008-10-10T22:06:50.611-03:00</updated><title type='text'>Natasha</title><content type='html'>Eyes of Hazel,&lt;br /&gt;Hair of Coal,&lt;br /&gt;Skin of Peach,&lt;br /&gt;Heart of Gold.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There is no Woman Beatiful enough.&lt;br /&gt;There is no Fairy Beatiful enough.&lt;br /&gt;There is no Godess Beatiful enough.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-9123247905272496787?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/9123247905272496787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=9123247905272496787' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/9123247905272496787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/9123247905272496787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/10/natasha.html' title='Natasha'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-5915628005447375614</id><published>2008-09-10T14:39:00.000-03:00</published><updated>2008-09-10T16:05:11.905-03:00</updated><title type='text'>Vírus</title><content type='html'>&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/02/planeta-dos-macacos-mas-no-por-muito.html"&gt;Parte 1: Planeta dos Macacos, mas não por muito tempo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/08/de-volta-ao-planeta-que-era-dos-macacos.html"&gt;Parte 2: De volta ao planeta que era dos Macacos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/09/esquea-os-macacos-as-baratas-comandam.html"&gt;Parte 3: Esqueça os Macacos, as Baratas comandam!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Iori não conseguia tirar aquilo da cabeça, uma entrada USB. Era óbvio que aquele robô era tecnologia humana e ele queria passar mais tempo investigando, mas Click insistiu para que eles continuassem, o Diretor da Universidade de Rochia aguardava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Diretor é bom. Não se preocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Iori estava preocupado, afinal ele tinha pensado pouco no assunto até agora, mas ele era o último de sua espécie, um humano que de acordo com Click era considerado um mito por muitos. O que fariam com ele? A lembrança do último panda vermelho lhe veio à cabeça, solitário no Zoo de Tóquio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles haviam deixado o salão de exposição e seguiam agora por um corredor até portas duplas. As portas abriram automáticamente, Iori entendeu que era um elevador. Subiu junto com Click e Clark. Quando um dos botões no painel foi pressionado o elevador subiu com potência e Iori sentiu seus joelhos dobrarem tamanha era a força que tinha aquele elevador que carregava os Rochia o dia todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando no andar desejado, que o garoto calculava que seria algo entre o 20º e o 30º, desceram os três e caminharam até uma porta enorme. A porta era feita de resina, mas não era translúcida como a maioria das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chegamos. - Click disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriram a porta e entraram num grande escritório. Iori sentiu-se aconchegado por um momento, como se estivesse de volta à sua civilização. Tudo na sala remetia aos humanos. As lamparinas nas paredes eram de um estilo clássico que o garoto datou como sendo do século XIX ou algo assim, os móveis eram uma misturas entre peças clássicas de madeira e cadeiras mais modernas de alumínio. Nas paredes haviam quadros e mais quadros e embora Iori não soubesse o nome de nenhum deles, reconheceu várias das gravuras, era a arte de seu povo, não os japoneses, os humano. O toque final era um imenso tapete de urso no chão, como os que Iori via nos desenhos antigos que passavam na Tv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Diretor gosta muito coisas humanas. - Click esclareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que isso é o mais perto de casa que eu posso chegar. - Iori concluiu entristecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma imensa poltrona de couro atrás da mesa principal estava virada de costas para os convidados e girou gentilmente até revelar quem estava sentado nela. O diretor era uma baratinha pequenina, um pouco mais baixo que Iori, suas pernas e braços era finos e frágeis. O jovem notou que era a primeira vez que via um Rochia sem as pesadas roupas de couro que Click e Clark usavam o tempo todo. O corpo dos Rochia lembrava em muito uma barata, a barriga era segmentada e as costas uma carapaça brilhante, as pernas e braços tinham rebarbas afiadas próximo das extremidades e no caso do Diretor, nada de asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Finalmente chegaram, que alegria, que alegria! - O Diretor disse num japonês claríssimo que surpreendeu Iori. - Venha meu amigo, sente-se, não tenha medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito excitado do Diretor o fazia parecer um velhinho por alguma razão e Iori sem perceber sorriu quando foi convidado a sentar pela baratinha animada. Escolheu uma cadeira maciça de madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora menino, você vai me contar tudo, como você veio parar aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não tenho certeza Sr. Diretor. Eu vivia num país chamado Japão, numa cidade chamada Akita, com meus pais. Eu era só um estudante normal. Mas comecei a ficar doente, vivia indo ao hospital e nenhum médico parecia saber o que eu tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Doente? - Click interrompeu. - O que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os humanos às vezes eram atacados por pequenas criaturas chamadas vírus, quando isso acontecia o seu corpo era danificado. Estou certo menino Iori? - O Diretor perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Continuando, ninguém descobria o que eu tinha e os médicos já estavam perdendo as esperanças, eu só piorava a cada dia. Foi então que começou. Terremotos, inundações, vulcões, tufões. Parecia que o planeta estava entrando em colapso. Pesquisadores do mundo todo estavam enlouquecidos, aparentemente as calotas polares estavam derretendo num ritmo absurdo. Você sabe do que estou falando? No seu mapa não tem mais gelo nos polos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O fato de que os pólos foram desertos de gelo já foi comprovado pela nossa ciência. Prossiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, depois disso meus pais ficaram doentes também, o que eu tinha passou pra eles. Os médicos disseram que o vírus tinha sofrido mutação no meu corpo e tinha ficado mais forte, mais agressivo. Eu tinha poucos dias de vida, mas então meus pais tiveram a idéia de me congelar. Meu pai tinha um conhecido em Tóquio que trabalhava com isso. Eles me congelaram e eu não sei quanto tempo fiquei lá, mas acordei aqui, no seu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Diretor manteve seus olhinhos negros de inseto em Iori por alguns segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vá descansar menino Iori. Você está seguro sob meus cuidados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-5915628005447375614?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/5915628005447375614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=5915628005447375614' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5915628005447375614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5915628005447375614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/09/vrus.html' title='Vírus'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2128597929784453878</id><published>2008-09-02T19:14:00.000-03:00</published><updated>2008-09-02T22:23:54.674-03:00</updated><title type='text'>Esqueça os Macacos, as Baratas comandam!</title><content type='html'>Começa aqui a Terceira parte da história que mostra como um garoto Japonês se tornou o último habitante humano da Terra. A primeira parte da história está &lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/02/planeta-dos-macacos-mas-no-por-muito.html"&gt;aqui &lt;/a&gt;. A segunda parte &lt;a href="http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/08/de-volta-ao-planeta-que-era-dos-macacos.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Eu sou autor do conto e dono da idéia original. Gordon Banks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imenso prédio negro se aproximava cada vez mais. Iori percebeu que a resina negra de que a construção era feita brilhava muito à luz do sol vermelho, mais do que qualquer outro prédio próximo. A Universidade de Rochia era mesmo impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rochia mais importante da nação trabalham aqui. - Click disse num tom orgulhoso quando o tanque finalmente parou em frente à universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Numa universidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Click não respondeu, mas estava claro que ele dizia a verdade. Iori era ainda jovem, completaria 15 anos em Fevereiro, mas o garoto era inteligente e não esperava os homens mais importantes da nação trabalhando numa universidade, e sim em algum prédio governamental. Mas talvez Click apenas tenha aumentado um pouco a importância do seu local de trabalho, e de todo jeito Iori achou que estava começando a dar importância demais pra isso, os Rochia eram uma cultura diferente da japonesa e de qualquer outra da Terra de sua época. Talvez os Rochia acreditassem que "conhecimento é poder", como se dizia antigamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iori, Click e o líder dos arqueologos que encontraram o garoto na submersa Tóquio (Que se chamava Clac, Trrik, Tlec, Tlec e que Iori começava a chamar de "Clark") entraram na Universidade de Rochia pela porta da frente. Os degraus negros eram largos e altos, pois os Rochia tinham pés grandes e pernas compridas, eram gigantes de quase 4 metros de altura, mas Iori conseguiu vence-los com agilidade. As portas também eram feitas de resina plástica resistente, mas eram avermelhadas e semi-transparentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hall de entrada era muito amplo e as paredes eram escuras, reparando bem percebia-se que a negrura do edifício era na verdade um tom de marrom muito concentrado, talvez por causa da grossura das paredes feitas da ambundante resina castanha que estava por toda parte na cidade. Escadas curvas estavam dos dois lados do salão e encontravam-se no alto onde havia um corredor escuro. No centro entre as escadas havia um grande chafariz e acima dele, pendurado por cabos de aço que vinham do teto, um imenso globo terrestre que girava lentamente expondo todas as partes do planeta ao público, uma de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem teve que abafar um grito de horror quando lentamente o globo girou e mostrou o que era agora o planeta Terra. Havia água por toda parte, em lugares onde não deveria haver. A Austrália era agora um tímido par de ilhas pequenas, do tamanho do Japão, que já não aparecia mais no mapa. O lado oeste da África era agora quase todo água e poucas ilhas separadas. A Grã-Bretanha, Portugal, Itália e Grécia também estavam cobertas de água, assim como a Europa Oriental e quase toda a costa Asiática. A América do Norte era agora apenas uma ilha comprida e solitária, o que sobrou das Montanhas Rochosas da Califórnia, parte do México e Canadá. Na América do Sul os Andes, a Floresta Amazônica e o Planalto Central pareciam ser tudo que tinha sobrado fora da água. Não havia sinal da América Central ou da Ocêania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Groelândia e Antártica continuavam intactas, mas agora pareciam regiões povoadas, repletas do vermelho doentio que cobria todas as partes do globo, lembrando Iori da vegetação que vira nas planícies Siberianas. Uma única concentração de vegetação ainda verde era a Floresta Amazônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É a floresta mais antiga do planeta. - Click disse pousando sua mão gigante no ombro do garoto que acordou de seu transe apocalíptico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles subiram as escadas e entraram no corredor escuro que seguia por vários metros até um segundo saguão redondo com várias portas em todos os lados. Sobre cada porta havia uma inscrição que Iori não conseguia decifrar, mas secretamente ele desejava que Click o levasse até uma cozinha ou despensa, estava faminto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram por uma das muitas portas e seguiram pouco por um corredor que terminava num grande salão temático, logo na entrada estava uma faixa onde Iori pode ler em inglês: "Humans". Era um tipo de amostra sobre os humanos, com várias vitrines ao longo do salão, e em cada uma delas Iori via cortadores de grama pela metade, enferrujados e carcomidos, tapeçarias, vasos, um automóvel ano 2052, uma coleção de televisores e monitores de computador, vasos sanitários. Ao passar por uma das últimas vitrines, novamente Iori teve que segurar um grito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pequeno quarto decorado com tapetes, vasos e o que o garoto podia jurar que era a Monalisa, tinha no centro uma longa mesa de madeira e deitado sobre ela um homem. Iori coçou os olhos, achou que estava vendo coisas, mas era mesmo um ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É uma pessoa! Uma pessoa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Click se aproximou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós também pensamos que fosse um homem quando o achamos, seis anos atrás. Mas é uma máquina, venha eu lhe mostro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois entraram por uma porta lateral no aposento onde repousava o homem sobre a mesa. Click se adiantou e virou o homem, expondo suas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aqui, veja. - Click apontava com sua mão descomunal para a nuca do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iori se aproximou curioso, mas com cautela e olhou o que Click tentava mostrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso...isso é uma entrada USB!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2128597929784453878?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2128597929784453878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2128597929784453878' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2128597929784453878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2128597929784453878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/09/esquea-os-macacos-as-baratas-comandam.html' title='Esqueça os Macacos, as Baratas comandam!'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2647097720071284791</id><published>2008-08-29T13:22:00.000-03:00</published><updated>2008-08-29T16:34:37.796-03:00</updated><title type='text'>De volta ao planeta que era dos Macacos</title><content type='html'>As primeiras semanas que o jovem Iori passou ao lado dos Rochia foram traumáticas e confusas. Ele  foi retirado das ruínas do laboratório criogênico onde estava e foi levado até Grande Rochia, a maior cidade do mundo, localizada em algum lugar onde séculos atrás ficava a Sibéria. A área que antes era gelada e inóspita, era hoje uma imensa planície, de longe pela janela de um dos grandes veículos parecidos com tanques, Iori podia ver a imensa cidade cobrindo grande parte do horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu agora passava o dia todo avermelhado, os gases da atmosfera eram outros e o sol já envelhecera alguns milares de anos. Um cinturão de rochas brancas cercava a Terra e fazia sombra por volta das duas da tarde, eram grandes pedaços da lua que orbitavam se chocando uns com os outros. A metade da lua que ainda estava inteira tinha se aproximado um pouco do planeta, o que elevou o nível dos mares no mundo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais eram outros, o garoto não reconheceu nenhum deles ou quem poderiam ser seus antepassados. A flora ainda tinhas as mesmas formas, mas a cor predominante não era mais o verde e sim o vermelho, o que dava uma aparência muito mais apocalíptica ao cenário. Iori apenas observava pasmo aquela paisagem alienígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito tempo você não via o mundo. - O gigante de branco disse com seu carregadíssimo sotaque no japonês mais claro que conseguia pronunciar com sua boca insetóide. Iori descobrira que seu nome era "Click, Click, Clac, Truk" na língua nativa dos Rochia que consistia de vários estalos e ruídos secos produzidos com suas tenazes e bocas multifacetadas, obviamente sem tradução para o japonês. O menino estava se acostumando a chama-lo de "Click" apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu mundo não era assim. Tudo está diferente. O céu era azul, as folhas eram verdes, a lua estava inteira, havia gelo no topo das montanhas. O que foi que deu errado? O que foi que os humanos fizeram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ninguém sabe. Rochia povo mais antigo da Terra e mesmo nós não lembra. Céu sempre vermelho pra Rochia, plantas sempre vermelha, lua sempre quebrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iori se sentia angustiado, atordoado. Estava só naquele mundo bizarro, uma caricatura de mau gosto do que um dia foi a Terra de seus antepassados. Seus pais estavam mortos, seus amigos. Quantos anos haviam passado? Quantos milhares de anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O laboratório onde estava ficava em Tóquio, mas hoje era apenas uma ruína submarina. Sabe-se lá como a água não entrou e os geradores atômicos sustentaram seu suporte de vida na câmara criogênica até que os Rochia o achassem finalmente. Tudo que lhe restavam eram dúvidas. E um futuro incerto pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os veículos-tanque finalmente alcançaram a grande cidade e adentraram por uma estrada muito larga e plana. As casas não chegavam a ser tão diferentes do que uma casa deveria parecer, eram grande iglus de materiais variados, a maioria deles parecia ser feito de uma resina plástica amarronzada que dava aparência de ser muito resistente. Comicamente as casas lembravam as grandes baratas redondas que eram seus moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda haviam ruas e semáforos, por incível que fosse. Placas identificavam cada travessa com letras confusas que lembravam muito vagamente o japonês que Iori conhecia. Enquanto observava os detalhes da cidade, o veículo em que estava seguia rapidamente por ruas vazias até uma grande construção negra que se aproximava cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que lugar é aquele Click?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A universidade de Rochia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2647097720071284791?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2647097720071284791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2647097720071284791' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2647097720071284791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2647097720071284791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/08/de-volta-ao-planeta-que-era-dos-macacos.html' title='De volta ao planeta que era dos Macacos'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-6906535485637482606</id><published>2008-08-12T18:54:00.000-03:00</published><updated>2008-08-12T21:00:05.598-03:00</updated><title type='text'>Espasmo CAOS/ORDEM do megaverso</title><content type='html'>Era um buraco lamacento no meio de lugar nenhum, literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficava no espaço entre universos, cercado de coisa alguma a não ser uma profunda e depressiva escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim tinha forma, era um buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim tinha qualidades, era lamacento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, descoberta sua real função, qualquer criatura acharia aquele buraco lamacento a coisa mais bela da criação, não fosse a escuridão que impedia que qualquer um o visse. E não fosse também ele estar no meio de lugar nenhum, onde ninguém jamais estará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio lá obviamente é enlouquecedor. Se no espaço não há som, imagine o espaço cósmico, a malha que liga os milhares de infinitos universos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de vez em quando algo acontece, e tudo muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do buraco lamacento explode um jorro poderoso de luz branco-azulada e acompanhando a luz um som incrível de fogos de artifício e depois de trombetas e explosões. A luz e tão cegante e poderosa que mesmo que alguém estivesse presente, provavelmente seria incinerado instantâneamente. E mesmo que não fosse, sua cabeça explodiria devido ao som alto do caos ao redor da luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num instante tudo sai daquele buraco, TUDO. E o caos não tenta tomar forma alguma, simplesmente dispara de lá em todas as direções por um tempo indeterminado, talvez tão longo quanto o tempo em que o buraco esteve em silêncio, ou tão curto quanto um suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em todas as partes do multiverso, em todos os mundos dos universos, em todos os planetas das galáxias, em todos os cantos dos planetas, as idéias nascem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É daquele buraco lamacento no meio de lugar nenhum que saem todas as idéias. É a fonte infinita que permanece infinitamente em silêncio e infinitamente ativa ao mesmo tempo num paradoxo sem sentido que continua impulsionando todas as nossas mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da pior à melhor das idéias, todas saíram de lá em algum momento entre o silêncio sagrado e a explosão caótica que continuam pulsando ao mesmo tempo num lugar no qual ninguém nunca vai chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma idéia de onde fica, mas não posso levar ninguém lá, as pessoas tem que ir por si mesmas, e ainda assim ninguém nunca vai chegar lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-6906535485637482606?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/6906535485637482606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=6906535485637482606' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6906535485637482606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6906535485637482606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/08/espasmo-caosordem-do-megaverso.html' title='Espasmo CAOS/ORDEM do megaverso'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-4427871016575973378</id><published>2008-06-18T19:50:00.000-03:00</published><updated>2008-06-18T21:05:03.997-03:00</updated><title type='text'>Aconchegado confortavelmente sobre uma armadilha pra ursos</title><content type='html'>Reparei hoje que minha cama se encontra em tal posição que fará com que eu coloque meu pé esquerdo no chão primeiro sempre que levantar pela manhã. A não ser que eu acorde, me localize e coloque conscientemente meu pé direito primeiro, vou sempre acordar com o pé esquerdo. Deve ser por isso que penso tão pouco da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na série de corredores confusos e labirínticos que é a vida, existe sempre um fio de nilon na próxima esquina, pronto pra disparar uma armadilha qualquer. Raiva, Tristeza, Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esbarrei num fio de Raiva hoje, perdi a cabeça com alguém que não merecia, por um motivo fútil, mas ainda assim tive motivo. Acabei entrando no túnel errado e meu dia todo foi desperdiçado. Quando é que vão inventar um botão de "Rewind" na vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esbarro em pequenos fios de Tristeza aqui e ali, sou meio sensível com sofrimento alheio e as pessoas à minha volta têm sofrido muito. E ela, sempre ela, a morte, está por atrás de tudo isso. Quando é que vão deixar de temer a morte e aceitá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Topei num fio de Amor. É. Era das grandes. A Armadilha, digo. Tão grande que ainda estou preso sabem? Entrei num corredor nostálgico no qual me lembrei de muita coisa boa que eu tinha esquecido. Quando é que vão voltar a pregar o amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses sentimentos me fazem sentir engraçado. Tanto coisa, tanta turbulência, no final das contas, por nada. Por razão alguma. Por uns míseros 60 anos na merda que o ser humano se acostumou a chamar de vida. Quando é que vão se tocar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas vão acontecendo num ritmo e você acha que tudo está parado demais, aí tudo começa a fluir e lá no fundo você sente um frio na barriga e pensa que mesmo que tudo esteja indo na direção que você quer, talvez fosse melhor diminuir só um pouco a velocidade. E independente disso tudo, a vida vai seguindo e nós vamos tropeçando nas armadilhas que ela trama. Quando é que eu vou trocar a minha cama de lugar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-4427871016575973378?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/4427871016575973378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=4427871016575973378' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4427871016575973378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4427871016575973378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/06/aconchegado-confortavelmente-sobre-uma.html' title='Aconchegado confortavelmente sobre uma armadilha pra ursos'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-4562990382233424011</id><published>2008-05-17T19:53:00.000-03:00</published><updated>2008-05-17T20:21:03.890-03:00</updated><title type='text'>Humano VS Inumano</title><content type='html'>Eu era feliz no começo, mas claro que não tinha conhecimento disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu aprendi a ler e a pensar por mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu esqueci como pensar por mim mesmo e continuei só lendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos aqueles caras monstruosos estupravam minha mente virgem com suas idéias insanas e cruéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu passei a pensar insana e cruelmente também. Sem me dar conta que eu pregava agora os ideais de outros homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueci como era sentir. Aboli minhas emoções e solidifiquei meu espírito que agora tinha aparência de ferro, frio e duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionei minha humanidade bem mais de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na confusão de ser máquina e ser monstro, senti medo e decidi que queria ser humano de novo, e voltar a sentir. Queria ver novela e jogar bola, ir pro samba e não dar a mínima pra política ou economia. Queria ser comum e me importar com minha aparência e dizer que ler era coisa de nerd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já era tarde demais. Eu SOU máquina, eu SOU monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iluminação que eu tanto busquei, era na verdade uma grande gaiola dourada. Brilhante, limpa, mas ainda assim uma prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu não sinto mais nada. O beijo, o abraço, a transa. É tudo nulo pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como viver num filme preto e branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando, surge algo lá no fundo do peito e eu tenho vontade de gritar. Gritar qualquer coisa, qualquer nome, qualquer maldição. Acho que é desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é a criança que um dia foi feliz e que se desespera quando percebe que está presa dentro de mim, da máquina, do monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tenta gritar, mas eu não sinto nada mesmo assim. Eu lhe dou um bofetão e mando calar a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ter que continuar fingindo. Não tem mais volta. A parte triste é que eu gostava de ser só, quando eu podia me dar o luxo de ser só porque queria. Agora que eu TENHO que ser só, pra não deixar ninguém olhar debaixo da armadura, é bem mais insano e cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que eu finalmente sei do que aqueles caras estavam falando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-4562990382233424011?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/4562990382233424011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=4562990382233424011' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4562990382233424011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4562990382233424011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/05/humano-vs-inumano.html' title='Humano VS Inumano'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-3561612470348476331</id><published>2008-04-17T20:02:00.000-03:00</published><updated>2008-04-17T23:05:55.988-03:00</updated><title type='text'>A Nightmare on Sesame Street</title><content type='html'>A cena do crime era idêntica às anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo estava no meio do quarto, a barriga aberta, as tripas espalhadas pelo tapete, mastigadas em vários pontos, o resto do corpo também estava mordido em vários locais, faltavam pedaços de carne. O legista confirmou, a garota tinha levado as mordidas ainda viva e depois foi estripada. Na parede do quarto, escrito com sangue a mesma mensagem dos 6 assassinatos anteriores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nhac, Nhac, Nhac! I'm the Cookie Monster!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilaff caminhou pela cena com cuidado pra não tirar nada do lugar, tapava a boca e o nariz com um lenço e observava o corpo e o interior do cadáver.&lt;br /&gt;- Parece que está faltando alguma coisa aqui.&lt;br /&gt;- Ele levou o estômago. - O legista se virou pra ele.&lt;br /&gt;- Eu sei, como fez com todos os outros, mas parece que tem muito espaço vago aqui.&lt;br /&gt;O legista revirava uma pequena pilha de roupas aos pés da cama.&lt;br /&gt;- Ele tirou os ovários e o fígado também, acabei de encontrar. - Ele se levantou e abandonou o montinho de roupas e seu conteúdo macabro. - Preciso bater umas fotos disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detetive continuou vagando a esmo pelo quarto, ainda cobrindo o rosto com o lenço, o cheiro no ar era insuportável, a garota estava ali há pelo menos 4 dias. A polícia já tinha uma boa idéia de quem era o serial killer, digitais parciais em 4 dos 6 corpos apontavam um suspeito em comum, e Hilaff estava quase certo de que a sétima vítima teria as mesmas digitais pelo corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o sujeito era um pouco mais do que um fastasma, nascera na periferia de Tirana e desde cedo tinha estado em instituições criminais para jovens e mais tarde instituições psiquiátricas. O cara era maníaco homicida e esquizofrênico, tinha delírios e vivia num mundo a parte da realidade, estava internado num manicômio público a mando da justiça, mas fugiu sabe-se lá como. Não tinha endereço fixo na sua ficha, sem parentes, sem conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilaff saiu do quarto e foi até a entrada da casa, acendeu um cigarro e olhou pro céu, noite de lua cheia. O rádio de um dos carros cortou bruscamente o silêncio da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Atenção todas as unidades! Invasão de domicílio na Ceauccesco St. n 4! Testemunhas descreveram o invasor como possivelmente sendo o "Cookie Monster". Repetindo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detetive jogou o cigarro no ar e saiu correndo na direção da viatura, entrou pelo lado do passageiro, sua parceira estava dando a partida no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acelera essa bosta Marly! É o fodido do Cookie Monster! Acelera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela respondeu afundando o pé no acelerador com toda a força, o ford roncou alto e avançou muitos metros pela pista, eles estavam a caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram 7 minutos depois, nenhuma outra viatura ainda tinha chegado, mas podiam ouvir ao longe as sirenes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou entrar Marly, fique aqui fora.&lt;br /&gt;- Nem vem Hillaf, você quer toda a glória só pra você? Além do mais, pelo que sabemos, esse cara é imenso, é melhor entrarmos os dois.&lt;br /&gt;- Ai, ai...tá legal, tá legal, vamos logo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacaram as armas e entraram na casa, era um sobrado bonito com uma pequena varanda na frente. Ao abrir a porta, o hall estava escuro, mais aos poucos seus olhos foram se acostumando com a escuridão, viram uma pessoa caída no chão. Marly sacou sua lanterna e ascendeu, mas desejou não tê-lo feito.&lt;br /&gt;Um homem na casa dos 40, virado de cara pro chão, seu flanco esquerdo havia sido arrombado à dentadas e todo o interior daquele lado do corpo se espalhava pelo chão, uma trilha de sangue levava até a parede e a mensagem: NHAC!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marly fez um sinal da cruz, Hilaff ignorou e seguiu pulando o corpo na direção dos fundos da casa. Banheiro limpo. Sala de Estar limpa. Sala de Janter limpa. Faltava a cozinha que tinha uma cortina de contas azuis em lugar de porta. Passaram por ela tensos, apontando a arma para cada canto escuro que havia, acharam a dona da casa atrás do balcão. Seu rosto tinha uma expressão quase cômica de espanto e dor. O assassino havia arrancado seu coração do peito. No balcão: NHAC!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como esse filho da puta faz isso? - Marly quis saber indignada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hillaf não respondeu, seguiu de volta pro hall onde estavam as escadas pro andar superior. Marly o seguia grudada em seus calcanhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto do casal e o banheiro estavam limpos, era as duas primeiras portas, haviam mais duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me cobre Marly. - Hilaff seguiu até uma porta azul-bebê e deu um pontapé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um quarto de menino. As bolas, carrinhos e o ferrorama mostravam isso claramente. Hilaff logo viu sobre a cama o corpo do garoto, estripado, não devia ter mais do que 13 anos. Na parede: NHAC!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marly e Hilaff se entreolharam e depois fitaram a porta pink do outro lado do corredor. Acenaram com a cabeça e se dirigiram pra lá, as armas em punho. Marly girou a maçaneta com força e empurrou a porta, Hilaff entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A potência daquela cena era impressionante, e Hilaff anos mais tarde em suas seções de terapia ainda se sentiria incomodado em falar dela. O quarto estava escuro como todo o resto da casa, mas a luz da lua cheia entrava direto pela janela daquele quarto, deixando tudo fantasmagóricamente azulado. Diretamente na direção oposta da porta, sentado contra a parede estava um homem imenso, não devia ter menos do que 2 metros de altura, e era gordo, mas não gordo como os maridos ficam depois de se casar, era obeso, era mórbido, devia pesar mais de 200 quilos!&lt;br /&gt;Ele estava coberto de sangue, a boca e as mãos principalmente. Entre seus braços roliços e suas mãos grandes de dedos rombudos e unhas negras de sujeira, ele segurava o que parecia ser uma boneca sem cabeça, mas os detetives sabiam infelizmente que aquilo não era uma boneca, era uma criança.&lt;br /&gt;Examinaram o quarto com os olhos rapidamente, todas as prateleiras, bonecas, bichos de pelúcia, caixinhas de música, roupinhas, a cama cor-de-rosa da Barbie, tudo coberto de sangue. E no canto, perto da penteadeira, aquele calombo hediondo de longos cabelos castanhos. A cabeça da garotinha. O monstro havia arrancado sua pequena cabeça do corpo à dentadas o legista descobriria mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PARADO! - Hilaff e Marly disseram ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monster largou o corpo da garotinha no chão, sua bocarra assassina se alargou e formou um sorriso diabólico e cheio de dentes vermelhos. Em sua cabeça ele se lembrava das surras que levava do pai enquanto passava Vila Sésamo na Tv educativa, apanhava sempre sem motivo, mas depois da surra continuava vendo  o programa e se distraía, adorava o Come-Come, anos mais tarde descobriu que na América de onde o programa veio ele era chamado de Cookie Monster. Aí se lembrou de Pips, seu cachorro que o pai matou achando que era uma raposa invadindo o galinheiro. E depois de Yorda, a garota que morava na casa ao lado e que tinha lhe dado seu primeiro beijo. Ele havia comido Pips sem ninguém ver, quando matou o pai com 17 ele também o devorou e Yorda teve o mesmo destino quando terminou seu namoro com ele. Eles eram seus biscoitos, e ele adorava biscoitos, afinal, ele era o Cookie Monster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- I love cookies!Nhac, Nhac, Nhac, Nhac, Nhac, Nhac! - Monster se ergueu numa velocidade e agilidade surpreendentes para um homem do seu tamanho. Avançou contra os detetives que não tiveram escolha, abriram fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrendo no chão do quarto, baleado mais de 17 vezes até que parasse, Yaus Keletovich ergueu suas mãos e admirado percebeu que a luz da lua que entrava pela janela deixava sua pele azulada, igual a de seu personagem favorito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- I am the Cookie Mons....- E se foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-3561612470348476331?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/3561612470348476331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=3561612470348476331' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3561612470348476331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3561612470348476331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/04/nightmare-on-sesame-street.html' title='A Nightmare on Sesame Street'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-4982901214670167174</id><published>2008-04-09T18:42:00.000-03:00</published><updated>2008-04-09T18:47:29.906-03:00</updated><title type='text'>O homem que não sabia falar (Ou "O Mímico")</title><content type='html'>Ele não sabia falar, mas dizia várias coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava por aí tímido, cabisbaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garota no ônibus sorriu pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pegou o trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garota de muletas no trem sorriu pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele desceu do trem pra pegar o metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garota baixinha sorriu pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chegou no trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As garotas no trabalho sorriam pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de voltar pra casa. Pegou o metrô e ganhou mais alguns sorrisos. Entram 3 mímicos no vagão e fazem seu número, ele sorri pros mímicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Imagina a quantidade de sexo que eu estaria fazendo se soubesse falar." - Ele pensa consigo mesmo. "Talvez eu deva virar mímico."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-4982901214670167174?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/4982901214670167174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=4982901214670167174' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4982901214670167174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4982901214670167174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/04/o-homem-que-no-sabia-falar-ou-o-mmico.html' title='O homem que não sabia falar (Ou &quot;O Mímico&quot;)'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-6085188378859377056</id><published>2008-03-21T18:43:00.000-03:00</published><updated>2008-03-21T18:55:33.544-03:00</updated><title type='text'>Escrevendo por culpa</title><content type='html'>Era um daqueles dias em que o ar está parado, as pessoas andam silenciosas, como se seus passos não fizessem barulho. Era feriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele vazio vinha me devorando há alguns meses, eu achei que havia superado o que quer que fosse, mas aparentemente ainda estava contaminado com aquela incapacidade de sentir qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo parecia parado, ainda assim os dias corriam como corcéis selvagens, livres e caóticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha visto duas pessoas morrerem no trabalho em menos de uma semana. Aquilo tentava me dizer algo, mas eu não queria pensar em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vi a Doutora, jovem, alta, cabelos negros, quadris largos. Ela estava dando a notícia pra família e eu por um instante pensei que aquele devia ser o pior trabalho do mundo. Um dos familiares começou a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho esse direito? De me sentir tão mal? Acho que não...nenhum de nós tem...cancelamos o direito uns dos outros de nos sentirmos péssimos, porque sempre existe alguém em situação mais desesperadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai me passou um monte de coisa pela cabeça, e no meio do turbilhão lembrei de uma cena engraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um menino de 14, 15 anos andava de bicicleta, perdeu o equilíbrio e levou um tombo feio no asfalto. Um negrão careca, amigo meu, estava por perto e alertou: Cuidado pra não cair hein! O garoto possesso com a brincadeira e o tombo lançou: Vai tomar no seu cú!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era simples, bobo, cotidiano, mas eu comecei a rir, me senti feliz pela primeira vez em meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, aquele gosto amargo já não estava mais lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida era boa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-6085188378859377056?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/6085188378859377056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=6085188378859377056' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6085188378859377056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6085188378859377056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/03/escrevendo-por-culpa.html' title='Escrevendo por culpa'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-5442045623178346030</id><published>2008-02-27T12:02:00.000-03:00</published><updated>2008-02-27T12:58:29.876-03:00</updated><title type='text'>Planeta dos Macacos, mas não por muito tempo</title><content type='html'>O garoto acordou assustado, olhou ao redor procurando quem quer que fosse, mas não achou ninguém. O laboratório era imenso e as sombras se acumulavam nos cantos mais distandes, prendendo-o num cubo mal-iluminado cercado de grossas paredes sombrias. A câmara criogênica estava desligada e a cúpula de vidro que a selava estava erguida, o jovem não teve dúvidas, pulou para fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava nu, seus pés descalços pisavam num frio chão de metal, mas a sensibilidade ainda lutava para voltar às extremidades o que o poupava do frio que fazia ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele caminhou pela escuridão adentro sem medo, tateava pelas paredes com dificuldade e entrava em corredores e portas sem saber ao certo pra onde estava indo, estava muito confuso. Ouviu passos ao longe, seguiu na direção do som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de um longo corredor ficava um salão enorme e iluminado, nele cerca de 10 homens imensos, com roupas pesadas de couro negro e capacetes de vidro negro andavam de um lado pro outro aparentemente impressionados com tudo que viam nas paredes, quadros, tapeçarias, cada vaso era uma relíquia e eles não pisavam nos tapetes com medo de que desmanchassem sob o peso de seus pés enormes. Para o menino passou despercebido o fato de que cada um daqueles homens carregava um fuzil e que todos eles tinham 4 braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele saiu do corredor caminhando lentamente, estava ainda muito fraco. Alguns dos homens se voltaram para ele e logo começou uma gritaria confusa numa língua que o menino jamais ouvira. Alguns dos homens apontavam os fuzis pra ele, enquanto outros tentavam impedi-los de atirar e outros dois ao fundo gritavam na direção de uma outra sala, de onde veio um outro gigante, esse vestia-se da mesma maneira, mas sua vestimenta era completamente vermelha, parecia ser o líder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gigante escarlate se aproximou e ajoelhou-se muito próximo ao menino, começou a falar muito devagar  naquela língua estranha, como se o menino pudesse por mágica aprender aquele idioma caso pronunciado muito lentamente, mas isso não ajudou obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não entendo. - O menino disse no mais claro japonês que conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma comoção entre os homens demonstrou que eles procuravam outro membro da equipe, logo entrou pela porta um novo gigante, esse vestia uma roupa branca, lembrou ao garoto um gordo boneco de neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Japonês? Japonês fala você? - O homem de branco perguntou com um sotaque carregadíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. - Respondeu o menino confuso. - Quem são vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós equipe de arqueologia de Rochia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rochia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rochia grande cidade. Nós de Rochia. Você de onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu nasci em Kyoto, mas fui criado em Akita. - A resposta veio tão facilmente ao menino que ele mal se deu conta de que de repente já se lembrava de quem era e de quase todo o resto. - Me chamo Iori.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gigante de branco ia traduzindo tudo para o gigante de vermelho que apenas balançava a cabeça e fazia curtos comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós Rochia. Nós aqui pesquisando e encontrar você. Você muito raro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou muito raro? Não entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Humano muito raro, humano não mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iori ficou em silêncio por um minuto, pensava no que estava ouvindo e mais memórias pareciam voltar de súbito a sua cabeça. O calor, as geleiras derretendo, os tornados, os terremotos, as enchentes, as pessoas morrendo, ele sendo congelado pelos pais para ser salvo no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não existem mais humanos? - Ele perguntou incrédulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Humano não mais há muito tempo, humano lenda, muito Rochia não acredita em humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas então...o que vocês são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós Rochia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês vivem em Rochia e são Rochia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, todos os homens retiraram seus capacetes, o garoto abafou um grito de horror quando viu seus rostos. Cabeças insetóides de olhos redondos e negros, bocas multifacetadas e deslocáveis com tenazes dos lados, longas antenas na parte superior, eram imensas baratas humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Rochia...roach...barata em inglês.", Iori pensou..."Os humanos finalmente conseguiram, extinguiram a espécie mais perigosa do planeta, eles mesmos."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-5442045623178346030?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/5442045623178346030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=5442045623178346030' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5442045623178346030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/5442045623178346030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/02/planeta-dos-macacos-mas-no-por-muito.html' title='Planeta dos Macacos, mas não por muito tempo'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-7009865656661974133</id><published>2008-02-14T10:56:00.000-02:00</published><updated>2008-02-14T11:14:51.398-02:00</updated><title type='text'>Caverna Interior</title><content type='html'>Caminhei pela noite adentro, sozinho. Encontrei companheiros no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos pela noite adentro, sozinhos. Encontramos resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resistimos noite a dentro, sozinhos. Encontramos liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corremos livres pela noite, sozinhos. Encontramos uma garota gordinha de 15 anos e olhos verde-folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você pode sair e conquistar o mundo, mas seus amigos ficam. - Ela disse com uma risadinha típica de garotas de 15 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou. - Respondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio da noite e finalmente enxergo a luz do sol depois de longos anos, minha pele pálida agradece quando recebe novamente os revigorantes raios de sol. Caminho por uma floresta e encontro uma imensa caverna, estou só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da entrada da caverna sai uma corrente grossa e enferrujada, curioso eu a seguro e puxo, seja lá o que estiver na outra ponta, vem deixando a caverna sem resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu finalmente vejo, preso pelo pescoço, um gigante. Mas o gigante sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "euzão" está vestido de centurião romano, com um elmo dourado, um escudo no braço esquerdo, uma lança na mão direita e uma espada na cintura. Ele parece manso, mas poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dúvidas quanto ao que fazer, quebro a corrente e liberto o gigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos um e vamos conquistar o mundo, sozinhos. Ou sozinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-7009865656661974133?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/7009865656661974133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=7009865656661974133' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7009865656661974133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7009865656661974133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/02/caverna-interior.html' title='Caverna Interior'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-1019296505979230747</id><published>2008-02-04T08:32:00.000-02:00</published><updated>2008-02-04T10:00:16.633-02:00</updated><title type='text'>Modern Caveman</title><content type='html'>A caçada havia começado 5 dias antes, no coração mais profundo daquelas selvas úmidas. Os 4 homens seguiram sua presa incansáveis até uma vasta planície pedregosa. Thog, Gog, Brak e Taruk eram seus nomes, grandes guerreiros de sua tribo, o guerreiro mais forte, o corredor mais rápido, o pensador mais sábio e o rastreador mais implacável respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taruk e Brak investigavam cuidadosamente os rastros frescos de sua presa numa pequena poça de lama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Passou por aqui há 2 dias, a lama está quase seca. - Taruk estava de pé segurando uma longa lança na mão esquerda, era o mais alto dos quatro e vestia pouco, apenas uma tanga de peles padrão da época, uma gravata púrpura e um rolex de ouro no pulso direito, estava quebrado e não marcava as horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos de apertar o passo Taruk. - Brak deixou a poça de lama após examina-la. - Ou vamos perdê-la. - Os olhos de Brak eram verde-vivo, o direito coberto por um monóculo. Ele alisou o cabo de sua faca na cintura com uma mão e com a outra tirou sua cartola preta e coçou a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês dois, vamos indo! - Taruk gritou os outros dois companheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thog e Gog reuniram-se aos dois rapidamente. Thog era um homenzarrão imenso e de olhos pequeninos e estúpidos, não vestia nada além de um terno cinza muito surrado e carregava uma clava de madeira enorme, que um dia deveria ter sido toda uma árvore. Gog era o oposto, muito pequenino e magro, poderia ser tomado por uma criança, carregava um machado de pedra e vestia um par de tênis de corrida e um capacete de piloto com os óculos protetores abaixados o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 4 homens-das-cavernas seguiram uma trilha demarcada na planície, agora com um passo muito acelerado, quase corriam. Gog era visivelmente o mais rápido e parava muitas vezes para esperar o restante dos companheiros, era seguido por Taruk e Brak, Thog fechando a fila muitos metros de distância atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite caiu e Taruk e Brak comemoravam ter ganho uma boa distância naquele dia, a besta deveria ser encontrada na manhã seguinte quase com certeza. Sentaram-se no chão e sentiam fome e frio, Brak acendeu uma fogueira já que era o único a conhecer os segredos do fogo. Os 4 amontoaram-se ao redor da fogueira segurando os joelhos e tentando se aquecer um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um barulho na mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sonhadores. - Gog segurou o cabo do machado com força e levantou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Droga. - Thog acompanhou o amigo e levantou-se com sua imensa clava bem firme sobre os ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O GPS do Grande Chefe tinha mesmo mostrado uma concentração de sonhadores nessa área, eu esperava passar por aqui desapercebido. - Brak disse amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taruk imitou os companheiros e levantou-se, pronto para qualquer coisa com sua lança em punho. O ar parecia pesado e uma tensão empesteava a pequena clareira ao redor da fogueira. Minutos depois, nada tinha acontecido e eles relaxaram um pouco, uma hora depois sentara-mse ao redor da fogueira novamente, ainda atentos aos sons da floresta, mas nada aconteceu, de qualquer forma, nenhum deles dormiu aquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte partiram cedo e logo estavam no rastro da presa, era um animal grande pelo que parecia e deixava rastros por todos os lados, grandes fitas de papel crepom colorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gog era o batedor e corria na frente pra verificar um penhasco a frente, os outros três descansavam sentados em pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Às vezes me pergunto o que estamos fazendo. - Taruk disse para ninguém em particular. - Qual o sentido em tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A tribo precisa de nós Taruk, e isso é tudo. - Brak concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está lá. - Gog tinha chegado sem ninguém percebê-lo, tinha um sorriso no rosto. - A Besta Arco-Íris está lá embaixo na planície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos correram para a ponta do penhasco e assim que chegaram puderam vê-la. Era um animal enorme, uma anta com o tamanho de dois elefantes. Movia-se lentamente e tranquila, seu corpo era multi-colorido e parecia feito de muitos pedaços de papel crepom colados uns aos outros. Ela não parecia ter percebido os caçadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos caçar. - Taruk convidou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 4 desceram pela encosta do penhasco com facilidade e seguiram abaixado e contra o vento até posicionarem-se logo atrás da besta. Thog foi o primeiro a atacar, sua clava monstruosa atingiu o flanco do animal com uma força descomunal e a parte traseira da fera tombou. Os outros correram pelos lados da fera, Brak e Gog desferindo vários golpes com suas lâminas e Taruk foi na direção da cabeça e com sua lança furou os olhos da criatura que urrava de dor e pânico. A fera ainda tentou reagir e acertou uma pescoçada em Brak que caiu estirado no chão, sua cartola e seu monóculo jogados longe, mas ele logo se recuperou. A Besta Arco-Íris estava acabada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taruk tirou um grande pedaço de tecido branco de uma maleta nas suas costas e entregou-a a Thog. O gigante vendou os olhos com o pano e alcançou seu tacape no chão. A essa altura, os outros 3 riam e começaram a rodar Thog que perdeu completamente o senso de direção, mas a fera ainda gemia baixinho e guiou seus ouvidos. Um único golpe de Thog foi o bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cebeça da fera voou longe, expondo o interior de seu corpo, um amontoado de pequenos pedaços de papel verde, notas de 20 e 50. Os 4 guerreiros destruíram complatamente a carcaça da besta e encheram suas valises com a recompena de sua caçada, teriam muito para levar de volta pra tribo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu nem acredito, matamos Piñata, a Besta Arco-Íris. - Um deles disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Gordon Banks (04/02/2008)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-1019296505979230747?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/1019296505979230747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=1019296505979230747' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1019296505979230747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1019296505979230747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/02/modern-caveman.html' title='Modern Caveman'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-7446756334061415249</id><published>2008-01-29T08:02:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T10:07:48.794-02:00</updated><title type='text'>O dia perfeito</title><content type='html'>Acordei com meia hora de antecedência naquele dia. Queria chegar cedo no trabalho pra impressionar o chefe, afinal eu era o novo gerente nacional de vendas da empresa. Batalhei muito pela promoção, mas há uma semana o patrão finalmente reconheceu meus esforços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei e fiz a barba com calma, depois tomei um banho quente de dez minutos. Fui pra cozinha e abri a geladeira, os restos da pizza da noite anterior estavam lá e pareciam convidativos, resolvi comê-los e mais duas bananas e um iogurte de mel. Terminei o café com um copo de suco de laranja que eu tinha preparado minutos antes de me sentar à mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei minha camisa amarela, o dia pedia. Vesti o terno azul que combinava com a camisa e a gravata vermelha que combinava com o terno. Ia também estrear meus sapatos pretos novos.&lt;br /&gt;Escovei os dentes e penteei o cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tá ótimo! - Sorri e dei uma piscadela espirituosa pro cara no espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí de casa e o dia estava maravilhoso, um céu azul e o sol brihando, mas sem queimar a gente. Era uma caminhada de 5 minutos até o metrô, inspirei aquele ar fresco de agosto, verifiquei se não estava esquecendo nada, chaves, carteira, maleta e então parti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era um fã daquele tempo agradavél, a mulherada geralmente usava pouca roupa na rua e eu estava estranhamente propício a passar cantadas naquela manhã. Estava me sentindo ótimo, tudo na minha vida ia bem naquele ano, saúde, família, amigos, a única coisa da qual eu sentia falta era uma companheira pra compartilhar minha vida maravilhosa. Mas se dependesse de mim, esse problema logo estaria resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na estação do metrô e evitei as escadas rolantes, sempre achei coisa de preguiçoso, segui descendo pela escada comum. Paralelo a mim estava a escada rolante que subia e uma pequena multidão de trabalhadores apressados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que eu vi subindo as escadas a mulher mais linda na qual eu já colocara os olhos. Uma morena lindíssima de olhos cor de mel, vestidinho social grafite e uma bolsa que combinava com os sapatos pretos. Não consegui tirar os olhos dela e minha alegria foi indiscritível quando percebi que ela também estava me encarando esfomeadamente com um sorrisinho discreto no canto da boca. Eu tinha me barbeado e estava com meu terno azul-fatal "Estou irresistível" pensei comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente passamos um do lado do outro arrisquei um sonoro "Oi" que ela respondeu muito simpática. Ainda descendo as escadas eu virei a cabeça pra continuar a vê-la e dizer mais alguma coisa. Foi quando eu ouvi o estalo do meu tornozelo quebrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tropecei e comecei a rolar pelas escadas, devo ter ouvido mais uns 2 estalos que indicavam que mais alguma coisa tinha se partido dentro de mim. A escada era longa e eu tive muito tempo pra me machucar. No final da queda, meu cotovelo bateu no chão e virou meu corpo de frente ainda rolando. Dei uma cambalhota desajeitada que me lançou 1 metro no ar e aterrisei um cima da minha cabeça. Tentei gritar quando senti meu pescoço quebrando, mas meu corpo já não respondia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caí no átrio estirado, paralisado. Ficou frio de repente, eu não sentia meu corpo direito, era uma sensação estranha. Meu olhos estavam abertos, mas eu não conseguia movê-los. Não havia mais dor, mas logo eu percebi que não estava respirando e me desesperei ainda mais quando não houve nenhum reflexo do corpo pedindo por ar. Logo tudo começou a escurecer e eu percebi que era o fim, meu corpo estava desligando, eu ia morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morri naquela manhã perfeita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-7446756334061415249?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/7446756334061415249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=7446756334061415249' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7446756334061415249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7446756334061415249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/01/o-dia-perfeito.html' title='O dia perfeito'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2739242605902818424</id><published>2008-01-20T06:14:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T08:03:24.280-02:00</updated><title type='text'>Jack, Charlie, e o grande baile</title><content type='html'>(Bom, primeiramente, peço desculpa por quebrar completamente o ritmo do blog no último &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;post&lt;/span&gt;, mas eu realmente precisava desabafar e foi o melhor jeito que eu encontrei na hora. O blog continua com os contos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;crônicas&lt;/span&gt; usuais, que é o que eu gosto mais de escrever e aparentemente é o que tem agradado mais o pessoal.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a grande noite. A grande chance pra todos. A noite em que nobres e plebeus eram iguais. A noite do baile do colegial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estava particularmente empolgado, era só mais uma festa com o pessoal manjado da escola, só que sem álcool e com a supervisão de adultos. Resumindo, era um festa chata, mas por algum motivo, existia toda uma mística em torno daquela noite que fazia parecer que tudo poderia acontecer. Eu conhecia mais de uma pessoa que esperava pelo baile antes mesmo de saber &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o que era um baile.&lt;br /&gt;Os caras da turma estavam entusiasmados. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Charlie&lt;/span&gt; tinha comprado um terno novo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Kevin&lt;/span&gt; tinha convencido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Heather&lt;/span&gt;, a garota mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;gostosa&lt;/span&gt; da escola, a ir com ele. Tudo prometia uma noite inesquecível. De fato, eu jamais esqueci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O baile já ia chegando ao final, o ponche já estava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;batizado&lt;/span&gt;, mas ninguém se mostrava bêbado demais. Os primeiros casais saíam discretamente e entravam nos carros procurando pelos melhores cantos escuros da cidade pra dar uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;amassos&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Kevin&lt;/span&gt; dançava uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;baladinha&lt;/span&gt; lenta no meio da pista com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Heather&lt;/span&gt;, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Bia&lt;/span&gt;, a  garota que eu tinha levado ao baile, estava num canto agarrada com um jogador do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;time&lt;/span&gt; de luta-livre que eu não reconheci, por que eram todos muito parecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sai do salão e dei uma caminhada até o pátio, vi que o céu estava muito claro e estrelado, e a lua estava ligeiramente avermelhada, um daqueles lances de eclipse ou sei lá o que.&lt;br /&gt;Quando me virei na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;direção&lt;/span&gt; da torre do relógio, vi um vulto grandalhão lá no alto, não tive dúvidas, era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Charlie&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai entrar numa enrascada se alguém te pegar aqui. - Eu disse me aproximando depois de finalmente subir a longa escada espiral por dentro da torre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não me importo. - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Charlie&lt;/span&gt; disse virando pra me olhar, ele estava sentado no parapeito com as pernas para fora da torre e cambaleou perigosamente, na mão esquerda um embrulho em papel pardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso na sua mão é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;scotch&lt;/span&gt;? Você andou bebendo? - Perguntei com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;semi&lt;/span&gt;-sorriso no rosto, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Charlie&lt;/span&gt; raramente bebia, mas costumava exagerar quando o fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu só bebo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;bourbon&lt;/span&gt; Jack, achei que você já soubesse. - Ele respondeu me dando as costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparei que sobre o parapeito estavam os sapatos dele, e dentro de um dos sapatos vi o brilho dourado do relógio que ele ganhara do pai e dos óculos de grau, era estranho vê-lo sem os óculos, mas me pareceu um detalhe sem importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;bia&lt;/span&gt; me largou no meio da segunda música. - Desabafei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Heather&lt;/span&gt; ainda vale alguma coisa, mas a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Bia&lt;/span&gt; é uma tapada. - Ele disse com mais dureza do que eu esperava ouvir. - Não se preocupe, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;karma&lt;/span&gt; toma conta dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Charlie&lt;/span&gt; era um cara muito alto e de ombros largos, ainda assim um sujeito simpático e de aparência inofensiva. Era um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;nerd&lt;/span&gt; de marca maior. Devorava livros no café da manhã, adorava filosofia, estudava tudo que podia sobre religião, embora não mostrasse seguir nada do que lia. Não pude deixar de sorrir quando ele deixou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Bia&lt;/span&gt; a cargo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;karma&lt;/span&gt;, era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o estilo dele, por isso era meu amigo. Meu melhor amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos embora daqui, esse baile já era. - Eu disse na esperança de voltar pra casa e descansar na minha cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode ir sozinho, vou ficar aqui mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo. Se cuida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Charlie&lt;/span&gt;, te vejo amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu desci as escadas e deixei o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Charlie&lt;/span&gt; lá. No estacionamento, vi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Kevin&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Heather&lt;/span&gt; saindo no carro dele, a noite deles ainda estava começando. A minha no entanto estava a 10 segundos de terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;BOOM&lt;/span&gt;!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me virei na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;direção&lt;/span&gt; do barulho assustado, parecia uma bomba, mas não tinha fogo. De repente escutei um grito de mulher e um alvoroço logo depois, estavam na torre do relógio. Corri de volta e logo percebi que algo estava errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cercado por uma 4 pessoas completamente aturdidas, estava um corpo no chão, um corpo grandalhão, sem óculos e sem sapatos, e sem vida. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Charlie&lt;/span&gt; tinha caído da torre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite parecia não terminar nunca enquanto os policiais me faziam mais e mais perguntas, já que eu tinha sido o último a vê-lo com vida.&lt;br /&gt;Um dos peritos encontrou um bilhete no bolso interno paletó:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;tout&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;le&lt;/span&gt; monde&lt;br /&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;tous&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;mes&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;amis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Je&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;vous&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;aime&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Je&lt;/span&gt; dois partir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;These&lt;/span&gt; are &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;last&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;words&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;I'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;ll&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;ever&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;speak&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;And&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;they&lt;/span&gt;'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;ll&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;set&lt;/span&gt; me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;free&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Charlie&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a letra de "A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Tout&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Le&lt;/span&gt; Monde" do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Megadeath&lt;/span&gt;. Estava escrito com a letra do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Charlie&lt;/span&gt; e foi considerado um óbvio bilhete de suicídio. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Charlie&lt;/span&gt; se suicidou. Eu nunca soube o porque. Ele era meu melhor amigo, devia estar gritando por ajuda há semanas com aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;jeitão&lt;/span&gt; retraído dele e eu nem percebi, concentrado demais no meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;mundinho&lt;/span&gt; precioso de festas e garotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois a mãe de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Charlie&lt;/span&gt; me ligou e disse que eu podia ir até a casa dela e pegar alguma coisa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Charlie&lt;/span&gt; como lembrança. Eu entrei no quarto dele, e vasculhei por algum diário, alguma pista do motivo pra ele ter feito aquilo, até liguei o computador e verifiquei o que ele andava fazendo na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;internet&lt;/span&gt;, mas tudo que eu via eram sites sobre retiros budistas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;monastérios&lt;/span&gt; e coisas relacionadas ao budismo. Em cima da escrivaninha estava a única coisa que eu tirei daquele quarto. Um folheto falando sobre um retiro budista no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;japão&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um ano eu consegui a grana e logo estava de viagem marcada. Não ia pra faculdade, estava de malas prontas pra ir pro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;japão&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2739242605902818424?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2739242605902818424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2739242605902818424' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2739242605902818424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2739242605902818424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/01/jack-charlie-e-o-grande-baile.html' title='Jack, Charlie, e o grande baile'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-8394566874181128520</id><published>2008-01-16T10:05:00.000-02:00</published><updated>2008-01-16T10:37:03.329-02:00</updated><title type='text'>Magda Banks</title><content type='html'>Acabei de realizar um funeral. É verdade, não é mais uma crônica ou conto. Eu tive durante 4 anos um esquilo da mongólia. ELA morreu há 40 minutos. Eu a enterrei numa pracinha de frente com a minha casa. Ela já estava velhinha, e ontem antes de sair pra trabalhar eu reparei que ela estava fria, temi pelo pior, mas torci pra que fosse só um resfriado ou algo assim. Hoje eu cheguei e ela estava quietinha, não tinha nada da animação de sempre, peguei-a e percebi que ela estava muito fria, gelada quase. Comecei a tremer, sabia que a hora estava chegando, e ela aparentemente também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mão se aproximou e eu contei o problema, ela ficou perturbada, mas tentando me animar perguntou: "Você vai querer outro? A gente pode comprar um outro bichinho pra você." "Eu quero a Magda." eu respondi. Era verdade, eu só queria a Magda. Coloquei-a no sofá na esperança de que uma caminhada lhe fizesse bem. Ela pareceu mais e mais desorientada, as patinhas já não obedeciam e ela começou a tentar se jogar do sofá no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me desesperei e comecei a chorar, minha mãe tentava me acalmar, mas sem remédio. Ela finalmente caiu no chão se debatento, fiquei com medo de toca-la, percebi que ela estava morrendo ali naquela hora. Minhas mãos a protegiam de algum mal invisível, eu tentava criar coragem pra pega-la, mas não consegui. Ela parou, mas suas pernas ainda se moviam em agonia.&lt;br /&gt;"MORRE!MORRE!" eu urrei desesperado, querendo que a dor dela acabasse, minha mãe ficou muito assustada e meu pai veio correndo ver o que tinha acontecido, ela já estava morta na altura em que ele chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe surgiu não sei de onde com um suco de maracujá, que eu bebi sem sentir o gosto só pra dar a impressão de que estava tudo bem. Fiquei olhando pra ela no chão, olhos abertos, sem vida. Deitei do lado dela e fiquei observando aquele corpinho peludo no chão.&lt;br /&gt; Minha mãe estava em pé do meu lado, e parecia preocupada comigo, também chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi me levantar e começar a preparar um caixãozinho improvisado. Ela tinha um tubo de papelão, tampei um dos lados com papel toalha e linha, coloquei um pouco da serragem do aquário e então coloquei aquela coisinha minúscula que ela era lá dentro, ainda chorando muito. Ela dorava semente de girassol e amendoim. Coloquei alguns com ela, e coloquei milho e trigo caso ela enjoasse dos outros, peguei a serragem do ninho dela, onde ela dormia e tampei o tubo, coloquei outra folha de papel toalha e amarrei com linha (tudo com ajuda da minha mãe, eu estava tremendo muito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até a pracinha e cavei com uma pá de pedreiro na terra úmida, matei minhocas e tatuís no processo, irritado com o fato de que logo eles estariam se alimentando da minha preciosa filhota. Eu NUNCA mato, NADA, só pra ficar claro o nível da minha perturbação. Antes de colocar o tubo na terra, escrevi com uma caneta azul:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Magda Banks&lt;br /&gt;*2004 - 16/01/2008 †&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mordia todo mundo,&lt;br /&gt;menos eu."&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Enterrei o tubo e enquanto isso a porra da música do "ciclo sem fim" do Rei Leão não saia da minha cabeça. Fiz uma prece por sua alma roedora e voltei pra casa. Quando entrei e vi o aquário vazio, comecei a chorar de novo. Então vim até aqui escrever, desabafar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magda meu amor, eu não esqueci da promessa. Um dia, quando tudo for possível, eu volto pra te buscar. Eu juro. Eu faço um juramento solene! Eu volto pra te buscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora me resta sorrir chorando enquanto lembro de todas as vezes que você me fez rir. E me resta me desesperar à lembrança de que você se foi pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-8394566874181128520?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/8394566874181128520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=8394566874181128520' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8394566874181128520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8394566874181128520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/01/magda-banks.html' title='Magda Banks'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-3711759380990368830</id><published>2008-01-11T08:58:00.000-02:00</published><updated>2008-01-11T09:15:39.636-02:00</updated><title type='text'>Jack e a noiva que não lhe pertencia, nem ao seu próximo</title><content type='html'>(Não posto a mais de uma mês, sim eu sei, não ando no melhor dos humores pra escrever, mas pretendo postar com mais frequência de agora em diante. Provavelmente poste alguma história antiga esquecida do meu flog, provavelmente "As Crônicas do Vortex" que foi meu maior "hit" na época, mas reescrita e melhorada , ou seja , uma versão 2.0, veremos, não me esperem pro jantar....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num barzinho ele bebia uísque sentado num banquinho ao balcão, estava sozinho. Ela observava de sua mase a um bom tempo, o cara era bonitão e não olhava pro relógio, sinal de não esperava ninguém. Resolveu arriscar e cruzou o bar gingando até o solitário, sentou-se no banquinho vizinho e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi. - Ela começou com a voz sensual.&lt;br /&gt;- Oi. - Ele respondeu sem emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconcertada ela chegou a pensar que ele fosse gay, ou talvez um daqueles caras tímidos demais pra continuar uma conversa. Estava rodando sozinha a noite toda e resolveu apostar todas as fichas naquele sujeito, seria mais ousada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum. - Ela colocou a mão de leve sobre a dele. - Não tem aliança.&lt;br /&gt;- Até onde você possa ver não. - Ele respondeu sem dar atenção.&lt;br /&gt;- E onde mais você poderia colocar uma aliança? - Ela riu.&lt;br /&gt;- Em muitos lugares. - Ele olhou para a mão direita dela, uma aliança dourada no dedo anelar, era noiva. - Mas talvez o lugar mais importante seja a cabeça, pois se você não respeita a aliança, ela não passa de um anel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pagou, se levantou e saiu, deixando-a embaraçada e sozinha para trás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-3711759380990368830?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/3711759380990368830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=3711759380990368830' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3711759380990368830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/3711759380990368830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2008/01/jack-e-noiva-que-no-lhe-pertencia-nem.html' title='Jack e a noiva que não lhe pertencia, nem ao seu próximo'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-8496590910420280947</id><published>2007-12-08T10:09:00.000-02:00</published><updated>2007-12-08T11:40:59.552-02:00</updated><title type='text'>As putas da minha vida</title><content type='html'>Era uma noite quente, mas os ventiladores no teto faziam bem o seu trabalho. A música tocava bem alta, alguma porcaria black que estava na moda. A luz negra escondia parcialmente as feições de todos no ambiente, um salãozinho pequeno de no máximo 10x10 metros. No fundo um balcão longo onde 2 barmans atendiam à multidão furiosa de comandas de cartolina amarela agitadas no ar, a minha era apenas mais uma delas. Um barman finalmente me viu no canto do balcão, o mais afastado possível de todos, mais ainda assim me acotovelando com dois sujeitos bem vestidos que tinham pinta de empresários. Pedi a quarta das 5 cervejas que aquele pedaço de cartolina me garantia, e logo a latinha veio parar na minhão mão.&lt;br /&gt;Bebi relaxado, um dos engravatados ao meu lado deu um gole num uísque e deixou no balcão, o outro havia pedido um drink que parecia ser alguma coisa com limão dentro, mas nem tocou no copo, sem mais nem menos os dois saíram andando atrás de uma loira que passou por nós. O barman atarefado tentava com dificuldade abrir espaço no balcão cheio de copos e latas vazias, veio na minha direção:&lt;br /&gt;- O uísque é seu? - Confirmei com a cabeça. - E a caipiroska? - Fiz que sim novamente terminando minha cerveja e ele se afastou levando minha latinha vazia.&lt;br /&gt;Acendi um cigarro e terminei o uísque com um só gole sem me importar se podia estar pegando herpes ou coisa pior daquele copo, uma dose de uísque não saia por menos de 20 pratas por ali, e eu estava disposto a ficar um pouco bêbado. Em seguida beberiquei a caipiroska no canudinho, estava fraca, mas cavalo dado não se olha os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palco redondo minúsculo que ficava no centro do salãozinho, umas das garotas dançava sensual naquele poste metálico, entrelaçava as pernas e virava de ponta cabeça, era impressionante, era lindo. Me critiquem à vontade, mas para mim aquilo era uma visão divina, e mesmo ateu convicto, eu sempre conseguia ver deus nas coisas mais banais. Não o deus vingativo e temperamental da igreja, um deus maior e mais primitivo, um deus que não passava de uma sensação boa no estômago ao ver todas aquelas garotas semi-nuas circulando por ali. A dançarina da vez era Daisy, ou Michele, ou qualquer outra coisa, ela detonava naquele poste metálico, e quando tirava a calcinha, vinha aquela lufada de fumaça perfumada sabe-se lá de onde e encobria tudo, nos dando apenas uma pequena amostra do que poderíamos obter naquele paraíso carnal. Daisy, ou Michele, ou qualquer coisa, correu pra fora do palco e entrou numa portinha num canto, fim do show por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei outro cigarro e a caipiroska, acendi mais um malvadinho e pedi minha quinta cerveja, estava de costas pra tudo, apoiado com os cotovelos no balcão, pensando em algo que eu nem mesmo tinha certeza do que seria. Um par de mãos delicadas me tocou nos ombros, isso era comum num puteiro, ignorei e continuei bebendo. As mãozinhas eram insistentes e começaram a viajar para lugares mais dignos de atenção, suspirei meio impaciente e me virei pra ver quem era.&lt;br /&gt;Não que eu me orgulhe, mas conhecia quase todas as putas daquele lugar pelo nome, nomes de guerra e nomes reais, frequentava o lugar há alguns anos e estava sempre me atualizando na vida profissional e pessoal das meninas, era amigo de algumas delas. Mas desde a primeira vez em que eu havia passado por aquela porta, uma garota em especial tinha me chamado a atenção, e embora eu pudesse simplesmente convida-la pra subir e pagar os 80 mangos pela foda, nunca tinha acontecido nada entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era loira, claro são sempre loiras, e tinha os olhos muito grandes e castanhos, lindos. Um rostinho perfeito de nariz fino e boca charmosa. O corpo era algo obcenamente maravilhoso para os meus padrões, a mulher ideal, muita carne em cima, nem tanto atrás e pernas lindas, grossas e lindas.&lt;br /&gt;- Criou coragem e veio falar comigo finalmente? - Eu sempre tive esse senso de humor horrível e deslocado, mesmo assim ela riu.&lt;br /&gt;- Não, uma amiga quer falar com você. - Ela me olhou do jeito mais sacana que conseguiu e saiu rebolando dentro do seu espartilho vermelho. Fiquei puto da vida. Fui até onde ela havia indicado de longe, era uma das meninas, digo, uma das "minhas" meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fala Bab's. - O nome de guerra era Bárbara, eu chamava de Bab's, ela tinha um filhinho que adorava batman.&lt;br /&gt;- Hey Jaque. - Meu nome é Jack, por causa de algum personagem de filme que meu pai gostava, mas o pessoal me chamava de Jaque, só pra sacanear. - Falei com a gerente, e cobrei um favor dela. Te consegui um lance.&lt;br /&gt;- Diga lá e eu vejo se me interesso.&lt;br /&gt;- É o seguinte, todo mundo aqui sabe de você e da Loira. - Numa brincadeira sádica, todos os funcionários e as meninas haviam decidido não me dizer o nome da loira, apenas chamavam-na de "Loira". - A gerente te propõe o seguinte, você pode escolher, meia hora de graça com a Loira, ou duas horas de graça com as 3 meninas que você quiser, desde que não escolha a Loira entre as três.&lt;br /&gt;Eu ri sinceramente.&lt;br /&gt;- Bab's, Daisy e Rachel, vamos praquele quarto com a cama grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bárbara era uma ruiva linda, Daisy era uma branquelinha magra e muito "habilidosa", Rachel era uma gordinha peituda e maluca, as 3 eram de longe as melhores transas da casa. Ainda acho que escolhi bem. Quando venceram as duas horas, estávamos os 4 na cama, devastados, as garotas encostaram as cabeças no meu peito e descançavamos um pouco. Pude ouvir Bab's dizer baixinho:&lt;br /&gt;- Um, dois, três e... - As três gritaram em coro. - Feliz Aniversário Jack!&lt;br /&gt;Eu tinha acabado de passar as 2 melhores horas da minha vida, suspirei e disse.&lt;br /&gt;- Que se foda a loira, eu amo vocês garotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By Gordon Banks (08/12/2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pequeno PS: Os nomes usados no texto não estão aí com a intenção de ofender ninguém, usei nomes aleatórios para ilustrar as personagens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-8496590910420280947?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/8496590910420280947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=8496590910420280947' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8496590910420280947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/8496590910420280947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2007/12/as-putas-da-minha-vida.html' title='As putas da minha vida'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2339170940074466685</id><published>2007-11-26T09:55:00.000-02:00</published><updated>2007-11-26T11:17:28.437-02:00</updated><title type='text'>Eu e os 10 Budas Cotidianos</title><content type='html'>Eu tinha trabalhado a noite toda, só tinha aquele dia de folga, trabalharia no dia seguinte, que era domingo por sinal...só havia dormido uma hora quando minha mãe bateu na janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tom, você tem certeza que não vai? Você tá dormindo? - Engraçada a ordem das perguntas.&lt;br /&gt;-Não vou. Se estivesse de folga amanhã, até iria, mas quero descansar.&lt;br /&gt;-Seu irmão volta ainda hoje, volte com ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tentava me convencer a ir num churrasco de aniversário de casamento da minha tia, vamos chama-la de "A". Tia A me adorava e sempre me convidava pra ir até a casa dela, que era obscenamente longe de São Paulo, duas horas e meia de viagem. Eu não queria ir como deu pra perceber, mas minha mãe tinha enfiado na cabeça que eu devia ir, e não parecia disposta a desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei cedendo, me levantei, me troquei e sai de carro rumo a casa de tia A com meu irmão, meus pais iriam mais tarde levando uns primos meus de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;carona&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei em silêncio como de costume, nunca fui de falar muito, não acho necessário. As pessoas por outro lado tomam meu silêncio por timidez, arrogância ou burrice. Meu irmão tentou puxar papo algumas vezes, mas desistiu quando reparou que minhas respostas não passariam de monossílabos sussurrados. Seguimos viagem tranquilamente, com comentários esporádicos dele sobre algo que víamos na rua ou na estrada e um comentário meu, que normalmente encerrava o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º Buda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Cotidiano&lt;/span&gt;: O sujeito com chapéu de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;oncinha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Trânsito em São Paulo é um saco, não importa o dia, e aquele sábado não era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;excessão&lt;/span&gt;. Estávamos parados numa fila imensa tentando alcançar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Anchieta&lt;/span&gt;, e olhando pro lado, no portão de uma casinha pequena, vi algo no mínimo "digno de nota". Um sujeito na casa dos 50 anos, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;bermuda&lt;/span&gt;, sem camisa e naquele calor de 33º C usava um chapéu peludo, com estampa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;oncinha&lt;/span&gt;. Parecia muito tranquilo fazendo um trabalho manual que eu ignoro o que era, algo com uma mangueira plástica e uma faca. Parei pensando naquilo, era uma imagem de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;bucolidade&lt;/span&gt; tão explícita que me comoveu de certo modo, mudando meu humor automaticamente de "Com sono e indiferente" para "Contemplativo e profundo". Passei a me sentir bem daquele momento em diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º Buda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Cotidiano&lt;/span&gt;: O cachorro atropelado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena comum na estrada, a certa altura da viagem, olhei pro acostamento oposto ao meu e vi com tristeza um irmão canino atropelado e morto. Na mesma hora fiz uma prece louvando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Amida&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;buda&lt;/span&gt; da Misericórdia e senti tristeza profunda por aquela criatura indefesa que provavelmente morreu sozinha e agonizante na beira daquela estrada. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Refleti&lt;/span&gt; brevemente sobre a inconstância da vida e a inevitabilidade da morte, e então me conformei com o destino reservado ao quadrúpede fiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º Buda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Cotidiano&lt;/span&gt;: O cachorro andarilho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já perto do nosso destino, vendo no horizonte montes verdes e bosques frescos, deparei-me com um cachorro comendo algo na beira da estrada, o que era eu não sei, estava numa sacola de plástico branca, provavelmente lixo. Pensei na sina do primeiro cachorro e desse segundo, quão diferentes e quão parecidas seriam? Estaria meu segundo irmão canino fadado ao mesmo destino do primeiro, e o primeiro, estivera também comendo dum lixo semelhante dias antes de sua morte? O homem ignora o sofrimento alheio de tantas formas que eu me desconcerto. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Fiz&lt;/span&gt; uma prece silenciosa pela segunda vez à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Amida&lt;/span&gt; pedindo pela segurança do cão que comia lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º Buda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Cotidiano&lt;/span&gt;: As cruzes de madeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos da entrada que deveríamos pegar para chegar ao sítio de tia A e tivemos que avançar 3 quilómetros na estrada para dar a volta, numa curva, vi 3 cruzes de madeira, cada uma com um nome, dos quais não me lembro mais. Cada uma das cruzes representava uma pessoa que havia morrido naquele lugar. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Fiz&lt;/span&gt; uma prece e tentei imaginar que tipo de pessoas seriam os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;desencarnados&lt;/span&gt;, numa tentativa vã de imortaliza-los por mais um instante, mas falhei, minha mente logo foi atraída para algo mais interessante. As cruzes no entanto permanecem lá, duras e frias, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;meditativas&lt;/span&gt;, representando os 3 mortos daquela curva, representando 3 pequenos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;budas&lt;/span&gt; de madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º Buda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Cotidiano&lt;/span&gt;: Tio A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio A era marido de tia A. Viviam naquele sítio a um bom tempo, com uma filha pequena de uns 8 anos. Eu não estava em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;contato&lt;/span&gt; com a família nos últimos anos, por isso todos pareciam deformados e diferentes do que eu lembrava, as cores e cheiros também, as roupas, os semblantes. Tio A era o mais diferente, e ainda assim o mais igual. Busquei na memória e me lembrei dele há tempos atrás, cabelos castanhos e um bigodinho de escovinha que ele usou por anos. Agora, de cabelo grisalho e sem bigode, ainda tinha o mesmo ar divertido de antes. Contou histórias engraçadas durante o churrasco e as cervejas. Parecia de alguma forma um pilar no qual a família se apoiaria em breve. Guardei esse pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º Buda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Cotidiano&lt;/span&gt;: O caçador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu avô é um ancião de mais de 80 anos, alto e forte, como só eu consigo me lembrar. Era ele quem costumava reunir todos a sua volta e contar as histórias engraçadas, mas não agora. Perdeu minha avó há 2 anos e desde então tem dados sinais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;sutis&lt;/span&gt; de senilidade. Sinto-me triste por isso. Olhei para ele em determinada hora do churrasco, estava sozinho sentado numa cadeira confortável, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;cochilava&lt;/span&gt; tranquilo. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;buda&lt;/span&gt; de paz. Tive que fazer uma reverência invisível, tive que honra-lo, tive que respeita-lo, pois aquele caçador de pássaros era uma das únicas 6 razões para eu estar aqui, as outras 2 sendo meus pais e as outras 3 que já partiram, minhas avós e meu outro avô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7º Buda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Cotidiano&lt;/span&gt;: O bebê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio B, irmão de minha mãe, teve sua primeira filha recentemente, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;menininha&lt;/span&gt; pequena de olhos grandes e olhar inteligente. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;garotinha&lt;/span&gt; fitou-me longamente e alguém a interrompeu apontando para os cães e dizendo.&lt;br /&gt;-Olha o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Au&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Au&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;Eu esperei que ela me olhasse de volta e disse no tom mais explicativo que consegui.&lt;br /&gt;-Não é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Au&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Au&lt;/span&gt;, é cachorro. Parece mais fácil dizer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Au&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Au&lt;/span&gt;, mas é uma armadilha, vão te repreender daqui uns anos se você disser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Au&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Au&lt;/span&gt;, o certo é cachorro.&lt;br /&gt;Ela não aguentou o peso da realidade e ameaçou chorar, incrível, não tinha chorado uma única vez o dia todo. Todo mundo ressaltava o fato dela ser um bebê tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;quietinho&lt;/span&gt;, aí eu troco umas palavras com ela e a menina chora. Uma pequena &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;buda&lt;/span&gt; que não vai gostar de mudanças no futuro, foi o que eu vi, mas ainda assim, um bebê tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;bonzinho&lt;/span&gt;, só pode ser um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;buda&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8º e 9º &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Budas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Cotidianos&lt;/span&gt;: Primas C e D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São irmãs. Ambas bonitas, ambas inteligentes e ambas religiosas. Ah sim, e ambas solteiras, perto dos 30. A irmã mais nova das duas casou-se há 1 mês, e por alguma razão, talvez por não vê-las a muito tempo eu senti o semblante das duas, no mínimo mais rígido do que antes. C segurava o bebê com tamanho cuidado que poderia jurar que fosse seu, e além disso, cantava com uma voz triste e cheia de significados. D por outro lado, era quase invisível, o tempo todo ao lado da mãe, sentada, comportada, sem dizer uma palavra, com uma cara desanimada e linda. Pensei nelas com carinho, gostava de minhas primas. Pensei nelas como dois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;budas&lt;/span&gt; de esperança e comedimento, dois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;budas&lt;/span&gt; de paciência e devoção, enfim, pensei nelas como duas pessoas que terão o que querem, mas talvez, não quem queiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10º Buda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Cotidiano&lt;/span&gt;: Meu irmão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saímos de lá, já estava escuro e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;tínhamos&lt;/span&gt; bebidos algumas cervejas, meu irmão umas 5, eu umas 15, mas isso no decorrer do dia todo, o que não nos colocava em grande risco no caminho de volta. Claro que com 15 cervejas na cabeça, até eu começo a falar e logo no começo do caminho começamos a conversar, falamos bastante e nos calamos uma parte do caminho, depois já perto de casa, começamos a falar de novo. Pensei em como somos parecidos, de formas que eu não gostaria que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;fossemos&lt;/span&gt; e como somos diferentes, de maneiras que eu até gosto. Ele me contou uma ou outra coisa que não vou escrever aqui, mas deu a entender que ele é só um cara como todos os outros, inclusive eu. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;buda&lt;/span&gt; de simplicidade, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;buda&lt;/span&gt; de sonhos despedaçados, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;buda&lt;/span&gt; de profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos todos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;budas&lt;/span&gt;, aprendi isso e nunca mais esqueci, cada um a sua maneira, independente de religião ou o que quer que seja, todos temos nossa parcela de sentimentos profundos e complexos que jamais vamos conseguir explicar pra algumas pessoas, e que outras vão entender apenas nos olhando nos olhos. Todos temos a centelha de uma alma incendiária dentro de nós, essa alma mística que nos leva a lugares inesperados, até mesmo numa viagem de um dia como essa minha. E pensar que eu viajei além do interior &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Paulista&lt;/span&gt; naquele sábado, fui até o infinito e voltei, tudo por causa de um sujeito com chapéu de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;oncinha&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By Gordon Banks (26/11/2007)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2339170940074466685?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2339170940074466685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2339170940074466685' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2339170940074466685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2339170940074466685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2007/11/eu-e-os-10-budas-cotidianos.html' title='Eu e os 10 Budas Cotidianos'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2819367932466420053</id><published>2007-11-01T09:41:00.000-02:00</published><updated>2007-11-01T10:18:15.065-02:00</updated><title type='text'>Olhos verdes, olhos verdes...</title><content type='html'>Ele a segurou pela cintura e olhou no fundo dos seus grandes olhos verdes, e foi aí que o devaneio começou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você ficou linda no vestido. - Ele disse encabulado, mas confiante.&lt;br /&gt;- Nós não nos falamos há 3 anos. - Ela respondeu seca.&lt;br /&gt;- Não sei porque me afastei.&lt;br /&gt;Ela olhou ao redor desconfortável, ninguém podia ouvir aquela conversa.Disse.&lt;br /&gt;- Você foi embora porque nós não podíamos ficar juntos.&lt;br /&gt;- Deve ter sido isso, ou talvez porque eu não acredite mais nos contos de fadas...&lt;br /&gt;- Triste ouvir logo você dizer isso.&lt;br /&gt;Ele olhou ao redor, os rostos paralizados, os sorrisos eternos, como fotografias, ninguém tinha idéia do que se passava...&lt;br /&gt;- Você vai virar personagem num de meus contos...uma rainha...rainha da fadas!&lt;br /&gt;- Como vou saber que sou eu?&lt;br /&gt;- Vou usar seu nome.&lt;br /&gt;- As pessoas não são burras, saberão que sou eu.&lt;br /&gt;- Não me importo. Não mais. Tarde demais, acho...&lt;br /&gt;Ela se emocionou, e lágrimas brotaram de seus olhos imensos e expressivos.&lt;br /&gt;- Eu te... - Ela o interrompeu, colocando sua mão sobre a boca e inibindo as palavras.&lt;br /&gt;- Em outra vida. - Ela disse suave.&lt;br /&gt;- Em outras. - Ele assentiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acabou-se o devaneio, tudo passou a se mover naturalmente de novo, as pessoas, os risos, tudo...e ela estava lá ainda, parada, linda, deslumbrante, olhando pra ele.&lt;br /&gt;- Fiquei muito feliz de você ter vindo! - Ela disse.&lt;br /&gt;Ele tentou balbuciar algo, não encontrou as palavras.&lt;br /&gt;- Felicidades. - Ele disse finalmente, com um sorriso triste no rosto. E saiu da fila, para que as outras pessoas pudessem cumprimentar os noivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jurou pra si mesmo que nunca ia falar sobre isso com ninguém, que nunca escreveria nada a respeito, mas não pode se conter...era difícil gritar com a boca fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você foi a primeira a me beijar,&lt;br /&gt;foi a primeira a me querer,&lt;br /&gt;foi a primeira a me dizer "eu te amo",&lt;br /&gt;foi a primeira a me deixar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou sempre procurar por eles...olhos verdes, olhos verdes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2819367932466420053?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2819367932466420053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2819367932466420053' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2819367932466420053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2819367932466420053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2007/11/olhos-verdes-olhos-verdes.html' title='Olhos verdes, olhos verdes...'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-4880252995595358435</id><published>2007-09-27T02:11:00.000-03:00</published><updated>2007-09-27T03:16:10.421-03:00</updated><title type='text'>"Everybody want to SAVE the world"</title><content type='html'>Fato: Todos querem salvar o mundo. Mesmo os que aparentemente não querem, ou não se importam. Ou que por assim dizer, querem "destruir" o mundo. O ditador. O político. O militar. O ativista. O médico. O poeta. TODOS.&lt;br /&gt;Claro que cada um tem seu jeitinho todo especial de tantar fazer isso, enquanto o ditador tenta "livrar" a população da pressão e responsabilidade de tomar grandes decisões que afetam suas vidas, o médico salva vidas. Enquanto o político tenta mudar o mundo atravéz de leis, tratados e diplomacia, o ativista tenta mudar o mundo na marra, colocando a mão na massa. O militar segue as regras, o poeta quebra as regras.&lt;br /&gt;No final das contas é claro, nada disso adianta.&lt;br /&gt;Estamos girando sem controle no espaço, vindo do nada e rumando para lugar nenhum, e isso assusta as pessoas. Tentar ser o melhor, dar o melhor é a reação natural dos humanos, eles têem que controlar tudo, mas não controlam seus próprios destinos. Bom, então vamos sentar no chão e esperar a morte chegar, NADA pode ser feito? Não que essa possibilidade nunca tenha me passado pela cabeça, seria uma boa desistir de tudo e sentar no chão esperando pra ver onde isso vai dar, mas também seria contra a natureza humana. O humano evoluiu do macaco, isso é um fato, se você é burro ou crente demais pra duvidar, é um problema seu. Macacos são animais "familiares", eles não gostam de viver sozinhos, e herdamos isso dos nossos amiguinhos comedores de banana, simplesmente não SUPORTAMOS a solidão. E o preço que pagamos por uma vida cheia de gente a nossa volta chama-se SOCIEDADE. Claro que a sociedade é uma coisa boa, se você for um trabalhador, tiver uma religião, se portar como esperado por todos. Mas desvie de uma só crença da sociedade e você será um "vagabundo", um "rebelde", um "maníaco".&lt;br /&gt;OUTRO fato é: Embora existam os maníacos, os rebeldes e vagabundos por aí, cada um querendo salvar o mundo do seu jeito, mesmo os desajustados não tem coragem o bastante de se erguer contra as BABAQUICES que a sociedade cria. Erguem estandartes vermelho-sangue com palavras de impacto tipo, SOLIDÃO, INCOMPREENSÃO, ELITISMO, mas muitas vezes nem eles se dão conta de que fazem parte da mesma sociedade que repudiam. Uns deixam de beber coca-cola e ir ao McDonald's, GRANDE COISA, você não está fazendo nada demais companheiro, sendo que você ainda tem espaço na sua mesa pro Tang e pro Arroz industrializado que nos vendem. Uns passam a ler poetas obscuros e assistir filmes "cult" sem se dar conta que a madeira continua a ser retirada das florestas sem controle pra fazer papel e mesmo os filmes "B" ajudam a movimentar a grande máquina bilionária do cinema. Mas nada disso me irrita, de verdade, se você quer se privar da melhor batatinha frita que existe (e de uma angioplastia num futuro próximo) e ler livros de caras tipo "Dostoiévski" (sem comentários sobre sua obra-literária), vai em frente, não coma, leia, não beba, veja, você só está expressando sua individualidade da mesma forma que mais alguns milhões de jovens por aí, bom trabalho. Mas pelo amor de tudo que é mais sagrado pra você, NÃO SE ACHE MELHOR QUE NINGUÉM POR CAUSA DISSO!&lt;br /&gt;A parte irritante é essa, gente que acha que está salvando o mundo SOZINHA e se considera alguma espécie de ELITE por causa disso. Repete comigo, SOLIDÃO NÃO EXISTE, a não ser que você vá morar numa montanha sozinho e cultive seu próprio alimento e não dependa de mais ninguém NUNCA mais, aí talvez você descubra o que é solidão um pouco antes de perder o juízo, por que como já vimos, humanos não suportam solidão, mas caso contrário, estamos todos amarrados uns aos outros, até o final.&lt;br /&gt;Enquanto esperamos o fim chegar, alguém pode coçar minhas costas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-4880252995595358435?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/4880252995595358435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=4880252995595358435' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4880252995595358435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/4880252995595358435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2007/09/everybody-want-to-save-world.html' title='&quot;Everybody want to SAVE the world&quot;'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-6744362472088259238</id><published>2007-09-18T16:01:00.000-03:00</published><updated>2007-09-18T16:45:16.999-03:00</updated><title type='text'>O homem que tinha tudo</title><content type='html'>Um cara abaixo da média...em tudo...não era inteligente o bastante pra reunir pessoas ao seu redor, não era bonito o bastante para que garotas quisessem sua amizade só por isso...não era rico, não era agradável, não era engraçado. Pelo CONTRÁRIO, era egocêntrico, cruel, arrogante, estúpido, jogava papel na rua, ficava violento quando bebia, não gostava de pandas.&lt;br /&gt;Tudo que ele fazia era andar com aquele grupo alegre de pessoas sem falar nada, e quando eles paravam em algum lugar, ele se sentava no chão de pernas cruzadas e afastado de todos, em silêncio. Mesmo assim, todos o AMAVAM, tinha dezenas de amigos, e mais da metade poderia ser considerada "amizade verdadeira". As pessoas ligavam pra ele e o convidavam para festas, os melhores amigos sempre o chamavam pra noitadas, as amigas ligavam e desabafavam sobre os namorados.&lt;br /&gt;NINGUÉM entendia porque aquele cara abaixo da média, desagradável, feio, pobre, q ficava violento quando bebia e que não gostava de pandas, tinha tantos AMIGOS. Na verdade, nem mesmo ele entendia.&lt;br /&gt;Por alguma ração que ninguém conseguia descobrir qual era, aquele cara desagradável tinha MUITOS amigos. Ele acordava toda manhã com um sorriso no rosto e agradecia aos céus por ter tantas pessoas que se importavam com ele em sua vida. Ele sabia que não merecia tudo aquilo, e chegava a pensar às vezes em mudar um pouco, ser menos desagradável, beber menos, gostar  um pouco de pandas, mas o ser humano não muda, e ele também não mudava, continuava uma pessoa odiosa, e sem explicação, seus amigos continuaram amando-o sempre.&lt;br /&gt;Eu não mereço, mas sou um homem que tem tudo que precisa...amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-6744362472088259238?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/6744362472088259238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=6744362472088259238' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6744362472088259238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/6744362472088259238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2007/09/o-homem-que-tinha-tudo.html' title='O homem que tinha tudo'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-1197366352110142786</id><published>2007-09-06T18:01:00.000-03:00</published><updated>2007-09-06T18:22:14.670-03:00</updated><title type='text'>O Inverno dos Pets Idosos</title><content type='html'>Muita gente fala de amor por aí...muita bobagem, veja bem...amor à primeira vista...amor de mãe...amor platônico...amor de pica...tudo besteira. Pode parecer meio cínico demais da minha parte dizer isso...afinal, amo minha mãe e sei que ela me ama...mas pense em todos os casos de filhos que matam mães e mães que matam filhos...são excessões da regra? Claramente...mas isso prova que o tal "amor" não é uma coisa infalível se pode até descambar pro assassinato vez ou outra.&lt;br /&gt;Bom, onde eu quero chegar é o seguinte, amor é uma flor roxa que brota no coração dos trouxas...mas se temos MESMO que fazer uma escala para o amor, que o mais puro e cristalino, no topo da lista seja o amor que um dono sente por seu animal de estimação (daqui em diante referido como "pet") e vice-versa, porque provavelmente o amor do humano pelo animal não fosse tão puro se o animal não retrubuísse (muitas vezes em dobro).&lt;br /&gt;Tenho dois pets em casa, um cachorro e um gerbil...meu cachorro tem 12 anos, meu gerbil tem quase 4...idades avançadas pra maioria dos cães e gerbils por aí...me pego pensando muito sobre os dois nos últimos meses, uma nuvem de angústia paira sobre mim quase o tempo todo, por medo de que a hora dos meus mais fieis e leais amigos chegue em breve....&lt;br /&gt;Chego a chorar às vezes só de pensar em como será (veja bem, "será" não há como negar que a hora vá chegar) minha vida sem essas duas criaturas maravilhosas e peludas. Aí você me chama de fútil por estar preocupado com algo tão frívolo enquanto milhares morrem de fome na áfrica e nas enchentes da indo-china...eu me sinto mal por aquelas pessoas também, sério, sempre que posso ofereço uma prece aos mais necessitados...mas um animal é uma criatura sagrada pra mim, inocentes, puros, sinceros e por maiores e mais selvagens que sejam, ainda assim o ser humano consegue torna-los todos indefesos...&lt;br /&gt;Quando penso nas atrocidades que um ser humano é capaz de cometer por dinheiro a chega me dar nojo de fazer parte da raça humana....armadilhas pra urso, rifles pra caçar elefante, veneno pra matar barata, ratoeira...instrumentos de tortura medieval em muitos casos adaptados pro uso doméstico e assassinato de criaturas que nem mesmo sabem o que está acontecendo, só tentam levar suas vidas da maneira simples como seus pais levaram, como o instinto os ensina a levar...&lt;br /&gt;Existe muito a ser dito sobre a atual situação de muitos animais no mundo, mas nada seria o bastante pra mudar algo, o ser humano é podre assim mesmo, e vai continuar matando tudo em que conseguir colocar as mãos...parece meio óbvio tudo o que eu disse aqui, e na verdade é mesmo, estou batendo na mesma tecla que muita gente já bateu antes de mim...mas me REVOLTA, de verdade...acho que no final foi só um desabafo, estou com medo do futuro, sempre tive medo do futuro...e meu futuro sem meus pets, parece ainda mais escuro e TENEBROSO...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-1197366352110142786?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/1197366352110142786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=1197366352110142786' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1197366352110142786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/1197366352110142786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2007/09/o-inverno-dos-pets-idosos.html' title='O Inverno dos Pets Idosos'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-42120094106212666</id><published>2007-08-30T23:05:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T23:42:12.594-03:00</updated><title type='text'>Eu prefiro acreditar...</title><content type='html'>"Pra morrer, basta estar vivo", não sei quem foi o autor desta pérola, mas concordo plenamente com ele. Morte é um assunto pesado, sempre foi tabu, na maioria das culturas pelo menos. Eu trabalho num hospital, já tive minha cota de encarar a morte. Mas bom, na verdade eu gostaria de falar dum tipo diferente de morte, a morte espiritual.&lt;br /&gt;Você já sentiu como se quisesse que o mundo explodisse numa bola de fogo, só pra tudo acabar logo, essa merda toda? Bom amigo, toda vez que você pensa nisso, uma fadinha morre...e você também morre um pouquinho. Não que eu esteja lhe puxando a orelha, longe de mim, mas o que mata o espírito é o cinismo, a desesperança, a covardia...será que não dá pra encarar tudo numa perspectiva mais "positiva"?&lt;br /&gt;Aí você dispara algo do tipo "Mas o mundo tá uma merda, todo lugar tem guerra, todo lugar tem gente morrendo!"...é....difícil discutir com esse argumento...mas sabe de uma coisa? Por mais ingênuo que pareça, eu vou continuar acreditando na humanidade...por mais fodida que ela esteja, eu vou continuar acreditando que os pescadores NÃO matam mais os golfinhos presos nas redes e misturam com o atum que a gente compra em latinhas...que os grandes países poluidores vão tentar ABAIXAR os níveis de gases tóxicos que emitem...que o NAZISMO foi só um sonho ruim...que um dia eu VOU ganhar na loteria...porque, idependente dessas coisas serem ou não grandes verdades, ou grandes MENTIRAS...uma vida de crença e positivismo ainda é preferível do que uma vida de descrença e negativismo...&lt;br /&gt;Por que? Ora amigo, pense nas fadinhas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-42120094106212666?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/42120094106212666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=42120094106212666' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/42120094106212666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/42120094106212666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2007/08/eu-prefiro-acreditar.html' title='Eu prefiro acreditar...'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2388931483251312036</id><published>2007-08-02T11:23:00.000-03:00</published><updated>2007-08-02T11:49:40.571-03:00</updated><title type='text'>A grande piada cósmica</title><content type='html'>Vida. A grande piada cósmica. Não é piada? Sério? Nossa, acho que entendi tudo errado então. Os programas dominicais, as revistas pornográficas, os cadarços, os sapatos, as corridas de cachorros, as olimpíadas, prada, gucci, direita, esquerda, comunismo, consumismo, axé, emo, metaleiro, SÉRIO? Caramba, fiquei meio chocado...estava me encarando no espelho outro dia, observava meu corpo se enchendo de ar e depois esvaziando, no movimento involuntário da respiração, quando parei pra pensar, morri de rir. Pensa bem, bonecos de carne brigando no trânsito, transando no motel, multilando no beco, dançando no clube...multilando no motel, dançando no beco, transando no trânsito, brigando no clube e por aí vai....dava um puta show de humor. Pena os shows de humor serem usados na maioria pra zuar as minorias, salvo um ou outro...&lt;br /&gt;Eu vejo as pessoas levando a vida a sério, e não ganhando nada com isso...me deixa frustrado...é horrível saber que você não está indo pra lugar algum, mas se você se comportar de maneira diferente do resto do gado, os fazendeiros te abatem PRIMEIRO. Não me assusta a idéia de virar um hamburguer, claro que não, me assusta é virar um hamburguer pra ser devorado no Cm' Donalds por uma patricinha fútil que acha que ler é pra NERD, ou por um MANO que usa um boné por cima da toca ou vice-versa e se acha o tal porquê roubou 3 reais e uma pêra de uma velhinha no fim da feira uma vez.&lt;br /&gt;Valores distorcidos, objetivos nulos, mesmo que fosse de TREMENDO mal gosto, não seria melhor se a vida fosse mesmo só uma PIADA?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2388931483251312036?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2388931483251312036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2388931483251312036' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2388931483251312036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2388931483251312036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2007/08/grande-piada-csmica.html' title='A grande piada cósmica'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-7420435063374648013</id><published>2007-07-15T00:50:00.000-03:00</published><updated>2007-07-15T01:13:13.486-03:00</updated><title type='text'>Nuvem de Gafanhotos</title><content type='html'>Ando muito de trem, quase todo dia. Gosto de andar de trem, é uma viagem tranquila, silenciosa, dá pra pensar um bocado. Você vê toda aquela gente indo, vindo, ocupada, desocupada, estressada, relaxada. Depois de um tempo pegando o trem todo dia no mesmo horário, inevitavelmente você começa a se familiarizar com um personagem ou dois, eu deixo o processo mais fácil dando apelidos aos meus personagens. Vou falar de um deles em particular na verdade, a Super Mãe.&lt;br /&gt;A Super Mãe é uma mãe solteira que pega o trem com um filho pequeno toda manhã. Como eu sei que ela é solteira? Eu SEMPRE olho pras mãos de mulheres bonitas, é uma mania. Ela é loira, tem olhos verdes, deve ser de fabricação americana, tem um corpo de deusa grega, um olhar confiante, se veste com um terninho discreto e uma calça agarrada nos lugares certo, parece algum tipo de "mulher de negócios", mas sempre com seu molequinho com cara de passarinho a tiracolo. Ela sobre no trem e se senta quase sempre no mesmo lugar, mas dessa vez o lugar estava ocupado, o único lugar disponível era na minha frente, nos bancos invertidos. Ela senta toda aquela bunda macia com uma elegância que me faz desviar o olhar do que quer que eu estivesse lendo, ela percebe meu olhar e sorri simpática  humilde o bastante pra prosseguir com um discreto "Bom dia". Eu respondo a altura e volto pro meu livro, espiando de vez em quando as pernas dela. Passa-se um tempo e eu percebo que ela está encarando com uma intensidade fora do normal. Faço com que ela perceba meu desconforto, mas ela aparentemente não se importa e continua encarando. Algumas estações depois, eu já estou ficando de saco cheio, é um daqueles dias em que eu consigo falar com estranhos, aproveito minha vantagem e pergunto "Pois não?" num tom meio irritado e desafiador. Ela se surpreende e olha nos meus olhos (ela fitava outra parte o tempo todo) "Tem um gafanhoto na sua cabeça." ela diz engasgada.&lt;br /&gt;PUTA QUE PARIU TEM UM GAFANHOTO NA MINHA CABEÇA!!! Era o que eu normalmente teria dito antes de sair gritando e pulando pelo trem, mas foi uma situação que me pegou tão de surpresa, que tudo que eu consegui dizer foi "É, e daí?".&lt;br /&gt;Ela levantou e arrastou o molequinho com cara de passarinho pra longe de mim, sentaram-se num banco do outro lado do vagão, eu voltei pro meu livro, suava frio imaginando se tinha mesmo um gafanhoto no meu boné, afinal de contas nas últimas semanas, por alguma razão uma "infestação" de gafanhotos tinha se abatido sobre Santo André. Uma nuvem bíblica de gafanhotos, devorando nossas colheitas, enquanto a água virava sangue, chovia fogo dos céus e nossos primogênitos eram mortos por forças sobrenaturais. Não, não, história errada, lugar errado, livro errado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-7420435063374648013?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/7420435063374648013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=7420435063374648013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7420435063374648013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/7420435063374648013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2007/07/nuvem-de-gafanhotos.html' title='Nuvem de Gafanhotos'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5103045255594792631.post-2105747977265035802</id><published>2007-07-05T11:43:00.000-03:00</published><updated>2007-07-05T11:58:36.024-03:00</updated><title type='text'>Guerras Secretas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tem um cara que eu conheço que eu odeio. Ele nunca me fez nada, na verdade a gente mal se fala, é um sujeito até simpático e brincalhão, o pessoal adora ele. Mas eu odeio. E ele provavelmente não faz a menor idéia disso. Melhor assim.&lt;br /&gt;Aí eu fico pensando nesse meu "ódio platônico" pelo sujeito e sinto uma certa pena dele. Aí ele se aproxima de mim e sorri, diz alguma frase inteligente e bem colocada, e eu volto a odiá-lo.&lt;br /&gt;Será inveja de algo que eu ACHO que ele tem? Talvez, mas descobrir o motivo do ódio não iria fazê-lo sumir. Então eu continuo odiando-o, e tento não me sentir mal sobre isso, afinal se tudo continuar como está, ele NUNCA vai descobrir o quanto eu o odeio. É uma GUERRA SECRETA que eu travo contra ele, e contra mim mesmo.&lt;br /&gt;Será que os grandes líderes mundiais também sentem isso por determinado presidente ou primeiro-ministro? Será que é por isso que as bombas não param de explodir? Será que é por isso que as criancinhas africanas passam fome? Provavelmente.&lt;br /&gt;Os homens com poder o bastante tornam suas guerras pessoais em guerras públicas, guerras mundiais. Enquanto a mim, eu continuo odiando o cara, e me sentindo levemente incomodando com essa falha no meu caráter, mas não incomodado o bastante pra deixar de odiar. É uma guerras secreta, e secretamente eu estou ganhando. Ou NÃO estou?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5103045255594792631-2105747977265035802?l=guerrassecretas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/feeds/2105747977265035802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5103045255594792631&amp;postID=2105747977265035802' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2105747977265035802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5103045255594792631/posts/default/2105747977265035802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guerrassecretas.blogspot.com/2007/07/guerras-secretas.html' title='Guerras Secretas'/><author><name>Guerras Secretas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08970329781077132403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_bAZE0krog0w/S6kuq1SeZ3I/AAAAAAAAADk/BLxIReHVgQY/S220/PICT0156.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
